Our Song
1 Apenas mais uma de amor
Notas iniciais
~~
– vovó, pode ser esse daqui? – de todos os livros que tinham na enorme biblioteca o garotinho pegou um bem velho, de capas negras, as folhas amareladas soltas.
– pode sim querido – o senhor de cabelos grisalhos sibilou e logo o garoto se juntou a irmã que já estava sentada na poltrona em frente a que o senhor estava.
– Era uma vez...
~Flash-Back~
– Hermione Jean Granger – o professor de poções Severo Snape chamou pela garota, ainda tremula pelo susto ela se ergueu lentamente e foi até o professor.
– suas notas em poções caíram – Snape foi direto.
– como caíram? – a castanha resmungou pegando a prova, ela sabia que era verdade desde que começou a ajudar Harry na caça as Horcruxes suas tardes enfurnadas na biblioteca estavam cada vez mais raras.
– na próxima irei me recuperar – Hermione sussurra cabisbaixa.
– vou chamar um tutor de poções para você – o professor arfou ajeitando suas coisas.
– não preciso de tutor – a griffinoria brigou batendo a mão na mesa.
– se não precisasse eu não lhe indicaria – Snape rugiu se levantando da mesa. – amanhã bem cedo esteja aqui em minha sala –
– sim senhor – a garota soltou um muxoxo e se retirou da sala.
– o que o Snape queria? – Gina Weasley perguntou assim que a morena entrou no salão comunal da Griffinoria.
– minha nota de poções caiu, então ele chamou um tutor – Hermione arfou sentando em um dos sofás.
– a estudante que é tutora em quase todas as matérias vai precisar de ajuda em poções – a castanha deu de ombros com a gargalhada da ruiva.
– fazer o que, não posso deixar meus N.O.M’s caírem por causa de uma matéria – Hermione grunhiu cruzando os braços.
– e quando vai ser a primeira aula? – Gina pergunta subindo as escadas junto com Hermione.
– amanhã bem cedo – a garota responde cabisbaixa, Gina entrou no banheiro e Hermione deitou em sua cama, esperou tanto a ruiva que acabou adormecendo e sonhou com o provável tutor, imaginou Harry, Neville, Snape e até Dumbledore.
– acorda bela adormecida – escutou a voz da amiga e abriu lentamente os olhos.
– vou me atrasar – a castanha saltou da cama e correu para o banheiro.
– correção, você está atrasada – Gina revirou os olhos enquanto escovava as madeixas ruivas.
Era final de semana, como não haveria aulas poderiam se vestir a vontade, Hermione vestiu uma calça preta de moletom, uma blusinha rosa e amarrou os cabelos em um rabo de cavalo, calçou uma sandália e correu para a sala.
– atrasada – deu de cara com Snape, o professor estava quase explodindo de raiva.
– não ira se repetir – a garota gagueja nitidamente irritada consigo mesma.
– entre – Snape lhe dá passagem e a garota entra na então vazia sala de poções.
– você acorda cedo em um final de semana para prestar ajuda a alguém que precisa e a pessoa chega atrasada, acho o cumulo – uma voz ecoou pela sala.
– Malfoy – Hermione arfou quando o loiro se levantou bermuda jeans, camisa branca de mangas longas, cabelos caídos no rosto, os olhos mais acinzentados do que nunca, como ela não se lembraria da irritante doninha saltitante, ele era o melhor de todos em poções.
– Hermione, Draco Malfoy será seu tutor – do fundo da alma da jovem um grito parecia querer escapar, um grito de “NÃO PODE SER”, ela simplesmente odiava o garoto desde o segundo ano em Hogwarts, e sabia que ele também não era nem um pouco amistoso.
– sei muito bem que você me odeia, estou aqui apenas para te ajudar, se não quiser é só sair por aquela porta – as palavras do sonserino vagaram pela mente da castanha, mesmo o odiando ela não podia deixar que isso a afetasse.
– trouxe seus materiais? – Hermione perguntou e Draco sorriu de lado.
– estamos em uma sala de poções – a garota ficou rubra pela bola fora que havia dado. –vamos começar – ela diz jogando uma pilha de livros em cima da mesa assustando Draco.
