Notas iniciais
OOOOOi, a Lu me fez postar agora...
Take me home foi vazado :(
maaaas LT é perfeitaaaaaaaaaaaaaaaa ♥
enfim, aproveitem
bjbj :*

Dia 19/02, domingo.

- Podemos ir junto? — Phoebe pediu.

- Não dá, garotas. Isso é uma coisa pessoal da mãe da Eliza.

- Então porque você vai? — Daisy perguntou brava.

- Porque eu que "dei a ideia". — Falei revirando os olhos. — Na verdade, eu só comentei, mas ok.

- Vamos logo, Leonard! — Minha mãe reclamou.

- Tchau, meninas, eu estarei de volta daqui a pouco. — Disse e entrei no carro.

Eu estava indo na casa da Elizabeth, onde iríamos para um orfanato procurar alguma criança, tudo isso pois ontem eu havia perguntado "Porque não adota um?". Logo de cara ela se apaixonou pela opinião e ficou pedindo insistentemente para o seu marido se eles não poderiam fazer isso.

"Claro, o que te deixar feliz, eu ficarei também" disse sorrindo e ela pulou de animação, já Elizabeth queria me matar por ter dado a ideia, eu até achei engraçado vê-la assim, mas acabamos não fazendo sexo por isso.

Ficou decidido que hoje, às 14:30, iríamos a um orfanato procurar alguma criança entre nove e dez anos. O motivo de não ser um bebê é que, ela havia pesquisado e, são muito difíceis de encontrar algum saudável e "bonitinho", ou seja, ela quer uma criança perfeita.

Mas eu, como o Leonard de sempre, já estou vinte minutos atrasado. Me despedi da minha mãe e fui correndo tocar na campainha.

- Oi, mooooi...

- ENTRE LOGO! — Cristina gritou e me puxou pelo braço. — Vamos rápido. — Saiu andando até a garagem e nós fomos atrás. Nunca tinha visto ela assim, com tanta animação e felicidade.

Foi só entrarmos no carro que eu podia ouví-la se movendo a cada cinco segundos. Olhei a Eliza que estava quietinha ao meu lado. Peguei sua mão com carinho e ela sorriu de canto.

- Ei, não importa se tiverem outro filho, você sempre será a garotinha deles. — Eu sussurrei em seu ouvido e ela me abraçou.

- Obrigada, moi. — Beijou minha bochecha. Eram raros momentos assim que eu pensava "ela é uma garota normal", mas logo ela estragava falando besteiras. — Só tenham cuidado ao dirigir agora, ou nós podemos morrer. — Disse mais alto do que precisava para chamar a atenção de sua mãe, que se moveu desconfortavelmente no banco. Viu? ela SEMPRE faz isso, parece que gosta de estragar a felicidade dos outros, realmente não entendo como pode ser tão irritante.

- Chegamos. — Charlie disse e nós saimos do carro. Observei tudo, era um grande prédio, com jardim e uma piscina. Tudo muito enfeitado e colorido. Parecia ser um ambiente alegre, porque vi várias crianças se divertindo nos balanços do jardim. — Vamos entrar. — Entrelacei minha mão na da Eliza e fomos indo atrás deles.

- Ah, bom dia, senhores. Eu sou a Grace, coordenadora desse orfanato. Vieram ser voluntários, adotar ou trazer alguma criança para viver conosco? — Perguntou uma senhora.

- Queríamos adotar. — Cristina falou feliz.

- Claro, claro, mas primeiro iremos mostrar como eles vivem por aqui, para verem como está tudo de acordo com o normal. Sigam-me. — Pediu. — Aqui temos a sala de refeições, lá é a cozinha, nós mantemos uma dieta para eles sem qualquer besteira como refrigerantes, chocolates ou algo assim. — Arregalei os olhos ao ouvir. Como assim sem chocolate? — Os quartos são separados em sua maioria, mas nós temos uma grande quantidade de pessoas aqui "hospedadas", então, às vezes eles tem que dividir com um colega de quarto. Bom, por ali ficam as salas de au... — Parei de prestar atenção nela assim que ouvi uma voz meiga cantando. Olhei ao redor, procurando o dono da canção, mas não achei ninguém, apenas duas ou três crianças correndo.

- Com licença, vocês tem aula de canto? — Perguntei.

