Our Love Is Fake - 2 Temporada
4 Nada Foi Como O Planejado
Notas iniciais
Mas emfim, vamos ao que interessa antes que todas nós comecemos a babar na frente do computador imaginado a cena ao vivo...
Depois de pegar todas as informações necessárias com Jake voltei para o quarto onde meu pai já deveria estar de volta. Ele estava quieto de mais. Perguntei se ele estava bem e não respondeu, fechou os olhos. Achei aquilo estranho e resolvi chamar o médico.
– Ele está sedado, por causa dos exames – o médico falou
– Ele vai ficar assim por quanto tempo mais ou menos?
– Algumas horas.
Aquilo foi perfeito. Agradeci o médico, aproveitei que ele ia ficar inconsciente por algum tempo e saí do hospital. Caminhei algumas quadras até chegar o correio, comprei um envelope e um papel enfeitado. Escrevi um pequeno bilhete nele e coloquei tudo dentro do pacote. O papel e o vídeo. Peguei o papel em meu bolso com as informações e entreguei à mulher atrás do balcão.
“Seja o que Deus quiser”
– Sabe em quanto tempo chega? – perguntei
– Se tudo der certo, até o final da noite vai estar no destino correto.
Passei em uma padaria no meio do caminho e comprei um sonho de mumu que ficou me tentando durante a ida ao correio. Quando cheguei ao hospital meu pai ainda dormia.
Me reclinei na poltrona e comecei a ler o livro que há séculos eu não lia. Diário de Uma Paixão. O engraçado, foi que enquanto eu lia, era como se eu ouvisse a voz de Zayn contando ela para mim.
Toc. Toc.
Alguém bateu a porta. Em seguida ela se abriu, era minha mãe.
– Bom dia filha – ela falou com um sorriso no rosto.
– Bom dia. Que faz aqui tão cedo?
– Queria ficar um pouco com seu pai. Um tempinho a mais. Preciso combinar algumas coisas com ele sobre nossas bodas.
– Resolveram fazer festa?
– Só para os mais chegados. Acho que não vai ter problema se você terminar o turno mais cedo não é?
– Não, claro que não. Mas vai ter que esperar um pouco. Ele está sedado.
Ela assentiu com a cabeça e sentou-se na beirada da cama, olhando com ternura para meu pai. Era incrível que mesmo depois de 40 anos casada o amor que ela sentia por ele continuava igual, e meu pai também. Me peguei pensando em um momento se eu seria assim com Zayn.
– Não vai ir pra casa? – minha mãe falou, me tirando do transe.
– Ah, sim, vou. Beijos – falei saindo do quarto.
Peguei um táxi e voltei para casa. Quando cheguei Mel fez uma enorme festa. Fiz um almoço um tanto ‘saudável’ – lasanha congelada... dois potes. Devorei tudo em dez minutos.
No final de tudo eu estava que não conseguia me mexer no sofá. Mel me olhava engraçado.
Resolvi tirar uma soneca, e quando acordei eram quase cinco da tarde. A primeira coisa que vi foi o focinho de Mel de me encarando.
– Você quer passear não é?
Ela latiu e deu um pulo. Sim, fazia tempo que ela não passeava. Peguei sua coleira e sai com ela para a rua. No meio do caminho pensei em ligar para Katy e ver se ela não queria vir passear também, mas tinha deixado o celular em casa.
Passei em um pequeno parque e me sentei para descansar enquanto Mel cheirava as plantas e brincava com algumas crianças do parque. “Ela vai se dar bem o com bebê” pensei.
Vi que começou a escurecer e resolvi voltar pra casa. Quando cheguei, vi que meu celular tinha recebido uma mensagem. Era de Jake, me pedindo para ligar para ele.
– Jake?
– Oi Jess! Graças aos céus você me ligou de volta. Estava começando a ficar preocupado, te enviei a mensagem faz quase três horas.
– Ah, estou bem não se preocupe. Então, sabe se o Zayn já recebeu o pacote?
– Ah, era sobre isso que eu queria falar. Eu peguei o CEP do endereço errado. Você tem uma cópia do que você enviou? Vai ter que mandar de novo...
Meu coração parou.
– O QUE? COMO ASSIM? QUE ENDEREÇO VOCÊ ME ENVIOU?
– Na hora de copiar os números eu troquei os últimos. Mas sem problemas, se você mandar de novo, acho que chega ainda hoje.
– NÃO TEM PROBLEMA! – berrei irritada desligando o telefone.
“Ai, meu Deus, o que eu vou fazer agora?” “Pra quem foi aquele bendito vídeo?”
Respirei fundo e liguei meu laptop. Abri a página do Google e digitei o CEP. Fechei os olhos e rezei para a localização aparecer. Abri os olhos novamente e ali estava ela.
Mandei uma mensagem pedindo há minha mãe que ficasse no hospital no outro dia por mim, pois teria alguns compromissos importantes.