– calma ai, não vamos estudar a matéria toda nesse momento – ele sorriu pegando apenas um único dos livros e o abriu, Draco sacudiu sua varinha e a lousa de quadro negro chegou bem perto deles, enquanto o loiro falava o giz encantado anotava tudo na lousa.
– não entendi essa ultima parte – Hermione resmunga tentando ao máximo não olhar para o garoto.
– eu explico novamente – Draco voltou a pagina e as letras apagaram da lousa, enquanto Hermione anotava tudo o garoto escrevia em um caderno preto.
– curiosa Granger – o susto foi intenso, mesmo de cabeça baixa ele sabia que ela o olhava.
– claro que não – a castanha bufou voltando a olhar para a lousa, passaram horas e o relógio da sala badalou.
– chega por hoje – Draco fechou o livro e levantou-se da cadeira.
– Snape marcou as aulas para os finais de semana no intuito de não atrapalhar nas aulas normais, mas se quiser é só avisar – Draco piscou para Hermione, a garota sentiu o coração acelerar loucamente, nunca havia ficado tanto tempo perto do Malfoy, como não sabia que o perfume dele era tão cheiroso.
– e-eu aviso – era visível a vergonha e Draco novamente sorriu e saiu da sala deixando Hermione com as pernas tremulas.
– pode parar com isso Granger – ela brigou consigo mesmo e saiu da sala.
– como foi na aula? – Harry perguntou se juntando com Hermione e Ron.
– tenho que admitir a doninha é inteligente – a griffinoria deu o braço a torcer e Harry arqueou a sobrancelha.
– ele não te chamou de sangue-ruim? – Ron perguntou admirado.
– não – Hermione lembrou-se que desde o começo do sexto ano que Draco nunca mais havia lhe chamado de sangue-ruim.
– ele está diferente – a castanha sussurrou lembrando-se do sorriso do loiro e balançou sua cabeça.
– é apenas o Draco, ele não muda – Harry condiz revirando os olhos, Hermione proferiu a senha para a mulher gorda e a passagem se abriu, entraram no salão comunal e lá Gina já esperava atônita.
– fala tudo – a ruiva berrou empurrando Hermione para um dos sofás.
– tudo normal – Hermione deu de ombros e a Weasley pegou a bolsa.
– desde quando usa pena negra? – Gina perguntou puxando uma pena da bolsa da castanha.
– essa pena não é minha – a morena responde pegando a pena. –É do Draco –
– vai devolver? – Harry pergunta fitando a garota.
– tenho – Hermione sibilou, subiu para seu dormitório, tomou outro banho, trocou de roupa e saiu do salão comunal junto com Gina.
– vamos até as masmorras? – a ruiva perguntou assustado.
– ele tem treino de quadribol, vamos até o campo – a morena responde e Gina a observa intrigada.
– como sabe disso? –
– por que vi o Flint falando –
– sei – os olhos da ruiva correram pelos de Hermione procurando sinais de mentira, as griffinorias chegaram ao campo e só tinha sonserina.
– melhor voltarmos depois – a Weasley ofegou temerosa.
– preciso entregar essa pena – Hermione murmurou e subiu em uma das arquibancadas, assistiram todo o treino e no final esperaram boa parte dos sonserinos saírem.
– Draco – o dizer foi sussurrado.
– Granger – o garoto virou-se para ela.
– sua pena – a castanha entrega a pena, não podia deixar de notar a camiseta branca colada ao corpo devido ao suor.
– obrigado – ele diz ajeitando os cabelos.
– por-por nada – ela gagueja sem saber para onde olhar, por que o ódio de anos atrás não emanava mais, porque sentia o corpo tremer, o coração acelerar e o rosto queimar.
– acho que preciso de um banho – Draco sorri antes de entrar no vestiário.
– mulher me abana – Gina suspirou ajeitando os cabelos. – que pedaço de mau caminho –
– pedaço de mau caminho, certamente – Hermione saiu de seus breves devaneios. – vamos – a castanha saiu puxando a amiga de volta para o salão principal –
Os dias passaram normalmente e cada vez mais os olhos cinza do sonserino não saiam da mente da pequena griffinoria, era final de tarde e Hermione estudava na biblioteca, pegou um livro e acabou não conseguindo entender um capitulo final, olhou pelas mesas e ao fundo viu Draco estudando junto com Pansy Parkinson.
