Our Forbidden Love
12 Capítulo 12
Notas iniciais
http://super.abril.com.br/testes/voce-sobreviveria-ataque-zumbi-627572.shtml eu fiz esse teste e por algum motivo desconhecido quis compartilhar com vocês USAHUASHUASHU ah, vou morrer se der um ataque zumbi ~~chorando~~
MUUUUUUUUUUUITO obrigada pela recomendação, estou realmente feliiiiz! Isah Zago, você é um amor! ♥
Talvez eu vá dar um meio spoiler dizendo isso, poréééem foda-se, a fic é minha: o romance logo vai começar ~~clima de suspense~~
enfim, leiam, mandem reviews e sejam felizes!
Bjbj :*
Dia 01/03, quarta-feira.
Uma semana. Hoje tinha feito uma semana que a gente não se falava. Eu tentava não ir na casa deles, chamando a Elizabeth para ficar na minha, mas às vezes quando eu o encontrava, nós simplesmente passávamos como se não nos conhecêssemos e pude ver em sua expressão que estava triste.
Obviamente, agora não tinha amigos. Aliás, tinha. Nick e Hayley continuaram dando aulas, juntamente com o Luke que foi para me "substituir", esses três estavam se socializando, mas, pelo que haviam me contado, ele nunca estava com ânimo para conversar muito.
Eu me sentia, de um certo modo, culpado, mas não conseguia esquecer o que havia dito, que estava me usando para esquecer aquele imbecil que ama.
Talvez eu esteja sendo um pouco egoísta em "privá-lo" de minha amizade, até porque, nós havíamos nos dado tão bem... Acho que amgios, pelo menos, poderemos ser...
– Moi, aconteceu algo? — Ela perguntou preocupada.
– Não, eu preciso conversar com o Harold. — E, ao me ouvir, arregalou os olhos, surpresa. Acho que havia se acostumado de eu não querer falar nele ou quando ouvir seu nome xingá-lo de uma coisa ou outra.
– T-Tudo bem. — Provavelmente concordou meio sem pensar, porque quando me levantei ela deu um gemido triste.
– Daqui a pouco eu volto.
– Ok. — E depois disso fui em direção ao quarto dele. Bati na porta e ninguém disse nada, então a abri vagarosamente. Ele estava deitado na cama com o edredom por cima do corpo inteiro, incluindo a cabeça. Me ajoelhei, ficando de frente para o seu rosto coberto.
– Oi. — Eu falei. Ele, ao ouvir, rapidamente tirou o tecido da cara e me olhou surpreso. Estava todo vermelho, como se estivesse chorando, pois seus olhos verdes agora estavam inchados.
– O-O que faz aqui? — A voz era abafada e incrivelmente rouca, mais do que antes. Eu amava o jeito que ele falava, vagarosamente e me encarando.
– Podemos voltar a ser amigos? — Ele ergueu as sobrancelhas, como se não tivesse entendido.
– Primeiro você me beija e no dia seguinte para de falar comigo e depois de uma semana decide que quer ser meu amigo?
– Isso mesmo, tendo em vista que você me beijou. — Dei ênfase no "você". — Sem contar depois do que eu ouvi. — Acrescentei baixinho.
– Eu... não sei. — Suspirou.
– Olha só, vou te dizer a verdade, eu não aguento mais não poder conversar com você ou te abraçar, sei que nos conhecemos há pouco tempo, mas sua amizade é muito importante e eu não queria perdê-la, mas faça o que quiser. — Bufei e estava me levantando para sair quando ele se senta na cama e segura meu braço.
– Só amizade?
– Sim.
– Ok. — Murmura contra vontade e eu dou um sorriso. Qual é, isso é melhor que nada.
– Agora vai colocar uma roupa pois nós vamos sair.
– Finalmente. — Suas covinhas apareceram, meu Deus, como senti falta delas.
Assim que ele se levantou, eu o abracei com força. Precisava disso e ele também.
Ficamos naquela posição, em silêncio, suas mãos nas minhas costas apertavam, como se não quisesse me soltar e eu estava gostando. Meu rosto em seu pescoço, com alguns cachos nos meus olhos, até o cheiro do cabelo dele é perfeito. Como pode isso?
