Notas iniciais
Postando novamente~~
OOOOi, beeeem vindos a minha fic meio lixo, mas que eu amei escrever :)
Espero receber reviews u.u
É dedicada a todos que me ajudaram e acompanharam...
P.S. Eu fui muito esperta e criei a fic sem pensar em título, sinopse,etc, então fui criando na hora mesmo ASUIASHAUSHASUAH
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P.S.² eu tive que postar novamente, então curtam aí novamente
P.S.³ me avisem se eu errei na troca dos nomes

~~Vai demorar um ou dois capítulos pra ter yaoi, porque isso é só introdução, mas quando tiver, vai ter bastante~~

Dia 17/02, sexta-feira.

~~POV Leonard on~~

Peguei o casaco, meu celular e desci as escadas rapidamente.

– Vai aonde, filho? — Minha mãe, Jay, perguntou.

– Na casa da Eliza. — Disse.

– Volte cedo, não às duas da manhã novamente, você também tem casa, não se esqueça. — Falou fingindo estar brava, mas logo sorriu. — Diga que eu mandei um oi.

– Tá, mãe. — Concordei sem sequer ouvir e saí. Nossas casas ficavam a um quarteirão, então fui a pé, como sempre.

Faltava algo como uma quadra para chegar e logo ela estava me ligando.

– Alô?

– LEONARD, CADÊ VOCÊ? — Praticamente gritou, impaciente. Eu até já havia me acostumado com esse jeito mimado e irritante que ela tem, mas às vezes me dava vontade de mandá-la calar a boca.

Provavelmente estão se perguntando "então porque namora ela?", ok, aí vai a resposta: meu pai é um idiota que se aproveita de mim. Quer dizer, no sentido figurado. Ele tem uma revendedora mundial de carros e motos, o que nos dá muito dinheiro, algo como, sei lá, milhões por ano, mas voltando ao assunto, o pai da Elizabeth, o Charlie Jane (N/a: eu que inventei o nome) é um sócio muito importante que colabora bastante para nossa empresa crescer e toda a palhaçada lá. Por esse motivo, meu pai "decidiu" que eu iria namorar com ela, ou seja, para assegurar o dinheiro que vinha do seu pai.

Minha mãe sabe que isso acontece e, por sinal, odeia a Elizabeth, mas não pode fazer nada, pois meu pai não escuta ninguém, nem eu mesmo. Uma vez eu terminei com ela e fui, literalmente, espancado, é. Nem sempre as pessoas ricas são as mais felizes.

– Já estou chegando. — Respondi suspirando.

– Rápido, logo nós iremos sair. — Falou e eu concordei. — Tchau, moi. Te amo. — Disse e desligou. Me irritava muito esse "apelido", porque era irritante e "amorzinho" demais.

E isso era o pior, ela realmente me amava. É claro que eu não odiava ela, mas nem amizade chegava a ser.

Cheguei em frente a sua linda mansão e bati na porta.

Uma de suas empregadas mais antigas abriu para mim. Ela devia ter uns quarenta e nove anos, algo assim, mas era a mais confiável, pois cuidou da Eliza desde quando era uma criança. Seu nome era Isabel, mas eu a chamava de Bel.

– Olá, senhor William. — Sorriu gentilmente.

Era a pessoa que eu mais gostava naquela casa, porque conseguiu suportar essa família metida por anos e ainda sim era muito humilde, querida e receptiva.

– Bel, eu já lhe disse, me chame de Leonard. — Sorri de volta e ela concordou com a cabeça, abrindo mais a porta, me deixando passar.

– A senhorita Elizabeth está na sala de visitas te esperando. — Avisou-me e eu fui até lá.

Moooooi. — Disse manhosa assim que me viu e pulou nos meus braços. Beijei-a e ela sorriu.

– Querida, temos que ir logo ou pode não dar tem... — Ouvi uma voz e logo a mãe da Eliza, Cristina, apareceu. Ao me ver, parou de falar. — Ah, oi, Leonard. Bom dia. — Sorriu.

Ela até que era aceitável no quesito "normal", mas geralmente se acha demais e sempre quer comprar tudo, amizades, notas na escola, enfim, tudo.

– Bom dia. — Sorri de volta.

– Bom, vamos indo?

– Aonde iremos? — Perguntei.

– Preciso almoçar algo saudável e nessa casa NÃO SABEM COZINHAR. — Falou mais alto, provavelmente tentando fazer com que a cozinheira escutasse.

