Outra História: e se... vol.2

10 Reinício, reviravoltas: é tudo a mesma coisa


Notas iniciais
Minha gente!!! Estou muito feliz pelas duas recomendações que a fanfic recebeu: uma da leitora Yumikoo (beijo na sua alma, sua linda) e a outra de Blondie UchiMaki (cheiro nos teuzói) que eu não me recordo se já li algum comentário seu. Quem quiser recomendar, fique a vontade, que meu coração é grande e sempre cabe mais um! Outra: leitores fantasmas, não sejam tímidos, se manifestem! Só saberei se estou agradando se vocês falarem comigo. Através dos comentários vocês podem me mandar sugestões de fillers, dicas sobre a história, me avisar se eu cometi algum erro, essas coisas. Agora, abro um parênteses especial aqui. Quem lembra do volume 1? Todo mundo lembra! Apois, descobri que "Outra História: e se..." recebeu outra recomendação e eu deixo aqui o meu agradecimento especial a essa leitora, que eu não sei se acompanha o volume dois. Karol um beijo enorme no seu coração e muito obrigada por recomendar! Agora, o capítulo. Muuuuuuuuuuuuuuuu(vaca do Toddy)uuuuuuuuuuita gente ficou p*%#$ com o final do capítulo passado, porque provavelmente o nosso antiherói foi para a pedra, MAS...!!!! Não direi nada, apenas explodam seus cérebros com esse capítulo, que está tão escroto que eu deixei Sasuke no cantinho da amargura. Prontos ou não, aqui vou eu!

Abriu lentamente os olhos. Sentia-se dormente e com a vista fora de foco. Aos poucos pode perceber cores e formas, logo sua pupila se adaptara a luz e a sombra. Quis se mexer, sentiu o corpo adormecido aos pouco recobrar os movimentos à medida que um formigamento quente traçava uma rota por suas veias. Uma brisa invadiu sua camisa, lhe causando um arrepio. Seus sentidos estavam retornando aos poucos.

Depois de alguns segundos conseguiu se sentar. Observou o ambiente. Estava na varanda da casa de seus pais. Olhou para si. Camisa azul escuro, típica de seu clã, e calça negra. Por alguma razão, algo parecido com instinto, tocou a testa: não sentia nada de diferente. Estava como nunca se sentira antes. Esfregou lentamente o rosto e sentiu uma presença ao seu lado.

Era um homem usando um quimono cor de floresta. O rosto deformado diminuía drasticamente a tranquilidade que demonstrava ao dormir. Um Uchiha, disso tinha certeza, mesmo sem ver o símbolo.

Está vivo? Cutucou-o com o indicador na cintura. O homem desatinou a rir repentinamente e se levantou num movimento brusco. É, está vivo.

O homem olhou para si e para o local onde estava. A confusão era evidente em seu rosto esquisito. O rosto dele é mais esquisito que os cabelos de Kakashi, pensou. O homem voltou a se analisar brevemente, esticando um pouco as roupas e do nada começou a pular e gritar de alegria no jardim na frente da varanda.

–Isso! Deu certo! Deu certo! Aquele moleque é incrível!

–Oe... – sussurrou.

O outro não o ouviu. Continuou saltitando e comemorando alguma coisa.

–Voltei, voltei, voltei!!! Demais!!!

–Oe. – ele alterou a voz. Nada – Oe! – um pouco mais alto. Nada de novo. Uma veia de raiva saltou a testa. Ele se levantou e num movimento chutou o corpo do outro – OE, IDIOTA!!!!

O homem recebeu todo o impacto sem nenhum preparo, caindo de bruços na grama fria do jardim onde estavam. Ele esfregou as costas machucadas, sem sair da posição de quatro e olhou para quem lhe chutara. O mais velho tinha lágrimas nos olhos. O mais novo suspirou. É cada maluco que me aparece.

–Quem é você? – falou inexpressivo, com uma mão no bolso, o mais novo.

–Obito! – ele sorriu igual a uma criança – Uchiha Obito! E você é...?

Ele sorriu de meia boca.

–Uchiha Sasuke.

Obito se levantou de supetão e começou a cumprimentar o outro com agitação.

–Oh! Então você que é Sasuke! É uma honra enorme conhecê-lo! – sorriu satisfeito – Não é como eu imaginava que seria, mas é ainda melhor! Ah! Perdoe-me por quase ter te matado...

–Como é? – Sasuke levantou uma sobrancelha.

–Bom... Eu era o homem mascarado! Eu ataquei a vila quando você era criança, tentei roubar todos os olhos da sua família e tal... Até usei a kyuubi! Sabe? Aquele garotinho loiro! – ele esfregava o cabelo e ria sem jeito – Espero não ter feito muitos estrag...