Sua respiração quente estava tocando minha pele, me deixando arrepiado de segundo em segundo.
Eu pigarreei, indicando que já tínhamos de nos "desgrudar" e assim que fizemos isso, ele não conseguia conter um enorme sorriso.
– Vamos lá. — Falei rapidamente, relembrando-o que estava apenas de cueca. Obviamente, enquanto se trocava eu observava o corpo dele. Por favor, eu descobri faz pouco tempo que sou gay, me deixa aproveitar.
–-
– Estamos atrasados. — Ele disse, entrando na lanchonete. Minha mãe, ao vê-lo no carro, ficou super feliz e disse que estava com muitas saudades. Sem comentar que falou "obrigada por trazer o sorriso do nosso Boo de volta".
– Claro, você demora pra achar uma roupa. — Rebati, revirando os olhos, mas meu sorriso indicava ao contrário. Ele, para me fazer correr, segurou minha mão e até agora não havíamos soltado, então eu estava feliz.
É realmente uma merda estar apaixonado.
– Olá, pombinhos. — Hayley falou tão animada quanto eu. Falei que éramos assim, a gente compartilhava as emoções, então se eu estava alegre, ela também.
– Oi, amor. — Eu disse me sentando ao seu lado e dando um beijo na bochecha dela. O cacheado sentou-se ao meu lado.
Na nossa frente estava Zack, Luke e Nick, respectivamente.
– Finalmente concosco, Haroldinho. — O moreno disse. Nós havíamos "adotado" esse apelido somente para incomodá-lo.
Ele revirou os olhos, antes de responder: — Não é minha culpa se alguém aqui é muito orgulhoso.
Abri a boca em forma de descrença, enquanto todos riam da minha expressão.
– EU sou orgulhoso?
– O senhor mesmo. — Ao ver que estava pronto para rebater, Hayley interrompeu nossa discussão.
– Eu preciso contar algo para vocês dois. — Disse séria, nos olhando.
– O que?
– Estou ficando com um menino... — E fechou um dos olhos, fazendo careta, enquanto dizia, já esperando que eu ficaria com raiva. E é óbvio que sim.
– Com quem?
– Os meninos que me apresentaram. — Apontou para Luke e Zack. Eu dei-lhes um olhar irritado.
– Ele é uma boa pessoa. — O loiro disse. — Muito divertido. Você irá amá-lo!
– Hm, como se eu quisesse conhecê-lo.
– Bom... Nós pensamos que vocês não iriam mais vir, então eu o convidei... — Ela disse se sentindo culpada. Olhei-a incrédulo.
– Você tem vergonha de mim?
– Claro que não. — Disse rapidamente. — Eu só acho que iria brigar com ele.
– Então não confia em mim?!
– Le, por favor, não diga isso, óbvio que confi... — Antes de terminar alguém chegou na nossa mesa e começou a cumprimentar todos.
Era um menino ruivinho, não chega a ser baixo comparado a mim, mas eu não sou muito alto, então... Ele não era dos mais magros, mas também não se chegava a ser um gordo. Tinha uma expressão calma e gentil, provavelmente se eu não estivesse mais bravo do que qualquer um, teríamos feito uma amizade, mas ao invés disso o gay aqui decidiu se levantar e sair, ignorando-o.
– Eu vou conversar com ele. — Pude ouvir Nick dizendo e se levantando. Eu não sabia para onde ir então fui ao banheiro.
Entrei e me aproximei da pia, molhando meu rosto, procurando me acalmar.
Realmente, Nick era meu melhor amigo, óbvio que os outros também, mas ele era 0,1% a mais.
– O que foi aquilo? — Perguntou, fechando a porta.
– Não sei. Não quero vê-la apaixonada. Não quero que ela goste de outro cara mais do que de mim e não quero que ela me troque. Quero menos ainda que ele a magoe.
– Por favor, você é o melhor amigo gay dela, óbvio que ela sempre irá te amar. Vocês são inseparáveis e outra coisa, eles nem namorando estão.
– Eu sei, mas ela pode se apaixonar por ele facilmente.
