Notas iniciais
Espero que estejam gostando :))))
Aproveitem:

Dia 21/02, terça-feira.

Levantei, por incrível que pareça, feliz e animado.

Sabe como é difícil acordar sem um despertador?

Enfim, demorei uns dez minutos apenas me espreguiçando e fui até a cozinha.

- Bom diaaaaaa. — Falei para as minhas irmãs, que estavam na mesa, comendo cereal.

- Alguém dormiu bem. — Minha mãe comentou, rindo. — Fizeram muitas massagens?

- Não. — Revirei os olhos, rindo dela. — Mas acho que ontem foi... divertido.

- Hm, sei. — Falou desconfiada. — Coma e vá se arrumar.

- Tudo bem, acalme-se. — Reclamei.

--

- LEONARD, DEU! — Nick gritou no meu ouvido. — Não quero mais te ouvir falando sobre o Harold, ok? Já cansei.

- Você pode ficar me contando sobre cada respiração do Luke e eu não posso comentar sobre um futuro amigo?!

- Eu não faço isso. — Ele falou. — AAAAAH, SABIA QUE O LUKE DISSE QUE NUNCA IRIA PREFERIR O ZACK DO QUE EU?! — Começou a pular e gritar.

- Você está parecendo uma bicha louca.

- Mas eu sou. — Riu. — Ah, vai dizer que nunca teve curiosidade sobre como é beijar um menino.

- Não, agora cale a boca e vamos logo. — Murmurei.

- Ok, mas se precisar contar de alguém sobre sua sexualidade, estou aqui.

- Nick... Fique quieto. — Disse sem paciência. — Agora me fale algo, vai se declarar quando?

- Simples. Não vou me declarar. — Sorriu.

- Anh?

- Nós vamos ser melhores amigos e só. Ele não vai saber sobre mim e deu.

- Mas e todo o seu amor?

- Foda-se, eu não vou perdê-lo. Mesmo que seja apenas meu amigo, preciso dele ao meu lado.

- E se o Zack ficar com ele?

- Ele me ligou ontem para contar sobre o quanto estava apaixonado pela Luísa, então... — Riu. — Eu tenho que agradecer muito essa menina.

- Nick, você sabe, o Luke é popular e bonito, qualquer garota pode 'arrastar-se' por ele.

- Eu sei, mas terei de conviver com isso. — Deu ombros e voltamos a andar em silêncio.

Deve ser doloroso amar alguém e não poder se declarar.

--

- Vamos sair? — Luke me perguntou. Estávamos no intervalo. Eu estava sentado em cima da mesa, o Nick foi pegar comida e o Luke ficou tentando me convencer à sentar na cadeira como uma pessoa normal, mas já havia desistido, ao ver que eu preferia ficar ali.

- Claro. — Sorri. — Para onde?

- Sua casa?

- Ah, não. — Murmurei. — Que tal irmos à... — Antes de terminar, meu celular começou a vibrar. Era uma mensagem.

"Moi, me desculpe não estar com você agora, mas a Connie está chorando pois o namorado dela a traiu e eu fui obrigada a fingir que me importo e blablabla. Enfim, minha mãe pediu para que você fosse lá em casa de tarde, não me pergunte o motivo. Eu não estarei lá -vou sair com a corna, ops, Connie- então acho que ela apenas quer conversar contigo. Te amo, Eliza xx"

- Eu vou ter que ir na casa da Elizabeth, a gente sai amanhã. — Falei.

- Claro, sempre assim. — Murmurou.

- Não fique com ciúme. — Brinquei.

- Vou tentar. — Falou sarcástico.

- Você diz isso porque não namora, mas quando começar a namorar vai ter que dar prioridade para ela.

- Falando em namorar, uma colega minha me pediu o seu telefone. — Zack apareceu repentinamente e se sentou ao meu lado.

- Primeiro, espero que não tenha passado. Segundo, que fixação é essa por se sentar na mesa?

- Eu passei. — Falou, ignorando o resto da frase dele.

Antes que pudesse reclamar ou brigar com ele, o Nick chegou, colocando sua bandeija do meu outro lado.

- Porque merdas fez isso? — Perguntou irritado.

- Ela é gata, vão se dar bem. — Sorriu e pegou uma uva que estava no prato do loiro.

