Outra História: e se...
26 Tudo tem uma primeira vez
Notas iniciais
Estavam deitados na cama se beijando com furor quando a chuva começou a cair fina do lado de fora. Na cadeira, duas toalhas molhadas secavam por causa do vento do ventilador. Na cozinha, ainda havia pratos sujos do almoço preparado. No banheiro, a água escorria para o ralo, do banho recente. A casa parecia tranquila, exceto pelos corpos que se mexiam na cama.

Naruto, abaixo de Sasuke, afagava a nuca do outro da maneira que este mais apreciava, provocando doces arrepios na pele cor de creme. Sasuke massageava a genitália de seu dobe por dentro do short laranja, sendo tão carinhoso ao ponto que Naruto gemia sempre que sentia os dedos arteiros brincarem com suas bolas.
Ficaram assim por alguns minutos, até se soltaram, procurando fôlego para continuar.
–Você quer... – o loiro arfava – um boquete?
Sasuke assentiu com pressa, soltando-se do corpo do outro e sentando-se na cama. Naruto colocou-se de joelhos entre as pernas de Sasuke e tomou coragem para continuar. Não entendia por que estava tão receoso. Abriu a calça do outro e baixou um pouco a boxer que ele usava, o suficiente para que praticamente seu pênis saltasse fora direto para sua boca.
O outro arfou de prazer sentindo a língua tímida em seu membro.
Naruto começou um movimento lento de vai-e-vem, lubrificando toda a extensão do pênis do outro. Aplicou uma leve sucção na glande, provocando um arrepio em Sasuke. Esse fitou o rosto de Naruto: uma mescla de tristeza cansada com obrigação estava nos olhos azuis de seu dobe. Quis fazer algo, mas era impedido pelas ondas de prazer que Naruto causava em si.
Sasuke deixou escapar alguns gemidos quando Naruto aumentou a velocidade das sugadas e a força do movimento, chegando a retirar completamente o pênis da boca para então engoli-lo até a base de uma vez. A língua tentava, de alguma forma, massagear a extensão.
Algo molhado pingou na pele dos quadris de Sasuke. Ele viu lágrimas nas bochechas de Naruto.
Por que ele estava chorando?
Um espasmo forte, Sasuke se derramou no fundo da garganta de Naruto, quase o fazendo vomitar todo o esperma no chão. Naruto voltou para a cama e esperou o próximo ato, engolindo com dificuldade o líquido. Sasuke o encarou e meneou a cabeça.
–Não posso fazer isso se você não está feliz... – murmurou – Só vi você chorar uma vez na vida, quando aquele javali te atacou e dez anos depois você está aí, desfazendo-se em lágrimas... – colocou-se sobre Naruto, seu rosto estava notavelmente irritado – Se não quer isso, é só fazer como sempre faz, cacete: me chuta para fora daqui e pronto!
Naruto sorriu.
–Mas eu não quero que vá... – ele o beijou suavemente – Eu quero tentar, mas estou com medo, Sasuke, com muito medo do que vai acontecer depois que você se satisfizer... Não quero ficar sozinho, não quero.
Sasuke o abraçou com força, colocando-o em seu colo, e começou a retirar o short do loiro.
–Se fosse para eu te deixar, te deixaria pela quantidade de vezes que eu fui rejeitado... – rebateu – Mas a partir do momento que eu souber que esse cu é meu – enfiou sem cerimônia a mão dentro da cueca de Naruto e apertou com vontade as nádegas dele – Não vou te deixar em paz nunca! Até parece que não me conhece, usuratonkashi! – Sasuke suspirou e subiu a mão pelo tronco – Nós dois sentiremos prazer, não será só eu.
O loiro riu. Uma vez que as portas fossem abertas, jamais se fechariam. Naruto empurrou Sasuke para o encontro da parede com a cama e abocanhou o pênis do outro novamente, fazendo-o arfar. O moreno mal soube o que fazer.
Estava perdendo o controle para Naruto, isso não podia acontecer, não fora desse jeito que fantasiara.