– Você não gosta do Harold?
– Claro que sim.
– E se afastou dela?
– ... Não. — Ele sorriu, notando que eu havia entendido o "ponto". — Como eu vou voltar para lá, estou morrendo de vergonha.
– Finja que nada aconteceu e quando estiver sozinho com ele conte o que estava pensando e tudo mais.
– Obrigada. — E abrecei-o.
Assim que voltamos para a mesa todos estavam em silêncio, esperando para ver as minhas reações ao vê-lo sentado no MEU lugar. Confesso, quis dar um soco no meio do seu rosto. Ele estava ao lado dela e ainda com as mãos entrelaçadas em cima da mesa.
Respira. Respira. Respira.
O loiro, ainda em pé, pegou uma cadeira para mim e colocou ao lado dele, afinal haviam acabado os lugares.
Ficamos em um silêncio desconfortável, até o celular do Zack tocar.
– Alô? — Ele sorriu ao ouvir a resposta. — Oi, amor... Nós todos estamos comendo em uma lanchonete... Sim, até o Harold... É, parece que eles fizeram as pazes... Pois é, finalmente. — Eu estava me sentindo desconfortável em ouvir essa conversa sobre mim. — E você? Fazendo o que? — Enquanto eles conversavam, Luke e Harry começaram a falar sobre algo de Geografia, matéria que ele ensinava ao cacheado.
– Ah, é mesmo, agora terei minhas aulas de biologia? — Ele me perguntou, esperançoso.
– Claro que sim. — Sorri ao vê-lo feliz.
–-
Todos já haviam ido embora, menos eu, Hayley e Harold, que esperávamos a minha mãe para nos dar uma carona. Todos iríamos na minha casa.
Ela e o Harold começaram a discutir sobre o que eles fariam se fossem atacados por zumbis.
– Então... Soube que você é o melhor amigo da Hayles. — Esse era o MEU apelido. Ok, eu a chamava de todos os apelidos que conhecia, mas não queria que ele falasse nenhum.
– É... — Eu sei que estava tentando puxar assunto comigo, mas eu não estava a fim de conversar com esse idiota que iria roubá-la de mim.
– No momento eu estou com muito ciúmes de você. — Ele admitiu, dando um sorriso sem graça.
– Mas porque? Você que será o namorado dela. — Disse com certa raiva.
– Ela sempre fala em ti e em tudo que já passaram juntos.
– Fala?
– Claro, ela te ama muito. — Eu dei um sorriso de canto.
– Acho que gostei de você, mas só para te relembrar uma coisa: se você pensar em deixá-la triste eu vou comprar um... martelo e você nunca mais terá filhos. — Ameacei, mas é provável que não tenha tido muito efeito.
– O-Ok. — Concordou segurando uma risada. — Ah, prazer, sou o Ed. — Sorriu meigo.
–-
Assim que chegamos, fomos ao meu quarto. Ed e Hay tentaram se comportar, mas logo vi os dois deitados na MINHA cama, aos beijos.
– Ele parecia ser mais inocente. — Harry comentou.
– É, tinha um jeito de menino fofo. — Falei. — TENTEM não fazer nada da minha cama, obrigada.
– Tentaremos. — Ela disse rindo.
– Então... — E o cacheado colocou a mão na minha coxa, fazendo uma voz provocadora.
– Harold... — Tirei-a.
– Nós não poderemos ter nada novamente?
– Não enquanto amar aquele... — Mordi o lábio, tentando conter algum palavrão qualquer.
– Mas você me ama?
– Não tenho muita certeza, mas que mexeu comigo, mexeu. — Falei e dei um tapa na minha testa ao notar que havia dito demais. Ele sorriu travesso.
– Eu sei, é o poder dos cachos. — Rimos.
– Estava pensando em uma coisa... Eu não sei muita coisa sobre você.
– Queria saber?
– Sim. — Disse rapidamente. — Quero te conhecer melhor.
– Então pergunte. — Olhei-o nos olhos e pensei.
– Como era lá no orfanato antes de ser adotado por eles?
Ele olhou para os dois que estavam se comendo praticamente e suspirou, voltando seu olhar para mim. Eles sequer notavam que estávamos no mesmo quarto.