Não teve tempo de concluir a fala, pois do nada o Uchiha mais novo fizera um poderoso Chidori contra o corpo do outro. Obito jogou-se para o lado, esquivando-se do golpe quase certeiro. Ele fitou atrás de si. Do nada Sasuke furioso conseguira invocar uma espada com o fio reluzente, sua katana que agora estava envolta em raios que tiravam lascas do chão. Obito ergueu-se atrapalhadamente e correu para fora do lugar, sendo seguido de perto pelo o outro Uchiha enfurecido. Sasuke era veloz e muito feroz, Obito não sabia o que fazer.

–Eu vou matar você, seu Uchiha de merda! Eu vou varrer sua existência desse mundo!

Eram assustadores os golpes que Sasuke desferia nas construções, abrindo enormes cortes que explodiam por causa das descargas elétricas. Obito escapava, isso constatara, por pura sorte e por Sasuke estar cego pelo ódio, sem calcular direito a precisão de seus golpes. Ambos partiram para as ruas de Konoha. Os habitantes faziam o que podiam para escapar de pedras voadoras, raios perigosos e cortes mortais.

Hinata surgiu do nada correndo atrás do garoto enlouquecido e descalço com cabelo de asa de corvo pela Konoha. Gritava para que ele parasse, mas não conseguia alcançá-lo na carreira. Ele era absurdamente rápido.

Obito corria como podia, sem saber para onde ia ou o que iria fazer, pois era poder demais. Suspeitava que ele iria encontrar Uchiha Sasuke e que ele estaria magoado por causa do massacre, só não espera encontrar um adolescente de aparentemente 15 anos extremamente furioso que empunhava para todo lado uma katana afiada.

Shino e Sakura caminhavam tranquilamente de mãos dadas e se mostravam felizes por estarem juntos, quando a jovem viu dois Uchihas, um desesperado e outro irritado, se aproximarem. Soltou rapidamente à mão de Shino, este se afastou um passo, e ela socou o chão com força, fazendo um pedaço de a rua subir.

–Shaaanarooo! – gritou. Os dois pararam a carreira. Obito se encolheu, achando que a “rua” ia lhe esmagar, mas fora salvo pelo golpe certeiro da katana afiada de Sasuke, que partiu a “rua” ao meio. Os dois se encararam e Sasuke apontou a espada para Obito.

–Eu vou cortar sua cabeça fora. – sentenciou com severidade.

–Espera... Deixa-me explicar!

Sasuke gritou alto erguendo a katana para desferir o corte na mira do pescoço de Obito.

Por sorte Hinata chegara a tempo de se colocar entre os dois.

–Calma Sasuke-kun! – ela sorriu, empurrando o braço que empunhava a espada para baixo – É o seu Tio e sensei Obito, você não se lembra? – o moreno encarou com clara confusão — Ele mora com você! Eu sei que às vezes ele é atrapalhado e meio desordenado, mas é uma boa pessoa!... Seu pai gosta muito dele e seu irmão também... Por favor, não o machuque!

Sasuke respirou fundo, recobrando a paciência e a calma.

Bagunçou os próprios cabelos e cravou a espada no chão, fazendo os raios explodirem para todos os lados, obrigando Obito rolar em fuga. Sasuke sentou-se por ali mesmo, no meio fio da calçada e fitou Obito com furor. Patético, em suma. Piscou incredulamente. Obito convivia com sua família? Espera... Olhou para si. Estava jovem de novo. Espera... Será que...?

–Eu tenho que ver isso! – resmungou colocando-se de pé.

Saltou até o prédio mais alto de Konoha e olhou em volta com seu sharingan ativado, percebendo os chakras vivos por ali. Os ventos traziam tudo para seus sentidos. O sol brilhava alto, esquentando sua pele facial, indicando que não era um sonho, ou pelo menos não deveria ser um. Fitou Konoha. Estavam todos lá, nenhuma frequência faltava, exceto a de seus filhos e a de...

o/ o/ o/ o/

Sasuke resolveu caminhar por Konoha outra vez. Tinha que confirmar o que sentira da primeira vez depois que acordara. Subiu novamente na torre mais alta e fitou longamente a vila, sentindo aquelas energias.

Olhou mais uma vez para si. Adolescente. Não poderia ter os seus conhecidos filhos, Hiroki e Hiroshi, com aquela idade, pela lógica. O Monumento Hokage fora a prova final do retorno: o rosto pedregoso de Itachi não mais estava cravado na pedra. Nada mudara, Konoha estava salva, os habitantes vivos e o passado fora confinado nas trevas outra vez. Não havia selos, não havia restrições, nem peso, tudo fluía como sangue me suas veias. Sasuke estava livre de suas chaves e de seus grilhões.

Liberdade. Finalmente estava livre para viver sem restrições. Mas... Faltava alguém, faltava ele.