Obrigou-o a ficar de quatro, iniciou uma lenta e torturante masturbação no pênis de Naruto, quase comendo o pescoço dele de tanto beijar e morder. Sasuke sorriu safadamente e arrancou a cueca fora, deixando o loiro nu e espantado com a bunda arrebitada. Agora sim, as coisas estão certas, pensou enquanto ia beijar os lábios carnudos do outro ao passo que lhe masturbava lentamente. Voltou a se ocupar do pescoço, ora vermelho ora roxo.
Naruto o fitou pelo canto do olho, arfando e gemendo involuntariamente. Ele está faminto, Meu Deus, eu vou terminar sem pescoço desse jeito, pensou.
Sentiu algo diferente acontecer. Um dedo molhado rondava suas nádegas e devagar foi entrando nele sem aviso prévio. Um sobressalto de Naruto fez Sasuke rir abafado no ombro dele. Queria meter naquele momento, sem demora e sem cerimônia, mas teve paciência. O dedo moveu-se ligeiro, abrindo caminho para um segundo e um terceiro dedo. Naruto gemeu e chorou baixinho. Já sentira todo tipo de dor na vida, mas aquela era inexplicavelmente boa, apesar de ser dilacerante e arder muito.
Sou um puta masoquista, pensou rindo e fungando, por causa do choro, ao sentir os dedos de Sasuke brincarem dentro de si.
O moreno retirou lentamente os dedos e estremeceu violentamente ao observá-los: estavam sujos de sangue. Sasuke fitou o ânus de Naruto e depois o rosto molhado de lágrimas. Engoliu em seco, se perguntando se realmente poderia levar a diante.
–Que foi, teme? – Naruto gemou, recuperando o fôlego.
–É que... Não sei se podemos realmente fazer isso, afinal somos homens. – falou sem jeito.
–E vem me dizer isso depois de alagar o meu traseiro e me causar dor’ttebayo? – rebateu Naruto, com seu tom prepotente de sempre – A culpa é sua, então trate de ir até o fim e me dar aquela tal de felicidade inexplicável que me prometeu.
O Uchiha sorriu, voltando a si.
Colocou Naruto em seu colo, alto o suficiente para que sua boca pudesse praticamente engolir o membro do loiro e para que seus dedos voltassem a massagear o canal retal dele. Naruto agarrou-se aos cabelos espessos de Sasuke e mordeu os lábios, seus quadris se moviam sem controle: para frente ia fundo na boca do Uchiha, para trás sentia os dedos longos se enterrarem em sua entrada.
Queria parar de se mover desse jeito, mas não conseguia.
Era mais forte do que podia imaginar.
Sasuke sugava com vigor, com carinho, ora beijando, ora lambendo o membro, enquanto preparava calmamente a entrada de seu dobe. Queria fazer Naruto sentir praticamente a perfeição. Eles se encaravam, os olhos negros captando todas as sensações que os azuis transmitiam. Repentinamente seu corpo dava rápidos espasmos por causa de ambos os estímulos. Naruto sentiu sua vista embaçar e o corpo amolecer.
Iria gozar, tinha certeza disso, apesar de não ser uma prática comum de Naruto.
Sasuke deitou-o com cuidado, distribuindo beijos pelo peitoral e pela barriga. Seu dobe acabara de gozar em sua boca. Era o momento. Colocou-o de quatro novamente e lambeu lentamente o espaço entre as nádegas. Naruto arrepiou-se por completo e esperou o que viria a seguir. Sasuke sorriu, pensando que talvez conseguisse cumprir sua promessa.
Não era um homem qualquer que sua glande começara a roçar a entrada, não se tratava de homem qualquer que recebia completamente seu pênis que latejava por uma bunda, não era um homem qualquer que provocava uma ereção tão violenta no frio Uchiha Sasuke. Era o seu Naruto. Aumentou gradualmente as estocadas, procurando pelo ponto de prazer do loiro. Era Naruto estava lhe dando o traseiro, era Naruto que estava gemendo seu nome, era Naruto que estava de quatro só para ele.
–Nossa Naruto... – arfou sentindo as contrações anais do menor depois de estar completamente dentro – Que delícia... Você estava louco por isso, não é? — Naruto apenas grunhiu – Está me apertando deliciosamente. Você é quente e bem molhado por dentro, tão bom de foder... Ah!