- Alguém me explique o que está havendo e porque você pensa que pode pegar a minha comida? — Nick pediu.

- Simplesmente o senhor aí passou meu telefone para uma garota desconhecida. — Luke falou revirando os olhos. — Espero que ela seja ao menos divertida.

- É sim e muito gata. — Sorriu. — Daaani! — Gritou à uma menina que passava com suas amigas.

- OOi, Zaaack. — Falou sorrindo. Ela realmente tinha um sorriso bonito. Aliás, era bonita mesmo. Olhei de canto para o Nick, ele se limitava a comer sem levantar o olhar para vê-la. — Prazer, meninos. Sou a Danielle, mas me chamem de Dani.

- Eu sou o lindo e gostoso, Zack, que você já conhece. — Riu. — Esse é o Luke, aquele gato que eu te falei. — Disse sorrindo maroto. — Nick e Leonard.

Eu cumprimentei-a, assim como o Luke, já o Nick fingiu que ela não estava ali.

- O Zack já te disse que eu queria sair com você? — Perguntou corada.

- Sim.

- E o que você acha disso?

- Pode ser. Eu iria adorar. — Ele sorriu, meigo, mas eu sabia que era por pura educação. Luke nunca iria sair com ela. Ele gosta de ficar solteiro.

- Ah, perfeito. — Riu. — Eu te ligo hoje de noite e a gente marca.

- Claro.

- Então eu vou indo. — Falou animada e saiu pulando.

- E aí, cara, vai dizer que não é gata?!

- Ela é querida...

- Nick, quer ir na Elizabeth comigo? — Perguntei, para mudar de assunto. Tinha medo que ele começasse a chorar ali mesmo. Do jeito que é sentimental, eu não duvido.

- Pode ser. — Murmurou baixinho. — Eu vou... ao banheiro. — Falou rapidamente e saiu.

Pensei em ir atrás dele, mas o Luke me olhou, confuso.

- O que houve?

- Não sei, é melhor ir conversar com ele.

- Ok, estou indo. — E saiu.

--

- Abra a porta! — Pedi. — Nick, eu estou aqui batendo há dez minutos, abra essa porr* logo! — Gritei.

- Não quero mais sair. Me deixe morrer aqui. Eu vou morar no meu quarto.

- Ah é? E onde vai comer? — Depois de um minuto de silêncio, ele abriu a porta, desistindo.

- Eu simplesmente não aguento mais brigar com o Luke.

- Me conte o que houve quando ele foi conversar com você. — Pedi.

- Ok. Eu estava chorando no banheiro e ele me encontrou. Perguntou porque eu estava daquele jeito e eu disse que não iria contar. Daí ele perguntou se eu não confiava nele, então eu me revoltei e disse que era exatamente isso. Depois saí correndo e fiquei na diretoria reclamando de dor de estômago para ir pra casa. Apenas isso.

- Ora dizer que não confia nele. Imagina como está se sentindo agora.

- Na verdade, ele deve estar se sentindo bem, pensando em como vai ser perfeito o encontro com a 'menina linda e querida'. — Revirou os olhos.

- Olha só, você não pode ficar bravo com ele, afinal, o único que está mentindo é você. Pelo que eu me lembre, hoje alguééééém me disse que não se importaria caso uma garota quisesse sair com ele. E, se for pensar bem, está culpando-o sem razões, já que ele não sabe dos seus sentimentos.

- ... Tem razão. — Murmurou.

- Eu sempre tenho, agora ligue para ele, desfaça toda essa besteira e venha comigo para a casa da Elizabeth.

- Aquela bruxa me odeia.

- Eu sei, mas ela não vai estar lá.

- Ok. — Deu ombros e foi pegar o telefone. — Luke?... Me desculpe, não era sua culpa, eu estava em um dia ruim e descontei em você. É óbvio que confio em ti... Não posso contar, mas saiba que não quero perder sua amizade e entendo que está irritado comigo... Não está?... Ok... Prometo... Te amo... Vou ir na Elizabeth com o Leonard... Tá, tchau. — Desligou sorrindo.

- Podemos ir?

- Ok. — Revirou os olhos. — Se ela aparecer eu vou pular pela janela e fugir.

- Ou é só sair pela porta mesmo. — Zombei. — Vamos logo, ela não vai estar lá, já lhe disse.

Logo estávamos chegando em sua mansão.

