Overcome
7 Capítulo VI
Notas iniciais
P.O.V Sadie
– Algo de importante? – Anúbis me perguntou assim que apareci em seu quarto.
– Já não sou mais imune a possíveis chacaizinhos. – Ri.
– Ah.
Só isso? Simples assim? Ele não vai falar nada? Nem anunciar que não faremos mais nada até que tenha conseguido algum preservativo divino?
– Não tem nada pra me falar?
– Não.
– Pro inferno Anúbis!
Ele riu.
– Já estamos nele Sadie querida. Lamento decepcionar, mas... devido a um episódio na história do Antigo Egito, eu não posso mais ter filhos, Osíris ainda não sabe disso. E é bom não saber, ou vai me castrar com as próprias mãos; mesmo não adiantando nada, mas...
Eu estava perto dele quando falou. No momento seguinte ele já estava batendo com as costas na parede e soltando um gemido de dor. O ar do Duat pode te deixar selvagem. Em pouco tempo já estávamos em uma batalha sobre a cama.
Eu agarrei sua camisa e arranquei de um jeito tão surpreendente que acho que rasguei uma de suas camisas preferidas. Jogando-o de costas sobre a cama eu sentei em sua cintura, rápido ele hein...
Anúbis estava jogado de qualquer jeito sobre a cama, Sadie sentada sobre sua ereção enquanto se abaixava sobre o torso nu do deus a fim de arranhá-lo. Correu toda a extensão com suas unhas, o outro deixou um gemido longo escapar por seus lábios.
– O que pensa que está fazendo? – Ele perguntou com a voz arrastada.
– Nada, Anúbis. Só fique deitado.
Sadie fez com que ele se arrastasse para o centro da cama, mas não se moveu de sua cintura. Anúbis pousou suas mãos na cintura da outra e apertou levemente, mas Sadie se controlou para não gemer. Agarrou seus pulsos e ergueu-os braços do deus acima de sua cabeça, deitando em seu peito ao fazer isso.
Anúbis permaneceu deitado com os braços abertos enquanto tinha seu pescoço beijado pela garota, e não tomou conhecimento do que acontecia, e foi tarde demais quando ouviu-a sussurrar:
– Tas.
Sentiu seus pulsos sendo envoltos pelas Fitas de Hathor. Sadie sentou-se ereta, novamente, e colocou as mãos para trás sussurrando a mesma coisa e então o deus pôde sentir seus tornozelos confinados também pelas fitas e separando suas pernas.
– O que está fazendo, garota? – Ele questionou com uma sobrancelha erguida, contendo um sorriso.
– Já disse que ‘nada’.
Ela se abaixou sobre seu torso e mordeu um de seus mamilos. Cravou as unhas nos ombros de Anúbis e lentamente percorreu sua fronte, arranhando-o, enquanto o encarava nos olhos, mordendo os lábios.
Ouviu um gemido escapar por entre seus lábios crispados e tentou soltar-se das fitas, mas foi em vão.
Sadie sentou-se sobre suas pernas enquanto abria o zíper de sua calça, lentamente. Ela notou a respiração acelerada do deus chacal e sorriu para si mesma.
Tão lentamente possível, ela abaixou sua calça e retirou-a com uma pequena alteração nas fitas. Atirou-as ao chão e engatinhou até poder sentar sobre o peito do outro.
Ainda mais lentamente retirou sua blusa e jogou-a sobre o rosto de Anúbis, impedindo-o de qualquer visão.
Ele sentiu o peso desaparecer de seu peito e retornar para suas pernas e de repente, desapareceu de seu corpo. Ela estava entre suas pernas. Sentiu suas pequenas mãos sobre seus pés, subindo lentamente por suas pernas. Não pôde conter um gemido.
Ainda sob a cueca boxer branca o volume era notável.
As mãos se detiveram em sua virilha, movendo-se lentamente em círculos, fazendo-o se contorcer em antecipação, sem aviso prévio, pressionaram sua ereção e ele gemeu alto.
Sadie sorriu.
Era consideravelmente grande em comprimento e circunferência, perfeitamente proporcional ao corpo moreno-escultural-divino-egípcio.
Curvou-se sobre uma das pernas e trilhou beijos por sua coxa e parando sobre a virilha, o que o descontrolou completamente. Ela podia notar os músculos forçando as fitas de Hathor, mas sem mover um milímetro.
Trocou de perna e recomeçou com os beijos. Anúbis gemia sem cerimônia. E em meio a grunhidos ela pôde ouvir seu nome pronunciado de maneira extremamente sexy.
Começou a baixar a cueca e surpreendeu-se com sua ereção saltando diante seus olhos. Notou como ele ficara realmente irresistível em roupas atuais, talvez até mais que em saiotes egípcios.
Envolveu seu membro com ambas as mãos e massageou lentamente, fazendo com que ele tentasse de todo modo mover os quadris mais rapidamente do que suas mãos trabalhavam.
– Sadie, por favor! – Ele suplicou.