Sasuke agarrou o torso e estocou com desejo enquanto beliscava os mamilos eretos do dobe.
Sua única preocupação deve ser causar o máximo de prazer ao seu Naruto. Nada mais. Ele estava ali disposto a tudo com Sasuke, então aquela noite deveria ser sublime e não de preocupações. Chega de pensar em problemas, confirmou o moreno, chega, pelo menos por esta noite. Continuou empurrando firmemente quando Naruto do nada gritou alto, não de forma furiosa, mas gritou agudamente durante um espasmo, surpreendendo o Uchiha.
Sasuke empurrou mais uma vez naquele ponto e Naruto correspondeu gritando outra vez, de maneira sensual. Achei essa caceta! Pensou sorrindo e se deliciando com os gemidos luxuriosos que o outro liberava sem pudor.
O moreno sentou-se e puxou o menor para seu colo, ficando barriga com barriga, ou barriga com ereção, e nem precisou pedir: Naruto já sentara em seu pênis e começara a se movimentar de olhos fechados, com os dentes cerrados e as sobrancelhas franzidas. Sasuke afundou seu rosto no peitoral malhado do outro e se concentrou em senti-lo a cada estocada.
–Geme para mim, vadia! – gritava Sasuke, com Naruto rebolando em seu colo.
–Vadia – Naruto arfava – É o seu passado, teme! – empurrou-o para a cama pequena, deitando-o, e continuou cavalgando profundamente no membro pulsante de Sasuke – Se eu soubesse... Ahn! Que era tão bom, teria feito antes’ttebayo! – e gritou de novo.
–Bem que eu pedi! – Sasuke estava encantado com a visão de seu dobe completamente diferente do que estava acostumado: sensual, cheio de marcas de mordidas e chupões, com a pele vermelha e olhos transbordando lágrimas de prazer. – Droga Naruto! Como é que você tem um rabo tão gostoso assim?!
–Fala como se tivesse comido outros por aí... – rebateu sorrindo debochadamente. O maior sorriu de volta e lambeu os lábios, girando o corpo, colocando-o abaixo de si.
Levantou as pernas de Naruto e empurrou mais, com força, fazendo o menor gritar mais alto e se contorcer. Sasuke revirava os olhos de tesão sentindo as carnes lhe apertarem o membro todas as vezes que acertava a próstata de Naruto. Estava adorando aquilo. O moreno sorria e lambia a parte interna das pernas do loiro, provocando arrepios no menor, enquanto esmagava as nádegas macias entre seus dedos alongados e fortes.
–Você não é o primeiro! – atiçou.
–Como é?! – Naruto arregalou os olhos e viu o rosto de desejo do Uchiha lhe encarando. Seus lábios se encontraram com pressa e demoraram a se soltar.
Sentiam que estava chegando ao limite.
–Sasuke... Ahr... – gemeu Naruto, apertando a cintura do moreno com suas pernas.
O outro assentiu, entendendo o que se passava. Moveu os quadris com mais vigor, mais pressa, indo mais fundo tanto quanto podia. Naruto se quer conseguia fechar a boca e abrir os olhos para ver o rosto de desejo que Sasuke exibia, lhe encarando intensamente e mordendo o lábio inferior.
–Naruto! – Sasuke arfou no ouvido do menor, fazendo-o ter um longo arrepio e contrair completamente – Droga! Isso é... Isso é... Droga! Isso é bom pra cacete, porra!!!
Apertaram-se num abraço intenso e ambos gozaram ao mesmo tempo. Ofegaram sem se soltar. Sasuke fitou a chuva: estava mais forte e logo os raios despencariam do céu. Puxou um lençol e cobriu a si e a Naruto.
–O que está fazendo? – falou o outro vendo o pano acomodar-se sobre os dois.
–Eu quero fazer mais, só que daqui a pouco os trovões vão começar. Eu sei que você tem medo de trovões...
–E o lençol vai impedir alguma coisa?!
