Our Intense Love..

4 Lembranças dolorosas.


Notas iniciais
I'm back, babyes Estou aqui com mais um capitulo de minha histólinha *-* Esse é mais focado em um drama no qual Katy sofreu no ''passado'', e como se trata de família, nunca conseguiu superar. Enfim, espero que gostem e se puderem, comentem dizendo o que acharam *-*

Mais um dia ensolarado, o frio tinha ido embora e eu estava dando graças a deus. Acordei naquele domingo ás 10 horas da manhã, um tanto cedo comparando ao horário que Liana acordou. Logo me levantei e fui preparar o café da manhã, e enquanto preparava, via alguns videoclipes que passam na TV e cantarolava junto. Ainda estava no clima da noite passada, apesar de ter aparecido um ser desagradável e ter estragado tudo, foi muito legal. Já havia tomado café, me trocado, fiz praticamente tudo e quando era 11:30, lá estava Liana toda produzida e pronta pra sair, eu obviamente estranhei, por que cargas d’água alguém ficaria extremamente arrumado as 11:30?

– Onde você vai?

– Tomar café com o Jeremy .

Eu fiquei sem entender na hora, ela conheceu o cara ontem.

– Já? Tão rápido assim?

– Por que não? Você conheceu o Chris em um dia e saiu com ele no dia seguinte.

Eu fiquei tipo: “Tá né”, mas logo de inicio senti que havia rolado um certo clima entre aqueles dois, e fazia tempo que não via Liana tão feliz com um “encontro” , aquilo me deixou feliz também.

– Katy, por que não chama o Chris para sair também? Vai que...

– “Que” o que?

– Sei lá, rola alguma coisa. Desde aquele dia no restaurante notei que ele estava afim de você.

– Não vai rolar nada, e ele não está afim de mim.

– Lógico que tá, isso tá na cara dele.

– Não tem nada a ver, mesmo que ele tivesse afim, ele é só meu amigo.

– E daí? Tem amigos que se apaixonam e hoje estão namorando, quem sabe isso não acontece com você. E também não venha com essa de “Ai ele só é um amigo”, que eu notei que você também está afim dele.

– Você ta vendo coisa onde não tem.

Ela se senta e pega em minhas mãos:

– Olha, não precisa esconder nada de mim, você pode até ser afim dele ou sei lá, mas que você não vê esse cara só como um amigo, isso ta estampado na tua cara.

E o pior que ela me conhecia de verdade, eu não sei se estava afim dele, nós nos conhecemos por pouco tempo então não teria nexo, porém, se eu dissesse que só vejo ele como amigo, estaria mentindo, até por que não parava de pensar nele em nenhum segundo se quer.

– Bem, depois você me fala sobre isso, tenho que ir, tchau.

E lá se foi Liana. Resolvi assistir alguma coisa, mas não estava passando nada de interessante na TV e os videoclipes já haviam acabado, então resolvi entrar no meu Facebook, e lá vi uma solicitação de amizade, e quando fui ver, minha vontade foi de quebrar a tela do computador. Era Alexander, como Alexander Campbell pode ser tão filho da puta, acabar com a minha família e me seguir até no Facebook? Que inferno! Logo recusei sua solicitação e bloqueei ele, e apoio minha cabeça na palma da minha mão. De repente a campainha toca, na hora pensei que era o safado do Alexander, já que o cara era capaz de me adicionar em uma rede social, porque não vir em minha casa? Mas me aliviei, e me alegrei em seguida,olhei pela janela e era o Chris. Rapidamente fui abrir a porta para ele, mas antes dei uma ajeitada no cabelo e na roupa, e então abri a porta.

– Oi Chris, que surpresa você por aqui.

– Resolvi fazer uma visita.

–Ah, que bom, entre.

Dei espaço para ele entrar e fechei a porta logo em seguida. Era uma boa hora ele ter chegado, eu achava que iria ficar sozinha em casa o dia todo, e claro, Liana não voltaria tão cedo.

– Quer alguma coisa? Água, suco, refrigerante?. — Perguntei.

– Pode ser um copo de refrigerante.

– Ok, pode se sentar, o sofá não morde.

Ele riu e se sentou logo em seguida. Fui até a cozinha e coloquei refrigerante em um copo, voltei para a sala e entreguei para ele.

