Ovelha Negra

55 Cor Do Silêncio


Sombras que estão sempre a me seguir
Sempre sussurrando em meu ouvido
Será que vão me matar?
É melhor se converter para o pecado
Posso culpar você ao meu lado?
Posso culpar-me por todos?
Dê-me suas palavras e crucifique-me em sua mente

Negro é a cor do silencio

Espalhando a decadência atrás de mim
Minha mais preciosa praga
Um dia eu mesma irei me devorar
Sinto alguém dentro de mim
Moendo minhas esperanças por dentro
Darei luz a minha paz natimorto
Unhas de agulha subindo em minhas costas
Está aqui me mantendo para baixo

Negro é a cor do silencio

Simfonia do inferno, inspirada no meu exilio mental
Notas de agonia
E de condenação
Cravando fundo no meu coração
Até chegar em minha alma
O ceifador chega
Para me dar sua benção final
Negro é a cor do silencio
Negro é os olhos da morte
Negro é o abismo dentro de mim
Negro é a última visão

O caixão pintado a sangue
É o meu leito final
Simfonia do inferno e coral de choros
Lamentam porquê?
Dessa vida, não levo nada para apresentar diante a um pandemonio
Vivi um funeral
Desde o dia que recebi o folego de vida