I

É uma tarde ensolarada.

As flores são da mesma cor da minha caneta: Vermelha!

Observo os arredores na esperança de encontrar inspiração. Paro e aproveito a leve brisa.

Olho para o céu com um sentimento chamado saudade.

A escrita acaba virando pintura. Tento traçar linhas mais leves, mais encurvadas. Por fim, acabo esquecendo o verdadeiro motivo de estar ali.

Olho novamente para o céu. Me despeço. Guardo minhas anotações e vou embora.

Não adianta insistir em algo que julgo que não irar dar certo.

Talvez, no próximo sábado ou, quem sabe, na próxima primavera.

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II

Todos estão dormindo a essa hora.

Calma, minha querida. Sou eu, seu velho companheiro de solidão.

Prefiro você assim, deserta. Os pensamentos fluem com mais rapidez.

Não te preocupa, estou aqui.

Pode me contar seus mais íntimos desejos, estou aqui para ouvi-los.

Sorria, minha menina, logo mais o dia começará. Calma. Faça chuva, faça sol, não vou te abandonar.

Companheira querida e guerreira, juntos vimos e vivemos grandes mudanças. Não te estressa, estarei junto a ti em mais tantas aventuras.

Pena que a vida é curta, mas meu carinho por ti é eterno.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.