Our Song
1 Here We Go Again
Notas iniciais
desculpe se estiver ruim, eh meu primeiro cap. da minha primeira fic etc ://
Ally’s POV.
Acordei naquela manha com meu celular despertando as 7h30 da manhã. Estiquei meu braço para tentar pegar o celular e desligar aquela coisa. Que saco, eu realmente odeio acordar cedo. Na verdade eu odeio acordar... De alguma maneira meus sonhos são bem melhores que a minha realidade. Minha realidade... Não se passaram nem 5 minutos e eu já estava chorando. Normal, já ate acostumei. Não tinha um único dia se quer que eu acordasse feliz ou disposta. Não mais. Eu sempre acordava preparada para a dor que iria tomar conta do meu peito logo depois que eu me lembrasse de tudo... Geralmente eu ficaria na cama o resto do dia chorando, comendo, dormindo. Minha vida tem sido assim ultimamente, mas não vai ser mais... Meus pais andam preocupados comigo. Eu costumava a ser uma pessoa bem disposta, inclusive pela manhã. Eu acordava cedo, tomava café, saia pra caminhar, trabalhava, fazia faculdade... Eu realmente tinha uma vida muito boa... Por que tudo teve que mudar assim tão de repente? O presente começou a tomar conta de minha cabeça novamente e meus olhos rapidamente se encheram de lágrimas. POR QUE? POR QUE CARA? Senti as lágrimas tocarem o meu rosto pela segunda vez naquele dia, e olha que eu estava acordada não faziam nem dez minutos. Todo o meu passado começou a tomar conta de minha cabeça novamente, me fazendo, mais uma vez, eu me sentir a menor pessoa do mundo. Ironia, já que eu tenho apenas 1,55 de altura. Em meio a pensamentos e dor eu senti a porta do meu quarto se abrir calmamente. Olhei pro lado na tentativa de ver quem era. Era minha mãe. DROGA, DROGA! Eu odiava que ela me visse chorando, sério. Todo dia eu ia dormir pensando “amanhã vai ser diferente, eu vou acordar, me controlar, não vou chorar, vou tentar ser o mais forte possível, eu preciso seguir em frente” mas é claro, era uma batalha perdida. Eu mal acordava e lagrimas desciam dos meus olhos. Parecia involuntário. Tentei secar minhas lágrimas — em vão, já que iria escorrer muito mais assim que eu as limpasse – enquanto minha mãe se sentava do meu lado na cama.
Patrcia: Hey guerreira, você não vai sair desta cama não? – falou enquanto passava a mão sobre meu rosto, tentando limpar mais lágrimas – Voce por uma caso não se lembra do nosso combinado?
DROGA!!! Eu havia prometido a minha mãe que eu iria me esforçar pra mudar. Que eu iria tentar ser forte e lutar contra a dor, mas eu estava com a cabeça tao cheia que me esqueci. Eu havia dito a ela no dia anterior que assim que eu acordasse eu iria levantar e tomar café na mesa, assim como a gente sempre fez. Claro, antes de eu ficar assim. Parece bobagem mas eu nunca mais fiz isso. Eu nunca mais comi na mesa. Eu nem saia do meu quarto. Eu sabia que minha mãe odiava me ver assim, ela tentava me ajudar, e disse que um grande passo seria eu começar a enfrentar coisas pequenas, como minha própria casa. Ela sempre dizia que era normal o meu comportamento. Que era normal eu não querer ver ninguém, não querer fazer nada. Mas é claro que ela não queria aquilo pra mim. Ela queria que aos poucos eu fosse voltando a minha rotina normal, ate eu superar. Ela acreditava que eu podia superar. Ela sempre acreditou em mim. Sei que ela ainda acredita.
Patricia: Tudo bem querida, eu entendo se você não conseguir, mas tenta fazer uma forcinha. Te garanto que não vai ser ruim...
Ela tem razão, afinal de contas, ficar nessa cama o dia todo não vai aliviar minha dor. A não ser que eu durma.
Ally: Tudo bem mãe, eu vou tentar – respondi enquanto me levantava da cama devagar.
Patricia: SÉRIO FILHA? – ela estava tão feliz por me ver tentando. Fazia tempo que não a via animada daquele jeito. Sempre que eu a via ela estava triste, sem emoção, mas agora ela estava feliz só por ver eu tentando.
Ally: Sim mãe. Mas saiba que eu estou fazendo isso pela senhora, por que eu te amo, e eu sei que você fica triste me ver assim. Não quero te deixar triste mãe – respondi enquanto colocava seu cabelo atrás da orelha.
Patricia: Hey garotinha! Voce não me deixa triste viu? Voce sempre me orgulhou, e eu te amo exatamente do jeito que você é. Sei que não esta sendo fácil, por isso eu fiquei feliz. Sei que sair desse quarto já vai ser um grande passo pra você – completou o que eu disse, enquanto se retirava do meu quarto – eu e seu pai estamos te esperando lá em baixo.
Pude ouvir seus passos rápidos pela escada gritando o nome do meu pai. Ela provavelmente foi contar pra ele que depois de um mês eu finalmente ia sair do meu quarto.
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