Notas iniciais
Enfim chegaram minhas férias, eu vou ter bastante tempo para escrever,

Durante a noite , no momento em que eu, Gabbe e Bryan entramos em casa pela porta obviamente. Subi as escadas da sala correndo e passei pelo corredor até entrar no quarto do Bryan. Ao abrir a porta do quarto, eu fiquei parada em pé de frente para cama onde Len ainda se encontrava dormindo.

Eu estava mais tranquila ao observá-lo calmamente, “Ele é realmente muito lindo” pensei.

O começo da tarde havia sido ótimo, é uma pena que tenha terminado de uma forma… como posso dizer? tensa?

Após passar alguns minutos o observando, eu estava com um pequeno sorriso em meu rosto e quieta, pois não queria acordá-lo.

Comecei a sentir sede, então eu decidi ir até a cozinha.

Após chegar na cozinha, eu fui até o armário, abri a porta e peguei um corpo de vidro. Em seguida, andei até a geladeira, após abrir sua porta, peguei uma caixa de suco de uva e abri, coloquei suco no copo e passei a beber tranquilamente após guardar a caixa e fechar a geladeira.

A sensação de alívio ao lembrar-me que Kwang-Sun estava bem era uma das melhores coisas naquele momento.

Após ter terminado de beber meu suco encostada na geladeira. Coloquei o copo em cima da pia. Fui até a sala e subi as escadas. Ao chegar em meu quarto, eu percebi que haviam várias malas no chão próximas a minha cama. Bryan realmente tinha preparado tudo para a nossa ida a Onairan.

Me sentei no chão, revirei as malas tentando achar uma roupa confortável para eu usar aquela noite de sono, até eu abrir uma das malas e pegar um pijama e uma escova de dentes.

Len abriu a porta e ficou encostado nela me observando, eu estava de costas para ele, mas senti sua presença.

— Saiba que eu fiquei chateada com suas atitudes hoje. — Senti que tirei um peso das minhas costas ao dizer isso.

— Aquele cara é folgado. — Se mostrou indiferente ao olhar as unhas da mão direita.

Eu entendo que ele e o coreano estavam trocando alfinetadas no cinema. E que uma hora iam acabar se agredindo fisicamente.

Era perceptível os ciúmes da parte de Len… Mas poderia não ser apenas isso… Essa era apenas uma hipótese da minha cabeça que Len sentia inveja de Kwang-Sun já que o coreano se encontrava em uma posição bem mais aceitável que a do mais alto.

— Você queria ser um dos cavaleiros da rainha? — Levantei com meu pijama em mãos, após me virar naturalmente, me aproximei de Len.

— Por que a pergunta ? — Questionou com uma expressão irritada em seu rosto.

— É apenas curiosidade… — Respondi. — Você me explicou que eles são basicamente os heróis em Onairan.

— Esse pode ser o sonho de qualquer um em Onairan. Mas nunca foi meu sonho… Mas eu também nunca quis ser o vilão — Ele não mentiu ao dizer isso. Abaixou a cabeça e mostrou um triste sorriso. — Antes da minha esposa adoecer… Eu era feliz com ela e com meus filhos. Mas quando ela adoeceu, eu fiquei sem chão. Eu fiz o possível para que ela melhorasse. Acompanhava ela nos hospitais, ajudava em tudo e comprava remédios. Eu tinha expectativas de sua melhora. Mas… — Ainda com a cabeça baixa, lágrimas começaram a cair dos seus olhos. — Os médicos disseram que ela não tinha muito tempo de vida. Foi quando ela desapareceu e eu parti em uma longa jornada a procura dela. Ainda desconfio que Jean tenha feito algo… Ele me disse que ela faleceu —

Eu sei que não tem nada a ver comigo. Mas por impulso eu o abracei mesmo segurando o pijama com a mão direita e a escova de dentes com a mão esquerda, e comecei chorar junto com ele. — E bem…Sem Rumo, acabei trabalhando para ele. — Retribuiu o abraço.