– Só isso quer saber?
– Não, também queria saber como ele era contigo.
– Hm, vejamos... Grosso, frio, malicioso e misterioso.
– Como assim?
– Ele ficava com todos os meninos, mas quando me encontrou disse que eu era especial, depois disso começou a me tratar de uma maneira ruim. Porém era minha primeira paixão, eu fazia tudo que ele queria. Contava sobre minha vida e confiei meus segredos nele, só que nunca recebi o mesmo "tratamento", ele ficava no seu canto quando se tratava do seu passado, então eu sabia muito pouco. — Pensou. — E adorava me humilhar, porque assim se sentia superior, não sei. — Deu ombros. Podia parecer indiferente, mas em seus olhos dava para ver que Harold queria chorar só de lembrar desse idiota. Eu fiquei com raiva, não consegui suportar que alguém possa ter o magoado tanto e ainda ter roubado seu coração.
Ficamos mais um tempo em silêncio, enquanto eu pensava em algumas formas de tortura possíveis.
– Também queria saber sobre o orfanato, não é? — Ele disse e eu concordei com a cabeça.
~~FLASHBACK~~
O alarme soou alto e eu acordei, ansioso. Devia ter dormido umas duas horas, no máximo, essa noite de tanto nervosismo.
Qual é, hoje é importante, fazem dois anos que ele se foi. Não poderia esquecer de mim... Ou sim?
Meu aniversário já havia passado e ele não mandou nada, porém eu continuava esperando, ainda mais hoje. Uma ligação já seria perfeito. Só preciso ouvir sua voz e saber que ele está bem. Que sente minha falta e irá me buscar quando puder. Eu sei que fará isso, só queria ter certeza.
Ouvi alguém batendo na minha porta, provavelmente é a Grace.
– Harold, acorde rápido, tem que fazer suas tarefas. — Ela falou rígida.
– Já vou. — Murmurei e fui ao banheiro, me arrumar e colocar aquela roupa feia que é chamada de uniforme.
–-
Terminei minhas tarefas antes do sinal. Olhei no relógio. 14:15, ainda tinha tempo de ir até à recepção, pegar a minha carta que OBVIAMENTE já havia chego.
Ele com certeza me mandou. Eu SEI que sim.
Corri para lá.
– Oi, eu queria checar meu "correio". — Falei à ela.
– Claro, qual seu nome e número?
– Harold, 165998 (N/a: se lembram de algo com esse número?). — Chegava a tremer de ansiosidade.
– Anh... — Disse mexendo em uma caixa. — Nada por hoje, sinto muito.
– Ah, ok. — Falei chateado. Ele provavelmente ainda não havia mandado, mas iria, com certeza iria.
– Grace quer falar com você, querido. — Disse e eu concordei, indo até a sala daquele mostro.
– Já terminou? — Falou ao me ver.
– Sim. — Eu murmurei.
– Então vai mostrar à uma garotinha nova o que ela deve fazer, como se comportar e tudo mais. — Disse. — Ela irá vir no sinal, seu nome é Heather.
– Tudo bem.
– Sabe que dia é hoje?! — Perguntou com um sorriso cruel. — Ele lembrou de você?
– C-Claro. — Menti.
– Que bom então. — Disse como se acreditasse no que eu falei.
– Eu estou indo. — Saí correndo até o meu quarto. Peguei meu travesseiro e joguei-o na parede com raiva.
Antes de pensar em mais nada, aquele maldito sinal tocou. Eu odiava o som que aquilo fazia. Odiava esse orfanato. Odiava Grace. Odiava todas as crianças idiotas que moravam aqui. Odiava tudo na minha vida. Aliás, tudo menos ele.
Fui até a entrada com aquele sorriso forçado de sempre e logo vi uma garotinha adentrando de mãos dadas com os pais. Eles tinham uma expressão triste, chegava a dar pena. Mal sabiam o que estavam fazendo em colocá-la aqui.
– Heather? — Perguntei, para conferir.
– Sim, é ela. Eu sou sua mãe, Paula. — A mulher falou, sorrindo de canto.