O colar de seu peito estava ali, mas vazio.

Ele quis chorar, quis gritar, quis explodir e queimar toda a vila, mas seu peito fora preenchido por um estranho sentimento de paz, de felicidade. Sorriu. Maldito usuratonkashi, ele conseguiu. Sozinho carregou o mundo, o ódio e as dores, os poderes, os selos e as verdades nos próprios ombros. Trouxe a liberdade, a alegria e a pureza de volta.

Maldito usuratonkashi, fez tudo para que a carta se realizasse.

–Só se esqueceu... De que eu não posso... Ficar sem ele. – quis chorar, mas as lágrimas não vieram. Nem isso seu dobe lhe deixara. Não queria que ele agisse como uma viúva.

Riu do próprio pensamento. Seu dobe não estava morto, estava em cada ponto daquela vila ingrata, protegendo e cuidando como a mãe que se tornaria no futuro. Com seu sharingan ele podia ver os resquícios daquela energia tão quente e tão boa. Ele quase podia ouvir a risada esganiçada de seu dobe ecoando pelos ventos.

–E agora dobe...? O que vou... Ah, dane-se!

Desceu num salto e observou os vivos. Eram ingratos e mereciam a morte, mas eram frutos da vontade do portador dos selos divinos. Não poderia querer o fim daquilo, pois significava querer que Naruto desaparecesse para sempre. Iniciou uma descalça caminhada pelas calçadas de Konoha, observando os rostos felizes dos moradores. Konoha era a mesma, mas de certa forma parecia mais leve, mais brilhante, mais limpa.

Olhou para uma rua e viu Minato caminhando de braços dados com Kushina. Os pais de Naruto estavam vivos! Incrível, então aqueles eram os pais de seu dobe. Finalmente os conheceu. Sentiu um nervoso lhe percorrer a espinha, pois percebeu algo importante. A possibilidade de rever Naruto parecia brilhar nos sorrisos contentes daqueles dois.

Seu coração saltou de alegria.

Correu até eles com a esperança que junto deles estivesse Naruto.

–Kushina-san! Minato-san! – falou com animação. Os dois lhe encararam e sorriram.

–Sasuke-kun! – falou Kushina – É bom lhe ver’ttebane! Como vai? – Sasuke quis responder, mas ela continuou – Ouvi dizer que você esteve muito doente por causa do Sharingan! Oh... Pobre Mikoto. Eu vi o rosto de preocupação dela esses dias... Mas agora noto que está melhor’ttebane! Dá para ver o brilho da vida em seu olhar!

–Calma Kushina... – Minato sorria amarelo – Deixe o menino falar.

–Bem... Eu acho... Então, onde está...? – teve receios de perguntar, mas um chakra um pouco conhecido lhe surgiu. Sorriu abertamente. Aquela frequência, por mais turva e desconfigurada que estivesse, ainda era essencialmente conhecida.

–Bem aqui! – uma cabeleira saltou diante do casal e abraçou Sasuke com força. Esse ficou estático, sem saber como reagir ou o que pensar. A longa cabeleira se acalmou e ele viu que era longa demais. Longa demais, pensou afagando os cabelos. Longa demais. – Como vai Sasuke? Cheguei há dois dias e mamãe me disse que você esteve doente. Isso é o que dar treinar demais! – a garota abaixo de si lhe encarou com estranheza – O que foi?

–Não... – suas pernas tremiam – Não... Não, isso não! NÃO!

Ele a soltou e desatinou a chorar. Não podia conter aquela dor dilacerante de perda. Como viveria com tamanha maldade? Ele era maligno, o mais horrível de todos os homens, o mais sádicos de todos os seres, por lhe machucar de tão ferina maneira. Naruto não nascera, mas em seu lugar havia uma garota loira de seios fartos, um pouco baixa, com os mesmos olhos e a mesma essência de chakra dele. Por que isso estava acontecendo? Deveriam os dois voltar no tempo. O que falhara no jutsu?

Chorou desesperadamente, caindo de joelhos no chão.

–Sasuke! – chamou a garota – O que está rolando, cara? Fala!

–Afaste-se, Menma, afaste-se dele! – falou o homem puxando a filha para si. As chamas negras dos olhos se Sasuke começavam a se espalhar – Se uma fagulha pegar em você, queimará até que morra. – Minato fitou Kushina – Vá chamar Mikoto e Fugaku. Diga que ele entrou em crise de novo e que precisa de ajuda agora!

–Certo’ttebane! – a mulher desapareceu rapidamente.

Notas finais
Não me matem, não me matem! Agora que já lançaram as pedras contra mim - falo com o rosto roxo e escorrendo sangue pela boca - tenham calma, porque as vezes nossa mente nos prega peças.