– Ainda bem que dessa vez você não derrubou em mim (Risos). — Brincou ele.

– Nem me fale, só de lembrar me dá vergonha (Risos).

– Por que vergonha?

– Não é uma coisa muito legal de se fazer, ainda mais quando você não conhece a pessoa.

– Acidentes acontecem.

– Dificilmente as pessoas entendem isso, quando elas são as vitimas do acidente, e com certeza, se fosse outra pessoa, já tinha metido a mão na minha cara.

–(Risos) Mas pelo menos foi um ótimo jeito de nos conhecermos.

– É, verdade.

E em seguida sorrimos juntos. Quando ele disse que foi um ótimo jeito de nos conhecermos, eu fiquei feliz, não sei o porquê, do jeito que ele falou parecia ter ficado feliz em ter me conhecido, só não sei se foi muito ou pouco, mas senti isso. O silêncio toma conta no momento por pouco tempo, ele me observava e mal conseguia fazer o mesmo, estava sem graça, com vergonha sei lá.

– E então, o que achou da festa de ontem?. – Perguntou ele.

– Adorei, foi muito divertida, apesar de... Você sabe.

– Quer me falar sobre?

Pra falar a verdade não queria falar sobre aquilo, mas fiz um sinal positivo com a cabeça, afinal precisava conversar com alguém sobre o que estava me remoendo por dentro.

Flashback on.

Eu tinha apenas 15 anos e estava voltando de uma viagem de duas semanas que meu colégio fez para Londres. Era um sábado, o ônibus me deixou na frente da minha casa, e logo em seguida tentei entrar, mas o portão estava trancado. Toquei a campainha e nada, e então resolvi ligar pra minha mãe ver se ela estava em casa, mas ela não me atendia, e então liguei para meu pai, e depois de muito tempo ele me atendeu.

– Oi filha.

– Oi pai, já voltei de viagem.

– Sério? Onde você está?

– Estou em casa, mas do lado de fora, está trancado e então liguei para você abrir pra mim.

– Sua mãe não está em casa?

– Aparentemente não. Toquei a campainha e liguei para ela mais nada dela me atender.

– Tudo bem, daqui a 5 minutos estou aí.

Ele desligou e fiquei aguardando ele chegar, sentada nos degraus do portão de casa. Acho que ele confundiu 5 minutos com 5 horas, porque ele demorou demais.

– Desculpa a demora, estava um pouquinho longe. – Disse ele.

– Logo ali na China?- Brinquei.

– É... Talvez.

Sorrimos e então corri para dar um abraço nele. Eu e meu pai sempre fomos muito próximos um a outro, até mais do que eu e minha mãe, e geralmente é ao contrario. Ele sempre foi mais atencioso que minha mãe, não que minha mãe não seja, somos bastante próximas, mas eu e meu pai somos mais. Nós nos soltamos e meu pai abriu o portão, me ajudou a carregar uma das malas, chegamos até a porta, e quando entramos em casa, estavam todas as janelas fechadas e uma bagunça da mesinha de vidro da sala, com 2 taças quebradas e uma garrafa de vinho tinto do lado. Eu e meu pai estranhamos, meu pai gritava pelo nome da minha mãe, mas nada dela responder. Eu então fui abrindo todas as janelas e logo em seguida subimos com minhas malas. Meu pai estava tenso, ele tremia, parecia que ele estava com medo de que acontecesse algo.

– Pai, está tudo bem?

– E-estou sim, filha.

Não, ele não estava. Ele estava preocupado com minha mãe.

– Ela está bem, não se preocupe.

Peguei em sua mão e ele sorriu, mas ainda estava tenso. Logo sai do quarto e fui escovar meu dentes, estava com um bafo horrível dos lanches que comi durante a viagem. Notei o barulho do chuveiro ligado e entrei no banheiro, e assim que entrei no banheiro, eu não acreditava no que eu estava vendo. Lá estava minha mãe, com o maldito Alexander Campbell, se beijando debaixo do chuveiro. Na hora gritei, foi a única reação que tive, meu pai ouviu meus gritos e foi correndo pro banheiro, e viu a mesma cena que eu. Via lágrimas brotando nos olhos do meu pai, e claro, eu também estava quase chorando.

