Out Of This Planet.

11 papel. Invasão.


Emma olhava para o céu enquanto estava na praça, sempre que via o sorriso na face de Emma o sorriso de Laura se alargava. Era diferente, o seu olhar era de esperança, amor e o brilho eram sensacionais, como se as estrelas não se comparecem com o que ela estava vendo ali, como se nada se comparece com aquela cena, nem a paisagem mais bonita, nem o animal mais fascinante, nada.

A loira se virou para ela e sorriu ao vê a garota lhe encarando. Ouviram uma tosse forçada, e se viraram para a rua vendo Miguel dentro do carro acenando para elas envergonhado. Eles foram em direção ao carro e se sentaram no banco de trás do carro. No caminho eles conversaram sobre a diferença na vida da Terra e no outro planeta. Laura se entretinha com a conversa dos dois, e ria ao vê que eles erravam alguma coisa sobre a Terra ou de como eles achavam a Terra fascinante. Mesmo que o mundo deles parecesse ser mil vezes melhor do que aquele mundo já destruído, e que vinha sendo destruído ainda mais.

Aquele era com certeza um bom esconderijo, as crianças tinha medo de passar por ali já que aquela casa parecia está em ruinas, e os adolescentes eram fácil de assustar, assim que eles chegavam perto era só fazer um barulho e eles iam correndo, os adultos não prestavam atenção, estavam preocupadas com os seus trabalhos e afazeres para prestar atenção em uma casa que parecia está caindo aos pedaços.

O bom entrou pela sala daquele esconderijo, apesar do ambiente escuro ainda era possível vê a marca feito com sangue na sua camiseta branca, mas não era dele, dava para vê pelo sorriso vitorioso no seu rosto e o sangue que chegava a pingar pela faca que estava presa em seu cinto. Ele olhou ao redor e não encontrou ninguém. Apertou os olhos e puxou a faca do seu cinto, limpou o sangue na calça e começou a andar pela casa, passos cuidadosos e lentos, não fazia nenhum barulho mesmo com todo o seu tamanho, parecia uma cobra cuidando para que sua presa não fugisse. Parou na porta do que era para ser a cozinha, com a lamina da faca olhou para dentro, e sorriu ao achar uma preparando um sanduiche e um garoto ainda adolescente sentado na mesa enquanto afiava uma faca. Guardou a sua arma no cinto e entrou no ressinto. Deu um meio sorriso para eles e se sentou à mesa. Não demorou para que a mulher viesse na direção dele e colocasse dois pratos em cima da mesa, os dois com um sanduiche.

Ele deu uma mordida no sanduiche colocando ele de volta ao prato logo em seguida. Olhou para o garoto ao seu lado, que ainda continuava a afiar a faca, ele coçou a barba e o garoto parou de fazer o que estava fazendo e olhou para ele. O homem se levantou um pouco e puxou um papel do seu bolso e jogou sob a mesa sorrindo. O garoto o olhou confuso antes de jogar a faca que estava na sua mão na mesa e pega o papel, deixou com que um sorriso crescesse no seu rosto enquanto lia palavra por palavra repetidas vezes.

O homem passou a mão no rosto recém-barbeado, mas que ainda dava para sentir picar enquanto os dedos percorriam o rosto mal barbeado, arrumou a arma em sua mão e viu se estava devidamente carregada, olhou para o garoto que estava com a mira nas criaturas dentro da casa, tocou o seu ombro e fez um sinal para que ele se reunisse aos demais, o garoto concordou e deixou que a arma ficasse pendurada pela corda ao redor do seu pescoço, andou até os demais, dez no total, não tinham a aparência melhor que o do homem, mas apareciam um pouco mais normais do que ele.

– Estão todos aqui? – Perguntou o homem tossindo um pouco para que a sua voz volta-se ao normal.

– Sim, Senhor. – Disse um dos homens do circulo.

– Ótimo. – Disse o homem indo até o meio do circulo, girou enquanto olhava o rosto de cada um que estava ali. – Vocês sabem como fazer, não são iniciantes, precisam disso, apenas matem e me tragam o coração, intacto, temos que fazer isso, nós estamos todos entendidos?

O Homem ouviu um sonoro sim de todos que estavam presente ali, puxou um papel de bolso de trás da calça e desembrulhou, estava mais amassado e um pouco rasgado.

– Estamos com uma encomenda especial, é do maioral. – Disse o homem, todos se remexeram nos seus lugares, sabiam que era mesmo não sabendo o real nome, e mesmo o chamando de maioral ou rei, sabiam que aquilo significava muito para eles. – Uma garota loira, atende aqui na Terra atende pelo nome de Emma, irão saber quem é, apenas procurem a mais bonita dali, ele quer o coração dela, então quem conseguir irá subir no meu conceito e no conceito do rei, boa sorte.

Sabe como é se sentir um peixe fora d’ agua? Esse era o pensamento e sensação que Laura tinha naquele momento, todos ao seu redor naquela casa eram iguais ao Miguel e Emma, não na aparência, mas no mesmo pensamento e planeta. Sentia-se agradecida por Emma não está a deixando de lado, e sempre está a puxando para conversa com alguém, mesmo que lugares do planeta de Emma não fosse um assunto em que ela estava por dentro.

Laura foi até a borda piscina e olhou reflexo da lua que refletia sobre a superfície da agua, respirou fundo e olhou para o lado, vendo Emma andando até ela, parecia está radiante, e o brilho nos seus olhos e o sorriso enorme eram uma prova disso.

– Vejo que está feliz. – Disse Laura levando os dedos para o rosto de Emma e acariciando a bochecha dela com o polegar.

– Estou, é bom vê alguém do meu planeta, mas...

Emma ia termina de falar, mas um grande estrondo foi escutado, Laura olhou para dentro da casa por alguns segundos antes de uma expressão assustada domina o seu rosto, ela se virou para Emma rapidamente e a puxou para dentro da piscina, puderam vê por alguns segundos alguns amigos de Emma correndo do lado de fora da piscina ao lado, e logo depois um deles se atingido por algo e cair no chão, homens armados passaram logo depois correndo atrás dos demais. Emma se assustou e queria subir a superfície, mas Laura a agarrou e só deixou que ela subisse quando viu que eles estavam fora do campo de visão.

– Não faça barulho. – Disse Laura tampando a boca de Emma, os seus olhos estavam vermelhos e ela já começava a chora enquanto olhava o corpo sem vida ao lado da piscina e via o sangue escorre até entrar em contato com a agua. – Vamos ter que sair daqui sem fazer barulho ou movimentos bruscos, mas você precisa se manter calma, eu sei que é difícil, você consegue fazer isso?

Emma assentiu com a cabeça ainda meio nervosa, saíram da piscina sem fazer muito barulho, por sorte não tinha ninguém ali fora a não ser elas e o cadáver. Laura foi até o murro e subiu em cima de uma cadeira para vê o que tinha ali na casa do lado, não viu ninguém, as luzes da casa estavam apagadas. Saiu de cima da cadeira, e apontou com a cabeça para Emma ir na frente, assim que ouviu o barulho do pé de Emma encosta no chão subiu rapidamente na cadeira e pulou o murro, viu Emma perto da porta da porta que havia na lateral da casa, quando ia ir na direção dela, sentiu uma mão a segurando pelo braço, e se virou assustada para vê quem era.

Notas finais
E ai? Gostaram?