Our Intense Love..
8 O beijo
Notas iniciais
Nada melhor que uma folga e dormir até tarde, e lá estava eu acordando ás 11 da manhã. Apenas acordando mesmo, porque levantar mesmo, eu não levantei. Fiquei deitado em minha cama por um tempo assistindo um filme louco que eu esqueci o nome e depois me levantei para pelo menos lavar o rosto, e então meu celular toca, e quando vejo, era Katy me ligando. Não sei o porquê, mas eu gosto tanto daquela mulher, e não tinha como não sorrir com ela, independente se fosse pessoalmente, por telefone ou até mesmo só de dizer esse nome.
– Oi Katy.
– Oi Chris, achei que estaria dormindo.
– E eu acho que eu deveria fazer isso, mas não dá, meu sono foi embora (Risos).
– (Risos) Sei como é, ainda mais nós que estamos acostumados a acordar cedo.
– Pois é. (breve silêncio) Você está bem?
– Ótima, e você?
– Estou bem.
Ficamos em um breve silêncio no telefone, mas o que eu queria mesmo dizer o quanto eu fiquei feliz por ela ter me ligado.
– Bem, hoje meu pai vai fazer um almoço bem bacana, e eu queria te convidar para almoçar com a gente hoje.
– Claro, será um prazer. A que horas devo ir pra aí?
– Bem, meu pai vai começar a fazer o almoço mais ou menos meio dia, e até ficar pronto, então pode vir mais ou menos 12h40min.
– Tudo bem então, estarei aí nesse horário.
Desliguei o telefone, e claro fui ver uma roupa para poder ir almoçar na casa da Katie, eu estava nervoso, pois ia conhecer, realmente, o pai dela. Não estava nervoso, apenas um pouco tenso, e com... Digamos: “borboletas na barriga”. Tomei banho, pus a minha roupa, me arrumei bem, até por que eu ia ver uma pessoa especial e não ia de qualquer jeito. As horas foram passando e já era 12h30min, então peguei minha carteira, a chave da moto e o capacete, e fui para casa da Katie.
Point Of View – Robert.
Eu estava preparando o almoço juntamente a Emilie, e ao mesmo tempo ensinava alguns segredos de culinária para ela. Desde que Emilie entrou em minha vida, senti que poderia acontecer algo entre a gente, não sei se era algo maior que amizade, mas eu sei que criaríamos um vinculo grande. Dávamos-nos muito bem, às vezes me preocupava em como ia ser quando ela voltasse para casa, se o cunhado dela falaria ou faria algo para ela, e eu realmente não queria que ela voltasse, gosto tanto da companhia dela. Enquanto preparávamos o almoço, estávamos conversando e fazendo piadinhas, quando de repente a campainha toca, e então parei na hora o que estava fazendo e fui atender, e me deparo com o filho da puta mais desgraçado do mundo: Alexander Campbell.
– O que quer aqui? — Perguntei
– Posso entrar?
– Não, não pode.
– Eu preciso falar com você e com sua filha.
– E nós não precisamos falar com você.
Estava fechando a porta quando ele interrompe entrando em minha casa.
– Ei, o que pensa que está fazendo? – Perguntei.
Ele andava pela minha casa, acompanhando cada lugar com olhar, como se tivesse procurando algo.
– Saia da minha casa agora.
– Não enquanto eu não falar com a Katy.
– Escute aqui, eu sei muito bem que á procurou esses dias e é melhor você parar com isso, vá embora agora ou eu te ponho para fora.
Ele então se depara com Emilie na cozinha, algo que eu não queria que acontecesse, e algo inesperado acontece.
– Emilie? O que faz aqui? – Ele disse.
Os dois se conheciam, não sei de que jeito, mas se conheciam, eu olhava para aquela cena tentando entender que merda era aquela.
– Estou passando uns dias aqui.
– Vocês se conhecem desde quando? – Perguntei.
– Ela é minha meia—irmã.
Eu não acreditei no que tinha ouvido na hora.