– não preciso, não preciso – a castanha repetia enquanto olhava para aquelas poções avançadas.
– sim você precisa – murmurou voltando a olhar para a mesa que seu tutor estava, contou até 10 e foi até ele.
– sei que as aulas são apenas aos finais de semana, mas se puder me ajudar em uma... –
– pode sentar – Draco falou mesmo com as encaradas de Pansy.
– não quero atrapalhar – Hermione ofegou.
– já falei que pode sentar – o loiro esticou a mão apontando para a cadeira a sua frente.
– me recuso – Pansy grunhiu ajeitando suas coisas e saindo da mesa.
– ela vai me odiar – a castanha proferiu meio estranha.
– ela odeia todo mundo que se aproxima de mim – o sonserino respondeu observando a morena a sua frente.
– qual o problema? – ele perguntou e Hermione lhe entregou o livro.
– interessante, avançadas – ele riu enquanto olhava para as anotações e para o livro, Draco explicava cada duvida da garota, e ela prontamente tomando nota de tudo.
– Hermione – o chamado fez os poros da morena se eriçarem.
– hum – ela soltou um muxoxo sem mesmo olhar para ele.
– por que enfeitiçou seus cabelos para ficarem lisos? – a pergunta deixou Hermione rubra, desde o quarto ano que usava feitiços para derrubar o volume de suas madeixas e esse ano as deixou mais lisas, por que Draco foi um dos poucos a notar essa mudança.
– É mais fácil assim – ela forçou um sorriso tímido.
– que pena, achava eles tão lindos – ambos se olharam, a vermelhidão nas maças dos rostos de cada um denunciava a vergonha momentânea.
– obrigada pela ajuda – Hermione toda atrapalhada recolheu suas coisas e saiu da biblioteca sentindo que a qualquer momento suas pernas iriam falhar.
– o que está acontecendo comigo? – a castanha se perguntava sentindo o coração acelerado.
– Hermione – Luna apareceu e sentou ao lado.
– nossa você está gelada – a corvina diz assim que tocou na mão da morena.
– pirraça que me assustou – Hermione mentiu no momento em que segurava uma mecha de cabelo, Draco saiu da biblioteca e passou na frente das garotas, olhou e piscou sorrindo para Hermione que sentiu um frio percorrer sua espinha.
– Malfoy – Luna semicerrou os olhos.
– ele é meu tutor de poções – a castanha balbuciou rapidamente e saiu daquele local sendo seguida pela Lovegood.
– se não ti conhecesse acharia que você está com uma quedinha pelo Draco – Luna sorriu faceira.
– nunca – outra mentira. – vamos jantar – Hermione mudou o assunto e juntas foram para o salão principal.
Na manhã seguinte Hermione caminhou sozinha até as estufas.
– Granger – era Pansy Parkinson.
– Parkinson – Hermione respondeu virando-se para a sonserina.
– vou te avisar uma única vez, fica longe do Draco – a garota rugiu cerrando os punhos.
– e o que você é dele para me ordenar isso? – a castanha ergueu a sobrancelha em deboche.
– namorada – cada letra da resposta fez Hermione tremer, sentiu seu coração apertar e lagrimas formaram-se em seus olhos, como ela pode ter sido tão boba ao ponto de se apaixonar por ele.
– está avisada – foram as ultimas palavras da Parkinson antes dos outros alunos chegarem às estufas, em meio à aula Draco olhava para a castanha, porém ela não correspondia com os olhares deixando o loiro confuso.
– professora Sprout – Hermione chamou pela velinha a sua frente.
– sim querida – a professora respondeu.
– posso sair, não estou me sentindo muito bem – a morena pediu cabisbaixa.
– claro querida, vá até madame Pomfrey – a professora permite e Hermione sai lentamente da estufa, depois do almoço a Granger ainda não havia conseguido absorver tudo o que a Parkinson tinha lhe dito, estava na biblioteca usando seus amados livros para esquecer tudo aquilo.
– posso? – a rouquidão na voz era deveras conhecida, Hermione olhou para todos os lados, havia varias mesas vazias, porque ele viria logo para a que ele estava.