Toquei a campainha e, como de costume, Bel veio abrir para nós.

- Leonard. — Sorriu. — E...?

Apesar de eu namorar a Elizabeth há meses, meus amigos nunca haviam vindo aqui, até porque, eles não gostam dela e vice-versa.

- Nick. — Ele completou, sorrindo.

- Ah, prazer em conhecê-lo. Entrem, a senhora Jane está esperando-os em seu escritório.

Para falar a verdade, ela não trabalhava, mas tinha uma salinha com um computador e tudo mais.

- Ok, obrigada. — Disse e fui até lá, sendo seguido pelo loiro que olhava tudo, admirado. Tudo bem que todos nós tínhamos dinheiro, mas ela havia muito mais do que eu, então do que ele nem se fala. Bati na porta e logo ouvi um 'entre'.

- Leonard... E?

- Nick. — Repetiu.

- Oh, ok, Nick. Sentem-se. — Pediu. — Eu tenho algo a lhe pedir que pode parecer muito indiscreto e até... abusado, mas isso seria de grande ajuda para nós.

- Pode falar.

- Eu queria saber se você não quer dar aulas para o Harold.

- EU? — Perguntei assustado.

- Sim. Procuramos por professores hoje e até agora não achamos nenhum com quem ele se adaptasse e, pelo que a Elizabeth me disse, você é ótimo na escola.

- ... Ok, posso até tentar, mas vai ser por quanto tempo?

- Uma semana, no máximo. Até acharmos alguém mais qualificado. — Pediu com os olhos brilhando. — É só escolher duas matérias e nós procuramos alguém para o resto.

- Eu posso ajudar em Biologia e Químia, apenas.

- Sem querer me intrometer, eu sou muito bom em História. — Nick comentou.

- Ah, garotos, muito obrigada, aceitarei suas ajudas, então.

Ora aceitar, ela que está pedindo.

- Tenho uma amiga que é super boa em Matemática, posso pedir para ela se não quer ajudá-lo. — Ofereci.

- Claro. — Sorriu. — Eu vou chamá-lo e vocês explicam tudo, até os horários das "aulas".

- Ok. — Concordamos e ela saiu da sala.

- Finalmente irei conhecer o "Hazza-de-cabelos-perfeita-e-naturalmente-cacheados-que-tem-olhos-verdes-maravilhosos". — Nick zombou.

- Haha, hilário. — Revirei os olhos.

- Sabe que eu te amo, né. — Riu. Logo o Harry estava entrando na sala, seguido pela Cris. — Hmmmm, que bom gosto. — Sussurrou para mim.

- Oi, Harry. — Falei, ignorando meu amigo e sorrindo.

- O que fazem aqui?

- Que corte. — Nick riu.

- N-Não foi isso que eu quis dizer, é que... O que querem comigo?

- Seremos seus professores. — Tentei soar o mais natural possível, mas não adiantou, tendo em vista que ele arregalou os olhos. — Eu irei te ensinar Biologia e Química, Nick ensinará História e a minha melhor amiga, Matemática. — Expliquei.

- Ah. Nick, eu sou Harold. — Ele sorriu.

- Prazer.

- Então agora é só combinarem os dias. — Cris falou. — Vão fazer isso lá no quarto dele, porque eu preciso trabalhar. — Ainda não entendi o que ela iria fazer, porque não tem emprego, mas resolvi ficar quieto no meu canto.

Harry nos levou até lá e assim que chegamos, eu me deitei em sua cama e os dois ficaram em pé mesmo.

- Quantas aulas você quer de cada matéria?

- Não sei, estou por vocês.

- Que tal três aulas na semana e cada aula é uma hora? — Nick sugeriu.

- Pode ser.

- Então eu dou hoje, amanhã e quinta. — Falei.

- Ok, pode ser o mesmo para mim.

- Vou ligar para a Hayles. — Disse e peguei meu celular.

- Bebê? — É, a gente se chamava assim há muito tempo.

- Amor, pode me fazer um graaaaande favor?

- Fale-me.

- Pode dar aulas de Matemática para um amigo meu?

- Amigo, hmmm, que idade?

- 15, sua safada. É para dar aulas e não ficar com ele.

- Desculpa, não sabia que ficaria tão na defensiva. Estou te estranhando. — Gargalhou.

