Our Past Never Goes Away
6 An Invisible Barrier on The Way
Notas iniciais
Algum lugar da Floresta Negra Alemã.
Tony tentou usar sua armadura para ir ao lado de fora, restaurar as turbinas e talvez assim impedir que caíssem, mas os propulsores da Mark 42 também estavam danificados, deixando-o impotente para fazer qualquer coisa.
Na cabine, mesmo que com dificuldade, Bruce e Steve conseguiram redirecionar a aeronave para as árvores durante a queda, e de alguma forma reduziram o impacto nas árvores, impedindo que o mesmo os matasse.
Quando atingiram o solo, partes do Quinjet se espalharam entre as coníferas enquanto ele ainda percorria alguns metros floresta adentro antes de realmente parar, destruindo desta maneira todo o lado esquerdo da nave.
– Vocês estão bem?! – perguntou Tony, aproximando-se da cabine com uma das mãos na cabeça.
Bruce olhou para Steve, que aparentemente estava bem, e assentiu para o amigo.
– E você?
– Nada do que eu não vá me recuperar.
– Precisamos sair daqui, e ver o que vamos fazer. – disse Steve se colocando de pé, e saindo da aeronave pela parte de trás, que já não tinha mais a rampa, a qual fora deixada metros para trás.
– Mas o que diabos aconteceu? – perguntou Tony segurando seu próprio braço, depois de arrastar sua armadura para fora da nave destruída, se juntando a Steve e Bruce, que tinha um pequeno corte no supercílio direito.
– Eu estou me fazendo essa mesma pergunta. – disse Steve – Todo o sistema foi checado antes de partimos, não é possível que tenha falhado dessa forma.
– E não falhou Capitão. Vejam aquilo ali. – falou Bruce chamando a atenção deles antes de se afastar e apontar para o alto, onde era possível ver o quase imperceptível reflexo de um campo de força os cercando.
– O que é aquilo? – questionou Steve, encarando os dois cientistas.
– Aquilo, ao que me parece, é um campo eletromagnético. – explicou Tony, forçando os olhos um pouco mais para ver melhor – Somente isso poderia ter feito tal estrago no Quinjet. Deve ter cortado o nosso sinal, e sobrecarregado o sistema elétrico. Mas, a verdadeira pergunta que devemos fazer, é o que isso está fazendo no meio de uma floresta?! – ele continuou olhando ao redor.
– Não faço ideia. Mas, para isso estar aqui, deve ter algo que esteja emitindo o sinal. Precisamos encontrar seja lá o que está criando esse campo, e desativa-lo. Do contrário, não conseguiremos sair daqui.
– Você pode usar a armadura e procurar pelo emissor, Tony?! — pediu Steve.
– Infelizmente não. Essa droga afetou os propulsores dela também. Jarvis vai fazer os reparos necessários para que ela volte a funcionar, mas isso leva certo tempo.
– De quanto tempo estamos falando especificamente?
– Jarvis?
– Em torno de sete horas, senhor. – disse a voz de Jarvis da armadura desativada, para o quase desespero dos três.
– Sete horas?! Não temos todo esse tempo.
– Bom, esse o mais rápido que Jarvis pode fazer, Capitão.
– Ok, então se não tem outro jeito, talvez seja melhor começarmos a procurar a pé. – suspirou Steve.
– A pé?! – disse Tony, descrente.
– Tem alguma ideia melhor Stark?! Estou aberto a sugestões. – disse o loiro.
– Eu poderia tentar consertar a nave, mas isso seria inútil se não desativarmos o campo. – colocou Bruce.
– Não vamos te deixar para trás Bruce. Vamos destruir esse campo eletromagnético, e depois veremos como você e o Tony consertam a nave para sairmos daqui. – concluiu Steve, antes de continuar — Nós estamos perdendo tempo discutindo aqui, temos que continuar.
– Que seja então, vamos andando. Mas primeiro eu preciso reconfigurar a Mark 42, porque se não ela nunca vai voltar a funcionar.
Quase uma hora depois, depois fazer os reparos necessários da armadura, deixando para Jarvis a tarefa de terminar o serviço e recarrega-la, eles se puseram a caminhar floresta adentro. A temperatura caia conforme o tempo passava, o vento frio cortante, castigando-os por não terem levado casacos mais quentes.
– E então, como vão as coisas com a Maria?! – perguntou Stark, quebrando o silencio que se instalara entre eles.
– Stark, esse assunto de novo não, por favor. Já chega.
– Olha como você me interpreta mal. – disse ele, fazendo cara de ofendido – Estou apenas perguntando o que ela disse quando você foi atualiza-la.
– Nada relevante. Quando ela começava a falar, perdemos o sinal.
– Qual a chance da SHIELD mandar uma equipe de busca? – perguntou Bruce.
– Normalmente não temos equipe de extração, então teríamos que chamar por reforços. Mas como estamos totalmente sem comunicação...
– Estamos sozinhos. – concluiu Stark.
– Sim. E precisamos terminar essa missão.
– Nós vamos, mas eu não duvido que a Maria mande uma equipe de resgate quando o queridinho Capitão América não der notícias...
– Shh! – disse o Capitão Rogers parando abruptamente.
– Não diga “shh” para mim. – retrucou Tony.
– Não, escute... – disse ele, olhando ao redor – Não estamos sozinhos.
Neste momento, pequenos dispositivos rolaram até eles, que tarde demais perceberam o que estava acontecendo.
– Cuidado! – alertou Steve, se afastando quando percebeu se tratar de granadas que começaram a liberar um gás entorpecente, fazendo-os sufocar. Bruce caiu de joelhos no chão com seus olhos assumindo o clássico verde do outro cara, mas sua transformação foi interrompida quando um homem trajando um uniforme completamente preto, o atacou usando uma seringa para injetar algo em seu pescoço, que agiu instantaneamente deixando o inconsciente – Bruce! – o Capitão tentou se aproximar do amigo, uma vez que era imune ao gás, quando dois soldados usando os mesmos uniformes negros carregaram o cientista para longe, enquanto outros se colocavam no seu caminho em posição ofensiva.
– Jarvis... – tossiu Tony, caído no chão, tentando inutilmente respirar – Mande a Mark 42.
– Senhor, ela ainda não está totalmente carregada...
– Não importa. Vai ter que servir. Mande-a agora Jarvis.
– Mark 42 a caminho, senhor.
Steve lutava contra os vários soldados que o haviam cercado ao mesmo tempo, tirando a atenção deles de Stark que estava em uma situação delicada há alguns metros dele. Ele manteve-se firme apesar da clara desvantagem numérica, até que um deles o acertou com uma arma de eletrochoque nas costas, fazendo-o desmaiar também.
– Steve... – disse Tony, num resquício de consciência, tentando se por de pé. Quando outros dois soldados arrastaram o corpo do capitão para longe, os demais voltaram sua atenção para o milionário sendo surpreendidos pela armadura que surgiu derrubando alguns deles antes de se encaixar ao corpo de Tony para protegê-lo.
Antes que ele pudesse se recuperar, os soldados atingiram a armadura com um dispositivo elétrico que provocou outro curto-circuito na mesma, desativando-a e fazendo Tony cair mais uma vez, desacordado e preso dentro de sua única proteção.
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