— Você… — Eu estava nervosa e tive que pensar um pouco para dar continuidade.

— Você disse que não é o príncipe encantado no qual eu sonho... Mas eu vejo muita bondade em você, Len. A única coisa que você tem que melhorar, é que você tem que controlar sua raiva… Ainda mais com suas habilidades sobre humanas.

Eu vou me esforçar para não te decepcionar de novo… — Nesse momento, deu um beijo em minha testa e mostrou um pequeno sorriso ainda com lágrimas em seus olhos. Passei a segurar o pijama e a escova de dentes com a mão esquerda. Levei minha mão direita até sua bunda durante aquele mesmo abraço e apertei firmemente.

— Ei, calma ai! — Começou a sorrir timidamente enquanto segurava calmamente meus braços. Eu tirei minha mão de sua bunda e me afastei do abraço. — Ousada você, hein.

— Tenho que ser! — Pisquei meu olho direito ao olhar para ele. Voltei para perto da minha cama, abri uma das malas e peguei uma toalha. Em seguida, fui saindo do quarto. — Vou tomar banho.

— Eu vou te esperar aqui. — Mostrou um sorriso tímido ao dizer isso.

Andei pelo corredor segurando meu pijama e minha escova de dentes até chegar no banheiro. Coloquei as coisas em cima do balcão da pia e quando eu já embaixo do chuveiro, eu liguei o registro. A água estava quente, eu estava gostando bastante.

Durante o meu banho, imaginei como seria a cidade mágica no qual eu iria morar, eu estava realmente ansiosa para o próximo dia.

Assim que terminei meu banho, eu desliguei o registro, sai do chuveiro após pegar a toalha. Me sequei e vesti meu pijama no qual a regata era rosa com bolinhas brancas desenhadas e o shorts era todo rosa, não tinha as bolinhas branca. Escovei meus dentes e segui para meu quarto onde Len se encontrava assistindo Tevê e deitado na minha cama.

— Demorou, hein. — Falou com um enorme sorriso ao me ver. — Já estava ficando preocupado. — Brincou.

— Nem demorei tanto. — Deitei na minha cama. — Você não vai tomar banho?

— Sim eu vou. Eu estava esperando você terminar. — Levantou-se da cama. — Gabbe trouxe Algumas de nossas roupas e também nossas escova de dentes. Eu vou pegar no quarto do Bryan.

Saiu do quarto logo em seguida. Tomou um banho demorado Até que voltou e deitou-se na cama ao meu lado. Eu estava deitada do lado esquerdo da cama, ele estava deitado do lado direito. Seu perfume era apaixonante.

Demorei um pouco para dormir devido a ansiedade que eu estava sentindo em relação a viagem.

No dia seguinte, eu acordei. Len já não se encontrava do meu lado na cama.

Me sentei na cama, me espreguicei e bocejei logo em seguida.

— Vista isso! — Disse Gabbe após ter aberto a porta do meu quarto e entrado. Jogou um vestido rosa claro em cima de mim. Esse vestido era cheio de rendas e rosas de tecido em volta. Eu achei odioso. Ainda mais que eu não gosto de usar vestidos.

— Por que eu tenho que vestir isso? Eu não gosto de usar vestidos! — Demonstrei estar irritada enquanto levantava da cama com o vestido em mãos. — Está tentando me dizer o que devo vestir?

— Olha… Na real… Eu não estou nem aí para o que tu veste, gata. — Mostrou um sorriso forçado. — Isso enquanto está aqui… Em Onairan você Precisa usar isso.

Eu não entendi muito bem o que ele havia tentado me dizer. Mas parece que em Onairan existe um certo padrão de vestimenta, ou algo do tipo…

— Mas se eu não quiser usar? — Perguntei com um sorriso irônico em meu rosto.

— Aí você não entra na cidade. — Respondeu em um tom debochado e saiu do meu quarto.

