Over Again.

2 Capítulo 2 - Tudo pra mim.


Notas iniciais
Desculpa a demora .Bom não teve reviews. Fiquei chateada lógico, você escreve uma história, e ninguém comenta, você não sabe se estão gostando ou não. Mas bom vou esperar. E aqui vai mais um capitulo.

- Não sei vocês, mas eu vou! – Eu falei decidida. – Você vai Sara?

- Não sei... – Ela falou meio indecisa.

- Tudo bem. – Eu falei me levantando já tava de saco cheio. – Vocês não vão, mas eu vou, quer saber fica aí com o amiguinho de vocês, mas depois que eu trocar vocês não vem me perguntar o porquê eu to me afastando. Porque tudo que essa coisa quer vocês fazem. Peguem ele de uma vez e enfiem ele no cú cara.

Eles me olharam assustados não esperando essa minha reação. Eu virei às costas e fui embora, realmente não tava com saco pra eles. Fui pra pracinha, Paulo devia ta lá, ele sempre tá. Na hora que eu cheguei à pracinha vi de longe o Paulo. Ele é alto, de um físico muito bom, não tão bom quanto o do Daniel, mas é bom. Ele é magro, tem barrinha lisa. E bom é meu chão.

- Paaaulo! – Gritei assim que parei do lado da pista de skate que tinha lá na pracinha.

- Pequena. – Ele falou me abraçando e me rodando no ar. – Que saudade! – Ele disse assim que me colocou no chão e me dando um beijo na testa. – mas e aí o que ta fazendo aqui?

- Eu tava na casa da Amanda, aí agente ficou sem nada pra fazer, a Sara deu a ideia da gente vir aqui te ver, mas como o Daniel empata a vida de qualquer um, não deixou as meninas virem, aí eu vim sozinha.

- Você sabe que ele não gosta de mim Lua. Não briga com as meninas por causa disso.

- Quem disse que eu briguei com elas? Só disse umas verdades, um dia elas ainda vão acabar perdendo a minha amizade por causa dele. Elas se esquecem de mim por causa dele. Tudo é sempre ele, é difícil de entender que pra mim não é tão fácil? Que é difícil me acostumar com isso? A mano é horrível perder as minhas melhores amigas pra ele. A única coisa que eu tenho que ele não pode roubar é você. – Falei isso quase chorando.

- Não fala isso pequena. – Ele me abraçou apertado, do jeitinho que eu tanto amo.

- Sabe é a melhor coisa do mundo quando você está mal, e a pessoa te abraça apertado sem você pedir.

- Eu sei que você ama isso, e é por isso que eu faço essas coisas. – Ele falou me abraçando de novo, de um modo que a minha cabeça ficasse no peito dele. – Agora vem que eu vou te ensinar a andar de skate. Você ta me pedindo a um tempão. Vem. – Ele falou segurando na minha mão e me levando em direção ao skate dele que tava um pouco a frente que ele tinha deixado pra falar comigo. – Sobe.

- Mas eu vou cair Paulo. – Falei com certo receio, eu morria de vontade aprender a andar de skate, mas eu sou muito fresca, sou enjoada. Tenho pavor de qualquer coisa que me faça sentir dor.

- Lógico que você vai cair. É normal, mas agora sobe aí. Eu to te segurando calma. – Eu subi me segurando nele. Ficamos ali, brincando, e ele tentando me ensinar a andar de skate, tava sendo muito divertido, eu precisava me distrair. E eu sabia que com o Paulo eu poderia me distrair, ele sabia que eu precisava disso, e fazia o máximo pra me distrair. Ele me faz esquecer o mundo, dos problemas, seja lá o que agente esteja fazendo, jogando vídeo game, dançando, cantando. Eu caí umas duas vezes do skate nada de mais.

- Paulo, eu to cansada, já chega né? Deu por hoje. – Eu falei me sentando do lado no chão. – Vai me levar pra comer na sua casa?

- Luana! – Eu olhei para o lado e vi a Bia ali parada me olhando. Parecia que ela e a companhia tinham chegado agora.

- Que é Bianca? – Sim eu estava sem paciência, tava com fome, cansada e suada. E ainda estava aborrecida com eles.