– Isso é verdade? – Perguntei me dirigindo a Emilie.
– Infelizmente. – Ela respondeu. – E como vocês se conhecem?
– Eu roubei a mulher dele. – Ele respondeu.
– E a matou também.
– Ela não esta morta.
E nesse exato momento, Katy havia chegado à cozinha e ouviu o que Alexander havia dito.
– Como é que é?. – Perguntou
– É isso que estou tentando dizer desde que te encontrei na festa, ela não morreu, (pausa breve) ela sempre esteve viva.
– E então porque disse que ela estava morta?
– Ela pediu para que eu falasse aquilo, assim ela conseguiria esquecer o que teve com seu pai, incluindo você.
Todos ficaram quietos naquele momento, vejo as lágrimas brotarem nos olhos de Katy, e notava que ela fazia forças para que elas não escapassem. Emilie nos olhava sem entender o que estava acontecendo, e eu sentia uma forte raiva no coração, não só de Alexander, como de Helena, e ao mesmo tempo certa duvida, eu não sabia se era invenção dele.
– Bem, eu já disse o que devia dizer, eu tenho que ir.
– Como podemos encontra-la? – Perguntei.
Ele não respondeu e foi embora.
Point Of View – Chris
Antes de chegar finalmente na casa de Katy, parei em uma loja de flores, vi algumas que Katy poderia gostar, mas avistei uma loja de chocolates do outro lado da rua, e vi algumas que tem umas minitrufas no meio, então eu resolvi comprar algumas e montei um buquê. Fui rapidamente para meu destino, já estava com pouco atrasado. Chegando lá, buzinei e veio Emilie abrir a porta para mim, eu a cumprimentei e percebi que ela estava um pouco tensa, mas não perguntei nada. Eu então entrei e me sentei no sofá.
– Para quem são as flores? – Ela perguntou, com aquela cara de “desconfiada”.
– Comprei para Katy.
– Apaixonado?
– (Silêncio) Sim.
– Percebi desde o dia que veio aqui, e parece que ela também gosta de você.
– Assim espero (risos).
Ela então foi em direção á cozinha, e logo em seguida veio o pai dela, e o cumprimentei e começamos a conversar, notei que ele também estava tenso, até mais que Emilie, imaginei que deveria ter acontecido algo antes de eu chegar.
– E a Katy? – Perguntei.
– Ela está lá em cima, eu vou avisa-la que você chegou.
– Tudo bem.
Ele então se levanta e antes de ir chama-la ele se vira novamente e se senta no sofá.
– Olha, ela não está muito bem. – Ele disse.
– O que houve?
– Ela deve ter te falado sobre um rapaz que vocês encontraram em uma festa e que ele não foi uma boa pessoa com a gente. Ele veio aqui hoje e deixou não só ela, mas como todos nós nervosos, eu só espero que pelo menos esse almoço a deixe feliz.
– Entendi.
E ele então notou o buquê em minhas mãos.
– São para Katy?
– Sim.
– Bela escolha, ela adora flores e também chocolates.
Ele então subiu as escadas e foi chama-la. Eu na verdade não estava com muita fé dela gostar das flores por serem de plástico, mas estava na esperança. Eu então me levanto e começo a ajudar Emilie a por a mesa, e enquanto arrumávamos tudo, conversávamos de diversos assuntos. Mesa posta e arrumada, e então fui em direção ao banheiro para lavar as minhas mãos, e acabo me deparando com Katy. Eu não pude evitar sorrir, e pelo jeito ela também não. Ela então veio e me deu um abraço, e eu o correspondo.
– Que bom que você veio. – Ela disse.
E então nos soltamos.
– Como você está? – Ela perguntou.
– Estou bem, e você?
– (Silêncio) Não estou lá àquelas coisas, mas estou bem.
– Seu pai me falou, sobre aquela cara lá.
– Ele disse que minha mãe está viva. Depois a gente conversa sobre isso.
Eu concordei e fui lavar a minha mão, e no espelho pude a ver encontrando o buquê de flores que eu acabei deixando no sofá.