– Eu irei mostrar a ela tudo por aqui. Pode ficar tranquilo, está deixando-a em boas mãos. — Menti.
– Muito obrigada. Eu vou tratar dos assuntos com a senhora Grace então. — Ela falou e largou a mão de sua filha, abraçando-a fortemente. — Eu te amo, meu bebê. Logo estaremos juntas novamente. Apenas um tempo para a mamãe conseguir mais dinheiro para lhe sustentar. Eu juro que te buscarei e voltaremos a ser felizes. — Sorriu, em meio as lágrimas, e saiu.
A garota devia ter uns dez anos e estava chorando bastante, então a abracei.
– Não posso dizer que vai ser bom aqui e que vai melhorar, mas sua mãe não vai te abandonar. — Ela acabou secando as lágrimas.
– Ah... Me disseram que tem uma piscina. — Falou, tentando se animar.
– Tem, mas ninguém pode usar. — Eu falei. — Aqui não é divertido, para ser sincero. Nós temos que trabalhar. Óbvio que como você é pequena, tem poucas obrigações.
– Trabalhar? Eu tenho nove anos, moço. — Disse como se fosse loucura.
– Eu sei, mas aqui todos fazem isso ou são castigados. — Falei. — É assim, temos hora para dormir e para acordar. Um sinal toca no horário de acordarmos, daí nos trocamos e vamos trabalhar, até às 14:30, que é o horário onde as família chegam, sendo para adotar ou deixar as crianças para adoção. Então, tudo isso termina às 17:00. Nessa hora outro alarme 'toca' e vamos para as aulas, depois jantamos e vamos dormir. Resumindo é isso. — Ao terminar de falar, a garota me olhava assustada.
–-
Eram quase três horas da tarde e já havia explicado tudo para aquela garota, então fui descansar, lê-se me esconder. Não queria ser adotado, mesmo esperando ansiosamente para sair daqui. Se eu mudasse de lugar, como ele me encontraria?!
Entrei na minha sala de aula tão odiada e comecei a cantarolar uma música qualquer. Coloquei toda minha raiva e tristeza nela. Fingindo que era ele. Para que sentisse o que eu estava sentindo.
Oh, como odeio amá-lo.
– Com licença. — Ouvi uma voz repentinamente e me assustei muito. — Ei, me desculpe, só queria te dizer que cantas muito bem. — Me virei para ver quem era. Simplesmente o garoto mais lindo que eu já vi, sem brincadeira ou exageros. Tinha olhos azuis e perfeitos, assim como seu sorriso.
– Ah, obrigada. — Corei e saí de cima da minha mesa.
– Qual seu nome?
– Harold e o seu? — Olhei nos seus brilhantes olhos e tenho certeza que parecia um idiota hipnotizado.
– Leonard. — Sorriu. — Mas pode me chamar de Leo.
– Ok, Leo. — Corei mais uma vez. Que raiva, como eu sou idiota. É que desde aquele tempo, ninguém era legal comigo. — Pode me chamar de Harry.
– Gosta de cantar, Harry?
– Um pouco.
– Saiba que é muito bom nisso.
– E você? Canta?
– Um pouco. — Sorri.
– O que significa CF? — Perguntou, apontando para o meu 'uniforme'.
– "Crianças felizes", é o nome do orfanato.
– Você não parece muito feliz.
– Se fosse você que viveu em um orfanato, vendo todos os seus amigos sendo adotados e te deixando sozinho, também não ficaria. — Confessei.
– Ah. — Respondeu e eu me senti mal. Será que o chateei?
– Você veio adotar alguém? — Perguntei para puxar assunto.
– Não, a mãe da minha namorada que quer um garoto. — Ah, claro. Ele namora.
– LEONARD, CADÊ VOCÊ? — Ouvi uma voz fina e irritante gritando.
– AQUI. — Respondeu.
– Eu estava te procurando a uns dez minutos. — Falou uma garota irritada. Provavelmente era ela.
– Me desculpa. Cadê sua mãe, eu achei um menino que ela pode gos... — Antes de terminar, duas pessoas apareceram.
