''Outro Conto Da Nova Cinderela''
4 Capítulo 4
Notas iniciais
POV de Bruno
Quando as aulas do dia terminaram, eu e os meninos seguimos direto para casa.
— Caraca, primeiro dia e já quero férias – reclamou Victor se jogando na minha cama.
— Só você, porque eu até que gostei – falou Gil.
— Só por causa da Morena do arco-íris – eu disse ligando o notebook.
— Morena do arco-íris? – riu Victor.
— Ela mesma. A moreninha que o Gil ficou de olho.
— E porque arco-íris? –Gil perguntou.
— Não viu a saia dela? Era toda colorida.
Gil riu.
— E eu não fiquei de olho nela. Só achei ela bonita. –Gil disse defensivo.
Gil e eu rimos.
— BRUNO! – ouvi a voz irritante da minha mãe me chamando.
— TO INDO!
— AGORA!
Fiz uma careta e desci. Gil e Victor me seguiram.
Minha mãe e meu pai me esperavam.
- Serei direta e reta Bruno. Sábado nós vamos jantar na casa de Andresa Faria de Carvalho, porque ela quer gravar um dueto com você.
Nós três a olhamos.
— Ela tá quase dentro do caixão e quer gravar um dueto comigo?
Victor caiu na gargalhada e não conseguia parar. Gil tentou ajudar, mas acabou rindo junto. E logo nós três estávamos rindo não sei do que, mas estávamos rindo.
— Bruno, Gil e Victor– disse minha mãe friamente.
Paramos de rir. Tínhamos lágrimas nos olhos.
— Não quero saber de piadinhas Bruno. Nós vamos e pronto final.
— Eu ir lá não significa que irei gravar. E eu não vou. Nem que a humanidade necessite disso para continuar existindo.
— Porque toda essa implicância com Andresa? – meu pai perguntou.
— Ela falou mal dele na frente do pais inteiro no programa do Faustão– falou Gil incrédulo.
— Ela não fez por querer – disse meu pai.
— Como alguém diz que ele é um amador sem querer? –Victor perguntou.
— Eu vou ir em um programa e dizer que ela é uma morta-viva e vai see sem querer também – falei. Victor e Gil abafaram a risada.
— Sem discussões. Sábado e pronto.
Bufei e nós voltamos para o quarto.
- Que vontade de estrangular essa velha dos caramba – disse Gil.
— Não se pode estrangular os morto-vivos Gil– falou Victor.
Nós começamos a rir.
— To sentindo que esse ano vai ser longo – disse entediado.
— Claro, o príncipe das garotas vai ter um ano muito tedioso – ironizou Gil.
— Não me chame de príncipe. Quero ser um garoto normal. Só um garoto normal.
— É impossível um cantor teen famoso ser um garoto normal – comentou Victor.
— Veremos caro Pequenino , veremos.
Ele fez uma careta pelo apelido.
— Não me chame de pequenino e isso que você quer é impossível. O máximo que vai conseguir vai ser caminhar de jeito normal pela escola quando se acostumarem com você – disse Victor.
— Não duvide de mim.
— Já duvidamos – falou Gil.
Continuamos a conversar, depois jantamos e fomos dar uma olhada na net. Estava em todos os sites que o grande Bruno Menezes estava estudando em Quadrante School.
Bufei e na mesma hora fechei o notebook.
POV de Maria de Fátima
Estava mega atrasada. Era sexta-feira e no caso, ultimo dia de aula da semana, e depois da aula eu tinha que comprar algumas ultimas coisas para o jantar da Andresa.
Foi muita sorte minha as gêmeas (Ana e Clara) terem ido dormir na casa de Morgana e da Andresa estar em viagem.
Então, só vesti qualquer coisa, calcei o all star, peguei uma maça e sai de skate a toda velocidade.
Cheguei e foi muita sorte, porque o sinal estava batendo, ou seja, eu poderia entrar. Corri feito louca pelo corredor e acabei esbarrando em alguém.
Eu quase fui pro chão, mas seja quem for, me segurou me fazendo ficar de pé.
— Ai, desculpa eu to atrasada – falei rapidamente juntando os livros da pessoa.
— Não foi nada – falou. E reconheci a voz. Era Bruno Menezes.
- Obrigada – eu disse quando ele me entregou a minha pasta que havia caído no chão – seus livros.
— Não foi nada. – ele me disse.
— Er... eu vou indo. Tchau – sai dali o mais rápido possível. Entrei na sala e graças a Deus o professor ainda não tinha chegado.
— Fatinha – sussurrou Lia para mim – porque se atrasou?
— Depois. Agora é matemática – sussurrei. Minhas notas são ótimas, e eu gosto de prestar atenção na aula.
Mas essa aula foi pateticamente lenta e chata. Era revisão do outro ano e eu sabia tudo, já que eu não costumo sair nas férias,
exceto com a Lia e Juh, que me levaram para a praia e algumas festas, nada de mais.
No intervalo, procuramos uma mesa afastada, e eu contei o porquê cheguei atrasada e em quem eu esbarrei.
— OMG você esbarrou no Bruno Menezes! – disse Juh.
— Grande coisa – eu disse. Só porque ele é famoso?
- Eu sei, mas ele ainda é o top daqui – falou Juh.
Eu e Lia rimos.
— Er... você que é a Maria de Fátima? – ouvi uma voz me chamar. Me virei e era Bruno Menezes.
— Sim – respondi.
— É que quando esbarramos, eu acabei ficando com o seu livro de matemática – ele me disse.
— Ah, claro. Obrigado – falei dando um sorriso.
— De nada. – ele disse e saiu.
Guardei meu livro na pasta.
- Só você mesmo Fatinha. As garotas daqui se matariam para tocar nesse livro – riu Lia .
O dia passou, e depois da aula eu tive que ir ao mercado comprar algumas coisas para a festa da Andresa. Lia e Juh foram comigo.
— Amiga, você vai no baile né? – Lia me perguntou.
— Pra que? Sabe que não me encaixo nisso, Liazinha.
— Eu to arrumando nossos vestidos tem um mês, desde as férias – disse Juh– vão sim.
O Baile Preto e Branco era costume no inicio do ano, para uma interação entre os alunos. E era de máscara.
— E como você disse, não gosta porque “não é popular”, isso não terá problema, vamos de máscara – disse Juh.
— Ok, eu vou. Só por causa de vocês duas.
Depois de comprar, elas vieram comigo pra me ajudar.
Andresa chegaria amanhã de manhã, e as gêmeas só amanhã também. Sinceramente, eu agradeço por esse momento de paz.
— Não tem que fazer muito hoje né? – Juh perguntou.
— Não. Só vou dar uma geral no meu quarto, e guardar as compras pro jantar.
— Nós queremos vir te ajudar aqui – falou Lia .
— Que? É só um jantar, não vai ter nada de mais. Quando precisar eu juro que chamo.
— Tá bom. Dá a geral aqui que vamos guardar as sacolas. – disse Lia.
Bati o pé, mas elas foram.
Troquei a roupa de cama, tirei o pó, coloquei papéis velhos no lixo, varri, arrumei o guarda-roupa., to morta.
E se foi mais um dia que eu fui dormir exausta
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