Outra vez
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Não tenho muito que dizer, só assim um pormenor. A fic tem capacidade para uma continuação, e quando digo continuação, estou a dizer para um segundo capítulo de finalização, é por isso que não está posta como terminada, por que depende tudo de vocês. Então vou fazer o seguinte; eu vou dar um espaço de uma semana, se eu vir que vocês querem uma continuação, e isto é como? Com comentários. E dou-vos o segundo capítulo, se não bem fica por aqui mesmo.
Então é isso, espero que tenham uma boa leitura. Bjs
É ridículo o quanto as coisas podem ser, neste momento estou aqui, sentada no chão no meio do que resta da minha sala, sangue a escorrer da minha mão devido ao corte presente na mesma feito por um vidro que estilhaçou-se, isto não devia ter terminado assim, não era possível.
Flash-backs invadiam a minha mente dos nossos momentos juntas, o seu sorriso, a risada, as brincadeiras, a sua mania de mexer no cabelo quando estava nervosa, os beijos, os abraços, os braços calorosos que acolhiam-me à noite, os suspiros, os olhares que trocámos de cumplicidade, tudo, mas nada, agora não valia de nada.
O meu corpo balançava devagar, enquanto que mais lágrimas escorriam pela minha face, isto era demasiado irreal para ser verdade, não podia ser, era impossível. Levei as minhas mãos ao meu cabelo enquanto que o puxava com força, outra vez não, outra vez não.
Levantei-me rapidamente parando nesse mesmo instante devido a uma tontura, cambaleei alguns passos até que recuperei-me por completo. Olhei ao meu redor vendo a sala completamente destruída, vidros estavam por todo o lado, a mesa de centro também partida, alguma cadeiras partidas, outras não, encontravam-se espalhadas, tudo estava um caos, menos uma coisa, uma singela lembrança ainda de pé, uma fotografia em cima da lareira.
Andei até lá e peguei na moldura, olhando para a fotografia, estava eu e a Emma no cais, o céu laranja devido ao pôr-do-sol, estávamos sentadas na beirada no chão, o meu corpo entre as pernas da Emma, o seu tronco a servir-me de suporte, o meu rosto estava no vale do pescoço e ela olhava para mim com um sorriso leve carinhoso.
Mais lágrimas caíram pelo o meu rosto, enquanto que sentia a minha garganta a arder e a querer libertar um grito à muito contido. Segurei fortemente a fotografia contra o meu peito, abaixei a minha cabeça deixando o meu corpo ser levado por soluços.
-Não era suposto ser assim. -balbuciei baixo. -Não, não pode ser assim.
A minha cabeça girava, enquanto que parecia que a sala andava ás voltas, dei um passo para trás e depois outro. Ergui a cabeça olhando ao redor, à espera de que de alguma maneira eu fosse encontrar respostas no cómodo vazio da minha casa. Voltei a olhar para a moldura, agora suja de sangue, balancei a cabeça em completa descrença.
Minha Emma....
Cerrei os olhos com força enquanto que um grito rasgava a minha garganta e caía de joelhos.
Segurava a foto como se a minha vida dependesse disso, que era da maneira que eu via.
Tentava inutilmente procurar pelo ar, as minhas forças estavam completamente ausentes de mim.
Memórias invadiam-me sem pena alguma, fazendo com que mais lágrima inundassem os meus olhos.
“ Flash back On”
Eu e Emma caminhava-mos pelas ruas calmas de Storybrooke, o sol brilhando, mas mesmo assim o frio fazia-se presente.
As nossas mãos permaneciam entrelaçadas-me uma na outra.
-Então, que planeeis fazer mais logo? -Emma perguntou-me, um sorriso brilhante nos lábios.
Olhei para ela e sorri, era impressionante como esta mulher tinha o poder de trazer alegria para o resto do meu dia com um simples olhar.
-Nada. -disse a voltar a olhar para a frente.
-Bem, sendo assim podíamos fazer algo, sabes só nós as duas. O Henry vai passar a noite com os meus pais, deixando assim a casa só para nós. -Emma disse, dizendo a última parte perto do meu ouvido deixando um beijo no lóbulo da minha orelha.