- Não, por enquanto. — Respondeu e voltou a falar sobre as instalações que tinham aqui.

- Eu já volto, vou... beber água. — Falei à Eliza e saí. Fui seguindo a voz e aproveitei para ver como era tudo.

Andei até o fim do corredor, que era cheio de portas. Algumas delas estavam abertas, mas não havia ninguém por lá. Continuei caminhando e cada vez a voz ficava mais alta. Cheguei à penúltima porta que estava entreaberta e era de lá que vinha a música. Entrei vagarosamente, fazendo que o menino não me escutasse.

Ele estava sentado em uma mesa de costas para mim, com seus pés balançando no ritmo da batida. Possuia cabelos curtos e lisos, além de uma voz linda.

- Com licença. — Falei sorrindo e ele deu um pulo, provavelmente assustado. — Ei, me desculpe, só queria te dizer que cantas muito bem. — Ao dizer, ele foi se virando e, quando me viu, corou. Tinha olhos verdes que, na verdade, eram os mais bonitos que eu já tinha visto.

- Ah, obrigada. — Respondeu olhando pro chão e saiu de cima da classe, ficando de frente para mim. Provavelmente era mais novo do que eu e conseguia ser mais alto. Injusto essa minha vida de baixinho.

- Qual seu nome?

- Harold e o seu? — Perguntou e, só agora, olhou diretamente para os meus olhos.

- Leonard. — Sorri. — Mas pode me chamar de Leo.

- Ok, Leo. — Falou e voltou a corar. Que amor, parece uma garota fazendo isso. — Pode me chamar de Harry.

- Gosta de cantar, Harry?

- Um pouco.

- Saiba que é muito bom nisso.

- E você? Canta?

- Um pouco. — Respondi imitando-o, que sorriu.

Ele trajava um uniforme azul, que consistia em uma calça dessa cor, uma camiseta branca com um blazer por cima, e, nele tinha a sigla "CF" em dourado. O das meninas era praticamente igual, mudando apenas a cor, que era rosa.

- O que significa CF? — Perguntei a ele apontando para sua roupa. Ok, eu queria quebrar o clima, mas não sabia o que perguntar.

- "Crianças felizes", é o nome do orfanato.

- Você não parece muito feliz. — Eu falei. É, tenho esse hábito de dizer o que penso na hora.

- Se fosse você que viveu em um orfanato, vendo todos os seus amigos sendo adotados e te deixando sozinho, também não ficaria. — Disse chateado. Até pensei em abraçá-lo, mas ele provavelmente estranharia.

- Ah. — Respondi simplesmente.

Ele parecia um anjinho com aqueles olhos verdes e suas covinhas.

- Você veio adotar alguém? — Perguntou.

- Não, a mãe da minha namorada que quer um garoto.

- LEONARD, CADÊ VOCÊ? — Ouvi a Eliza gritando.

- AQUI. — Respondi alto para que ela ouvisse.

- Eu estava te procurando a uns dez minutos. — Falou irritada.

- Me desculpa. Cadê sua mãe, eu achei um menino que ela pode gos... — Antes de terminar os dois estavam na porta.

- Venham, ela vai nos mostrar as crianças agora. — Cristina falou.

- Espera, quero te apresentar a ele. — Apontei para o garoto que nos olhava assustado. — Harold, essa é a Cristina. — Falei e pude ver os seus olhos brilharem, provavelmente gostou dele.

- Ah, que rapazinho mais lindo. — Sorriu. — Qual sua idade, querido?

- Q-Quinze. — Respondeu envergonhado enquanto enrolava a ponta dos cabelos com seu dedo.

Ele era um ano mais novo do que eu e parecia tão indefeso.

- Charlie, não pode ser ele? Por favoooor? — Pediu rapidamente.

- Mas querida, você não queria um mais novo?

- Eu sei, mas olhe que criança linda.

- Ei, eu não sou criança. — O mais novo resmungou baixinho e eu ri para ele.

- O que você acha, filha? — Charlie perguntou.

- Tanto faz a idade, só vamos logo. — Reclamou, como sempre.

O seu pai respirou fundo, pensou por alguns segundos e logo sorriu para a esposa.

- Claro, pode ser ele.

Harry começou a ficar inquieto.

- Vocês vão me adotar?

- Sim. — Eu respondi.

