Our Moments
1 Epilogo do futuro
Notas iniciais

Afinal como se termina uma história desconhecida que não parece ser a melhor, imagine uma vida normal, pessoas nada normal, uma simples história que vivi, algo que me fez mudar, que fez com que os mínimos detalhes que sempre reparei começassem a fazer sentido.
Não sou a mais indicada para reclamar, nem muito menos para contar o que aconteceu, pois não foi MINHA história, foram os momentos de minha vida que se interligara com os seus momentos. Minha vida em si sempre foi basicamente normal, sem contar as “aventuras” da adolescência e as brincadeira de criança.
Mas, por teimosia minha, ou apenas medo de me magoar, eu fui tola o suficiente para te fazer esperar, e meu amado me esperou, esperou pacientemente por minha resposta, pelo meu toque, pelos sim’s que diria em diante as suas propostas.
Talvez seja a última vez que escrevo aqui, neste velho caderno com folhas amassadas e desenhos borrados. Nunca deixarei de me expressar por meio de palavras, mas esta é minha última página aqui, meu último texto e meu último desenho. E toda vez que sentir saudades, irei pegar este velho caderno e relerei página por página, para tentar reviver novamente os bons momentos. Os bons momentos que me fizeram assim, as minha qualidades e meus detalhes ditados por ele. Os detalhes de todos estão inclusos neste caderno que contém toda minha adolescência em minhas palavras, como uma poeta escondida escrevi em ti.
Fechei o caderno, e com um sorriso andei calmamente pelo quarto até encontrar o meu destino, que por fim era minha caixa, que em letras formosas e pretas em sua lateral era escrito “Our Moments”, a abri e mesmo desejando de todo coração tocar em cada papel e lembrança ali colocado, era inevitável que iria me atrasar e não poderia, era um dia muito importante para mim, não, era um dia muito importante para nós.
Não poderia me atrasar. Coloquei o meu precioso e velho caderno dentro da caixa e a fechei. Recostei na porta fechada do guarda-roupa, e deslizei até o chão, para que por fim calçasse o tal salto alto. Há mais menos um ano atrás faria de tudo por um tênis, mas hoje era um dia especial, era o nosso dia, era o nosso momento, o último passo como estudantes e o primeiro como adultos.
A buzina soou em baixo, e já tinha plena certeza que meus amigos já haviam chegado, quem ia nos levar a escola era meu pai, que por milagre-eu acho- estava em casa. Desci as escadas cor de creme que em sua parede havia várias fotos, para no lembrar dos momentos felizes, era algo familiar, este gosto por memórias, para que mais pra frente termos toda consciência de que nada que fizemos foi esquecido.
Por fim cheguei a porta da frente, e meu sorriso não poderia ser maior, estavam todos lá, todos os meus malucos queridos amigos e é claro ele, a pessoa que tanto me esperou. Estávamos todos prontos, relativamente ansiosos, todos estariam, mas nós fomos os escolhidos para falar, nós somos os representantes. E isso mesmo sendo apavorante era maravilhoso. Estávamos a caminho do nosso futuro.
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