Ela estava grávida de cinco meses e era um menino, que, no momento, era a paixão da sua vida. Sempre quis ter um "casal" de filhos e agora seria a chance.

– Tá, mãe, vamos logo. — Eliza disse impaciente como sempre e me puxou pela mão para o carro.

– Cadê o motorista? — Perguntou à filha.

– Como vou saber? — Respondeu com sua educação de sempre.

– Ah, eu não aguento mais esperar de tanta fome, eu dirijo. — Disse irritada e foi para a direção.

Assim que o carro começou a andar eu me perguntei se deveria rezar para continuar vivo ou desejar que o carro batesse em uma árvore, me fazendo parar de aguentá-las pelo resto da minha vida.

Logo seu celular começou a tocar e ela atendeu.

– Mãe, cuidado! — Elizabeth murmurou ao passarmos bem perto de bater em uma moto.

– Quieta! — Disse ríspida. — Ah, ooooi, Kelly! — Falou rindo. — Como você está?

– Ei, porque demorou tanto hoje? — Eliza me perguntou.

– Estava dormindo.

– Mentira. — Falou rapidamente. — Sua voz não era de sono.

– EI, fique calma, não estou te traíndo, amor. — Dei um selinho nela, que logo esqueceu o assunto.

– Sabe, eu vou ter uma festa hoje, quer ir com... — Antes de terminar, tudo aconteceu muito rápido:

Ouvi um grito, que era da Cristina, e fui ver o que havia acontecido, o nosso carro tinha perdido o controle e foi direto para uma parede de uma loja. Em dois milésimos, sentimos o impacto, eu tentei proteger a Elizabeth, abraçando-a, mas não sei se funcionou. Sério, foi tudo tão rápido que eu só notei estar vivo quando alguns segundos se passaram.

Eliza estava imóvel nos meus braços, provavelmente ainda em choque e sua mãe havia batido a cabeça no volante, com sua testa toda cortada e sangrando, murmurou algo que eu não entendi.

Várias pessoas se juntaram ao redor do carro e tentaram nos ajudar. Logo conseguimos sair e a ambulância já estava do lado de fora, assim como a polícia.

Nos examinaram rapidamente, indo direto para a Cristina e colocando-a na maca com o devido cuidado.

Elizabeth começou a chorar, temendo pela sua mãe que estava desacordada.

– Fique calma, dará tudo certo. — Falei para ela e a abracei.

– Com licença, posso falar com o senhor? — Um polícial disse para mim.

– Claro, posso ligar primeiro para a minha mãe? A minha namorada não está muito bem. — Disse.

– Tudo bem. — Falou se afastando um pouco.

Peguei meu celular e disquei rapidamente o número dela, enquanto a Eliza esmagava minha mão.

– Mãe, preciso de você aqui. Tivemos um acidente, eu e a Elizabeth estamos bem, mas a mãe dela foi pro hospital.

– Ah, claro, querido, qual o nome da rua? — Perguntou rapidamente e eu passei, assim que anotou, concordou e desligou.

Em uns cinco minutos lá estava ela saindo do carro aflita vindo na nossa direção. Na verdade, sequer me olhou, foi direto abraçar a Elizabeth, que ainda estava chorando. Minha mãe a odiava por ser tão metida, mas se tem algo que não suporta é ver os outros tristes. Ela é o tipo de mãe que todos querem ter por perto.

Fui falar com o policial, passei todos os detalhes e ele logo nos liberou para irmos ao hospital. Avisei isso as meninas e fomos no carro da minha mãe.

Assim que chegamos, fomos direto na recepção.

– Com licença, uma senhora grávida acabou de chegar em uma maca. Seu nome é Cristina Jane, pode me informar em que quarto está ou o que houve com ela?

– Ah, claro... — Olhou o seu computador. — Ela está no quarto 204 sendo examinada, vocês são da família?

– Eu sou a filha dela. — Eliza disse ainda trêmula. Ela podia ser metida, esnobe, ridícula, fútil, mas também era sentimental e amava muito sua família.

– Ok, pode passar então. É nesse mesmo andar, no fim do corredor à direita. — Falou sorrindo e eu agradeci, já a Elizabeth saiu correndo.

Quando chegamos na frente do quarto, ela já havida entrado e tinha deixado a porta aberta. Cristina estava deitada de olhos abertos, conversando com a Eliza. Seu nariz e bochechas estavam bem vermelhos, provavelmente ela teria chorado muito. Além da testa que estava com um curativo grande.