- Venha, querido. Vamos cuidar de tudo para que possa ir o quanto antes pra nossa casa. — Sorriu. — Ah, meu nome é Cristina, mas pode me chamar de mãe ou Cris.

- O-Ok. — Falou ainda surpreso com tamanha rapidez dela.

Fomos até aquela coordenadora, Grace, e o Charlie estava conversando com ela sobre alguns formulários que precisariam assinar e tudo mais.

- Quando ele irá conosco? — Cris perguntou.

- Apenas amanhã e, em alguns dias iremos ver se ele se adaptou à sua família.

- Tá, muit... Opa, amanhã de tarde?

- Sim, algum problema?

- É que eu estarei no cabelereiro... Amor?

- Eu vou viajar hoje à noite.

- Eliza? — Apelou. — É só buscá-lo e levá-lo para casa, aliás, você será trazida pelo motorista.

- Mãe, olha minha cara de quem vai fazer isso. — Respondeu brava.

- Leonard? — Ela perguntou. — Por mim?

- Mããe! Você não vai usar o meu namorado como babá.

- Eu não preciso de babá, já sei cuidar de mim mesmo. — Harry se defendeu.

- Fique quieto porque a conversa ainda não chegou no fraldário. — Rebateu.

- Não comecem a brigar agora! — Charlie disse.

- Ok, eu busco. — Revirei os olhos. Família unida essa, hein?!

- Obrigada, você é o melhor genro que eu podia ter. — Sorriu. — Agora vamos arrumar tudo para que você possa ir amanhã. — Ela falou e foi para o escritório em que a Grace esperava-a, junto com o seu marido.

- Eu vou esperar no carro. — Elizabeth falou chateada e saiu.

O garoto continuava enrolando seus cabelos. Eu sorri. Era a cena mais fofa que já tinha visto, até porque, ele estava fazendo bico, provavelmente ainda pensando em ter sido chamado de criança.

- Que idade ela tem? — Perguntou, me tirando dos meus devaneios.

- Quinze.

- E você?

- Dezesseis. — Sorri.

- Então como pode dizer que eu estou no fraldário? — Perguntou revoltado e eu ri.

- Não dá bola, é ciúmes, ela quer os seus pais apenas pra ela.

- Como consegue namorar essa menina?

- Boa pergunta. — Ri novamente. — Ei... Hazza. — Apelidei-o novamente, que me olhou tentando conter um sorriso.

- O quê?

- Você ficaria muito melhor com cabelos cacheados. — Sorri de canto e fui atrás da Eliza antes que ela ficasse mais brava ainda.

Entrei no carro e a vi chorando... CHO-RAN-DO! Ela faz isso quando quer algo e não consegue, mas, fora isso, é muito raro derrubar uma lágrima sequer, sendo de raiva ou tristeza.

- Moi, não me veja assim. — Murmurou colocando a mão na frente dos olhos.

- Ei, não tem problema. — Sussurrei chegando mais perto. — Fique tranquila, estou do seu lado. Não vou te abandonar. — Ao falar isso, ela me abraçou rapidamente, escondendo sua cabeça no meu peito. Eu retribuí o abraço e comecei a mexer em seus cabelos ondulados.

- Ele vai tomar o meu lugar. Eles já nem tem tempo para mim, imagina agora. — Falou chorosa.

- Que besteira, Eliza, eles te amam e com certeza, muito mais do que esse menino. — Disse tentando consolá-la.

- Moi, você vai ficar ao meu lado, não é? — Perguntou e só então me olhou nos olhos. — Para sempre? — Ela estava com o nariz e as bochechas vermelhas, os olhos inchados e uma expressão deprimente. Eu não queria prometer nada que não pudesse cumprir, mas fiquei com tanta pena que acabei concordando.

- Enquanto você me amar, nós ficaremos juntos. — Disse e ela sorriu de canto.

- Obrigada. — Eu sequei suas lágrimas e dei um selinho nela.

Tentei conversar algo para fazê-la esquecer isso por alguns minutos, mas logo seus pais chegaram.

- Está tudo certo. — A Cristina falou feliz.

- Normalmente teríamos que fazer uma entrevista e ficar em uma fila de espera, mas, como todos na cidade e fora daqui nos conhecem, foi muito mais fácil. — Charlie disse sorrindo.

