Our Forbidden Love
2 I'm Falling In Love With You?
Eu não sabia ao certo o que era aquilo, se era raiva ou apenas saudade da minha mãe. Mãe. Essa palavra dói tanto... Mas eu fui para casa depois da escola e fiquei em meu quarto, pensando, e finalmente decidi uma coisa da qual nunca tinha pensado antes, e finalmente entendi o que os outros tentavam me mostrar...
Eu precisava esquecer tudo isso, não digo esquecer totalmente, mas parar de me chatear com tudo que os outros dizem, afinal eles não tem culpa da morte dela... A menos que eles falem algo que não deveriam, o que com certeza não era o caso de Edu. Então, pensando nisso, eu levantei da minha cama e peguei uma camiseta do AC/DC, peguei meu all star, calcei-os e depois passei um pouco de maquiagem, afinal eu havia chorado um pouco e dava pra perceber.
Desci, fui até a casa de Léo, e Edu estava lá, o que eu já esperava. Jogamos video game, rimos bastante, mas depois eu chamei Edu e conversei com ele, expliquei tudo e me desculpei pela minha atitude, ficou tudo bem. Depois fomos andar de skate na rua, até que já estava tarde demais e eu me lembrei que tinha que estudar, mas antes de ir para casa, peguei o telefone de Edu e ele pegou o meu.
Chegando em casa, fui para o meu quarto, e estudei um pouco. Depois atendi a ligação de Eduardo e ficamos conversando um pouco.
Eu não sei o que era aquilo, mas, eu me sentia muito bem ao lado dele, sem brigar, claro. Eu não parava de pensar nele, na nossa conversa, no jeito fofo como ele me tratava... Era tudo tão... perfeito.
Edu's POV:
Liguei para ela. Fiquei feliz em poder ouvir sua voz, ela me fazia muito bem. Eu não conseguia parar de pensar nela, no seu rosto perfeito, tudo, tudo nela conseguia ser tão maravilhoso... Mas eu sabia que por trás de tudo aquilo, ela era tão triste... E eu iria fazer de tudo pra mudar isso, pois vê-la feliz é o que eu quero a partir de agora!
Eu estava ficando com sono então fui dormir, claro. No dia seguinte, acordei e me arrumei, tomei o café da manhã e fui para a escola. Chegando lá, encontrei Gi e Lú conversando e rindo, pensei em ir até lá quando de repente Léo me da um susto.
E aí cara! – Disse Leonardo, que me fez ficar um pouco irritado com sua atitude de tentar me assustar.
Caramba Léo, que susto cara! – Disse eu, com a maior cara de susto e quase soqueando ele.
Bah cara, desculpa então... – Disse Léo, gargalhando da minha cara de quem tinha visto a coisa mais assustadora do mundo. Ele achava graça em fazer essas coisas com as pessoas, muito idiota, mas meu grande parceiro!
Então Léo, eu tenho que falar uma coisa contigo... – Disse Léo, fazendo com que novamente eu parasse de olhar para Gi, para prestar atenção no que ele estava falando.
Tá cara, pode falar.
Então, eu percebi seus olhares para a Gi, eu queria ter a certeza de que meu querido amigo Edu esta caidinho pela garotinha ali do canto. – Disse Léo, fazendo com que eu fizesse novamente a cara de assustado como antes havia feito.
É, não, cara, er... eu.. ah... – Eu gaguejei, e nisso ele deu uma risadinha e disse que já havia entendido tudo, então ele saiu, fazendo com que eu ficasse confuso. Será mesmo que eu estava começando a gostar daquela garota? Mas eu mal havia conhecido ela, como eu podia recém conhecer uma garota e já me apaixonar? Isso é estranho demais.
Me's POV:
Eu reparei que Edu não parava de me olhar, mas não fiquei o tempo todo olhando para que ele não percebesse que eu havia visto ele me cuidando. Logo vi que por algum motivo ele havia ficado confuso, ou algo assim, então pensei que poderia ir lá para ver o que tinha acontecido e foi o que eu fiz.
Então Léo, ta tudo bem? – Eu disse, com um leve sorriso no rosto. Acho que ele meio que se assustou, pois não havia me visto ali antes, óbvio.
T.. t-tá.. tá tudo sim, Gi. – Disse ele, meio nervoso. – E você?
Eu to ótima. Então, fiquei sabendo que tinha uma redação pra gente fazer hoje, pensei que você pudesse fazer comigo, ér, se você quiser, claro. – Eu disse, meio nervosa pois não sabia qual seria a resposta dele.
Ah ótimo, Gi. Eu só vou avisar o Léo, acho que ele vai fazer com a Lú. – Disse ele, logo dando uma risadinha. Eu fiz o mesmo.
Então ok, depois a gente se vê então, Léo. – Eu disse, sorrindo e olhando nos olhos dele. Olhos são lindos...
Aham, er, tchau. – Disse ele, me dando um leve beijo na bochecha, eu fiquei com vergonha, mas tudo bem. Eu sai dali e fui falar com Lú, para avisá-la sobre a redação.
Então Lú, eu vou fazer a redação com o Léo, tudo bem pra você? – Eu disse, esperando que ela olhasse pra mim, já que ela estava tão atenta no livro que estava lendo.
Ah, tudo sim. Hmm, com o Léo né, Gi? – Ela fez cara de malicia, e logo depois riu. Eu não consegui me segurar e ri também.
Fiz a redação com Léo, ele foi um fofo comigo, me ajudou muito. A gente estava se tornando grandes amigos, e isso era ótimo, pelo menos pra mim.
Fui para casa, ansiosa, pois hoje a minha prima da qual também era uma das pessoas que eu mais confiava, Helena, iria chegar na minha cidade, e ia ficar na minha casa.
Eu fiquei esperando na sala, junto com meu pai, minha madrasta e meu irmão. Logo ouvimos um barulho na porta, eu fui correndo, super feliz, atender. Eu vi Helena ali, sorrindo pra mim e dizendo "Cheguei, sua chatinha!" e eu logo abracei ela, e iria ter tempo o suficiente para matar a saudade que eu estava dela.
Então, tudo ocorreu bem, jantamos, rimos, foi tudo tranquilo. Eu e Helena subimos ao meu quarto, e eu contei tudo para ela, até chegar no assunto do Léo. Na verdade não sabia porque fui falar dele, mas tudo bem...
Então, ele é tão fofo, sabe? Não sei porque, mas ele é tão diferente dos outros meninos que eu gostei, ele é mais carinhoso, mais atencioso, mas tenho medo de sofrer novamente. – Eu disse, logo vendo que Helena havia percebido que eu estava ficando triste falando sobre aquilo.
Gi, olha só, pelo o que você me disse ele parece ser um garoto bacana, e parece gostar bastante de você também, então pra quê se preocupar com sofrimento? Eu acho que isso tudo vai dar certo e vocês vão ser felizes... – Disse Helena. Mas sabe, eu acho que era cedo demais para falar sobre namoros felizes. Eu recém havia conhecido ele, como iria pensar em algo que eu não podia nem ter esperanças ainda?
Meu medo de sofrer era enorme, mas eu estava começando a me apaixonar. Isso seria bom ou ruim?
Continua...
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