Ri um pouco,e virei-me para vê-la.
-Parece-me bem. Então, e será que a Srt tem algum plano? -falei num tom de provocação.
Emma parou de andar, fazendo-me também parar, olhou para mim com os olhos um pouco estreitos e deu um sorriso de lado completamente sexy e tudo o que podiam imaginar.
-Não fazes ideia. -disse puxando-me para um beijo.
-Desculpem, interrompo alguma coisa?
Eu e Emma separa-mo-nos assim que uma certa voz tão conhecida suou.
Olhei para o lado sem nunca perder algum contacto físico com a salvadora, mantendo a minha mão junto com a dela e o meu corpo perto do dela também.
-Zelena...
-Olá irmã. -ela falou com um sorriso de escárnio e a andar lentamente em nossa direção.
-Tu devias estar morta. -falei sem mostrar qualquer emoção na minha voz.
-Pois, supostamente sim, mas sabes como é a vida, dá tantas voltas, algumas bem...inesperadas. -disse a última palavra a olhar para as nossas mãos unidas.
-O que é que queres? -perguntei já num tom irritado.
-Oh, tu sabes muito bem o que eu quero. -disse tirando o sorriso do rosto e ganhando uma expressão de ódio e até mesmo repugnância. -A tua miséria e completa infelicidade.
No mesmo instante em que ela terminou a frase uma onde de magia fez-se presente afastando-me da
Emma em direções diferentes.
-Só nunca pensei que fosse ser tão fácil, sabes? -disse num tom de sarcasmo indo até o corpo da Emma estendido no chão.
Assim que chegou ao seu corpo abaixou-se e tirou uma mexa de cabelo que estava à frente da cara dela, conferindo que estava consciente.
-Não toques nela. -falei num tom raivoso e tentando levantar-me do chão sem sucesso algo visto que parecia que havia uma força a comprimir-me na calçada.
-Ah querida irmã, o teu desespero é o meu divertimento, já devias saber disso, não achas?- Zelena
respondeu puxando com força os cabelos da Emma fazendo com que a loira desse um gemido de dor.
Um corte era visível num canto da sua testa.
-E a tua infelicidade é a minha felicidade. -falou virando o corpo da loira ainda estendido no chão.
Emma abriu devagar os olhos, claramente atordoada devido à queda, olhou um pouco ao redor e assim que viu a Zelena moveu-se mas não foi muito longe visto que a ruiva agarrou com força e prendeu no chão de novo, aproveitando-se do desnorteamento de loira.
Zelena pegou numa agulha e eu voltei a tentar mexer-me mas sem efeito, lágrimas começaram a apoderar-se dos meus olhos enquanto que os meus músculos doíam devido ao esforço de tentar soltar-me do que quer que fosse que prendia-me ao chão, senti a magia a picar-me a pele visto que estava a ir contra a sua vontade de eu ficar parada, mas acima de tudo doía-me o peito, a minha cabeça latejava e um constante sinal de perigo brilhava à minha frente.
A minha irmã continuava com o seu processo picando o dedo da Emma com a agulha e rindo, logo depois levantou-se.
-Bem, é isto, espero que gostes do meu pequeno presente. -disse com um tom de deboche, e um sorriso louco nos lábios.
Ela mexeu a mão desaparecendo numa nuvem de fumaça. Assim que ela desapareceu senti de imediato o alívio no meu corpo, podendo mexer-me.
Corri até a Emma que continuava no chão, enquanto tirava o meu telemóvel do bolso do casaco discando rapidamente o numero do 911, assim que atenderam dei-lhes as coordenadas e desliguei.
-Emma, Emma. -chamei-a ajoelhando-me ao pé dela.
Peguei na mão dela e pousei a minha no seu rosto.
Ela abriu de repente os olhos, que mantinham-se fechados até aquela altura.
Olhou para mim com um olhar assustado e de dor, abrindo e fechando a boca várias vezes mas sem transmitir som algum, inspirou ar brutamente expirando logo de seguida como se estivesses a hiperventilar agarrou o meu braço com força e deu um gemido de dor batendo com a cabeça e as costas no chão.
