Our Intense Love..
11 Imperdoável
Notas iniciais
E para a tristeza de todos, ainda era terça feira e o final de semana estava longe, mas em compensação tudo em minha vida estava mudando para melhor, Chris corresponde meus sentimentos e meu pai achou alguém que gosta realmente dele, então digo que naquela terça feira, só tinha 10% de tristeza por desejar tanto o bendito e sagrado final de semana, e os outros 90% era somente alegria. Acordei cantando naquele dia, músicas que eu nem mesmo sabia, e falando sozinha e rindo das minhas palhaçadas, mas o que eu não contava era que meu pai estava acordado, e como eu estava na sala, já pronta para trabalhar e arrumando minha bolsa, ele me pegou rindo de uma idiotice que eu lembrei e achou que eu estivesse louca. Dei um bom dia para ele e logo fui trabalhar, e como sempre, ouvindo minhas músicas, e não posso dizer que não ouvi N’Sync, eu era fã deles quando mais nova. Chegando em meu serviço, dei bom dia a todos, e comecei a trabalhar, mas notei que Liana ainda não estava lá e ela sempre chega no mesmo horário que eu. As horas foram passando e nada dela chegar, comecei a ficar preocupada, eu então disfarçadamente fui ao banheiro e tentei ligar para ela, mas só dava caixa postal. Meu chefe notou a ausência dela e veio perguntar para mim se eu havia falado com ela, mas eu respondi que não. Ele também ficou preocupado e tentou ligar para ela, mas ela não atendia, e então em seguida ele me liberou para procura-la. Assim que sai liguei para Jeremy, ele demorou um ponto para atender, mas finalmente atendeu.
– Katy?
– Oi Jeremy, a Liana está com você?
– Não, eu estava saindo para comprar um café, estou no trabalho, por quê?
– Ela não apareceu no serviço hoje e não atende o celular.
– (Breve silêncio) Qual a ultima vez que falou com ela?
– Ontem, por mensagem, depois disso não falei mais com ela.
– Onde você está?
– Perto do Citibank onde o Chris trabalha.
– Pode me esperar em frente ao Citibank? Estou de carro, vou rapidinho para aí.
– Tudo bem, eu te espero aqui em frente.
Ele então desligou e eu para frente do Citibank, eu pensei em entrar para ver Chris, mas ele estava em horário de trabalho. Não demorou muito para ele perceber a minha presença lá, ele então e foi falar comigo.
– Está tudo bem? – Perguntou Chris.
– Não, parece que Liana sumiu.
– Como assim sumiu?
– Ela não foi trabalhar hoje. Ela nunca falta ou chega atrasada, eu ligo e ela não atende. Agora estou esperando por Jeremy, vamos ver se conseguiremos encontra-la.
– Quer que eu vá com vocês?
– Não precisa amor, não vai perder dia de trabalho por minha causa.
– Eu insisto.
Eu concordei e logo em seguida Chris foi comunicar seu chefe e ele acabou liberando. Depois de alguns minutos Jeremy chega, eu e Chris entramos no carro, e fomos direto para a casa dela. Chegando lá a porta estava completamente aberto, Jeremy saiu correndo em minha frente para procura-la e em seguida entrei juntamente ao Chris na casa também, procuramos em todos os cantos e finalmente a achamos. Ela estava em seu quarto, jogada no chão e cheia de arranhões me machucados, mas ainda estava acordada. Nós nos desesperamos ao ver Liana naquele estado, ela mal conseguia mexer os seus dedos, rapidamente a levamos a um hospital. Ficamos um tempo lá, esperando ela melhorar, Chris estava no banheiro, eu e Jeremy ficamos conversando por um tempo.
– Gosta dela, não é? – Perguntei.
– Muito.
– Deu para notar.
– Tanto assim?
– Com certeza.
– (Breve pausa) Só falta ela saber.
– Ainda não contou? Meu deus.
– Só estou esperando o momento certo.
– Só não demore tanto, ela pode se cansar de esperar, vai por mim.
O médico então vai até a gente, dizendo que Liana queria nos ver, e Chris também chegou logo em seguida. O médico dizia que estava tudo bem com ela, além dos machucados só aconteceu um descolamento em seu braço, que já resolvido. Logo em seguida o médico deixa todos a sós, não precisamos nem perguntar o que havia acontecido, Liana simplesmente falou quem fez aquilo com ela.
– Foi sua mãe e aquele cara que fizeram isso comigo.
– Como é que é?
– Por que sua mãe faria isso com ela? – Perguntou Jeremy, diretamente a mim.
– Para me atingir, com certeza. É uma longa história, que eu te conto depois.
– E você não conseguiu fazer nada? – Perguntou Jeremy, dessa vez diretamente a Liana.
– Não, ela estava com o tal do Alexander e mais um rapaz, eles me seguraram e ela me batia, até que cai no chão e o Alexander também começou a me bater, foi aí que fiquei um pouco desacordada. Eles queriam por que queriam saber onde você trabalha, mas eu não falei nada, por isso me bateram.
Sinto a raiva tomar conta de mim naquela hora, tudo que eu queria naquele momento era achar Helena e acertar as contas. Eu não estava acreditando no que estava ouvindo, acho que qualquer pessoa não esperava isso ainda mais vindo de uma mãe. Primeiro ela destruiu a nossa família, traindo o meu pai com um imprestável, depois mente que morre e só depois de anos que eu descubro que ela está viva, para finalmente começar a prejudicar as pessoas que eu gosto.