- Pare! — Corei. — Não é nada disso, ele apenas é muito inocente para você.

- Eu não sou inocente! — Harry protestou.

- Viu, ele falou que não é. — Ela disse. — Mas tudo bem, não ficarei com ele, até porque estou sacando umas coisas no ar, viu, senhor William.

- Quieta, depois a gente conversa sobre isso, mas e aí, vai ou não dar as aulas?

- Vou, mas lembre-se que eu só chego amanhã de viagem.

- Sim, não me esqueci, estou morrendo de saudades. — Fiz bico, mesmo que ela não tenha conseguido ver. Era verdade, não conseguia passar muito tempo sem vê-la.

- Awn, meu bebê. — Falou com uma voz fofa. — Logo eu estou aí e vou te fazer um interrogatório sobre esse menino, aliás, qual o nome dele?

- Harold, mas eu o chamo de Harry. Ache um apelido você mesma.

- Hm, quanta proximidade, não estou gostando. Vai acabar me esquecendo.

- Que boba, você é a minha bff. — Falei com uma voz de gay e começamos a rir.

- Sou mesmo, garoto.

- Quanto tempo eu tenho que dar?

- Uma hora por dia e são três dias.

- Ok, eu vou querer amanhã, que é quarta, quinta e sexta.

- Pode ser então. Muito obrigada.

- Eu já lhe disse, não vai ser de graça, quero saber de T-U-D-O sobre seu gato.

- HAYLEY! — Corei.

- Amor, com quem está conversando? — Ouvi uma voz masculina.

- QUEM É QUE ESTÁ TE CHAMANDO DE AMOR, EU TE CHAMO ASSIM, MAIS NINGUÉM, COLOCA ESSE CARA NO TELEFONE PARA EU DIZER UMAS POUCAS E BOAS! — Gritei, enciumado.

- Calma, Le. Ele é só um peguete. — Sussurrou. — Quando eu voltar serei só sua. — Riu.

- É bom mesmo.

- Eu vou indo antes que ele volte a me chamar.

- Tá, me troque por ele, vou lá virar melhor amigo de outra garota.

- Eu corto os cabelos dessa vadia e depois planto no jardim da minha casa, para a vaca da minha irmã comer. — Falou e eu ri.

- Calma, amor.

- Então fique só com os meninos e aquela garota que você paga para fazer sexo.

- Eu não pago a Elizabeth, já lhe disse.

- Ok, ela te paga. — Riu. — Seu prostituto.

- Prostituto é feio. — Fiz uma careta.

- Tá, vadio?

- Melhorou. — Ri. — Vai lá então com o seu gordo.

- Tá, bebê. Até amanhã.

- Beeeeeeijos. — E desliguei.

Nick me olhava entediado, ele já havia se acostumado com nós dois, já o Harry estava assustado, digamos assim.

- Você está traindo a Elizabeth? — Me perguntou, sorrindo de canto.

- Não, essa garota é a Hayley, minha melhor amiga desde que me conheço por gente.

- Gata, mas o Leonard não deixa ninguém pegar ela.

- Como se você quisesse pegar ela. — Eu ri.

- Quieto! — Murmurou. — Ela é muito animada e querida. No início morria de ciúmes da gente, mas depois se acostumou e agora gosta de nós.

- Mas eu sou o favorito para sempre, é claro.

- Será que ela vai gostar de mim também? — Perguntou, nervoso.

- Claro que sim, curly. Voce é adorável. — Sorri.

- Awn, que amor. — Nick falou rindo.

- Fique quieto.

- Vamos fazer assim, você dá a sua uma hora, depois eu e vamos para casa do Luke.

- E o que eu farei na sua espera?

- Chame a Elizabeth, não sei. — Deu ombros. — Enquanto você estiver dando, eu ficarei no celular mesmo. Qual é, é só uma hora.

- Tudo bem, onde nós faremos isso, Harry?

- Pode ser no meu quarto mesmo.

- Tá, eu vou pegar os cadernos da Elizabeth, já que ela é da mesma série que você. — Falei e fui para o quarto dela, pegando sua mochila que estava jogada no chão.

Nick estava deitado na cama, já o Harry e eu estávamos sentados um na frente do outro, ao lado da escrivaninha.

- Se eu estiver indo muito rápido, me avise. — Disse e ele corou.

- Já pensando em sexo. — O loiro falou rindo.