–Você vai ver.
o/ o/ o/ o/
Parecia que a tempestade estava em sincronia com o corpo de Sasuke, pois curiosamente a cada estocada dentro de Naruto um raio partia e iluminava o céu. Naruto estremecia, ora por causa dos estrondos ora por causa de sua próstata está sendo espancada pela glande de Sasuke. Os lençóis acomodaram-se ao corpo dos dois, mas não deixava que nenhuma parte dos corpos de fora, de acordo com o plano do Uchiha.
Instintivamente Naruto fitava a janela, sentindo-se um pouco amedrontado com a tempestade intensa que caía. Porém, ele não conseguia olhar por muito tempo, pois Sasuke segurava o seu rosto e o obrigava a fitar seus olhos negros e profundos, que lhe diziam que nada mais importava além do que ambos faziam ali. Ainda sim Naruto estremecia com os raios. Por que os temia? Ninguém sabia, nem mesmo Naruto.
Como castigo, Sasuke empurrava com mais força, indo mais fundo, sem piedade e com violência, sempre que Naruto inconscientemente fitava as janelas, e a posição “papai e mamãe” lhe permitia toda a supremacia no sexo.
–Ei dobe – ele chamou, variando de um mamilo para outro – Foco aqui, foco em mim. – ele apertou os lençóis no entorno dos dois e sugou com vontade o mamilo. Naruto se retorceu embaixo do pesado corpo de Sasuke.
–Desculpe... Hum! – Naruto massageou a nuca do moreno e mordeu o lábio inferior – É que eu tenho... Eu tenho... – as estocadas não lhe permitiam cumprir o pensamento.
–Assim? – Sasuke aproximou-se e beijou o rosto do dobe em vários pontos – É assim que eu tenho que proceder... – os dois se beijaram e riram um pouco da ironia da palavra – Para você focar no sexo delicioso que eu estou fazendo aqui? – respirou fundo, agarrou as mãos de Naruto e aplicou mais força e rapidez ao ato – Eu vou te estuprar se você der mais atenção à tempestade do que a mim.
Naruto sorriu e apertou o entrelaço das pernas na cintura do maior, aprofundou um beijo delicioso de língua e começou a arranhar levemente a tez pálida, fazendo Sasuke grunhir de satisfação da forma mais máscula que ele conhecia.
O trovão despedaçou o céu.
Sasuke sentiu o tremor de medo em seu dobe, abraçou-o com mais carinho e fez a cama ranger reclamando pelo peso dos dois corpos se friccionando ardentemente, sem a mínima ideia de quando parar, esquecendo-se da tempestade. O moreno não podia admitir que um dos ninjas, talvez o mais, poderosos do mundo temesse os raios. Sentia ciúmes da natureza, por conseguir submeter seu dobe, enquanto ele penava por beijos.
Deitou-o de lado, de costas para a janela e recostou a cabeça de Naruto em seu braço, beijando-o com carinho e metendo gostosamente na entrada, fazendo o loiro gemer.
o/ o/ o/ o/
–Sasuke...
–Sim? – ele retirou o rosto de dentro das nádegas do outro, lambeu os lábios e esperou.
–Você disse que eu não sou o primeiro, apesar de que você é... – franziu o cenho, sem acreditar no que iria dizer – O meu primeiro? Como isso soa estranho... Cruzes’ttebayo. – ele riu com o próprio comentário. – Enfim, quem foi o primeiro?
–Bom... – Sasuke ajeitou sua postura, sentando-se nos calcanhares, enquanto Naruto sentava na cama, ainda de costas para o Uchiha, porém com o rosto voltado para ele – Teve uma ruiva com quem Orochimaru me obrigou a ter minha primeira vez... Experiências daquela cobra velha... A garota era uma Uzumaki. Você sabia que existiam outros Uzumakis por aí?
Naruto negou. Nem fazia ideia de coisa alguma.
–Bom, por causa dessa mesma experiência que a cobra estava fazendo com o meu corpo que eu peguei uns dois caras que eu matei num acesso de raiva depois e só... Estão todos mortos, inclusive a garota Uzumaki...
O loiro apertou o olhar, desconfiado da veracidade daquela informação.