– fique a vontade – ela sussurrou e Draco sentou-se a sua frente.
– algum problema? – o loiro perguntou e Hermione apenas negou com a cabeça.
– como está nos estudos de poções? –
– bem obrigada, creio que não irei mais precisar de seus auxílios – Hermione retrucou, pegou seus pergaminhos e saiu da mesa, daquele dia em diante a morena nem mesmo olhava para Draco, suas respostas eram curtas e ela cortava qualquer chance que o loiro tinha de prosseguir uma conversa, depois de muita luta e brigas com Snape, ela conseguiu se livrar das aulas de reforço.
– Mione – era Blásio Zabini que aproximou enquanto a castanha estudava próximo ao lago negro.
– oi Zabini – ela cumprimentou e o moreno sentou ao lado dela.
– É verdade que o Draco era seu tutor? –
– era – a resposta foi de forma grosseira.
– então é por isso – Blás mordeu o lábio superior.
– isso o que? – Hermione perguntou olhando para o sonserino.
– Draco todas as noites “jantava” um livro de poções – o moreno sorriu sapeca.
– ele estudava poções todos os dias? –
– sim, ele diz que era para não fazer feio perante você –
– perante mim – o coração da castanha acelerou.
– sim, ele ficou feliz quando você engoliu o orgulho e foi pedir ajuda dele na biblioteca – Hermione sorriu tímida.
– só queria saber por que você desistiu das aulas, elas estavam fazendo bem para o Draco – o sonserino relata antes de levantar-se.
– fazendo bem? – a castanha perguntou arqueando a sobrancelha.
– sim, muito bem, Draco não estava legal quando chegou a Hogwarts e você o fez melhorar mesmo que por pouco tempo – Blás sorriu.
– legal? – Hermione franziu o cenho em sinal de duvida.
– Draco me fez prometer, mas não vou conseguir ver meu amigo novamente naquele estado deplorável de meses atrás – o sonserino suspirou, olhou para os lados, parecia buscar forças.
– Draco perdeu os pais antes das aulas começarem – a declaração fez a castanha sucumbir sobre as pernas caindo sentada no banco atrás deles.
– como, quando? – as perguntas logo vieram.
– Dumbledore sabotou a entrega do Profeta Diário, fez com que a matéria desaparece-se – Blás explicou sentando ao lado da morena.
– Era noite, Draco havia sido escolhido para compactuar em um plano com você-sabe-quem, Draco não quis e então o lorde das trevas se impôs, ou ele aceitava ou mataria os pais deles ali mesmo, meu amigo não teve escolha e aceitou, mas...- Zabini engoliu em seco, lágrimas já corriam por seu rosto.
– assim que Draco aceitou, como forma de punição pelo desacato, tio Lucius foi assassinado na nossa frente, foi um choque para o Draco, ele puxou a própria varinha, mas foi imobilizado por Rabastan e Rodolfo Lestrange, tia Cissa não aguentou ver o marido morto e surtou, Dolohov mudou a mente da minha tia e ela foi internada no St.Mungus – tudo aquilo estava sendo muito para Hermione, até ela mesma já chorava, e um peso enorme lhe afligiu a consciência.
– estávamos no expresso vindo para Hogwarts quando um dos elfos da mansão Malfoy veio avisar que tia Cissa cometeu suicídio dentro do hospital – Blás respirava fundo tentando terminar.
–Eu, eu nunca imaginei – a Granger tentava assimilar tudo aquilo, sentiu o peito ser esmagado e aquilo que outrora tentou sufocar retornou ainda mais forte.
– Pansy Parkinson nunca foi namorada do Draco – Blásio respondeu as duvidas que pairavam sobre a mente da morena.
– então por que ela falou que era? – Hermione perguntou.
– para proteger o Draco, fizemos um pacto de nunca mais deixar ninguém machucar nosso irmão –
– ele te ama Hermione, desde o quinto ano – Zabini sorriu igual uma criança.
– finite – a castanha tocou com a varinha nos cabelos e sua vasta cabeleira retornou ao que era antes.
– sabe onde está? –
– provavelmente no corujal – Blás mal terminou de falar e a Griffinoria correu rumo ao local que ela desejava.
– Draco – o loiro virou-se surpreso, seu rosto antes com expressões vazias agora foi preenchido por um enorme sorriso.
