Khyara tinha uma descendência diferente da de outros humanos. O seu pai era de outra dimensão e trabalhava para um homem muito rico na outra dimensão, mais rico que o rei do lugar, e por causa de toda essa condição financeira, a sua filha mais velha de apenas treze anos se casaria com o príncipe Aaron de dezoito quando completasse quatorze, no entanto a menina foi sequestrada e teve sua vida ameaçada. Em função disso, esse homem iria mandar sua única filha mulher para a Terra, uma dimensão da qual ela não conhecia, mas assim ela estaria protegida, pois ela seria a futura rainha de Arthelos, mas enquanto ela fosse apenas uma mera candidata, sua vida estava ameaçada. O único lugar seguro pra ela seria na Terra. Livilya com apenas treze anos, seria mandada para a Terra essa tarde para morar com uma mulher da qual ela nunca tinha visto antes.
Khyara precisava correr contra o tempo, para fazer os preparativos da abertura do portal. Apenas bruxos podiam abrir portais pra outras dimensões, como seu sangue era meio humano e meio bruxo, ela não tinha poder o suficiente para abrir o portal para outra pessoa além dela mesma, e por isso seu pai a ajudaria a abrir o portal.
No universo existem milhares de portais interligados ao outro por forças incompreensíveis e se foi Deus que fez isso, Khyara certamente não tinha ideia, no entanto sempre foi apaixonada por essas forças desconhecidas, que fazia o que os humanos normais conhecem parecer aprender a tabuada da primeira série. Abrir um portal era extremamente difícil, Khyara se pergunta até hoje como sua mãe conseguiu abrir um portal sozinha sendo uma humana.
Permanecer vivo dentro dele até ser transportado era outra coisa complicada, sem contar que um portal não podia ficar aberto para sempre, entretanto existia uma exceção, o portal no triângulo das bermudas sempre estava aberto, é o único também que a Khyara conhecia. Ninguém nunca soube o motivo dele ser o único portal aberto. Muitos cientistas guardam o segredo a sete chaves sobre o portal. É um segredo de estado na América. Entretanto pelo fato de ficar no meio do Oceano Atlântico o torna o mais perigoso além do fato dele ser o único portal existente, do qual pode transportar outros seres vivos de outras dimensões. É claro que a grande maioria morre por não se adequar a vida marinha. Sem contar que por causa das atividades místicas existentes ali, o lugar está sempre tendo tempestades e ventos fortes, dificultando de todo jeito a passagem de humanos normais para outras dimensões.
Khyara pegou a chave dentro da bolsa e abriu a porta creme do seu apartamento. E lá estava seu pai. Ele já estava com as velas acesas. Velas feitas de cera de abelha, seu pai mesmo que as fazia. Trazer um pessoa de outra dimensão exigia muita força mental e física. Principalmente pra Khyara.
– Oi pai!
– Oi meu amor! — O homem abraçou a filha. Fazia algum tempo que não se viam.
– Já ta tudo pronto?
– Sim. Pegue esses fio de cabelo aqui. — Disse ele entregando um tufo de cabelo castanho pra Khyara.
– É da Livilya?
– Sim.
Khyara joga os fios nas velas de cera. Acreditavam que isso trazia boa sorte, além de trazer a coisa teletransportada inteira, o que já era muito bom por si só. Seu pai fazia um círculo com a vela de cera em um carpete preto especial pra coisa.
– Vamos começar?
– Aperi ostium alterum! Sit Ius sui In! — E de repente os dois se encontraram em um mantra de olhos fechados, Repetindo ele diversas vezes. — Aperi ostium alterum! Sit Ius sui In! — Khyara sentiu um líquido escorrer do seu nariz, era sangue. Ele desceu para os seus lábios fazendo com que ela sentisse o gosto de metal. Sua cabeça começou a doer, enquanto seu pai continuava sem nenhum dos sintomas de exaustão apresentados pela filha. Finalmente um o círculo ganha um brilho. Parecia um círculo feito de pisca-pisca de natal.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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