Levantei-me da cama, Após fuçar as minhas malas para pegar algumas coisas. Eu tirei o pijama que eu estava usando e vesti aquela droga daquele vestido cheio de rendas e saia rodada. Coloquei uma sapatilha da mesma cor que o vestido e algumas pulseiras que combinavam. Prendi meu cabelo em um simples rabo de cavalo e passei uma maquiagem básica. Peguei as duas grandes malas que restavam e sai do meu quarto. Passei pelo corredor, desci as escadas, passei pela sala e cheguei na grande cozinha onde estava Bryan, Gabbe, Len e Winderson sentados na mesa e tomando café. Só tem homem nessa casa. Eles estavam usando um terno branco e os óculos escuros estavam na gola do terno. “Todos de terno… O que é isso? Um casamento?” pensei.

— Todos os caras que trabalham para o meu pai… — Deixei as bagagens ao lado da cadeira na ponta da mesa enquanto me sentava em seguida. — São homens?

— Sim… — Bryan parecia pensativo ao me dizer isso.

— Por que essa pergunta? — indagou Len que uma Golada em seu café em seguida.

— Não é óbvio? — Disse Gabbe em um tom de deboche. — Ela quer uma amiga para não se sentir deslocada. — Jesus, alguém me segura para eu não bater nesse ruivo.

Eu me servi com café logo em seguida. Eles ficaram contando umas piadas e falando sobre pessoas do trabalho deles que eu ainda não conheci.

Após Bryan ter lavado as xícaras e guardado enroladas em jornais em uma caixa que iríamos levar.

— Não disse que íamos levar só o necessário? — Questionei ao me levantar da mesa e pegar minhas malas.

— As louças nós vamos deixar em caixas e vamos levar na próxima vez que viermos. — Após organizarmos tudo. Eu estava com minhas duas malas. Bryan pegou suas duas malas de roupas também.

Saímos de dentro da casa eu, Bryan, Len e Gabbe pela porta da sala.

— E o Winderson? — Perguntei enquanto me dirigia até a calçada. — Ele não vai?

— Ele vai ficar para receber o pessoal que vai consertar os estragos feitos na casa. Ela vai ser alugada, lembra? — Respondeu enquanto ele e os outros dois seguiram até o carro junto comigo. — Já combinamos isso, eu e ele.

Entramos no carro do Gabbe. O ruivo ia dirigir, o moreno ia no banco ao lado. Eu e Len sentamos no banco de trás. Eu estava do lado direito e ele sentado do lado esquerdo.

Peguei meu celular e meus fones na minha mala.

— A gente vai de carro para Onairan? — Eu imaginava Bryan usando um controle para abrir uma barreira magica e o carro passar por ela, Estilo o filme dos Descendentes.

— Soraya, minha querida. — Disse Bryan calmamente olhando pela janela no banco do passageiro. — Nós vamos guardar o carro na garagem do Laboratório que seu pai tem nessa cidade e naquele mesmo laboratório tem um portal que nós leva ao Laboratório de Onairan.

— Entendo… — Falei um tanto reflexiva. Eu não entendia como Bryan conseguia manter uma conversa tão naturalmente comigo depois de tudo. Se bem que a pergunta que eu fiz qualquer um poderia ter respondido. Por que justo ele? Olhei para Len que estava do meu lado olhando distraído a janela.

— Len, quer ouvir junto comigo? Tem umas musicas que eu acho que você iria gostar? — Falei timidamente.

— Pode ser. — Respondeu enquanto pegava um dos lados do fone.

Realmente a maioria das músicas que eu tinha, ele conhecia e gostava. Passamos a maior parte do trajeto falando sobre músicas, cantores famosos, séries de tevê. Eu também mostrei algumas fotos minhas no instagram e adicionei ele no facebook.

Demorou um pouco para chegarmos até um edifício antigo.

