Notas iniciais
Passamos de duas mil visualizações, sabem o que significa, não sabem? Pois é negada... CAPÍTULO DUPLO PARA HONRA E GLÓRIA DO SENHOR, e da senhora! Segue o primeiro> Casos e casos, o segundo é> Selos e selos Estamos nos aproximando do fim... Trágico não? Nos vemos lá embaixo.

Já fazia três meses desde o exame chunnin. Sakura e Sasuke foram escolhidos, juntamente com Shikamaru, para se tornarem chunnins. Começava a ficar de igual patamar com seu irmão mais velho, de quem o pai alimentava um imenso orgulho. Como prêmio, Sakura fora aceita por Tsunade, a segunda lendária sennin, para ser treinada rigorosamente e aprender novas técnicas. Sasuke dera pouca importância ao título de chunnin.

Sua recompensa por ter subido de categoria fora a melhor. Pelo menos ao seu ver.

Kakashi lhe ensinara um novo jutsu, baseado no Raiton, chamado Chidori. Gostara da técnica.

Naruto invadira seu quarto durante a noite e lhe dera uma longa e deliciosa mamada embaixo do lençol. Isso realmente lhe agradara. Era a primeira vez que fazia sexo oral, ou, como preferia pensar, fodia a boca de seu dobe. A timidez e o desajeito eram evidentes em Naruto, por ser a primeira vez que fazia algo do gênero, mas Sasuke não se importava.

As mãos trêmulas procuravam massagear os testículos pálidos de Sasuke e seus olhos buscavam saber se o que fazia era bom. Sempre encontrava o olhar luxurioso para si, indicando o prazer que sentia com os gestos.

Era seu dobe que estava ali, se esforçando para lhe causar prazer depois de um exaustivo exame. Quase naquela noite conseguira o que tanto desejava, mas contentou-se com friccionar seu pênis no de Naruto enquanto se beijavam famintamente debaixo das grossas cobertas. Antes de partir para casa, o loiro permitiu que sua boca fosse fodida novamente e engoliu todo o gozo do Uchiha.

Lembrar-se daquilo causou-lhe um intenso arrepio, que fora logo quebrado pela dor em seu ombro esquerdo. Maldita vez que se descuidou e o homem cobra lhe picara.

O selo amaldiçoado no ombro de Sasuke latejava sempre que ele usava seu Sharingan. Estava indo falar com Naruto sobre isso. Talvez o moleque tivesse algum tipo de técnica de selamento que pudesse ajudar. Bateu na porta. Olhou as horas. Três da madrugada.

–Tsc. Ele não está em casa. – fechou os olhos e rastreou brevemente a energia do outro – Achei. – sorriu e foi rapidamente para onde havia ocorrido seu teste com Kakashi.

Parou diante do corpo imóvel de Naruto flutuando acima dos troncos de madeira. Sorriu. O moleque conseguira aprender a voar. Mas voava mesmo? Tocou levemente o pé com as pontas dos dedos. Aos poucos o corpo desceu e estirou-se sobre a relva. Sasuke apoiou-se nos cotovelos e nos joelhos e ficou sobre Naruto, admirando o corpo adormecido dele.

Não resistiu. Beijou-lhe lentamente os lábios escorregando para o pescoço. Naruto abriu os olhos sentindo as carícias sensuais do outro. Abraçou suas largas costas e riu bobamente. Sasuke continuou sua ocupação, mesmo irritado com riso cheio de deboche. Lambeu o lóbulo da orelha de Naruto e depois o sugou, fazendo mesmo com o resto do pescoço.

–Chega! – murmurou Naruto sentindo a mão de o moreno percorrer-lhe a barriga e ir correr para seu traseiro, mas Sasuke não deu ouvido e continuou apertando a macia bunda, querendo retirar o macacão. Numa tentativa insana, Naruto mordeu a língua de Sasuke enquanto este lhe beijava.

–Ouch, dobe! Isso dói sabia? – o moreno desferiu um cascudo na cabeça do outro – Estou tentando te dar um pouco do meu amor e é isso que eu ganho, seu idiota do caralho!

–Eu disse que chega e você não me ouviu’ttebayo! Porra Sasuke! Quando o fogo do ovo sobre para cabeça, você fica surdo que nem uma porta! – Naruto se levantou, limpando suas roupas. As de sempre, macacão laranja e camisa preta de mangas até os cotovelos.

–Tsc... Se você cedesse logo, eu não teria esses ataques... – resmungou.

–Se eu cedesse logo, eu era um homem morto! – uma veia saltou na testa do garoto – Você ia me estuprar todo dia que eu sei!

Sasuke riu malignamente, evidenciando a veracidade da informação. Mas seu riso foi interrompido pela dor em seu ombro. Precisava falar logo.

–Naruto, eu não consegui controlar os poderes desse selo. – ele baixou sua camisa, mostrando selo maldito – Desde o exame Chunnin que não para de latejar... Está parecendo até o meu p... – a fala foi interrompida pelas mãos do loiro.

–Eu sei’ttebayo! Não precisa ficar fazendo esse tipo de comparação! – Naruto suspirou e observou o selo: consistia em três tomoes, semelhantes aos que apareciam nos olhos do garoto sempre que ativava o Sharingan. Notou o selo estava absorvendo energia de Sasuke. Retirou de seu bolso um pequeno caderno de anotações e buscou algo ali.

Sasuke esperou. Viu Naruto parar numa página. Analisou brevemente e observou novamente o ombro do outro. Apertou o olhar. Assentiu, como se conversasse consigo mesmo, e mordeu o polegar. O outro entendeu que o processo iria começar, retira a camisa e se senta no chão, enquanto Naruto começa a desenhar os kanjis com o próprio sangue pelo ombro de Sasuke.

Quando terminou, apertou o selo com força entre os dedos.

–Selar! – gritou. Os kanjis moveram-se para o redor do pescoço de Sasuke e serpentearam para o selo, formando uma ínfima linha ao redor das tomoes – Deve dar, até você conseguir controlar – Naruto retirou do bolso um Band Aid e colocou no polegar – Você tem que dá um jeito de retirar a cobra do seu corpo, se não vai ficar mais difícil de controlar o chakra.

Sasuke assentiu. O dobe não sabia exatamente o significado daquelas palavras, constatou, apenas falando para lembrar a si. Vestiu a camisa e se levantou. Suspirou, indignado por só ter conseguido roubar um beijo e resolveu voltar para casa.

Naruto voltou ao seu solitário treinamento da madrugada. Um aperto tomou o coração de Sasuke. O loiro vivia treinando e viajando por não suportar o vazio da própria casa. Sentiu uma lágrima correr sem pedir permissão. Queria tanto estar com Naruto, mas seus pais jamais aceitariam a união, ainda mais com Itachi como meta. Todos queriam que ele fosse incrível como Itachi, seu pai só conseguia enxergar o seu irmão mais velho e sua mãe lhe via como um garoto debilitado.

Sentiu algo pesar em seus ombros.

“Você vai matá-lo, não é? O assassino de seu clã”.

Uma voz soou repentinamente em sua mente, como um gongo. Procurou com o olhar de onde viria aquela voz e instintivamente fitou seu ombro. As tomoes começaram a girar velozmente e se transformarem em desenhos de chamas que se alastraram para o seu corpo.

–N-Naruto! – gritou, mas sua visão já havia escurecido.

Notas finais
Pois é, tá chegando o fim. Não tenho muito o que dizer, só até o próximo cap.