-Emma,Emma, por favor fala comigo, o que é que se passa, Emma?! -falei numa angustia total e lágrimas a caírem na minha face.
Ela voltou a olhar para mim, fechou os olhos, respirando fundo várias vezes enquanto que o corpo tremia, abrindo-os depois.
-Regina... -ela falou num tom quase inaudível.
-Emma... -respondi-lhe a minha mão na sua face.
Ela olhou para mim e abriu um sorriso muito fraco substituindo logo depois por uma expressão de dor, ela fechou os olhos a respiração que antes estava bastante pesada começou a acalmar.
-Emma, não, não feches os olhos, olha para mim, Emma olha para mim! -falei num pânico total.
Ela abriu os olhos, lágrimas corriam pelo rosto, enquanto que ela lutava para o ar entrar e sair.
-Isso, olha para mim, concentra-te em mim, a ajuda está quase a chegar, simplesmente mantém os olhos abertos, não desistas amor, ok? -falei, a minha voz completamente quebrada e embargada.
-Regina... -ela falou num sussurro. -Eu, eu amo-te... -falou dando um outro gemido reprimido.
Ela fechou os olhos e o corpo começou a relaxar, a respiração começou a acalmar, tombou a cabeça para o lado, deixando escorrer uma última lágrima.
-Emma, Emma,Emma! Não, não pode ser, Emma por favor acorda, não, por favor, não, não me deixes, Emma! -falei sacudindo os ombros dela.
Lágrimas escorreram pelo meu rosto mais ferozmente enquanto que percebia que não mais existia vida no corpo da mulher que tanto amava.
A ambulância chegou ao sítio parando a poucos metros de onde eu e o corpo da Emma estávamos situadas. Não que valesse a pena agora...
“Flash back Off”
Aquilo não podia estar a acontecer, simplesmente não podia.
Apertei com mais força ainda a fotografia contra o meu peito enquanto que chorava compulsivamente.
Minha Emma...
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Abaixeia cabeça andando em passos longos indo até o grupo de passos que encontravam-se junto ao caixão ainda aberto.
-Mãe! -Henry falou alto correndo até a mim.
Os seus braços envolveram o meu tronco com força enquanto que a sua face ficava no vão entre o meu ombro e pescoço. Apesar de já ter 14 anos de idade, neste momento sentia que ela ainda era só um menino de 7 completamente assustado e que eu tinha que o proteger custe o que custar, eu tinha que ser forte.
-Henry. -disse a afaga-lhe os cabelos, e a abraçá-lo com força.
Senti as lágrimas quentes no meu pescoço, o seu corpo tremia contra o meu.
-Sshh, vai ficar tudo bem, vai ficar tudo bem. -disse, nesse momento não sabia quem queria convencer mais, eu ou o Henry.
-Eu,eu não acredito que ela se foi. -disse com uma voz abafada devido ao choro.
Ele disse tirando o rosto do vão do meu pescoço e olhando para baixo.
Dei um sorriso triste e levantei-lhe a cara limpando suavemente as lágrimas.
-Nem eu. -disse num sussurro mas alto o suficiente para ele ouvir.
Ele abraçou-me de novo e desta vez parecia que a consolada era eu.
Afasta-mo-nos e caminhamos lado a lado até o resto das pessoas, Storybrooke inteiro parecia estar naquele funeral.
-Regina. -ouvi a voz da Snow e logo dois braços estavam ao meu redor a apertar-me com força.
Ficamos assim durante alguns segundos até que separa-mo-nos.
Olhei para o rosto da Snow e logo vi dois olhos avermelhados e meio inchados devido ao choro e um sorriso muito fraco.
David pôs-se ao seu lado e encontrava-se mais ou menos no mesmo estado apesar de parecer quere se manter forte.
-Eu...lamento imenso. -disse num fio de voz.
-Regina. -Snow disse e levantei o meu rosto. -Não te esqueças que estamos aqui, qual quer coisa basta pedir. -ela disse e dei um sorriso de lado muito fraco.
-Eu sei, obrigado. -falei.
Afastei-me uns passos deles e olhei para o caixão aberto.
Dei uma passo em frente mas logo parei. Não consigo fazer isto, não estou pronta...
-Regina? -ouvi uma voz muito suave atrás de mim.
