Our Song
13 Porque?
Notas iniciais
espero que gostem, beijos.
boa leitura.
;D
POV Annabeth
Depois que o percy dormiu me levantei decidida a falar com a Silena. Fui pé por pé ao quarto dela, para não acordar ninguém, abri a porta do quarto dela e a vi sentada no chão, com a cabeça entre os joelhos chorando. Ela ouviu o barulho, mesmo que minimamente, e levantou rapidamente. –Por quê? –Foi a única coisa que perguntei, já sentindo meus olhos marejarem. –Eu não sei me perdoa maninha, por favor, eu não queria te magoar, nunca quis. Eu juro. –Ela falou com o rosto retorcido de dor. –Fica meio difícil de acreditar depois de você agarrar meu namorado. –Falei sarcasticamente. Ela se ajoelha. –Eu sinto atração pelo Percy, não é nada comparado ao que eu sinto pelo Charles, mas eu me iludi, achando que ele sentia a mesma coisa por mim na Austrália, mas vejo que me enganei, ele te ama verdadeiramente, por favor, me perdoa maninha. Eu nunca mais irei fazer isso. Eu juro. –Ela falou segurando minha mão. Seu olhar transbordava sinceridade. –Tudo bem Si, eu te perdoo. –Falei a abraçando. Ela chorou e me abraçou forte. Depois da reconciliação, voltei para o meu quarto a fim de dormir um pouco, mas sou surpreendida por dois braços fortes e quentes na minha cintura. –Acho que não estou mais com sono. –Percy sussurrou no meu ouvido. Me arrepiei por inteira ao ouvir isso, me virei para ele e sorri maliciosamente. –Vem amor, vamos brincar. –Falei sedutora. O empurrei na cama e sentei sobre ele. –Essa noite ninguém vai dormir por aqui. –Sussurrei enquanto me inclinava para beijá-lo.
POV Silena
Meu Deus, como eu pude fazer isso com a minha irmã? Ainda bem que ela me perdoou. Estava aqui no meu quarto escrevendo alguns poemas, quando comecei a ouvir uns barulhos no quarto da Annie, dei uma risada abafada e sai do quarto. Bati na porta dela. Eu tinha a voz muito parecida com a de nossa mãe, então resolvi pregar uma peça neles. Bati na porta e disse. –Annabeth, quem está no quarto com você? –Perguntei com a voz severa, ouvi uns ruídos e o som de algo caindo da cama, então ela apareceu na porta com a mesma camisola que estava quando foi no meu quarto, Percy estava logo atrás de bermuda e com a camiseta virada do avesso. –Meu Deus Silena, quer nos matar do coração? O que você quer? – Annie perguntou irritada e assustada ao mesmo tempo. –Não eu não quero matar vocês, só vim pedir para vocês gemerem mais baixo que eu quero dormir. –Falei rindo baixinho. Annie corou uns mil tons de vermelho e Percy falou. –A...a ge gente nã não estava fazendo nada. –Percy disse corado e gaguejando. –Aham sei. Querem ir comigo fazer brigadeiro? –Eu perguntei sorrindo travessa.
Fomos para a cozinha e começamos a preparar o brigadeiro, pedi para a Annie ir na dispensa pegar mais leite e aproveitei para falar com o Percy. –Percy. –O chamei, ele se assustou por ficar sozinho comigo, mas disfarçou. –Me desculpe pelo beijo, eu não queria magoar ninguém. –Ele sorriu e estendeu a mão, como um código de amizade. Estendi a mão e bati na dele. –Tudo bem, já passou. –Ele falou sorrindo. Annie voltou e terminamos nosso brigadeiro, fomos para a sala e colocamos um filme. Essa noite seria divertida.
