Our Intense Love..

1 O estranho - Onde tudo começou


Notas iniciais
Bem, aqui está o primeiro capítulo da história, espero que gostem :)

Eram apenas 06 horas da manhã, e eu como sempre acordava naquele horário para ir trabalhar. Não estava nem um pouco animada, aliás, em plena segunda feira, acordar cedo em um frio no nível “expert “, ninguém merece, não é? Mas enfim, larguei de preguiça e logo me levanto para me arrumar. Peguei mais ou menos umas 2 blusas de frio e um sobretudo preto que eu não usava muito ele em meu guarda roupa, uma calça preta e uma bota com salto 12. Logo em seguida comi algumas torradas, terminei de me arrumar, e fui trabalhar. Meu trabalho não era lá aquelas coisas, é um cargo bom, sou corretora de seguros em uma empresa de Miami, mas o que implica mesmo são as pessoas de lá. Meu chefe então, é um nojento, mas é meu ambiente de trabalho e então tenho que respeitar e calar minha boca várias vezes. Entro dentro de meu carro e coloco uma música para escutar no caminho, uma coisa mais calma do tipo John Legend ou James Blunt, para combinar com aquele momento que eu estava morrendo de sono e tudo que eu queria era voltar para minha cama e dormir. Chegando lá, dei bom dia a todos e logo fui para minha mesa, e logo cedo eu ia trabalhar feito uma louca. Aquele lugar era chato, mas tinha minha amiga Liana para amenizar a situação de chatice. Somos amigas desde a nossa infância, e pode ter certeza que eu não era a única que queria sair de lá. Logo depois de um bom tempo trabalhando, eu e Liana resolvemos dar um “pulinho” em uma cafeteria em frente a empresa e tomar um capuccino bem quentinho. Conversamos e demos risadas, e logo em seguida subimos, afinal estávamos atarefadas então poderíamos ficar muito tempo batendo papo. Após algumas horas de trabalho, finalmente o expediente termina e Liana e eu íamos para casa juntas, como sempre, conversando e claro, ouvindo música. Eu a deixei em sua casa, e claro, fui para minha, mas antes resolvi ir a uma locadora ver o que eu poderia assistir de bom naquele final de tarde. Entrei e fui logo na fileira dos meus tipos de gêneros preferidos, até então aconteceu algo um tanto normal, que pode acontecer com qualquer outro ser humano, um rapaz me chama querendo conversar e eu conversei normalmente com ele, e depois resolvi pagar os filmes que peguei e ir logo para casa. Assim que paguei, eu ia ir embora, mas sem querer acabei trombando com um rapaz dentro da loja, e ele estava segurando um refrigerante em sua mão, ou seja, acabei derramando praticamente tudo nele. Eu entrei em desespero e não sabia onde enfiar a minha cara, mas ele estava rindo, não sei por qual motivo.

– Ai meu deus, me desculpe moço, eu deveria prestar atenção.

– Tudo bem, essas coisas acontecem. – Ele dizia, ainda rindo.

Eu não imaginava que ele ia levar numa boa, e rir da situação, se fosse outra pessoa já tinha me estrangulado ali mesmo, e o pior é que todos que estavam lá ficaram olhando para minha cara como se eu fosse um zumbi ou coisa do tipo.

– D-desculpa mesmo, vou ver se consigo alguma coisa pra secar isso.

– Tudo bem, não precisa se preocupar, com o tempo vai secar.

Até então me acalmei e resolvi olhar direito na cara dele. Ele sorria pra mim, eu dei um banho de refrigerante no cara e ele estava...sorrindo.

– Qual seu nome? – Ele perguntou.

– Katy Mahone, e o seu?

– Christopher Carlyle, mas se quiser me chame de Chris mesmo.

Ele pega a minha mão e a beija, me tratando com toda a gentileza do mundo. Eu fiquei boba na hora, como alguém poderia ser tão simpático? Ficamos nos encarando por alguns segundos, e eu via o quanto ele era lindo. Aqueles olhos azuis estavam quase me hipnotizando, ele me olhava de um jeito que não era normal. Enfim, disfarcei para não dar muito na cara que eu fiquei boba com a situação:

– Bom, é melhor eu ir, foi um prazer conhecê-lo, Chris.

– O Prazer foi meu.

Dei tchau a ele e fui rapidamente para meu carro, eu ainda estava envergonhada, e tudo que eu queria era me enfiar dentro de um buraco e sair de lá até todo mundo sair dali, inclusive o Chris. Enfim, fui até meu carro e quando olhei para a porta do estabelecimento, lá estava ele, ainda sorrindo e olhando pra mim, e eu simplesmente não tive o que fazer, eu fiquei olhando tentando entender o porquê ele estava sorrindo, mas... até que eu gostava daquilo. Ele foi vindo em minha direção e eu comecei a ficar um pouco nervosa, comecei a encará-lo de cima a baixo, se aproximando cada vez mais de mim, era a única coisa que eu conseguia fazer naquele momento.

– Pensando bem, há um jeito de você se desculpar comigo. – Ele disse, ainda sorrindo.

– Como?

Ele se aproximou um pouco mais de mim:

– Que tal nos conhecermos melhor?

– Como assim, “nos conhecermos melhor?”

– Que tal sairmos?

Eu não sabia o que responder na hora, e aí então resolvi aceitar, só pra ver no que ia dar.

– Tudo bem então, mas quando e onde?

– Quando e onde quiser.

– Pode ser depois do meu serviço, amanhã?

– Tudo bem, me passa seu numero.

Dei a ele o numero do meu celular, naquele momento eu estava me achando louca, eu apenas derrubei uma bebida nele e ele já quis sair comigo. Eu confiei nele logo de cara, poderia ser um serial killer, um estuprador ou coisa do tipo, mas não conseguia ver esse lado. Ele era muito simpático e meio bobo, no bom sentido.

– Bem, nos vemos amanhã, até mais, Katy.

– Até mais, Chris.

Entrei em meu carro e fui logo para casa. Chegando em casa resolvi colocar a pipoca para estourar e enquanto isso passei uma água no meu corpo. Depois arrumei tudo para assistir os filmes que eu tinha alugado. Uma comédia, precisava rir depois daquele dia atarefado e chato. Mas uma coisa que não saia da minha coisa, mesmo prestando atenção no filme, era aquele moço loiro dos olhos azuis onde eu fiz a cagada de derramar todo o seu refrigerante nele. Ficava envergonhada só de pensar no mico que eu paguei, porém fiquei feliz de conhecê-lo, não sei o por que, mas eu estava feliz e eu só pensava naquilo. Nele.

Notas finais
E então, o que acharam? Reviews? :3