–É verdade! – Sasuke percebera a desconfiança – Eu estava muito magoado para andar por aí transando com as primeiras pessoas que eu via, ora essa! Só fiz porque era obrigado!
–Sei... – murmurou sarcasticamente.
Sasuke obrigou o loiro a empinar a bunda para si e voltou a chupar a entrada com avidez e gosto, metendo com a língua ali sem perdão, enquanto sentia os dedos de seu dobe acariciar o seu pênis, que latejava e reclamava por seu lugar de direito. Era um dobe mesmo para interromper aquele ato delicioso que estava praticando.
o/ o/ o/ o/
Provavelmente já era a terceira rodada ou a quinta rodada do casal. Quem estava contando aas rodadas? Eles que não era. Estavam ocupados demais se amando sexualmente. Mas sabiam que a cama e o banheiro já não eram suficientes para transar. Os dois estavam na cozinha, com Naruto se apoiando como podia na pia, enquanto Sasuke puxava os cabelos do menor para trás e metia com ferocidade.
Mesmo depois de Sasuke estocar e gozar várias vezes dentro do mesmo lugar, Naruto insistia inconscientemente em se manter apertado e estrangular seu membro. O que Sasuke adorava e lhe fazia rosnar. Levantou-o no ar e o colocou em seu colo, empurrando com mais desejo e beijando famintamente aqueles lábios.
Naruto gritou pela milésima vez naquela manhã o nome de Sasuke, evidência de outro orgasmo que se sucedera, enquanto Sasuke rosnava com os dentes cravados na clavícula do loiro, pois também gozava. Caíram no chão: Naruto sentado, com os braços do moreno sobre os ombros, e Sasuke de joelhos, com as pernas do loiro sobre suas coxas, ambos apoiados na pia, nus e completamente extasiados.
Um de frente para o outro, admirando-se e sorrindo de satisfação. Sasuke cumprira sua missão, ou pelo menos a primeira parte dela: Naruto parecia que ia flutuar a qualquer momento. Roçaram os lábios mais uma vez e afagaram-se mutuamente.
Sentiam-se livres.
O menor ainda sorria, sentindo o que o outro chamava de felicidade inexplicável. Seu coração desacelerava na medida em que respirava profundamente e mergulhava nas memórias sensoriais que adquirira de Sasuke durante o sexo. Sexo não, amor.
–Obrigado... – murmurou, ainda lembrando-se do gosto do beijo do moreno – De verdade, obrigado por ser tão incrível comigo...
–Hm. – respondeu monossilábico como sempre.
Os dois foram para o banheiro e tomaram um breve banho, sem intenções segundas, apenas sorrindo para um e para o outro, higienizando-se mutuamente. Saíram enrolados em toalhas e se vestiram. O Uchiha fitou a janela: chovia e muito.
–Talvez eu vá para casa... Talvez eu não vá... – informou parado diante da janela.
–Faça o que quiser – falou Naruto esquentando água num bule de chá – A casa é pequena, raramente durmo na minha cama, estou todo moído e odeio trovões. Faça o que quiser que eu não estou nem aí! – abriu o armário e retirou um pote de ramen sabor porco.
–Então eu vou ficar. – falou maliciosamente.
–Me toque e é um homem castrado, porque a morte é muito pouco. – riu-se. Sasuke parou, pois iria agarrá-lo. Naruto sorriu depositando um pouco da água no seu pote de ramen e outro bocado em uma chaleira de café, aprendera a fazer café por causa do moreno – Você pode me abraçar, só não quero fazer mais hoje... Meu traseiro ainda está ardendo muito.
Sasuke o abraçou na altura do seu tórax e acomodou o rosto no ombro do menor. Era o encaixe perfeito. Naquela posição de abraço, a sua favorita, ficava perfeitamente confortável e aconchegado com o seu dobe, além de não cansar o corpo de Naruto com seu peso. O loiro nem se incomodava com aquela atitude, pois não lhe apertava, fazia as coisas com tranquilidade e de vez em quando afagava a nuca do maior.
Se era amor, nenhum dos dois sabiam, só tinham a certeza que para o bem e para o mal, necessitavam-se mutuamente.
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