– Eu... Preciso dizer algo... — E, antes de terminar, alguém entra no quarto bruscamente, me virei para ver quem era e não gostei muito da resposta: o pai da Elizabeth, Charlie.

Ele era realmente rígido e severo, além de muito (muito mesmo) bravo. Apesar disso, sempre fazia TUDO que a Eliza pedia. Se ela quisesse um unicórnio, ele iria até o fim do arco-íris com um cavalo e faria ele virar um ser mágico brilhante que parece um corno. Ok, ok, talvez não bem isso, mas o fato é que ela era super protegida por ele.

– Cris, o que houve? — Perguntou exasperado.

– Eu...Eu... — Começou a chorar novamente. Drama me irrita muitas vezes, mas se vissem a expressão que ela fazia, provavelmente iriam ficar deprimidos. — Perdi o meu bebê. — Passou a mão pela barriga.

– Algo mais? — Elizabeth perguntou. É, para ela isso seria uma notícia boa. Nunca quis um outro filho para dividir a sua atenção.

Sua mãe a olhou totalmente surpesa, quem sabe agora a máscara de boazinha dela caia. Espero que isso aconteça rápido, porque a minha mãe já quer matá-la e falar umas "poucas e boas", como ela diria.

– Não, você simplesmente perdeu seu irmãozinho. — Falou triste e enraivada ao mesmo tempo.

– Eliza, acho melhor ficar com a sua mãe por um tempo. — Eu disse meio baixo.

– Nããão, moi. Ela está melhor, foi só um susto. Fica mais um tempo comigo? — Pediu manhosa.

– Na verdade, sua mãe não sofreu apenas um susto, ela está triste, porque perdeu um filho, o seu irmão, mostre um pouco de compaixão. E outra, o Leonard vai ir comigo agora. — Minha mãe disse irritada.

– Desculpa, Eliza, até amanhã. — Dei um selinho rápido. — Melhoras, Cris. — Sorri torto e saí junto com a minha mãe. Assim que saimos do quarto eu comecei a rir, não do acidente e sim do barraco que a minha mãe queria fazer.

– Não é engraçado, ela é ridícula, como você aguenta? — Perguntou-me.

– Oras, fale com o meu pai, se não fosse ele, eu já teria arranjado uma garota bem melhor. — Disse.

– Quer saber, eu vou falar mesmo. — Falou decidida e eu entrei no carro dela.

– O pior de tudo era que a mãe da Eliza realmente queria esse bebê. — Disse. — Eu fiquei com pena dela.

– Por trás dessa família riquinha e metida, há humanos também, Boo. Eles também sofrem.

– Nós também somos ricos e não ficamos nos achando.

– Claro, eu te eduquei bem. — Riu convencida.

– Ok, ok, Sra. William. — Revirei os olhos sorrindo.

Logo chegamos em casa e eu fui tomar um banho. Assim que saí, iria ligar para algum amigo meu e sair de casa, mas meu pai começou a gritar.

Desci as escadas com uma calça moletom, sem camisa e secando meus cabelos com uma toalha. Admito, qualquer garota teria pirado no meu corpo seduzente.

– Não acredito que apelou para sua mãe. — Meu pai disse incrédulo.

– Anh?

– Ela me disse que você não quer mais namorar a Elizabeth.

– Eu não falei nada disso, mas se quiser, eu paro. — Sorri. Na verdade, muitas vezes eu já tinha pensado em terminar e tudo mais, mas, da última vez que fiz isso, apanhei, literalmente.

– Não entendo o que vocês tem contra essa menina. Ela é adorável, uma moça de família, linda e gentil. — Ao terminar de falar, minha mãe começou a gargalhar sarcasticamente. Meu pai, ignorando-a, continuou: — Você só precisa ficar junto dela por mais uns meses, apenas isso. Eu e o Charlie estamos quase fechando o contrato. — Sorriu orgulhoso. — Eu já fiz tantas coisas por você e é assim que me agradece? — Perguntou fazendo chantagem emocional.

– Ora essa. — Revirei os olhos.

– Ei, não é culpa dele se a garota é ridí... — Antes da minha mãe terminar, o meu celular começou a tocar e eu agradeci mentalmente quem quer que seja por ter parado com a discussão idiota. Meu pai só pensa nele mesmo, então pra que ficarmos conversando sobre isso, eu já sei a resposta "só fique com ela por mais um tempo".

– Alô. — Falei.

– Leonard, gatinho do meu coração. — Ouvi o Luke e sorri.