POV Percy
Havia passado um mês desde o dia que a irmã da Annie, Silena, me beijou. Estava indo ver a Annie quando vi uma cena que me deixou chocado, humilhado e com raiva, como ela pode fazer isso comigo? Estava passando pela praça que tem perto da casa da Annie, quando olhei distraidamente pra praça, vi Annabeth sentada com um menino loiro do lado, até que ele se inclinou e a beijou, meus olhos arderam com isso, mas eu não me permiti chorar, não iria chorar por uma traidora. Acelerei e fui em direção à praia, cheguei lá e estacionei de qualquer jeito, tirei a camisa e corri pra beira do mar, sentei na areia e finalmente as lagrimas caíram, tentei segurar, mas elas não paravam, de minuto a minuto aquela cena repugnante me vinha a cabeça. Levantei-me e fui para a agua, nadei muito, descarregando toda a fúria, depois, comprei uma bermuda qualquer e entrei no carro, segui para casa, mas me arrependi na mesma hora, o carro da Annabeth estava na entrada para carros, respirei fundo e entrei, encontrei meu pai e Annabeth na sala conversando, ao me ver eles pararam de falar, me fazendo pensar que era sobre mim, passei reto por eles, indo pro quarto. Ela vinha atrás de mim, cheguei no quarto com lagrimas nos olhos, de novo, mas dessa vez eu não chorei e as segurei, sentei na cama com as mãos na cabeça, ela se ajoelhou na minha frente e puxou minhas mãos, olhei para ela torturado mentalmente por aquela imagem.
-Porque? –Perguntei com a voz entrecortada.
POV Annabeth
-Por quê? –Ele perguntou com a voz entrecortada. O olhei confusa. Oh meu Deus, ele viu aquilo, era ele mesmo. Não, não, não. Eu não acredito.
Flashback on.
Estava saindo do banho quando alguém me liga, estranhei, pois o numero era desconhecido, mas atendi mesmo assim. –Alô, quem é? O que eu não acredito que você tem coragem de me ligar depois do que você fez. Vo- Você não teria coragem. NÃO. Por favor, não faz nada com ele, eu juro que vou. Tudo bem. Tchau. –Desliguei desesperada. Porque o Luke me ligaria? Ele com certeza quer alguma coisa, mas porque diabos ele quer alguma coisa comigo? Resolvi me arrumar e ir logo, antes que ele faça alguma coisa com o Percy. Fui para a praça e ele já estava lá sentado. Me sentei ao seu lado, o mais longe possível. –Qual é gata? Há um mês você sentava bem do meu ladinho, agora porque toda essa distancia? –Ele falou chegando perto. –Luke, se liga, eu tenho nojo de você, nojo. Então me deixa em paz. –Falei levantando. –Tudo bem, eu te deixo em paz, quem vai sofrer é o teu namoradinho. –Ele disse divertido. Merda. –Você não vai fazer nada contra ele. –Falei irritada. –Então senta aqui. –Ele falou autoritário. Sentei e ele me puxou pelo queixo e me beijou. Saltei para trás. –Que merda garoto. Porque você fez isso? –Berrei. Ele olhou para trás de mim e riu. –Porque eu quis. –Falou e saiu. Olhei para trás e vi o carro do Percy acelerar e sair dali. Achei que era imaginação minha e segui para casa. Fiquei conversando com a Silena a tarde toda, de tardezinha liguei para o Percy e ninguém atendeu. Avisei que ia sair e fui para a casa dele. Assim que cheguei lá corri para dentro. –Poseidon, o Percy tá ai? –Perguntei. –Não ele saiu de manhã e não voltou ainda. -Ele falou preocupado, fiquei ali conversando com ele e acabei contando tudo sobre o que aconteceu, alguns minutos depois o Percy chegou sem camisa o que me fez perder o ar, mas então eu vi que ele estava com a cabeça baixa e os punhos fechados, alguma coisa estava errada. Ele olhou para nós e subiu, pedi com licença e subi atrás dele. Ele sentou na cama com as mãos na cabeça, caminhei até ele e me ajoelhei na sua frente, e puxei suas mãos para ver seu rosto, ele tirou as mãos e me encarou com os olhos vermelhos.
Flashback off.