— Gente, chegamos.... — Disse o moreno enquanto aproximava o carro do local. Porém, eu olhei pela janela e não havia nada, sério, nenhuma casa, nenhum carro, para mim parecia um terreno abandonado.

— Mas não tem nada aqui! — Exclamei. Até que Bryan pegou um controle no porta luvas e apertou um dos botões. Isso fez com que um campo de força revelasse o laboratório que se mantinha invisível.

Gabbe estacionou o carro, um dos seguranças veio falar com ele pelo vidro do motorista que havia abaixado. O ruivo mostrou seu crachá para ele, que em seguida abriu os portões da garagem para entrarmos com o carro.

Ainda dentro do veículo, eu pude notar que o Laboratório era bem grande. Bem… Parecia um prédio branco comum. Mas só dele ter estado invisível já me deixou surpresa. Então, eu sabia que por dentro do prédio era o que realmente importava.

Após guardar o carro. Nós descemos naturalmente. Eu fui seguindo eles pela garagem calmamente, entramos por uma porta e começamos a subir por uma escadaria que Meu Deus… parecia que nunca acabava.

— Não tem elevador aqui? — Perguntei curiosa.

— Os elevadores estão em manutenção. — Disse Gabbe com cara de tédio. Olhei para ele com um ar de desaprovação.

Vamos Soraya, você é forte vai conseguir! — Len falou com um sorriso. Não acredito que apenas um beijo mudou a forma como ele me trata.

Demorou um pouco para chegarmos até uma porta no final da escadaria.

Já não estava aguentando subir tantos degraus, olha que eu sou uma pessoa fitness.

— Subir do térreo até o nono andar pelas escadas é complicado, não é mesmo? — Gabbe digitou um código na porta que possuía um mecanismo de segurança.

A porta abriu, assim que passamos por ela. Eu pude ver que o lugar era repleto de tecnologia.

Como eu posso descrever para vocês?

Bem… As paredes eram brancas, o piso era branco. Haviam diversos computadores espalhados pelo local, haviam mesas com tubos de ensaio.

O clima no local era assustador, eu sentia que a partir daquele momento eu não poderia esperar algo bom… Naquele momento, eu travei… Senti como se eu não devesse estar lá… Virei-me e comecei a andar em sentido contrário. Até que esbarrei em quem estava andando atrás de mim. Era Len, que se encontrava de frente para mim e segurou calmamente minha mão.

— Algum problema, Sol? — Falou suavemente.

— Eu estou com medo! — Abracei ele com uma expressão tristonha em minha face.

— Eu te protejo. — Me abraçou cuidadosamente. Me senti um pouco mais aliviada. Eu estava mais calma e me senti feliz com aquele abraço, Isso é muito bom. muito bom. Céus, Que sentimento seria esse? não posso me apaixonar de novo, acabei de ter meu coração partido por causa de uma paixão de anos.

Gabbe e Bryan estavam muito a nossa frente.

— Eu posso atrapalhar o casalzinho ai? — pronunciou o moreno enquanto o ruivo segurava o riso. — Gabbe, se controla, ta? — Expressou-se olhando-o com o ar de reprovação.

— Combinam perfeitamente! — Proferiu a raposa vermelha aos risos. — Casal de academia.

— E você parece uma hiena rindo! — Len o Fuzilou com os olhos ao dizer. Sinto que a cada dia que passar eu vou gostar cada vez menos de Gabbe.

— Me respeita que assim como você, eu sou uma kitsune! — Reclamou o ruivo demonstrando estar incomodado com o comentário do mais alto.

— Não parece! — Exclamou o mais alto. Me afastei calmamente dele e começamos a andar um do lado do outro. — Parece uma Hiena.

Eu ainda sentia um ar macabro vindo desse laboratório. Me dava arrepios.

Era muito futurista e tecnológico… Mas eu me sentia como se estivesse em um filme de terror.