– Tem razão filha, ela está bem.

Ele saiu do banheiro e foi para a sala e eu o segui. Ele apoiou sua cabeça em suas mãos e estava chorando. Meu pai sempre amou muito minha mãe, todo esse tempo que eles estiveram juntos ele demonstrou isso, foi o que eu sempre vi da parte dele. Me sentei do lado dele, ele levantou sua cabeça, enxuguei as lágrimas dele e dei um abraço nele. Eu chorava muito, minha mãe desceu vestida e com os cabelos molhados. Meu pai me soltou e eu me afastei, com certeza seria parte pior da situação. Apesar de estar morrendo de raiva da minha mãe, não queria que as coisas piorassem, não queria briga ou coisa do tipo, óbvio que qualquer situação como essa haverá briga, mas não importa, eu sempre detestei brigas, principalmente dos meus pais.

– Olha, eu posso explicar. – Disse minha mãe.

– Explicar o que? Sua vadia desgraçada.–Gritou meu pai.

Logo em seguida desceu Alexander, de mansinho, querendo se livrar da situação fugindo de casa. Ele era não otário que nem pra fugir de algum lugar servia, ele ia fugir pela porta de casa na frente do meu pai, mas meu pai deu um soco nele e logo em seguida ele cai. Eu do lado do sofá, agachada, observava tudo, coloquei meu fones no ouvido, e ouvia músicas no meu celular, e a música que eu ouvia me fazia chorar mais do que eu já estava. Eu via meu pai surrando Alexander e minha mãe tentando separar a briga, e toda vez que ela tentava meu pai a empurrava. Meu pai então se cansou de bater no cara e eu tirei os fones do ouvido. Alexander estava jogado no chão, todo machucado, eu olhava ao redor da sala e via tudo bagunçado, a mesinha a sala toda quebrada. Alexander foi embora logo em seguida, e minha mãe ainda estava tentando se justificar para meu pai.

– Fora daqui. – Gritou meu pai.

– Como assim, fora daqui? Eu moro aqui também. – Disse minha mãe.

– Eu disse fora daqui. – Um pai gritando novamente.

– Robert não pode me expulsar dessa casa, ajudei a construir ela também, tirei grande parte do meu bolso para termos a casa dos nossos sonhos.

– Você jogou fora tudo o que construímos juntos nessa vida a partir do momento que trouxe esse cara aqui com a intenção de me trair com ele. Pegue suas malas, vá para casa da sua mãe, não sei, dá o seu jeito, aqui você não fica.

Ela não disse nada, ela simplesmente arrumou suas malas e foi embora. Alguns meses se passaram e eles estavam em processo de divórcio. Estava em decisão em quem iria ficar com os bens, e como eu ainda era menor idade, quem teria minha guarda. Meu pai acabou ganhando os bens, como a casa e tudo mais,só faltava decidir com quem eu ficaria, e essa decisão quem tomaria seria eu, eu tinha 15 anos, então já tinha ideia com quem eu queria ficar. Isso ainda causava muita discussão entre minha mãe e meu pai, ambos queria ficar comigo. Perguntaram para mim, com quem eu gostaria de morar, sem pensar duas vezes, fiz a melhor escolha: Meu pai. O processo então termina, os bens e minha guarda, todos ficariam com meu pai, só foi tirado algumas coisas que foi comprado no nome da minha mãe. Meu pai estava feliz mas ao mesmo tempo triste, mesmo depois daquela situação toda, ele ainda a amava, ele ainda pensava naquilo todas as noites. Depois de 2 semanas do processo, recebemos a noticia que de minha mãe havia se casado Alexander. Meu pai e eu ficamos chateados com a situação, ela não teve vergonha na cara, casou com o cara no qual ela traiu meu pai. Depois de mais ou menos 3 meses, Alexander veio em nossa casa, tocou a campainha, ainda bem que foi eu quem atendeu, se fosse meu pai já teria batido nele ali mesmo.

– O que quer aqui? – Perguntei, estranhando a visita dele.

– Preciso falar com você e seu pai.

– Não temos nada para falar com você, vá embora.

– É sobre sua mãe, é algo grave.