Eu não sabia o que dizer, queria explicar tudo, mas a minha voz não saia. Ele continuava a me encarar, só que agora os olhos estavam frios. –Parece que não foi o suficiente o amor que eu te dei né? O que eu te fiz? Você queria me magoar, era isso? –Ele perguntou furioso. O encarei chocada. –Não claro que não, eu te amo meu amor. –Eu falei já chorando. Estendi a mão para tocar seu rosto, mas ele afastou minha mão. –Me ama é? Eu vi naquele beijo o quanto você me ama. –Ele riu com escárnio. –Percy. –Falei baixinho. –Não fala isso, por favor, você acha que eu ia fazer isso com você? Você acha que eu sou esse tipo de pessoa? –Eu perguntei soluçando. –Sinceramente, eu não sei mais que tipo de pessoa você é. –Ele falou. –Por favou, não vamos prolongar mais ainda isso. Nosso namoro termina aqui. –Ele falou com a voz embargada. –Não, Percy, não. Por favor, me deixa explicar. –Eu falei chorando desesperadoramente. –Eu não quero ouvir mais mentiras, por favor, Annabeth, vá embora. –Ele falou friamente. –Tudo bem. Só não esqueça que eu te amo. E quando quiser ouvir minhas explicações, sabe onde estarei. –Falei com a voz embargada e tentando segurar o choro. – Tchau Annabeth. –Ele falou desviando o olhar. –Tchau Percy. –Sussurrei e dei um beijo na sua bochecha. Sai do quarto desolada, não sentia nada, nem mesmo meu coração. A impressão que eu tinha era que tinha se aberto um buraco no meu peito. Sai cambaleando da casa, ignorei o carro e sai andando, olhei para a janela dele e o vi na varanda com as mãos no rosto, comecei a correr, corri, corri até a praia, me sentei numa pedra e desabei a chorar. Sai da praia de manhã, não queria voltar pra casa, mas era preciso, Cheguei em casa e corri para o meu quarto, tranquei a porta e fui direto para o banheiro tomar um banho, me despi e entrei debaixo do chuveiro, escorreguei pela parede e sentei no chão, pensei em todos os momentos que tive com o Percy, sacudi a cabeça tentando não lembrar mais dele, sai do banho e coloquei um pijama qualquer e me deitei, mas não conseguia dormir, peguei o notebook e entrei no msn mas não tinha ninguém, então sai e fui caminhar pela casa, estava chegando na varanda quando o telefone toca. –Alô? Ah, oi Thalia. Não eu não sei dele, a gente terminou, vem aqui em casa que eu te explico. O que? Como assim viajou? Ele te falou? Ah sim, o Nico te disse claro. Ok, tchau. Até logo. –Desliguei o celular e desabei na cama chorando compulsivamente. Eu não sabia que ele ia tão longe nessa mentira, achei que ele esfriaria a cabeça e me procuraria, mas não. Ele fugiu, foi passar o resto das férias na Fazenda da vó, me deixou aqui sozinha. Bateram na porta interrompendo meus pensamentos. –Quem é? –Perguntei cansada. –Sou eu amiga, abre aqui. –Thalia respondeu. Abri a porta e a abracei, ela me apertou contra si e me puxou para dentro do quarto, fechei a porta novamente e sentei na cama, ela me puxou fazendo eu deitar a cabeça em seu colo. –Me conta Annie, o que aconteceu? –Ela falou preocupada, acariciando meus cachos. Contei tudo, como o Luke me ameaçou, como o Percy sumiu e apareceu de repente, como ele foi frio no termino do namoro, contei tudo mesmo. No fim ela só me abraçou e começou a dizer que ia ficar tudo bem. Eu duvidava, só iria ficar se voltasse com o Percy, mas não custa nada tentar. Ela se despediu e disse que tinha que encontrar o Nico, abri a porta para ela e fui até a cozinha tomar alguma coisa. Voltei ao quarto e me tranquei novamente, não queria falar com ninguém, mas não conseguia dormir, fiquei em um estado de vegetação, não tinha ideia de que horas eram, mas dormi, esperei dormir sem lembrar tudo o que aconteceu, mas eu sabia que não era tão sortuda. Mas enfim, dormi inquieta, algo me dizia que eu não gostaria nada dos meus sonhos.
Notas finais
Beijinhos.
;D
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