– Para quem são essas flores? – Ela perguntou
– São para você. – Eu disse, saindo do banheiro.
– Você acertou em cheio, adoro essas flores com minitrufas dentro, obrigada.
– Que bom que gostou.
E novamente, como outras varias vezes ficamos nos encarando por um tempo, e aqueles olhos castanhos me olhavam brilhando. Eu me segurei para não beija-la ali mesmo, não queria estragar nada e também não tinha certeza do que ela sentia, desconfiava, porém não tinha certeza.
– Podem vir almoçar. – Disse Emilie, interrompendo o momento.
E então fomos almoçar, e enquanto almoçávamos, fazíamos brincadeiras e conversamos de diversos assuntos. Perdemos-nos tanto nas conversas que as horas foram passando rápido e ainda estávamos na mesa, de pratos e copos vazios, ainda dando risada das palhaças de Emilie, e ao mesmo tempo via que Robert olhava de uma forma diferente para ela. Katy também percebeu o clima entre os dois e então ficamos prestando atenção em como eles se tratavam.
– Gente, vamos comprar um sorvete, está calor e também é bem legal tomar um sorvete depois do almoço. – Disse Emilie
– Por mim tudo bem. – Disse Robert. — Quem vai lá comprar?
– Eu posso ir junto a Katy- Eu disse.
– Tudo bem.
Pegamos o dinheiro e fomos a uma sorveteria que ficava a uns 3min dali, foi coisa rápida, mas naquele momento tomei coragem e fiz o que eu achei que deveria ser feito. Eu segurei em sua mão enquanto estávamos caminhando, fazendo com que ela parasse de caminhar, e em seguida pus minha mão em sua cintura, puxando o seu corpo mais próximo ao meu, e na hora ela ficou sem entender e senti o nervosismo tomando conta de seu corpo, e finalmente a beijei. No inicio sentia ela ainda nervosa, mas depois a intensidade do beijo foi aumentando, ela então me abraça enquanto nos beijávamos. Foi por esse motivo que me manifestei a ir comprar o sorvete, já não estava aguentado mais e resolvi abrir o jogo com ela.
– Estou completamente apaixonado por você. – Eu disse, interrompendo o beijo.
Ela sorriu e começou a acariciar meu rosto.
– Você não tem noção do quanto eu queria ouvir isso.
Nos então sorrimos e então nos beijamos novamente, e voltamos de mãos dadas. Chegando já fingimos que nada havia acontecido, abrimos o sorvete e todos nós tomamos. As horas foram passando e já eram mais ou menos umas 18hrs da tarde, Emilie estava juntamente a Robert conversando no sofá da casa, e eu e Katy estávamos na sacada de seu quarto, como era uma área grande e tinhas alguns puffs , estávamos sentados, nossos puffs estavam juntos e isso fazia com que Katy conseguia ficar deitada em meu peito, e enquanto eu acariciava seus cabelos.
– Achei que não gostasse de mim. – Disse Katy.
– Como assim?
– Sei lá, que não estivesse apaixonado por mim.
– E tem como não se apaixonar?
– Resposta errada.
Ela então me abraça forte, e eu correspondo o abraço.
– Vou lá em baixo buscar alguma coisa para a gente beliscar, quer alguma coisa?
– Nada em especifico, pode trazer qualquer coisa.
Ele então se levantou e foi lá pegar alguma coisa, e enquanto ela estava lá em baixo ficava olhando para o nada, e rapidamente ela voltou com um pacotinho de M&M, ela se deitou junto a mim novamente e começamos a comer. Resolvi ligar para meus irmãos para ver se estava tudo bem, caso não estivesse eu teria que ir embora, mas eu tenho bons irmãos que insistiram praticamente para eu continuar lá, e eu também não queria ir embora, e assim que eu desliguei o telefone, comecei a beija-la novamente, eu não sei explicar o que sentia naquele momento, sei que a cada minuto ao lado dela era perfeito e intenso, e eu não queria sair de lá nem por um segundo.
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