Outro caminho
1 Prológo
“A estrada não acaba aqui, a morte é apenas outro caminho, que todos temos que tomar.” — Gandalf
Então Dumbledore colocou Harry Potter na soleira da porta de seus tios trouxas, em todos os sentidos, e assim como Minerva e Hagrid ficou olhando-o adormecido, sem nem saber o destino que esperava para ele. Passados alguns minutos eles se despidiram e um a um foram deixando o lugar, por último Dumbledore foi até o final da rua dos Alfeneiros pegou o objeto que usara para apagar os postes de luz, fazendo com que de uma vez todos se acendessem. Virou-se e sumiu num piscar de olhos.
Horas mais tarde ao abrir a porta de sua casa para pegar o leite, a senhora Dusley se surpreendeu com uma carta. Quem iria me mandar uma carta? E por que afinal não foi o carteiro que entregou? pensou, intrigada.
“ Sra. Dusley,
Venho por meio desta informa-la que na noite de ontem , 31 de outubro de 1981, sua irmã Lilian Potter, juntamente a seu marido, James Potter, foram mortos pelo mago que se auto denominava Voldemort. Seu sobrinho Harry Potter por incrivel que pareça sobreviveu, e finalmente o Lorde das Trevas foi derrotado.
Normalmente a guarda de Harry passaria a senhora, mas devido as circunstâncias ele será devidamente criado por pessoas mais adequadas, se for de seu desejo poderá ter contato com o mesmo, basta querer me mandar uma carta que minha coruja aparecerá.
Já devidamente informada lhe ofereço meus mais sinceros sentimentos, talvez Lilian não tivesse comentado nada com a senhora, mas eu fui uma grande amiga da mesma e nossa amizade seguiu firme até o momento em que a mesma se escondeu e então perdemos o contato. Sabe ela sempre me dizia do quanto sentia a sua falta e de como estava arrependida de todas as brigas que ocorreram entre as duas ao longo dos anos.
E assim eu me despeço.
Com tristeza,
Mary McMillian.”
Chocada e de lagrimas nos olhos Petúnia Dusley não se importando com nada nem ninguem sentou-se no chão e chorou como nunca tinha chorado antes, se arrependendo de tudo que tinha dito a sua irmã. Lembrou-se de sua última conversa e de como desejou nunca mais vê-la, lembrou-se do rosto da irmã no momento que disse essas palavras, de como a dor era evidente em suas feições, das lagrimas banhando seu rosto e do seu olhar profundamente verde banhado de decepção e dor. Ela não sentiu quando seu marido apareceu ou até mesmo quando ele a arrastou para dentro de casa, ela já não dava mais importância, sua querida irmãzinha tinha morrido e ela nunca poderia pedir seu perdão.
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