O Correto seria o herói invadir o laboratório do vilão. Porém os capangas dele o impedissem de entrar.

Mas minha história é tão embaralhada que, os capangas do vilão me trouxeram para cá e não querem deixar eu sair daqui. Mas também né, eu sou filha do chefe deles, o que eu esperava? Parei por um momento enquanto arrepios subiam por todo o meu corpo.

Len segurou minha mão, eu corei nesse exato momento.

— Vamos! — Mostrou-me um doce sorriso ao olhar para mim. Eu tentei soltar a mão, mas ele era muito forte.

— Por que não quer soltar minha mão? — Fingi estar brava.

— Oh, me desculpe. Eu só queria te encorajar a ir com a gente para Onairan… — Mostrou-se tímido enquanto soltava minha mão.

Ainda com uma expressão séria em meu rosto, após ele ter soltado minha mão. Eu passei a segurar sua mão. — Só não aperta forte. — Olhei para o lado timidamente.

— SHIPPO! — Gritou Bryan ao olhar para trás enquanto Gabbe ria.

Eu e Len soltamos nossas mãos por estarmos sem graça com toda aquela situação.

Eu não prestei muita atenção ao que estava ao meu redor.

Até chegarmos a mais portas de aço com segurança maxima. Bryan digitou um código. Honestamente, eu queria correr para sentido contrário e fugir de lá.

Enquanto Bryan e Len passavam pela porta. Eu me encontrava estática na frente de Gabbe, que me empurrou naquele exato momento e eu acabei esbarrando em Len.

— S-Sinto muito. — Gaguejei com as bochechas coradas. Eu estava de cabeça baixa. Quando olhei para frente, fiquei de boca aberta. O lugar parecia um galpão abandonado de tão escuro e sombrio.

Naquela enorme parede havia Um portal gigante de aço cercado por computadores.

Eu seu centro havia uma parede transparente.

— Nós vamos atravessar? — Perguntei demonstrando estar com medo.

— Mas é claro que sim! — Exclamou Bryan que andou em direção a um computador gigante que havia lá. Ele digitou alguns comandos. após isso, atravessou o portal.

— Vamos! — Disse Len enquanto passava a segurar minha mão delicadamente. Isso me encorajou a atravessar o portal.

Pov. Chin-Hae.

O-Olá…. Meu nome é Chin-Hae, eu sou meio irmão do Kwang-Sun. Somos filhos da mesma mãe, mas temos pais diferentes. Ambos nascemos em Onairan, em uma pequena divisa onde havia uma vila dedicada apenas aos metamorfos.

Minha mãe Kyung Soon Sempre amou viajar. Apesar de ser casada com Myung-Dae e ter um filho que naquela época tinha dois anos e seu nome é Kwang-Sun, ela viajava muito. E devido às viagens excessivas. O resultado foi o inesperado divórcio. Mesmo assim, continuou viajando para outros países nessa mesma dimensão. Foi quando viajou para a cidade de Barmed que assim como Onairan, também é localizada no país Zalute. foi onde conheceu Ren, um homem muito bonito que se dizia mago. Mas na verdade, era um ceifador. Ceifadores tem uma aparência demoníaca e não costumam andar livremente por cidades mágicas como Onairan e Barmed. Eles vagam apenas pelo submundo.

Acontece que, Ren havia fugido e assumido uma aparência mais humana.

Minha mãe naquela época ficou encantada tanto na aparência quanto na personalidade do rapaz. Tinha expectativas de ter um relacionamento sério. Ambos começaram a sair frequentemente juntos e tinham relações sexuais. Até que minha mãe engravidou desse homem, Porém, o mesmo sumiu.

Sem rumo, minha mãe acabou retomando seu casamento com Myung-Dae, que assumiu um filho que nem era dele. Assim que eu nasci. Pela minha aparencia horrivel, Minha avó percebeu e deixou claro que eu sou um híbrido de metamorfo com ceifador. Ela disse que Ren havia mentido e que eu sou um ser impuro.