- Não fala assim com ela Luana, ela não tem culpa dos seus surtos. – A Amanda me repreendeu.

- Meus Surtos? Meus surtos? – falei como se não acreditasse no que eu tinha acabado de ouvir. – Me poupe Amanda, sabe quem mais se preocupou comigo nessas férias? Quem me ligava sempre? Que sempre saia comigo? Sabe quem? Eu sei que não foram vocês. Se isso se diz ser amigas, desculpa, mas eu não quero ter amigas assim, que não dão a mínima pra mim. Que simplesmente se esquecem de mim. Me poupe do seu discurso de pessoa certinha Amanda, porque foi o Paulo quem salvou minhas férias. E quer saber? Ele é o melhor amigo que qualquer pessoa poderia ter.

- Chega Luana. – Paulo sussurrou no meu ouvido. – Vem vamo comer lá em casa, minha mãe ta com saudade de você. Amanha você resolve isso. Tchau meninas. – Ele apenas acenou pras meninas e saiu me puxando dali.

- Como é que é? Sua mãe ta com saudade dela? – A Bianca falou incrédula. Sim a Bianca gosta do Paulo.

- É Bia, a Lua nas férias ia direto lá em casa, e minha mãe gosta da Lua, só isso.

- Qual é Bianca vai dizer que você nunca foi à casa do Daniel? Eu só fui umas cinco vezes na casa do Paulo não têm porque ter esse seu piti, agora eu vou embora, amanha nós nos falamos pode ser? – Não dei nem tempo dela responder e sai puxando o Paulo. — Sabe Paulo eu to cansada, eu sempre sou a errada, nunca elas vêm meu lado. Isso dói é horrível, não quero mais, já cansei chega.

- Calma princesa. – Ele me abraçou daquele jeito que só ele sabe o jeito que eu tanto amo, e eu não sei de verdade o que seria de mim sem ele.

- Obrigada por estar sempre do meu lado, você não sabe o quanto isso é importante pra mim. Às vezes eu só queria minha antiga vida de volta. Onde tudo era normal, eu não brigava com elas, eu não tinha problemas. E tudo o que eu quero agora é deitar e dormir, ou sei lá, nunca mais sair da minha cama.

- Calma pequena você sabe que é só uma fase que tudo vai dar certo, é só você ter calma. Agora liga pra sua mãe avisando que você vai almoçar lá em casa.

- Pode ser quando agente chegar na sua casa? To com preguiça, ou você liga e avisa?

- Eu ligo, dá o seu celular aí vai. – Eu entreguei meu celular pra ele, ele ligou pra minha mãe falou com ela, e falou também que mais tarde me leva em casa.

[...]

- Tia Ane? – eu entrei na casa do Paulo já chamando pela mãe dele. A mãe dele é o máximo, é legal, e parece até uma adolescente.

- Luana querida. – Ela me deu aquele abraço de urso que só ela consegue dar. – Senti sua falta, nunca mais veio aqui.

- Desculpa Tia, eu queria ter vindo antes, mas sabe como são férias em família, viagem todo mundo junto. Fica meio complicado. Prometo vir mais vezes aqui agora que as aulas voltaram.

- Tudo bem queria, mas o que aconteceu que você ta toda suada? Toda descabelada?

- A mãe eu tava ensinando a Lua a andar de skate.

- Paulo! Já te disse pra tomar cuidado, olha o estado dela.

- Mãe menos. – o Paulo disse entediado.

- É tia não precisa de tudo isso, calma foram só dois tombos.

- Mas você é a filha que eu nunca tive. Eu te amo meu amor, estou cuidando de você, já que o Paulo não faz isso. – Ela falou me abraçando de novo com os olhos cheios de lagrimas.

- Tia você sabe que o Paulo cuida de mim como ninguém, assim como eu cuido dele, eu também amo você, você é a minha segunda mãe, assim como o Paulo é o meu outro irmão. Eu amo vocês dois mais do que a mim mesma. – E então nos abraçamos, os três.

Notas finais
Então não sei quando minha criatividade vai me permitir postar outro capitulo, mas saibam que se eu demorar não é porque eu não abandonei, até porque isso é tudo o que eu tenho. Eu não pretendo abandonar, mas adoraria ter reviews.... Então reviews?