- Mas como foi tudo tão rápido? — Perguntei. — Geralmente demoram meses.

- Quem tem dinheiro se vira. — Sorriu mais.

- Para adotar não precisamos pagar, elas não são objetos e sim crianças. — Falei incrédulo. — Não acredito que subornou aquele orfanato! — Praticamente gritei.

- Olha só, seu menino mal educado, se eles aceitaram meu dinheiro é porque isso pode acontecer! Ninguém me diz o que é certo e o que não é! — Disse bravo.

- Calma, amor. — Cristina falou.

- É, não diga essas besteiras para o Leonard! — Elizabeth me defendeu.

- Eu vou ir a pé. — Fui abrindo a porta do carro.

- Não, moi, fica. — Eliza pediu. — Eu preciso de você.

- Depois vai lá em casa então. — Falei. — Até. — E saí do carro.

Liguei para o Luke.

- Gostoso. — Ri. — Vem me buscar?

- Onde você está, gatinho? — Perguntou.

- Nem sei.

- Muito bom, esperto. Como vou te buscar?

- Eu sei que é perto do orfanato "Crianças Felizes". — Disse, porque, na verdade, eu já havia andado umas duas quadras.

- Que nome mais falso. A Egolizabeth já adotou alguma criança feliz? — Perguntou rindo com o seu trocadilho.

- Sim, um garoto com uns quatorze, quinze anos, sei lá. — Dei ombros.

- E porque eles não te deram carona?

- Eu meio que discuti com o pai dela, mas cara, ele pagou para não ter que esperar na fila como todos os outros e levar o menino para casa amanhã. Ora pagar em um orfanato.

- Não acredito que ele subornou-os.

- É, pra variar um pouco. — Revirei os olhos.

- Com quem está falando, Lili? — Ouvi uma voz baixinha.

- Com o meu gatinho, Leonard. — Riu.

- Chama ele pra vir aqui em casa. — Logo entendi que se tratava do Nick.

- Ok, eu vou ir aí te buscar gatinho, não me espera em uma esquina porque eu não quero nenhum trabalho seu, ouviu? — Falou rindo e desligou.

Ora trabalho meu, que garoto educado mesmo, eu sou um menino de família, rum.

Fiquei esperando-os enquanto mexia no meu celular. Logo escuto uma buzinada. Levantei a cabeça e vi o carro da mãe do Nick. Fui até ele e entrei.

- Oi, pessoal. Obrigada, tia Maura. — Sorri.

Na grande verdade, Nick havia se mudado para cá, Londres, na segunda série e desde então somos amigos, ou seja, ele me conhece muito bem.

O motivo de terem vindo da Irlanda? Queriam melhores condições de trabalho, ou algo assim.

- Ah, querido, de nada. — Sorriu gentilmente. — Os meninos me contaram o que houve e, sinceramente, não sei o que você vê naquela garota. — Balançou a cabeça negativamente enquanto dirigia. — É um menino lindo, dedicado, que vai bem nas notas, pratica esportes, é gentil, conversa bem, mas prefere uma pessoa esnobe e mal educada, realmente não entendo. — Falou e eu ri.

- Nem eu me entendo às vezes. — Murmurei. Óbvio que, fora os meninos, ninguém mais sabia os motivos do nosso namoro.

- Na verdade, o Leonard é gay, mas não admite. — Luke falou rindo.

- Olha quem falando. Eu vi você e o Zack na piscina esses dias... E na MINHA piscina ainda! — Disse sorrindo maliciosamente.

- É verdade? — Nick perguntou quase que em um murmuro.

- N-Não. — Luke disse. — O Zack estava se afogando... Qual é, vocês sabem que ele não nada.

- Claro, claro. — Eu ri. Não sei se é verdade ou não, mas o fato é que ele estava super nervoso.

- Garotos, não importa a sua sexualidade e sim que são muito amigos e se respeitam. — Ela sorriu gentilmente. — E que eu amo vocês.

Como eu queria que meu pai fosse assim, claro que sou hétero, mas me irrita de um modo inacreditável a sua homofobia ridícula. Minha mãe sempre me aceitou do jeito que eu sou e ela, com certeza, iria me apoiar em qualquer decisão minha.

- Mããe, eu não sou gay. — Nick falou.