Olhei para trás e vi a Ruby.
Nos últimos dois anos eu e ela tinha-mos nos tornado bastante íntimas, tinha virado minha melhor amiga, e vice-versa. A única pessoa que eu confiava mais além dela era a Emma.
Emma.
A minha visão tornou-se embaciada e logo me vi meio que a correr para os braços dela.
-Tira-me daqui. -pedi já no seu abraço.
Ruby acenou e puxou-me pela mão até um canto onde pudéssemos estar longe da confusão.
Eu andava de um lado para o outro as lágrimas a escorrer pela a minha face.
-Regina...
-Isto é tudo culpa minha. Ela está morta por minha culpa. Ela...ela... -não consegui terminar a frase visto que logo soluços tomaram conta de mim e dois braços pararam-me.
-Não. Regina, olha para mim. -Ruby disse e olhei para os olhos verdes dela. -Eu quero que tu me ouças com muita atenção, ok?
Acenei com a cabeça em concordância e logo ela continuou.
-Isto não é tua culpa. -falou tudo pausadamente.
-Mas...
-Isto não é tua culpa. -voltou a repetir interrompendo-me. -Isto é culpa da Zelena, foi ela que foi atrás de vocês,foi ela que envenenou a Emma, foi ela que a matou, tu não tens culpa Regina.
-Mas ela estaria viva se não estivesse num relacionamento comigo. -falei.
-Tu não tens culpa que ela tenha ciúmes. Tu não fizeste por isso, tu não pedis-te por isso. Portanto para de te culpares. -falou de novo.
Acenei que sim e abaixei o rosto. Ouvi-a a dar um leve suspiro e puxou-me para mais um abraço.
Não foram ditas palavras, mas sentia que naquele momento era tudo o que eu precisava.
Depois de alguns minutos afastei-me e dei uma longa respiração.
-Pronta? -perguntou-me.
-Não. -disse e ela sorriu de maneira fraca.
Dei outro suspiro e fomos andando até ao local de novo.
Aproximei-me do Henry e ele olhou para mim. Olhei de novo para o caixão aberto e dei um passo em frente parando de novo, respirei fundo e continuei a andar até chegar à lateral do caixão, encontrando o corpo da Emma, parecia que estava a dormir.
-Emma. -falei sentindo novas lágrimas a escorrerem.
Alisei o seu rosto suavemente, sentindo a sua pele fria, parecia que a qualquer momento ela iria abrir os olhos, e saber que isso não iria acontecer estava a matar-me de dentro para fora.
-Minha Emma. -falei de novo.
Tudo ao nosso redor estava mais silencioso, parecia que as pessoas tinha decidido calar-se em sinal de respeito ao momento.
-Eu sinto muito. -disse sem tirar a mão do seu rosto, e naquele momento uma lágrima caiu na sua face. -Sinto muito. Desculpa não ter feito mais, desculpa eu não ter conseguido, não ter sido forte o suficiente para... -um soluço rasgou a minha garganta e mais lágrimas caíram na sua face com um aspecto tão sereno. -Desculpa. -falei baixo e funguei um bocado limpando as lágrimas que faziam-se presentes no meu rosto.
Alisei o seu rosto limpando as lágrimas que tinham caído.
-Estás linda. Interessante que certos comentários parecem ser tão inapropriados para certas ocasiões. -falei e dei uma leve risada. -Parece que consigo ouvir-te a dizer “ Céus, Regina para de ser tão melodramática! “. -falei e franzi os lábios tentando não chorar, mas em vão.
Abaixei-me dei-lhe um beijo lento e suave na testa.
-Eu amo-te, e não importa o que aconteça eu sempre vou amar-te, nem a morte vai mudar isso. -falei e dei-lhe um beijo demorado nos lábios. -Adeus meu amor. -disse deixando cair uma lágrima no seu rosto angelical, mas não limpei-a.
Afastei-me indo para ao pé do meu filho que logo abraçou-me de lado e eu abracei-o de volta passando os meus braços ao redor dos seus ombros.
Eles continuaram o procedimento, parece que só estavam à minha espera para terminar.