Em menos de duas horas eu estava no aeroporto. Se eu não fizesse aquilo agora seria tarde de mais, e Zayn me odiaria pelo resto da vida.
***
Eram seis e meia da manhã, o sol começava a surgir. Eu estava virada em um zumbi, devido à péssima noite de sono que tive no avião. Eu estava em frete a uma casa amarela e dois andares, não era muito grande, mas o pátio, esse era. Vi que havia um cachorro de tamanho razoável no pátio. Fui agachada pela cerca até a caixa do correio. Por sorte, ela não tinha cadeado. Mas para meu azar, ela estava vazia.
– Droga! – pensei alto. Alto o suficiente para o cachorro notar minha presença ali. Ele começou a latir furiosamente.
– Calma garoto! Calma! – eu falava do outro lado da cerca. Rezando para as habilidades dele em saltar cercas nãos fossem boas.
Um homem loiro e alto abriu a porta. Ele estava de robe. Ele se aproximou e pude ver seu rosto melhor. Era o típico loiro de olhos azuis que toda mulher quer. Devia ter uns 28 anos, mais ou menos.
– Posso ajudar? – ele perguntou, segurando o cachorro, que havia se acalmado um pouco.
– Então... Acho que você recebeu uma correspondência esta madrugada... manhã... ontem... Não sei! Por favor, eu preciso conversar com você – meu tom de voz era desesperado.
Ele me olhou de cima a baixo e começou a rir. Um sorriso malicioso.
– Tão novinha... Sabia que existe camisinha?
“Desgraçado”
– Entre – ele falou abrindo o portão da cerca e segurando o cachorro – É melhor conversarmos sobre isso lá dentro... Se alguém for contar isso alguém, vai ser eu...
Entrei devagar no pátio e fui em direção a sua casa. Eu estava a uma pilha de nervos. Estava com medo. Estava com fome. Estava com sono. E mais uma vez, eu estava tremendo interiormente de medo.
Entrei em sua sala e me acomodei em uma poltrona em um canto. Ele entrou rindo na casa.
– Você é a tal Jéssica...
– Escute aqui – falei ríspida. Eu não sei de onde saiu tanta coragem naquela hora – Eu sei o que você viu. Eu sei que você deve estar a ponto de entregar isso para a primeira jornalista que você avistar, mas...
– Eu não preciso fazer isso. Eu sou um jornalista.
“Só pode ser mentira. Tinha que ser um jornalista pra ajudar?”
– Quanto você quer para manter isso em segredo? – fui direto ao ponto.
Ele me olhou por alguns segundos em silêncio.
– Vamos ter que averiguar os fatos...
– Vamos fazer o seguinte... Pense no que você quer, eu volto aqui em três horas. Dinheiro não vai ser problema...
“Por favor, Zayn, seja generoso e compreensível”
***
Sair daquela casa foi como poder respirar novamente. Lá dentro eu estava me sentindo sufocada. Aproveitei que o hotel dos meninos ficava a algumas quadras da rua onde eu estava e fui caminhando. “Incrível o que a troca de alguns números pode gerar”.
Liguei para Zayn durante o percurso. Ele atendeu com uma voz sonolenta.
– Alô?
– Zayn, bom dia amor!
– JESS – ele berrou.
– Oi – falei rindo.
– Bom dia minha razão de viver – ele falou rindo. Ouvi Niall falar um sonolento “cala a boca que eu quero dormir”.
– Não vai acreditar onde eu estou – falei, começando a ficar nervosa.
– Onde?
– Na frente do seu hotel. E têm umas sessenta garotas aqui em volta sentadas com câmeras nas mãos.
O telefone ficou mudo por alguns instantes. Em seguida as garotas todas se levantaram e começaram a berrar. Olhei para cima, procurando no olhar delas para onde elas olhavam, até que avistei em uma das janelas uma cabeça com cabelos escuros. Ela estava com algo no ouvido.
– Bom dia – Zayn falou novamente no telefone.
– Como eu faço pra chegar aí.
– De meia volta e vá para os fundos do hotel. Eu apareço lá em cinco minutos.
Ele desligou o celular e saiu da janela. Vi na volta as garotas choravam rios de lágrimas. Em seguida, elas começaram a berrar novamente. Zayn reapareceu na janela, desta vez puxando um Niall sonolento junto com ele. Ele saiu da janela e deixou Niall ali, quase de olhos fechados abanando para as fãs.
Aproveitei o momento de distração delas e fui para os fundos do hotel. A porta de vidro estava fechada, então fiquei esperando do lado de fora Zayn aparecer.
Eu estava nervosa. A ponto de vomitar. Mas isso eu não conseguia fazer, já que meu estômago estava vazio fazia no mínimo oito horas. De repente, vi Zayn surgir no meio do saguão de pijama. Ele tinha um lindo sorriso no rosto. O sorriso que era a minha maior fraqueza.
“Ok Jess, calma, respira, conta até três. Escolha com calma as palavras. É uma situação delicada”
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