– Jeremy, por favor, fique com a Liana, eu tenho que resolver isso.
Jeremy então concordou e ficou com Liana no hospital, enquanto eu saí rapidamente do hospital. Chris veio correndo atrás de mim e me segurou minha mão, fazendo com que eu parasse de andar.
– Não arranje confusão com ninguém, por favor.
– Chris, eu não posso deixar isso passar.
– Mas você não sabe onde encontra-la.
– Eu dou um jeito, eu não vou deixa-la fazer isso com pessoas que não tem culpa, sendo que a única pessoa culpada na história é ela.
– Amor, eu te entendo, só não quero que isso termine mal. – Ele então acaricia meu rosto. — Não quero que ela faça algum mal a você.
– Eu não posso deixar isso quieto, você sabe disso.
Ele então me abraça e me beija em seguida. Ela iria me procurar de novo, agora ela sabe onde moro e Alexander sabe meu numero de telefone, como eu não sei, mas sabem.
– Que tal pararmos em uma lanchonete e comer algo? – Sugeri.
– Por mim, tudo bem.
Eu então peguei em sua mão e fomos a uma lanchonete próxima ao hospital. Nos distraímos um pouco de repente meu celular toca, eu atendo e era Emilie, e mais problemas surgiam naquele momento, eu e Chris então pegamos um ônibus, pois nossos veículos estavam no estacionamento de nossos trabalhos também fomos até o hospital no carro de Jeremy, sorte que o hospital era perto de minha casa, então chegamos rapidamente em minha casa, e lá estava minha mãe parada no portão de casa, juntamente ao Alexander. Sem pensar duas vezes joguei minha bolsa e dei um soco no nariz de Alexander e chutei sua barriga com toda a força que puder fazer, e o derrubei no chão. Não fiz nada com minha mãe, por ser minha mãe, independente se ela destruiu minha família ou não, eu não tive coragem de bater nela naquela hora. Meu pai então apareceu no portão, ele e Chris me seguravam para eu não bater mais em Alexander. Eu gritava feito louca, xinguei Alexander de diversos nomes que vieram em minha cabeça , Chris tentava me acalmar, e eu cooperei para isso.
– Vale tudo para você me aceitar como mãe. – Disse a vadia da Helena
– Acha mesmo que machucando os outros eu vou te aceitar como mãe? Faz-me ter mais nojo, aliás, eu tenho nojo de você desde que peguei você traindo meu pai com esse desgraçado e jogou fora a família que você tinha.
– Eu me arrependo de tudo, eu só queria que me perdoasse.
– EU NUNCA VOU TE PERDOAR.
Naquele momento o silêncio toma conta do momento e vejo o ódio no olhar de minha mãe, e ela simplesmente vá embora, sem ao menos dizer um “tudo bem” ou eu “desisto”, e assim que ela partiu eu sei que teria mais coisa por vir, mais pessoas que ela poderia machucar. Eu fiquei com medo, talvez meu perdão fosse tudo para ela, mas o que ela faz é difícil perdoar, ainda mais para mim, que sempre fui ligada a minha família. Nós tínhamos uma família feliz, meu pai a tratava como se ela fosse uma rainha, e tudo que ela fez foi jogar isso fora, e eu nunca iria superar isso. Mas será que era uma coisa certa de se fazer? Será que fui rude demais por trata-la daquela mãe? Fiquei pensando seriamente naquilo que disse, pois mãe é uma só, apesar ter feito o que fez, ela cuidou de mim até meu crescimento, o resto quem fez foi meu pai. Eu então começo a chorar e Chris me abraça naquele momento e meu pai me olhava com um olhar triste.
– Melhor entrarmos. – Disse meu pai.
Eu e Chris concordamos e entramos para minha casa, chegando lá me sentei e meu pai pegou um copo d’água com açúcar para me acalmar um pouco, milhares de coisas passavam pela minha cabeça, senti um pouco de arrependimento, mas também sentia magoa em meu coração. Eu ainda estava chorando e com a cabeça apoiada nos ombros de Chris, a manga de sua camisa estava um pouco molhada por causa das lagrimas, via que meu pai estava estranho, eu sei que qualquer pessoa não saberia como reagir na hora, porém sentia que ele estava diferente naquele momento. Enfim, finalmente parei de chorei, as horas passaram e eu liguei para Jeremy perguntando como Liana estava se sentindo ela já tinha saído do hospital a um tempo e eles estavam em sua casa, Jeremy finalmente disse a ela sobre o que sentia e já estavam namorando, algo para me animar naquele momento. Lá estava eu deitada em minha cama e Chris estava junto a mim, já era noite e eu estava deitada em seu peito enquanto ele me acariciava, me deixando tranquila e fazendo com que eu me esquecesse um pouco do que aconteceu aquele dia.
– Eu te amo. – Disse Chris.
Eu então me levanto e olho em seus olhos, juntamente com um sorriso no rosto.
– Como? – Perguntei
– Olha, eu sei que é um pouco cedo pra falar isso, mas eu sei o que eu sinto. Eu te amo, Katy.
– Eu também te amo, Chris.
Nós então sorrimos e nos beijamos, intensamente.
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