- N-N-Não, não era isso. — Harold tentou explicar-se, mas cada vez corava mais.

- Ignore-o. — Falei, revirando os olhos.

--

- Leeeeonard. — Nick me chamou pela 84965132845962ª vez.

- O quê? — Perguntei sem paciência.

- Seu tempo acabou há dez minutos.

- Mas ele não consegue entender isso. — Murmurei.

- Não é minha culpa se o nível do colégio de vocês é mais difícil do que lá no orfanato. — Se defendeu.

- Amanhã eu te explico novamente.

- Ah, só de pensar que terei três horas seguidas de aula amanhã.

- Nem reclame, no colégio é muito mai... — Fui interrompido por alguém abrindo a porta. Advinha quem era?

- Moi, a minha mãe falou que você já está aqui há um tempão e era só uma hora. — Elizabeth disse, sem nem nos cumprimentar.

- Sim, já vou ir. — Murmurei. Por incrível que pareça eu fiquei desanimado de ter que sair daqui para ir com ela.

- Não adianta, ele nunca irá ficar inteligente. — Ela falou e o Harry deu um olhar mortal, o qual a garota apenas ignorou.

- Você não sa... — Antes de começarem a discutir, eu o interrompi.

- Vou indo então, quando terminarem aqui, me avisem. — Pedi e saí, levando-a pela mão. Entramos em seu quarto e a Elizabeth foi se deitar na cama logo.

- Hoje não estou com clima. — Disse. — Passei uma hora ouvindo a corna chorar e dizer como os homens são horríveis. — Revirou os olhos.

- Você quis dizer a Connie, sua amiga. — Falei.

- É, que seja, Connie e corna é quase a mesma coisa. — Deu ombros. — Quando a Bea falou "pelo menos ele te traiu com uma mulher".

- Como assim?

- Para nós, mulheres, é melhor que ele tenha nos traído com uma mulher do que um homem.

- Hm. — Nem dei grande atenção, até porque não planejava traí-la nunca.

- Que tal pedir para a sua mãe se você não pode dormir aqui hoje e amanhã vamos juntos à escola. — Falou provadoramente e se aproximou vagarosamente do meu pescoço, beijando-o. Ela sabia e muito bem que esse era o meu ponto fraco.

- N-Não sei. — Gemi, me arrepiando.

- Por favooor. — Disse manhosa.

- Eu vou ir no Luke com os garotos. — Tentei me concentrar no que falava para não dizer besteiras. Ao me ouvir, bufou e se afastou.

- Está precisando de amigos novos, esses são chatos. — Murmurou.

- Já arranjei um novo.

- Ah, quem?

- O Harry. — Falei segurando minha risada.

- UHHG. — "Gemeu" com nojo. — Você já o apelidou e, para falar a verdade, esse apelido é horrível.

- Ok, quer que eu o chame como?

- Que tal "gay-que-é-gordo-e-criança-além-de-ser-feio"? — Ri.

- Não, é muito grande. — Falei cínico, sorrindo. — Não precisa ficar com ciúmes.

- Eu não estou com ciúmes!

- Ah, claro que não. — Disse sarcasticamente.

- Só me irrita que só ande com gente... que gosta de homens.

Ok, isso me surpreendeu. E muito.

- Anh?

- Por favor, vamos ser verdadeiros, você não se surpreende como o Nick e o Luke são grudados? Eles são tão gays que daqui a pouco vai ter uma fumaça rosa seguindo-os, junto com uma placa em Neon "curto anal". — Arregalei os olhos. Tudo bem que pode ser verdade isso, mas ela não tem direito de falar assim, como se fosse a pior coisa que poderia acontecer. — O Zack é o único que "salva", por isso não o odeio tanto. Agora o Harold... Meu Deus, Leonard, olhe para suas ações, está quase escrito "sou passivo" na testa dele.

Hm, será que ele é mesmo passivo? Provavel... ANH? LEONARD, CALE A BOCA!

- Eu não quero que fale assim deles! — Falei irritado.

- Desculpe se não quer encarar a realidade. — Levantou as mãos, em um ato de dizer "sou inocente". — Se a Connie ou a Beatrice fossem lésbicas eu nunca seria amiga delas.

- Isso é preconceito.

- Não é, apenas não quero que fiquem se aproveitando de mim.