– Granger – ele soluçou inebriado pelo que estava acontecendo.
– Blásio – Draco murmurou virando o rosto.
– não culpe o Blásio, ele só quis te ajudar –
– demonstrando minhas fraquezas? –
– demonstrando que você não é mais aquele garoto chato, egocêntrico e mimado – Draco sorriu do jeito que a castanha falou.
– se sou ou era tudo isso, por que está aqui? –
– também não sei – a morena deu as costas, mas foi puxada pela mão.
– eu sei por que estou aqui – o hálito de menta embriagou Hermione, os rostos próximos, os olhos fixos, o coração palpitando, as mãos suando e o beijo, um beijo calmo, sôfrego, longo, ela tinha os lábios mais doces que ele havia provado, as línguas tiveram pouquíssima ação, queriam que o romantismo imperasse naquele momento, as mãos da garota na nuca do Draco, as mãos do loiro uma na cintura e outra no rosto da Granger, e o riso foi unanime no momento em que se separaram.
– acho que eu te amo – Hermione disse vermelha.
– eu tenho certeza – Draco a apertou contra seu corpo e a cobriu de selinhos.
01 ano passou...
Draco depois de se reunir com Dumbledore e contar sua historia resolveu servir de espião para o Ministério destruir o armário, mas não conseguiu deter a invasão, Harry com a ajuda de Dumbledore deu fim a loucura de Voldemort.
– ele tem que ir? – Hermione chorava abraçando Draco.
– mesmo nos ajudando ele foi indiciado como cumplice do Voldemort, e terá que ir para Azkaban – Dumbledore mal conseguia falar, ele também não queria aquilo, porém as regras eram claras, até mesmo Snape foi para Azkaban.
– você vai ficar bem? – a castanha perguntou olhando nos olhos do namorado
– você vai me esperar? – Draco respondeu com outra pergunta.
– Always – a resposta foi selada com um beijo.
01 ano se passou...
Hermione havia acabado de receber notas máximas em seus N.I.E.M’s, notas essas que lhe davam plena capacidade de se tornar uma auror.
– boa sorte em sua nova jornada Granger – Minerva agora nova diretora de Hogwarts cumprimentou a castanha na porta de Hogwarts.
– obrigada diretora – Hermione abraçou a velha bruxa. –só falta uma coisa para minha felicidade ficar completa –
– e o que seria? – a voz fez Hermione se arrepiar, olhou para trás e a imagem de seu amado parado ali lhe observando a fez chorar, a garota correu e jogou-se nos braços do Malfoy.
~Flash-Back Off~
– eles casaram vovô? – a menina perguntou se aconchegando no colo do avô.
– casaram minha querida, e tiveram um lindo filho – o senhor respondeu beijando o topo da cabeça do neto que já havia dormido.
– porque não continuaram a historia deles? É tão linda – a pequena Malfoy-Weasley perguntou
– quem sabe em um futuro próximo minha princesa – Draco Malfoy respondeu, a pequena já “bêbada” de sono inspirou forte e acabou dormindo ali mesmo.
– vovô ama vocês – Draco sorriu se ajeitando um pouco para que os netos ficassem confortáveis.
~~
– mãe – um homem branco de olhos azuis e cabelos loiros amarrados em um coque e barba por fazer chegou na casa.
– na biblioteca querido – Hermione respondeu abraçando o filho.
– como esta essa moça – a senhorinha sorriu olhando para a barriga da nora, Scorpius casou-se com Rose Weasley e depois dos filhos gêmeos Orion e Calliope, Rose descobriu a poucos meses está novamente gravida, seria uma menininha, e já sabiam que iria ter os cabelos ruivos iguais os da mãe.
– socando muito, acho que vai ser batedora – Rose sorriu abraçando a sogra, Scorpius seguiu na direção da biblioteca e ao abrir as portas seus olhos se encheram de lágrimas seu pai dormindo um pouco torto mas em compensação dando todo conforto para os pequenos deitados em seu colo.
– o que seria de mim sem o senhor hã? Senhor Draco Malfoy – Scorpius limpou uma lágrima que correu por seu rosto.
– eu te amo papai – sussurrou beijando a testa do pai.
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