Outro Mundo
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Notas iniciais
Mais uma semana havia se passado. Marisa saia de manhã e só voltava de noite, Alice ficava comigo durante a tarde. Eu já conseguia atirar, usava um revolver como arma, é claro que as vezes era dificil de acertar. Usava uma das poções da loja da Marisa como munição, então não tinha tantos problemas.
Reimu não havia me procurado esses dias, Suika veio um dia me ver, mas nada de Reimu. As vezes eu ficava bravo por ela não se importar tanto comigo e pensar tanto em dinheiro. Ai ai, é a Reimu né...
Alice já não tinha mais o que me ensinar e disse que se quisesse saber mais deveria falar com uma tal de Patchouli. Decidi que era melhor falar com ela. Marisa me disse que me levaria até a mansão do Demônio Escarlate, então o máximo que fiz foi pegar minhas roupas e minha arma.
Marisa me deixou dentro da mansão e foi embora. Ai ai Marisa, acho que eu vou tomar mais cuidado quando lidar com você. Fui andando até entrar na mansão, estava perdido.
— Quem é você?
Virei rapidamente para trás, era aquela empregada do dia da festa.
— Ah, é você Yuuki. – Ela lembra o meu nome?
— Me desculpe a invasão é que a Marisa me deixou aqui e agora estou perdido.
— Aonde quer ir?
— Quero encontrar uma tal de Patchouli...
— Ela está na biblioteca, eu te levo até lá.
Sakuya me levou até a biblioteca e, nossa, nunca vi tantos livros juntos em um só lugar...era chocante.
No meio dos livros tinha uma garota de cabelos longos e violetas sentada, estava usando um pijama.
— Com licença, você seria Patchouli?
— Se quiser brincar com alguém vá falar com a Flandre...
Ela e essa tal de Flandre eu não conhecia...
— Marisa e Alice me disseram para procurar você.
Ela olhava para mim, parecisa cansada, mas não era feia.
— Me ajude a arrumar esse livros e eu te ajudo. – Parece que ela sabia do que se tratava.
Passamos algumas boas horas organizando os livros, ela era bem sistematica com isso e não me deixava errar nada. Pelo menos conseguimos terminar.
Ela me disse que estava cansada e ia dormir, era para procura-la amanhã que ela iria me ensinar. Sakuya disse que eu poderia dormir lá está noite, mas aconselhou não entrar no porão. Fiquei curioso mas deixei quieto, fui dormir.
Dia seguinte. Não acordei com o sol dessa vez, o que foi até engraçado. Decidi ir procurar a Patchouli e pedir para ela me ensinar mais.
Escovei os dentes e desci para me encontrar com Patchouli. No caminho não encontrei Sakuya e nenhuma das fadas empregadas. A casa parecia vazia. Fui para a cozinha antes, estava com fome. Ah, tinha alguém na cozinha.
— Com licença?
— Kyaaaaaaa!!! Sakuya-San eu já vou voltar para o meu posto! – Dizia protegendo o rosto.
— Sakuya-San? Ela não está aqui... – Suspirei. – Queria saber se eu poderia comer algo.
— Ahn? – A mulher alta e de cabelos vermelhos olhava para mim, agora parecia aliviada. – Pode pegar...qualquer coisa, só não deixe a Sakuya te ver. – Ela sorria e saia correndo, ela segurava um pacote de doces. Estranho...
Peguei um pouco de cereal e leite, comia isso desde criança e agora não seria diferente certo?
O cereal tinha um gosto bom, achei que por aqui ter tantas pessoas estranhas não seria bom. O leite, bom, leite é leite não é?
Depois de comer fui correndo para a biblioteca.
Lá estava ela, debruçada sobre os livros. Andei em sua direção, ela estava dormindo. Ela dormindo parecia outra coisa. Cutuquei de leve o seu rosto.
— Muukyu... – Ela gemeu...
Sentei em uma pilha de livros que estava ao seu lado e fiquei a observando. Quando não te olhava com aqueles olhos cansados, ela era extremamente bonita. Mas ainda tinha as olheiras, o que a deixava um pouco estranha.
Cutuquei novamente seu rosto, ela gemeu de novo, era até divertido. Infelizmente minha diversão acabou, ela havia acordado.
— O que está fazendo aqui tão cedo? – Ela dizia enquanto bocejava.
— Vim estudar. – Eu disse sorrindo para ela. – De qualquer jeito, bom dia.
— Hmm...bom dia...acho... – Ela olhava curiosa para mim. – Bom, o que quer saber?
Expliquei minhas dúvidas para Patchouli e ela respondia sem hesitar. Primeiro, eu precisava saber me defender porque existia vários youkais que são perigosos, mas não é como se todos fossem perigosos, ela era uma youkai por exemplo. Segundo, como eu era um humano, precisava de algo para “atirar” e como não podia invocar os deuses como a Reimu e não tinha conhecimento como a Marisa, Alice apelou em me dar um artefato que serviria como arma.
Agora eu já sabia tudo que precisava, mas como não sabia direito onde ir ainda, iria continuar com a minha estadia na mansão.
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