- Não vou discutir isso. É ridículo. — Revirei os olhos e suspirei fundo. — Vou ver como os meninos estão se dando. — E iria me levantar, mas ela segurou minha mão.

- Não... Me desculpe. — Pediu. — Vamos parar de falar sobre isso.

- Ok. — Cedi.

--

Ela estava sorrindo maliciosamente, enquanto tirava minha camiseta com urgência.

- Rápido, Eliza.

Finalmente chegou ao meu zíper e iria abri-lo.

Viu que eu coloquei "iria", é, porque ela não fez isso. Alguma pessoa mal comida bateu na porta e nos atrapalhou.

Em dois segundos estava sentada ao meu lado com sua pose "sou santa", já eu ali, deitado, sem camisa e irritado.

- Entre. — Falou, enquanto eu colocava minha blusa.

- Vamos indo? — Nick perguntou. Peguei a primeira coisa que vi pela frente -uma almofada rosa- e joguei na sua cara. O loiro me olhou confuso, mas acabou rindo. Provavelmente entendeu que havia nos interrompido e achou isso hilário. HAHA. Hilário vai ser o soco que eu vou dar nele.

Parece que esse gay não entendeu ainda, EU ESTOU NECESSITADO!

- Já vou! — Murmurei irritado. Dei um selinho nela e me despedi.

Fui andando ao lado dele e o garoto só esperando para ouvir meu comentário sobre dois segundos atrás.

- A Elizabeth sabe. — Surpreendeu-se com o que eu havia dito.

- O que?

- De você e o Luke.

- Cara, não acredito que você contou.

- Claro que não, gay. Ela apenas desconfiou, afinal, vocês não são o que chamamos de discretos.

- É que nos amamos demais. — Falou rindo.

Apesar do Luke ser meu amigo, não suportaria ver Nick magoado e sinto que isso logo irá acontecer. O loiro é inocente e bobo, só pensa no melhor das pessoas. Não quis dizer que o meu outro amigo é ruim, não. Só acho que ele tem que se assumir ou esperar as consequências, principalmente pela Danielle.

- Estou pronto, vamos? — Ouvi o Harry e me virei, ele estava vindo atrás de nós, com um casaco "pendurado" no braço.

- Eu o convidei, tem problema? — Nick perguntou.

Primeiro, não tem problema algum, mas se tivesse eu não poderia falar na frente dele, né.

- Não.

- E aí, aproveitou algo com a egolizabeth? — O loiro perguntou rindo. Corei extremamente, pois não me imaginava falando sobre minha vida sexual na frente do Harry.

- Sim. — Respondi rapidamente, esperando que alguém mudasse de assunto.

- Egolizabeth? — O cacheado falou rindo. — Que tipo de apelido é esse?

- O Luke que inventou. É porque ela é egoísta e egocêntrica. — Explicou.

- Ah, adorei. — Falou sorrindo. Ele falou que avisaria a Cristina e logo voltou. Já estávamos na porta de casa, esperando-o. — Deu, podemos ir.

- Você vai adorar conhecê-los, são muito queridos. — Falei e logo comecei a rir do que havia dito. — Ok, talvez não queridos, mas... Não sei, eu os amo.

- Como assim ama? — Arregalou os olhos.

- Como amigo. — Falei rindo, enquanto Nick estava no telefone com o Zack.

- Ata. — Sorriu também. — Você parece ser do tipo que ama mais de um.

Oi? Só eu aqui nessa budega notou o segundo sentido da frase?

- N-Não sei se sou assim mesmo.

- Não esquenta, te farei descobrir. — Sorriu malicioso e eu me surpreendi.

- Vocês demoram demais, vamos! — O loiro reclamou.

Acho que apenas agora vou conhecer o "verdadeiro" Harry.

Notas finais
1 ano de Elounor? Nops. Sete meses de Zerrie? Nops.
Esses casais são muito falsos, pfvr. O único que eu curtia era Payzer, buuuut...
tá, voltando ao capítulo: isso mesmo, eu cansei da Eleanor e do Harry serem inocentes e ingênuos, agora vai mudar u.u mas isso N-Ã-O quer dizer que o Louis é inocente ASUHAUHASUHASUSAHU tipo, ele só não é tão tarado assim, sacas?
enfim, quero reviews! u.u
espero que tenham gostado
bjbj :*