Assim que o caixão começou a descer um desespero tomou conta de mim e eu quase que me vi a parar todo o processo, mas contive-me.
A terra foi posta por cima do caixão por completo e pareceu que só naquele momento é que me dei conta de que realmente era verdade, o peso da realidade era esmagador.
Ela morreu. Eu não vou voltar a vê-la, nunca mais. Ela foi-se, para sempre.
O ar saiu por completo de mim e por alguns segundos respirar parecia impossível.
Dei uma golfada de ar profunda a meio bruta.
Para sempre...
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A noite chegou e com ela a solidão mais uma vez.
A minha sala, já arranjada de novo, encontrava-se imersa em escuridão. Estava sentada no sofá, o silêncio era a minha única companhia enquanto que memórias impiedosas faziam o favor de mergulhar a minha mente.
Levei as mãos aos meus cabelos enquanto que o meu corpo balançava suavemente.
As lágrimas molhavam de novo a minha face.
Durante quanto mais tempo?
Puxei um pouco de ar pelos os dentes soltando pesadamente, nesse momento a campainha tocou.
Levantei-me rapidamente sentido uma leve tontura que logo passou, limpei as lágrimas ainda presentes e alisei o meu cabelo indo atender a porta.
Abri a porta e encontrei o meu filho com uma mala, os seus olhos demonstravam cansaço e tristeza.
-Henry? -disse quase como um suspiro.
-Mãe. -falou e abraçou-me.
-O que estás a fazer aqui? Pensei que ias ficar com os teus avós. -falei abraçando de volta.
-Eu preciso de ti.
Assim que ele disse aquelas palavras foi como se uma parte da minha dor tivesse ido embora, infelizmente aquela que ficou ainda era o suficiente para engolir-me viva.
Ele afastou-se um pouco e eu limpei uma lágrima que tinha escapado dos seus olhos, beijei-lhe a testa com carinho e levei-o para dentro indo diretamente em direção do meu quarto.
Abri a porta acendendo a luz fazendo com que eu fechasse os olhos com o súbito contacto.
-As coisas continuam no mesmo sítio. Eu vou estar aqui no quarto. -disse e ela acenou indo despachar-se.
Dei um longo suspiro e tirei a roupa do funeral, dando lugar a um pijama que tinha já fora do armário.
Fiz a minha higiene e quando sai da casa de banho e o Henry já estava lá sentado em cima da cama.
Sorri levemente e deitei-me fazendo sinal para ele deitar-se ao meu lado.
Ele deitou-se e abraçou a minha cintura pondo o rosto no meu peito.
Apaguei a luz e logo o cansaço de tudo abateu-me fazendo com que adormece-se com último pensamento uns olhos esmeraldas.
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Um mês e meio se passou desde a morte da Emma e as parecia que tudo começava a voltar ao normal.
Tínhamos conseguido apanhar a Zelena, porém ela não se rendeu facilmente o que acabou na morte da mesma, não que alguém tivesse chorado por.
O Henry tinha se mudado oficialmente para a mansão e havia vezes em que ainda fugia para a minha cama, e eu não o censurava.
Ainda não tinha tido coragem para mexer nas coisas da Emma, tirando umas t-shirts largas que ela usava com que eu dormia agora.
Era sábado à noite e o Henry tinha ido dormido à casa dos avós, era a primeira vez desde o acontecido.
Já eram duas da manhã quando eu fui para a cama. Vesti uma t-shirt da Emma e uns calções, o tempo estava abafado, e deixei uma fresta da janela aberta.
Deitei-me e deixei o sono levar-me.
Quando já estava quase a adormecer a campainha toca.
Sentei-me na cama a pensar quem poderia ser a esta hora, mas ninguém vinha à minha mente.
A campainha toca outra vez.
Levantei-me e fui até à porta.
Cheguei à entrada e pus a mão na maçaneta, os meus sentidos em alerta total.
Abri a porta devagar e fiquei em completo choque. Nada teria me preparado para o que estava a ver à minha frente.
-Emma..... -disse num sussurro.
Ela olhou para mim e o seu rosto mostrava alívio e saudade.
Um sorriso formou-se nos seus lábios.
-Regina...
Notas finais
Bjs e adeus
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