- Não importa se é ou não, só quero que saiba: eu vou estar ao seu lado sempre. — Sorriu. — Querem ir lá pra casa?

- Clar... — Antes do Luke terminar, o loiro interrompeu-o.

- Não vai dar, o Luke tem que estudar, amanhã temos prova, mas só ele não estudou ainda. — Disse friamente. — Leonard, você quer ir?

- Pode ser. — Concordei, apesar do clima estar muito tenso.

- Ah, é, eu tenho que estudar. — Ele mentiu chateado, mas logo sorriu, fingindo estar bem.

- Ok, então vou te deixar na sua casa. — Ela falou e continuou dirigindo.

O meu celular começou a tocar e, com medo de que seja a Elizabeth, vi o visor. Era o Zack.

- Oi.

- Que voz de defunto é essa?

- Depois te explico.

- Vamos pra casa de quem? - É, nos fins de semana e até em dias de semana mesmo, nós sempre íamos de casa em casa.

- Eu estou indo no Nick, mas acho que... — Fui interrompido pelo irlandês.

- Não o chame. — Disse rapidamente.

- O que houve, cara? Ele está bravo comigo? — Zack, que provavelmente ouviu, me perguntou.

- Longa história, depois a gente conversa.

- O Luke vai estar com vocês lá?

- Não, ele vai pra casa.

- Ok, avise-o que eu vou passar lá. — Fiquei meio relutante, mas acabei concordando. — Até amanhã, lindo. — Riu e desligou.

- Ele vai ir na sua casa. — Eu tive que dizer, mas falei baixinho.

- Ah, ok.

- Espero que se divirtam. — Nick falou ríspido assim que chegamos na frente da casa do Luke, onde o Zack estava esperando-o. Ele nos viu e veio cumprimentar a todos.

- Mãe, vamos rápido. — Pediu.

- Calma, o seu amigo está vindo. — Sorriu gentilmente. Provavelmente ela sequer havia notado tudo que aconteceu. Na verdade, Nick sempre teve muito ciúmes de todos que chegavam perto do Luke e era tão óbvio que, como eu tinha namorada, o único que poderia "atrapalhar" é o Zack. A coisa que contradiz tudo isso é que eles não são namorados, ficantes e muito menos gays.

- Olááá, Maura, Nini, Leo! — Disse sorrindo como sempre.

- Está animado? — Nick perguntou.

- Com o que?

- Em ficar sozinho com o Luke. Agora pode fazer tudo o que quiser.

- Mas como ass...

- Esquece. — Cortou-o rapidamente. — Vamos, mãe, por favor. — Pediu e, pela sua voz, estava quase começando a chorar. Ela me "mandou" um olhar pedindo ajuda e eu assenti, então começou a dirigir.

Quando chegamos em sua casa, o loiro saiu correndo para o seu quarto e eu fui atrás.

Achei-o jogado na cama enquanto abraçava uma almofada que era um trevo de quatro folhas. Ainda me lembro daquela cena:

~~FLASHBACK~~

- Feliz aniversááário! — Gritamos todos juntos.

- Awn, uma festa surpresa?! Quem fez? — Perguntou animado com aquele sorriso meigo de sempre.

- O Luke que nos contou e nós só ajudamos. — Zack disse.

- Luuuuuuuuuuuuuuuke! — O loiro pulou nele, que quase caiu no chão.

- Eu tenho um presente pra você. — Sorriu.

- Tudo isso já foi um presente. Além da sua amizade, eu não preciso de mais nada.

- Ok, então é algo que, quando eu vi, me lembrei de você. — Falou e foi pegar o tal objeto. Voltou com um embrulho verde. — Espero que goste.

- Claro que irei gostar. — Riu e começou a abrir desesperadamente, morrendo de curiosidade. Era uma almofada em forma de trevo de quatro folhas.

- Tem dois sentidos. O primeiro é óbvio, representa a Irlanda, então, sempre vai ter algo te lembrando daonde pertence. E, o segundo é que significa sorte, ou seja, você é o meu amuleto de sorte. — Sorriu. — Além do que, quando tudo parecer perdido, realmente estiver triste e não souber o que fazer, abrace a almofada, logo algo bom acontecerá com você. — Falou. - Ou é só me ligar que eu te socorrerei. — Riu meigo. O Nick, como o sensível que sempre foi, começou a chorar e abraçou-o.

