Our Hidden Secrets
2 Capítulo 01 - Um pedido de socorro silenciado
Era Domingo à noite, Charlie havia reunido toda a turma em sua casa como todos os dias. Eu estava sentada na mesa de jogos da sala de estar da casa dos Mathews, onde sempre nos reuníamos, Liz estava deitada no sofá enquanto sua cabeça estava apoiada no colo de Dean, seu namorado, sentado ao lado dos dois estava Mark o irmão da mesma e ao seu lado, sua namorada, Ludmila. Alexia, minha irmã, estava sentada no chão ao meio dos dois casais.
Cecile, estava conversando com a Ângela em um dos pufes enormes do pequeno cômodo e ao seu lado sem presta a mínima atenção ao que acontecia ao redor estava Thiago e um pouco afastado dele estava Catherine que discutia incansavelmente com o Charlie sobre alguma série que os dois assistem.
— Gente, sério aqui tá um tédio — falei descendo da mesa e me jogando ao lado do Thiago.
— O que sugere que façamos então Clari? — Liz perguntou enquanto se sentava no sofá.
— Não sei — falei dando de ombros — Mas qualquer coisa que me tire desse tédio pra mim tá beleza.
— Podemos ir naquela lanchonete aqui perto — Charlie falou parando finalmente de discutir com a Catherine.
— São quase meia-noite Charlie — Angel falou olhando o relógio — E eu já deveria está em casa.
— Eu também — Liz concordou se levantando — Vejo vocês amanhã no colégio.
— Eu vou com você Liz — Mark falou se levantando.
— Ok maninho — Liz falou e logo em seguida deu um beijo em Dean.
Nos despedimos de todos e seguimos cada um para seus carros, dirigi até a minha casa, mesmo com a sensação estranha de que algo estava errado.
— Clari você está muito calada. O que houve? — Alexia perguntou se virando no banco de carona para me olhar.
— Nada Alex — falei sorrindo em sua direção mas a mesma pareceu não acreditar.
— Eu te conheço a 17 anos Clarissa — ela falou se ajeitando novamente no banco — Essa desculpa não cola comigo.
— Não é nada demais Alex, juro — falei e ela pareceu acreditar ou só quis deixar isso pra lá.
Assim que estacionei o carro em frente a nossa casa, a Alex saiu correndo do carro e eu rir enquanto ativava o alarme dele, entrei em casa e a única luz ligada era a do corredor dos quartos o que me levava a crer que todos já estavam dormindo e a Alex acabara de ir fazer o mesmo.
Ativei o alarme de casa e subi para o meu quarto, eu precisava de um banho e de uma boa noite de sono.
Depois de um relaxante banho, me vestir e caminhei até a minha cama que parecia tão aconchegante nesse momento, assim que me joguei nela apaguei por completo.
Não sei quando dormi, mas sei que acordei com o meu celular apitando desesperadamente então parou. Peguei o celular em cima da bancada ao lado da cama e me assustei com o que vi:
10 ligações perdidas e 1 mensagem na caixa postal.
Quem me ligaria a essa hora da noite? Exatamente… Ninguém.
Resolvi primeiro ouvi a mensagem da caixa postal depois veria quem havia me ligado.
— Clari socorro, eu sei que é tarde mais eu estou assustada — ouvi a voz desesperada da Catherine do outro lado da linha — Tem alguém aqui em casa, meus pais saíram em viajem e só tem eu aqui, por favor eu te imploro me ajuda…
Então eu pude escultar o celular dela cair e no fim um grito então a gravação se encerrou.
Eu nem pensei, apenas me levantei rapidamente da cama e vesti a primeira roupa que vi pela frente, peguei a chave do carro e corri para fora de casa. Assim que entrei no carro dei partida em direção a casa da Cathy e enquanto isso tentava ligar para alguém da turma mais ninguém atendeu.
Assim que estava perto da casa dela pude ouvi sirenes de polícia, eu pensei o pior. Estacionei ao lado de um carro da polícia e pulei para fora do carro, avistei o Sr. Mathews parado analisando a casa corri até ele.
— Clarissa? O que faz aqui? — ele perguntou assim que me viu correr em sua direção.
— A Cathy deixou uma mensagem na minha caixa postal parceia desesperada e disse que tinha alguém na casa — falei rapidamente — Ela tá bem?
— Você salvou essa gravação? — ele perguntou e eu acenei positivamente — Posso ver?
— Claro — peguei o celular e coloquei novamente a mensagem para reproduzir.
Seu rosto se tornou sem expressão e assim que ele me olhou pude ver ela não estava nada bem.
— Srta. Bermanelly — ele começou mas meu olhar estava agora para o corpo que estava sendo retirado de dentro da casa, pude ver alguns fios castalhos que caiam do saco, meu mundo desabou.
A Catherine estava… Morta.

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