Engatinhou novamente até seu peito e parou roçando seu sexo sobre o membro rijo enquanto retirava sua blusa do rosto de Anúbis.
– Isso chega a ser injusto. – Ele reclamou com a voz entrecortada.
Sorrindo torto, ela liberou as fitas e imediatamente ele a agarrou pela cintura.
– Nunca mais faça isso comigo. – Sussurrou em seu ouvido, girando-os na cama.
Beijou-a profundamente, descendo pelo pescoço e mordiscando o ombro. Suas pernas se encontraram às costas do deus, pressionando-o contra ela e cravou suas unhas com força em seus ombros quando ele desceu os beijos para seus seios.
Anúbis brincou por algum tempo sugando um dos seios e massageando o outro, mas já não se aguentaria por muito tempo. Afastou-se e retirou as peças de roupa restantes. Voltando para cima, a penetrou lentamente, mas sem parar.
Inicialmente ele demorou o máximo possível nos movimentos, demorando para sair e ainda mais para entrar. Um vai e vem extremamente lento. Sadie estava prestes a enlouquecer.
– Anúbis! – Ela reclamou.
– É só um aviso para nunca mais me amarrar. – Ele murmurou em seu ouvido.
Rendendo-se, deitou totalmente sobre a garota e aumentou o ritmo. Ambos gemiam sem cerimônia, o que levou Anúbis ao descontrole. Uma onda de prazer inundou os sentidos do deus, fazendo-o estocar com mais força, indo cada vez mais fundo.
Um choque percorreu o corpo de Sadie ao mesmo tempo que Anúbis urrou de puro prazer. Chegaram ao ápice praticamente ao mesmo tempo e ele deixou seu corpo relaxar sobre ela.
– Hey. – Ele chamou.
Estava deitado de costas e Sadie deitada em seu peito, cobertos apenas por um lençol.
– Hã? – Murmurou.
– Precisamos repetir isso mais vezes.
Ela riu.
– Não sei... – Ela fazia movimentos circulares sobre sua barriga com a ponta de um dos dedos. – Você poderia se cansar de mim, afinal, ainda temos uma eternidade pela frente.
– E quem disse que não poderemos inovar? Os séculos vão passar, não é possível que a criatividade desses mortais seja tão limitada!
Ela riu mais uma vez.
– Anúbis! Deixa meu pai ouvir você falando isso...
Ele riu, desta vez.
Ela passou o braço sobre ele, abraçando-o e alguns minutos foram o suficiente para que adormecesse.
§
– O que você está fazendo? – Eu me assustei com a voz de Anúbis bem atrás de mim.
– Ah, nada! – Exclamei alarmada enquanto fechava o notebook apressadamente.
– Onde você conseguiu isso? – Ele perguntou novamente.
– Não interessa Anúbis, dorme de novo, depois falo com você.
– Ah, esqueci como você é irritante. – Ele me enlaçou pela cintura e me puxou contra seu corpo.
– É sério Anúbis, estou terminando isso aqui, depois eu faço o que você quiser.
– Só te deixo se me contar o que estava fazendo. – Falou beijando meu pescoço, tinha como recusar?
– Só deixando um registro sobre o que eu passei.
– E o porquê isso?
– Eu e Carter mandamos algumas gravações sobre nossas aventuras salvando o mundo e não quero que essa minha pequena aventura fique perdida na história. Talvez até sirva como inspiração para os próximos magos da Casa da Vida quando se apaixonarem por deuses. – dei de ombros.
– Ah é? Então não tem nada demais, deixa eu ver... – Ele puxou o notebook, mas na mesma hora eu o agarrei e o abracei. – Andou escrevendo sobre nossas aventuras, Sadie Kane? – Ele sorriu, aquele sorriso...
– N-não. – Merda, gaguejei.
– Mentira! – Ele tomou o notebook da minha mão e abriu.
Fechei os olhos e esperei pela merda que viria quando ele terminasse de ler.
– Hum... detalhista. Me deu até vontade de repetir a dose.
– Eu me recuso a fazer qualquer coisa com você até que me deixe terminar isso aí. – Um pouco de chantagem não faz mal a ninguém, não é?!
E ele me soltou, de má vontade, e se dirigiu ao banheiro.
Então... Foi isso que aconteceu. Eu estava predestinada a superar aquele limite imposto pelos deuses. Agora tenho a eternidade para desfrutar com esse deus tarado – e gostoso, vale frisar.
Agora é minha vez de falar; minha vez de expor e me livrar do que vem me matando
Eu não poderia ter continuado com Walt, aquilo me consumiria aos poucos, não era um relacionamento...
Isso é impossível, diga adeus
Eu tinha que tentar. Eu tentei. Eu consegui. E tinha que compartilhar com vocês, aqui.
Sou predestinado a superar
Meu lugar aqui no Duat estava reservado desde aquele dia no cemitério.
Esta guerra me entorpeceu
Derrotar Apófis me deixou confusa, mas em momento algum eu poderia ter duvidado, que queria passar minha vida com o deus dos funerais, vulgo deus do papel higiênico.
I’m entitled to Overcome!
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