Todos diziam que quando eu crescesse, eu iria matar gatos e bater no meu irmão, e que poderia me tornar um assassino.

Todos na vila havia proposto o meu sacrifício para entidades locais, mas minha família me protegeu me mantendo em casa o tempo todo.

Conforme eu fui crescendo… Minha mãe e meu padrasto perceberam que eu tinha a personalidade de uma criança comum. Eu era carinhoso, alegre… Adorava colorir desenhos

Mas mesmo assim, meu irmão tinha medo de mim… devido a minha aparência…

Só quando eu fiz quatro anos e ele completou seis anos que começamos a ser mais amigos. Mas como eu havia dito, eu era mantido dentro de casa.

Ele estudava em uma escola, Tinha amigos. Enquanto eu estudava em casa e só tinha ele para conversar. Minha mãe percebeu que eu era solitário e triste quando Kwang-sun estava na escola. Ela não sabia como me alegrar, então, me dava comida o tempo todo, era assim com o irmão mais velho também.

Tanto que ambos somos gordinhos. Mas a grande diferença é que Kwang-sun tem uma aparência normal e não uma aparência monstruosa como a que tenho...

Confesso que tenho um pouco de inveja do meu irmão, do quanto ele é aceito pelas outras pessoas por ter uma aparência normal e eu não.

Bem… Eu…. Eu nunca vivi em sociedade e nunca tive amigos. Confesso que não sei lidar com as pessoas. Sei que eu quero fugir, eu quero fugir de casa, que é onde estou preso há tantos anos. Eu quero é ver o mundo, mesmo que seja apenas por uma noite.

Faz um tempo que eu planejava fugir de casa e essa seria minha grande noite. O plano é bem simples na verdade: Eu iria jantar normalmente e beber meu suco como um adolescente normal.

Mas mais tarde, quando meus pais estivessem dormindo, eu iria pegar minha mala com minhas roupas e iria fugir pela janela e descer pela varanda e pela árvore que encosta os galhos na varanda.

— Chin-Hae, o Jantar está na mesa! — Gritou minha mãe lá da cozinha. Assim que eu ouvi isso, fui correndo até a cozinha. Sentei-me à mesa e meu prato já estava com comida e meu copo já havia suco. Eu estava com um enorme sorriso em meu rosto. Meus pais que estavam sentados de frente para mim perceberam que eu estava mais agitado que o normal.

— Filho, você parece animado com algo? — Minha mãe mostrou um sorriso sem jeito ao dizer.

— Conta para a gente o que está acontecendo! — Disse meu pai após dar uma garfada na comida.

— Nada não… Só estou ansioso para ver Kwang-sun novamente. — Tentei disfarçar — Quando ele disse que vai voltar? Na quarta?

— Também estamos ansiosos para vê-lo — Disse minha mãe com um enorme sorriso. Continuamos conversando sobre Kwang-Sun voltar e ficamos bastante tempo falando sobre isso. Assim que terminamos de jantar, eu subi correndo para meu quarto e fiquei preparando minhas coisas para fugir de casa.

— Finalmente vou conhecer o mundo! — Falei com um enorme sorriso enquanto pegava minha mochila no qual eu havia colocado algumas roupas e alguns itens de higiene. Do lado da janela do meu quarto que era no segundo andar da casa tinha uma árvore. A ideia era eu pular da janela do meu quarto e descer pela árvore. Confesso que eu estava com um pouco de medo…. de me machucar, talvez? Mas o desejo de ser livre era maior do que qualquer coisa. Com minha mochila nas costas, eu abri calmamente a janela e subi nela. Dei um grande pulo até a árvore e fui descendo pela mesma. Meus pais acenderam as luzes do quarto e nesse momento, eu sai correndo pela mata e após correr muito, eu comecei a andar sem rumo.

Notas finais
Comentem por favor! Isso me incentiva a continuar.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.