– Venham, ela vai nos mostrar as crianças agora. — A mulher falou.
– Espera, quero te apresentar a ele. — Apontou para mim. O que ele pretendia com isso? — Harold, essa é a Cristina.
– Ah, que rapazinho mais lindo. — Sorriu. — Qual sua idade, querido?
– Q-Quinze. — Respondi envergonhado. Enrolando a ponta dos meus cabelos com o dedo. Mania que eu tinha faz alguns anos.
– Charlie, não pode ser ele? Por favoooor? — Pediu rapidamente.
– Mas querida, você não queria um mais novo?
– Eu sei, mas olhe que criança linda.
– Ei, eu não sou criança. — Resmunguei e vi que o Leo riu.
– O que você acha, filha? — Charlie perguntou.
– Tanto faz a idade, só vamos logo. — Reclamou.
– Claro, pode ser ele.
COMO ASSIM? VÃO ME ADOTAR? Ninguém quer me adotar nunca. Tem outros mais fofos. Pensei em falar isso, mas 'algo' não me deixou.
– Vocês vão me adotar?
– Sim.
– Venha, querido. Vamos cuidar de tudo para que possa ir o quanto antes pra nossa casa. — Sorriu. — Ah, meu nome é Cristina, mas pode me chamar de mãe ou Cris.
– O-Ok. — Falei, quase sem entender nada.
Fomos até Grace, que estava tão surpresa quanto eu, por terem me escolhido.
– Quando ele irá conosco? — Cris perguntou.
– Apenas amanhã e, em alguns dias iremos ver se ele se adaptou à sua família.
– Tá, muit... Opa, amanhã de tarde?
– Sim, algum problema?
– É que eu estarei no cabelereiro... Amor?
– Eu vou viajar hoje à noite.
– Eliza? — Apelou. — É só buscá-lo e levá-lo para casa, aliás, você será trazida pelo motorista.
– Mãe, olha minha cara de quem vai fazer isso. — Respondeu brava.
– Leonard? — Ela perguntou. — Por mim?
– Mããe! Você não vai usar o meu namorado como babá.
– Eu não preciso de babá, já sei cuidar de mim mesmo. — Me defendi. Quem ela pensa que é?
– Fiquei quieto porque a conversa ainda não chegou no fraldário. — Rebateu.
– Não comecem a brigar agora! — Charlie disse.
– Ok, eu busco. — Revirou os olhos.
– Obrigada, você é o melhor genro que eu podia ter. — Sorriu. — Agora vamos arrumar tudo para que você possa ir amanhã. — Ela falou e foi para o escritório em que a Grace esperava-a, junto com o seu marido.
– Eu vou esperar no carro. — A enjoada falou e saiu.
Aquela idiota pensa que é quem para falar da minha idade? Ele dizia que eu era a sua criança, mas só ele.
– Que idade ela tem? — Perguntei.
– Quinze.
– E você?
– Dezesseis. — Sorriu.
– Então como pode dizer que eu estou no fraldário? — Perguntei irritado.
– Não dá bola, é ciúmes, ela quer os seus pais apenas pra ela.
– Como consegue namorar essa menina?
– Boa pergunta. — Riu novamente. — Ei... Hazza. — Sorri.
– O quê?
– Você ficaria muito melhor com cabelos cacheados. — Sorriu e saiu.
Cabelos cacheados...
~~Flashback~~
– Esse "ele" é aquele idiota?
– Sim. — Vi que tentava entender meus pensamentos pelo modo que me encarou. — No dia que você me encontrou estava fazendo dois anos que ele havia sido adotado pela Grace.
– Hm. — Murmurou, pensativo. — Mas eu não sabia de uma coisa.
– O que?
– Você ficou todo caidinho por mim quando me viu. — E abriu um sorriso. Provavelmente corei porque ele caiu na risada.
Ah, se ele soubesse que "caidinho" é pouco para o que eu estava.
Notas finais
Se a fic estiver meio ruim, me avisem, ok?
Espero que tenham gostado :))))
Peço que, mesmo que Haylor esteja ficando "maior" a cada dia, nunca desistam de larry porque né #bravery
Amo vocês ♥
bjbj :*
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