Todos ali presentes sabiam como era forte aquela amizade e como se amavam. Claro, como melhores amigos.

~~Flashback off~~

- Ei, garotinho loiro, não fique triste. — Me sentei na ponta da cama.

- Eu não acredito que ele fez isso. — Falou choroso e só então notei que a almofada já estava toda molhada de tantas lágrimas.

- Isso o que?

- Ele... ficou com o Zack. — Murmurou como se não quisesse admitir. Logo eu "descobri" o que fazer.

- Mas o que você tem a ver com isso? Não aceita que ele é gay?

- Não tem nada a ver com isso, mas o Zack... vai roubá-lo de mim.

- Claro que não, vocês serão amigos e eles namorados.

- Mas... mas eu não quero que eles sejam namorados.

- E porque?

- Ele é meu! Sempre foi meu e o Zack não o conhece como eu! Não o ama como eu! — Falou convicto.

- Não o ama como você?

- É! Eu SEMPRE amei o Luke, então o ZACK NÃO PODE CHEGAR AQUI QUERENDO ELE, PORQUE ELE JÁ É MEU! — Disse irritado.

- Mas você o ama como amigo e Zack o ama como mais do que isso.

- NÃO! NÃO! NÃO! O ÚNICO AMIGO AQUI É O ZACK! EU QUE O AMO MAIS DO QUE AMIGO, EU, NÃO AQUELE IDIOTA TATUADO QUE ACHA QUE PODE ROUBAR O MEU LUKE! — Gritou e eu sorri. Logo ele se deu conta de tudo que falou e corou tanto, mas tanto que eu pensei que iria passar mal. — L-L-Leonard, você não vai contar nada pra ele, né.

- Será que eu conto ou não? — Me perguntei brincando. — Acho que sim. — Ri.

- Não, não, não, por favoooor. — Falou manhoso. — Eu faço quantos favores você quiser.

- Ah, com essa condição eu até não conto. — Brinquei. Ele não precisava me subornar pra isso. Cada um tem o seu tempo para se declarar e, se ele não quer fazer isso agora, eu irei respeitar. Meu Deus, pareço o Luke falando.

- Mas sei lá, cara. Imagina se agora eles estão se beijando... ou pior do que isso... — Falou chateado.

- Que nada, ele está preocupado com o modo que você o tratou hoje.

- É, eu fui um idiota.

- Concordo. — Sorri. — Hey, vamos lá pra casa? A Eliza vai ir jantar lá e eu não suporto mais ela.

- Mas coitada, cara. Vai ser substituida por uma criança.

- Pior que é um pré-adolescente. Deve ter uns quatorze anos. Eu que "achei" ele.

- Hmmm, ele é legal?

- Parece ser, pelo menos.

- Quem sabe eu me interesse por ele... — Riu. — Boa piada, Nick. — Disse a si mesmo. — Eu gosto mesmo é daquele crianção.

- Criança é você... — Joguei um traveseiro nele. — Vem na minha casa ou não?

- Ok, vou ir. Calma! — Reclamou e foi ao banheiro. — Ela que ouse falar que eu estou gordo! — Disse alto para que eu escutasse.

- Mas Nick, quem sabe seja verdade. — Falei rindo.

- Gorda são as pernas nojentas que ela tem. — Disse.

- E falando em pernas, fazem uns quatro dias que eu não faço sexo. — Reclamei.

- Ui, necessitado.

- Sou mesmo, se eu tenho que aguentar ela, que seja de acordo com as minhas necessidades.

- Mas ela é boa de cama? — Me perguntou rindo. — Garanto que não, porque com aquela gordura em excesso...

- Pior que é. — Ri, ignorando tudo que tinha dito depois da pergunta. Ao vê-lo pronto, peguei meu celular e pedi carona para a minha mãe, que logo concordou. — Vamos, gay. — Ri.

Notas finais
gostaram?
não sei se notaram, mas as personalidades são um pouco diferentes. A Elizabeth é tarada e irritadinha na maioria do tempo, já o Harry é mais "ousado", ah, logo vocês descobrem
outra ask: Niam ou Ziam? (provável que Niam vença, mas quero saber mesmo assim
o passado do Harry vem depois, mas... tadinho :(
enfim...
bjbj :*