A vida passa tão rápido que nem às vezes nem percebemos, vivemos por ver os outros viverem, sem motivo, sem euforia... O mesmo aconteceu com Eduarda, ou simplesmente Du, uma jovem de 20 anos, que não tinha ninguém para conversar, muito menos para confiar. Seus pais a rejeitaram desde o primeiro momento de que souberam de sua vinda ao mundo. Eduarda, possuí dois irmãos mais velhos, e sua família não era muito pobre, era o famoso “mais ou menos”.

Eduarda trabalhava na parte da manhã e estudava durante a noite. Ela cursava faculdade de direito e fazia um estágio na sua área. Como dito no inicio, ela não possuía nenhuma amizade, e nunca namorou sério. Seus pais chegaram a pensar que ela fosse lésbica (sabem de nada inocentes), Eduarda ficava com muitos homens quando ia a casas noturnas de divertir, mas nunca achou um rapaz que a completasse e que a fizesse bem.

Bem longe da realidade de Du...

João Lucas, todos diriam que ele se comportava como um rebelde sem causa, mas isso se chama falta de atenção e carinho da parte de sua família. João Lucas, de 21 anos, não fazia nada da vida ao não ser ir para baladas, beber muito e usar drogas. Um rapaz de aparência muito bonita e milionário. Seu pai era José Alfredo Medeiros, dono da Império das Joias e sua mãe, Maria Marta Medeiros de Mendonça e Albuquerque, uma aristocrata que tinha no seu coração o maior amor da sua vida, mas que não dava a mínima mais para ela (José Alfredo). João Lucas teve uma vida muito conturbada desde o inicio de sua adolescência. Sempre foi o “esquecido” da família. José Alfredo “babava ovo” para sua filha do meio, Maria Clara, e Maria Marta apostava em seu primogênito José Pedro. João Lucas nunca teve grandes amigos, pois todos eles eram interessados em apenas uma coisa, no seu dinheiro.

João Lucas nunca namorou sério com nenhuma garota, pois nenhuma delas aguentou sua rebeldia...

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Em um final de tarde ensolarado de uma sexta-feira de dezembro, Du estava quase no fim do seu expediente, ela estava de férias da faculdade, então do trabalho iria direto para uma conhecida balada/boate do rio de janeiro, La Luna. Sua colega de trabalho, Karina, chamou para ir até lá esfriar a cabeça, pois foi uma semana difícil em seu trabalho.

João Lucas sempre foi frequentador de boates caras e com venda de drogas. E nessa noite não foi diferente. Ele foi acompanhado de dois rapazes, Rafael e Fernando (filhinhos de papai), que também utilizam as mesmas substâncias que João Lucas.

Por Du:

Essa foi uma semana muito difícil para mim, tanto no meu trabalho quanto em casa (o que não é novidade). Discuti com meu chefe, briguei com a minha mãe... Então Karina me chamou para ir nessa boate de playboy. Sinceramente, não sou de frequentar esse tipo de lugar, mas “é o que tem pra hoje”.

Eduarda se arrumou na empresa mesmo, como era de praxe colocou um vestido curto preto, meia calça preta e uma bota de salto alto e cano curto. Ao sair do banheiro viu que não tinha mais ninguém na empresa, somente as faxineiras. Agradeceu por isso, pois não queria que a vissem assim...

Antes de ir, passou em um barzinho próximo a boate com Karina para fazer um “esquenta”. Muitos homens já começaram a olhar para elas. Logo um rapaz se aproximou de Karina, minutos depois ela já estava atracada com Rafael.

Du ficou em frente a bancada do barzinho até que um homem se aproxima dela:

Fernando: Posso pagar uma bebida?

Du: Claro...

Fernando foi jogando uma cantada ali, outra lá. Porém Du não se interessou nele, porque só saia da boca dele as palavras: dinheiro, mulher e drogas. Ela já estava ficando entediada com o papo de Fernando...:

Du: Então eu tenho que ir embora...

Fernando: Nada disso, você vai ficar! -disse a ordenando-

Du: Nem meus pais mandam em mim, quanto mais você! -Du já estava ficando brava-