Outer Space
2 Capítulo: Antigamente
Notas iniciais
—Ai vó! Não acredito que já vou... Irei sentir muita saudade da senhora e do vovô... -Este era o dia de ir para o internato; e, como o esperado, eu estava muito triste; não só pela saudade antecipada, mas como se fosse uma premonição do tédio...
—Não fique assim meu bem... De vez em quando até poderemos nos ver!
—Não muda o fato da saudade...
—Vamos, o transporte está esperando... Também sentiremos saudades, mas vá...
—Tchau vó, tchau vô...
—Tchau, vóvó vai sentir saudade!
—Tchau, vai com tudo!
Essa foi a deixa, para ir ao inferno; não é à toa que eu estava tão triste, quase depressivo.
Quando cheguei, aquilo parecia um centro de treinamento do exército! Não que não seja... Mas pelo menos não parecia uma escola; Nunca vi uma construção tão larga e alta... Me senti uma formiga...
—Novatos! Em fila! -Quase pulei de susto quando um certo transeunte gritou... Não parecia estar de brincadeira, nem um pouco...-O diretor irá inspecioná-los!
Como assim? -Pensei com meus botões -Vão nos inspecionar? -Acho que isso passou na cabeça de todo mundo... Não que alguém em qualquer hipótese se assustara devido ao contexto...
—Deem espaço ao diretor! -Ouvi som de passos... Estavam se aproximando. Todos viram uma pessoa alta, branca mas não “amarela”, de farda com uma águia no peito, do lado do coração. -Por que alguém precisaria de uma farda camuflada no espaço? -Disse uma outra criança do meu lado, aparentava ter a mesma idade que eu; tinha cabelos louros e longos, logo percebi que era uma menina só querendo puxar assunto... -Acho que só utilizam isto em homenagem ao passado, quando as pessoas guerreavam na tal de “mata”, e precisavam se camuflar... Embora não se deva prestar homenagem nenhuma à esta época...-Repliquei. -Silêncio! O diretor vai falar! -Gritou o mesmo transeunte...
—Olá, novatos; sejam bem-vindos ao internato da C.D.A.! Aqui vocês serão educados e ensinados para combater frentes terroristas; com a agonia de estar pilotando uma nave, em pleno espaço profundo, com suas reservas de combustível no limite, sendo atacados sem cessar, com risco de vencer ou perder, sem nenhuma ajuda próxima; só você e os terroristas. -Neste momento, algumas crianças gritaram de medo, outras ficaram empolgadas demais para se segurar; estas mesmas que lançaram um coordenadamente simultâneo “Yeah!”, eu só estava entediado... Fiquei meio neutro; não fui para nenhum dos lados... Só assenti com a mente.
—Bom... Vocês ouviram bem que eu iria inspecionar vocês, não ouviram? -Falou o diretor.
—Sim. -Replicaram as crianças.
—Pois bem; todas as crianças que gritaram de medo voltarão para suas casas. -Todas as crianças que haviam o feito soltaram um novo “Yeah!”...
-E todos os que comemoraram também; pois, acreditamos que os melhores são os que se mantém sóbrios diante de tal situação. -Todas estas pessoas lançaram um estrondoso “Awnnn...” ou “Mas por quê?”... Enfim... Como eu queria ser uma dessas pessoas, Ai como queria...
—Agora, vão; o transporte está lá na entrada. -Ah, era por isso que ele estava parado lá... Entendi... -Os que ficaram, venham para dentro. -Logo depois disso, uns 500 alunos foram entrando; graças a Deus que os portões eram grandes...
—Bom, agora todos em fila indiana para essa mesa. -Todos se ajeitaram em uma velocidade que eu nunca havia visto... E o mais engraçado, é que ninguém se chocou com ninguém! -Vocês irão jogar um desafio, vocês têm que utilizar este lápis, e batê-lo o mais rápido possível entre os dedos alternando o vão. Quando chegar a sua vez, coloque esta aro em sua cabeça, ele vai ver se estão dando o melhor de si, além de umas outras funções... -Ele falou isso enquanto segurava um aro com alguns eletrodos que se adaptava à cabeça da pessoa.
Quando chegou a minha vez, eu era o número 113... E sim, para meu infortúnio, contei... Apesar de tudo, eu estava até feliz, pois sou muito ruim neste jogo, o que me fazia pensar que eu seria liberado para minha casa por mal desempenho... O que não aconteceu... Eu pensei estar sendo controlado por uma força misteriosa... A qual me fazia exibir destreza sobre-humana! Tal feito que não conseguira nem nos meus melhores dias... Algo não estava certo...
2 horas depois...
—Ok, todas as pessoas que passaram no quesito mínimo de 190 batidas por minuto irão ter seus nomes destacados no telão acima; a pessoa cujo nome não estiver ali, voltará para casa. -Já não tinha esperança de voltar para casa... e eu estava certo; eu estava em primeiro, com absurdos 450 batidas por minuto... Não sabia que isso era possível... Fiquei muito, muito, muito doído...
—Já é tarde, os aros que vocês colocaram na cabeça anteriormente implantou informações em suas cabeças, inclusive o caminho para seus quartos, é só pensar “É hora de dormir” que saberão o caminho, e vossas camas. -E não é que era verdade? Eu imaginei a minha cama... E o caminho para lá! Como se eu tivesse dormido lá por toda a minha vida! Realmente estava tarde... E todos estavam com sono... Dormi como uma pedra.
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