Pensei muito se deveria ouvi-lo, desconfiei muito, mas resolvi ouvir o que ele tinha para falar, e chamei meu pai. Quando meu pai chegou, e viu que Alexander estava lá, o estranho foi ele não ter feito nada, apesar de ter ficado com muita raiva ao vê-lo.

– Ele disse que ele tem algo a falar sobre mamãe.

Meu pai também deu a oportunidade de falar, querendo ainda socar a cara dele, mas deu a oportunidade.

– A Helena... Está morta!

– Não venha com suas mentiras. — Eu disse.

– Eu não estou mentindo, ela está morta.

Olhei para o meu pai, não sabia se devia acreditar em Alexander, meu pai principalmente.

– Como ela morreu? – Perguntou meu pai.

– Estávamos discutindo, e sem querer a empurrei. Acontece que ela estava em frente a janela, e então... Ela caiu pela janela e logo em seguida percebi a merda que tinha feito . Desci e quando cheguei no quintal, não adiantava fazer mais nada, ela já estava morta.

Eu sentia as lágrimas chegando em meus olhos, não só nas minhas, mas na do meu pai também, que ainda a amava.

– Seu desgraçado, filho da puta, eu vou te matar.- Eu gritei e comecei a agredi-lo.

– A culpa não foi minha.

– Foi sim, você matou a minha mãe.

Meu pai me segurou para que eu não batesse mais em Alexander.

– Onde vai ser o velório, enterro? – Perguntou meu pai.

– Quando nos casamos, ela disse na minha lua de mel, que se um dia ela morresse, ela não queria vocês dois no enterro dela, então não vou dizer onde será.

Alexander dá as costas e vai embora, mas eu e meu pai fomos atrás, o puxando com força.

– Acha justo você fazer isso com a gente? Podemos até ter nos separado, mas nós tivemos uma filha e temos que ir ao velório.

– Só estou fazendo o que ela queria.

– Acha mesmo que ela queria isso? Ela poderia até ter raiva de mim, mas não da filha dela. Independente de qualquer erro que ela tenha cometido, temos o direito de ir naquele velório.

– Pensassem bem antes de joga-la fora.

– O que? – Eu disse.

Ele se vira e vai embora, e dessa vez o deixamos ir e voltamos para casa. Meu pai se senta no sofá e começa a chorar desesperadamente, e eu fazia o mesmo claro. Depois de uma semana da morte dela, achamos o túmulo dela, e levamos um buquê de flores. Assim que deixo buquê em seu túmulo, abraço fortemente meu pai.

Flashback off.

Depois de ter contado aquilo para Chris, lágrimas escorriam em meu rosto.

– Desculpe. – Eu disse, enxugando as lágrimas.

– Tudo bem.

Ele fica me olhando, parecia ter ficado triste por mim.

– E seu pai? – Perguntou ele.

– Meu pai está bem agora. Está em viagem com minha tia.

– Ele mora com você?

– Sim, na época morávamos em NY, depois de alguns anos viemos a Miami.

Ficamos um pouco em silêncio, não queria falar sobre aquilo, mas depois que contei tudo sobre o que estava me sufocando, senti aquele alívio, precisava desabafar com alguém.

– Que tal sairmos para algum lugar?.- Perguntou Chris.

– Que lugar?

– Não sei, qualquer um, desde que goste.

– Que tal a praia?

– Por mim tudo bem.

E então saímos da minha casa, montamos em sua moto e fomos a praia. Ele deveria ter pensado que sou uma louca fissurada por praia, mas tudo bem. Chegamos lá, compramos um sorvete, fomos em alguns lugares perto de lá, e no fim do dia ficamos deitados na areia, observando a lua.

– Obrigada. – Eu disse, com um sorriso no rosto.

– Pelo o que?

– Sei lá, por ter ido em minha casa, e me ouvir.

– Não precisa agradecer.

– Precisa sim, você foi um bom ouvinte hoje.

– Quero ser sempre esse bom ouvinte.

Chris dizia algumas coisas que mexiam com meu coração, não sei por qual motivo, mas eu sentia. Será que eu estava me apaixonando por ele?

Notas finais
Bem, esse cap ficou beeeeeeem mais comprido que o outro, eu não entendo muito desses negócios de divórcio e tal, mas está aí õ/ Esse cap mexeu cmg, é meio triste :( E então, o que acharam? *------------*