– Fala, gostoso. — Disse rindo e meu pai me olhou curioso. Ele era o maior homofóbico que eu conhecia, é sério mesmo. E, por esse motivo, mais tarde, tenho certeza que ele brigaria comigo.

– O que está fazendo?

– Ouvindo um sermão. — Falei na frente deles revirando os olhos.

– Sobre a Egolizabeth? — Perguntou e eu ri do seu apelido. Certa vez ele me disse significava duas coisas, a primeira juntava "EGO" com Elizabeth e o segundo era "Egoísta" com Elizabeth. Eu sempre ouvi-o falando isso e nunca dei bola, até porque achei que combinava, afinal, egocentrismo e egoísmo ela tem de sobra.

Ele não gostava muito dela, muito menos o Nick, que a achava insuportável. Tudo isso porque um dia ela falou que ele deveria perder uns quilinhos, pois, de tanto que comia, já estava engordando, o que era uma grande mentira. Ele podia comer o que quisesse que nunca ficaria gordo. Me lembro que quando ouvi isso comecei a rir e ele ficou super bravo, argumentando que seu metabolismo era rápido e por isso não iria aumentar uma grama sequer em seu peso.

– Sim, eles estão discutindo sobre eu namorar ou não ela, mas e você?

– Eu vou ir no Nick e depois vamos comer algo, quer vir?

– Ahaam, eu vou me trocar e já vou. — Falei. — Tchau, gostoso. — Ri e desliguei.

– QUEM VOCÊ ESTAVA CHAMANDO DE GOSTOSO? PELO SEU BEM, É MELHOR QUE ISSO SEJA APENAS UMA BRINCADEIRA RIDÍCULA E SEM GRAÇA ENTRE UM AMIGO E VOCÊ, PORQUE EU JÁ LHE DISSE, GAY ALGUM IRÁ MORAR SOB MEU TETO.

– Pai, fica calmo, é uma brincadeira. — Disse irritado. — Mas e se não fosse?

– Você não iria ficar aqui.

– Mas porque? — Perguntei.

– Primeiro porque eles são promíscuos, por isso, geralmente tem doenças transmissíveis pelo sexo. Segundo porque sempre estão tentando chamar atenção e em terceiro porque está na bíblia, filho. — Ele falou e eu suspirei. Ele era super católico e seguia fielmente essa religião. Já havia ouvido inúmeras vezes esse mesmo discurso sobre ser pecado e irmos para o inferno. Não sei porque ainda espero uma resposta decente.

– Quem era, amor? — Minha mãe perguntou para mudar de assunto.

– O Luke, eu vou ir lá na casa do Nick com ele, ok?

– Tá, quer que eu te leve? — Perguntou sorrindo.

– Não precisa, vou a pé, é perto daqui. — Respondi e já iria saindo, até lembrar que estava sem camiseta.

– Se cuide e aproveite, mas não vá pelado. — Ela falou com ar de deboche.

Subi as escadas rindo de mim mesmo e fui me vestir. Coloquei a primeira roupa que vi pela frente, peguei meu iPhone, minhas chaves e fui.

– Estou indo. — Avisei alto e saí. Eram dois quarteirões até chegar lá, então coloquei uma música aleatória e fiquei ouvindo.

Comecei a cantar baixinho e pensar na minha vida. Cheguei a conclusão que não é como eu queria, ok, tenho pais ricos, amigos verdadeiros e uma namorada, mas não sei, falta algo para completar. Sabe quando não temos sonhos? Falta o que "perseguir"? É como se eu não tivesse "inspiração" para viver, falta algo para eu ir atrás.

– Ei, já pode parar de cantar. — Ouvi alguém falando e, quando comecei a prestar atenção ao meu redor, já estava na frente da casa do Nick, com o Luke ao meu lado.

– Ah, cara. Nem tinha te visto. — Falei e ele me olhou confuso.

– Como não se a gente veio conversando por uma quadra?

– Será que eu me droguei? — Perguntei rindo.

– Entrem logo, vocês demoraram muito e eu estou com fome. — Nick falou assim que abriu a porta.

– Nós não vamos sair para comer? — Luke perguntou.

– Não, o Leo vai cozinhar algo. — Falou.

– Haha, boa piada. — Eu disse sarcástico.

– Não é piada, meus pais saíram e eu estou com fome, ainda não jantei e já está de noite.

– Vamos pedir uma pizza, é mais confiável do que eu cozinhando. — Falei.

– Ok, ok, mas que venha rápido então. — Reclamou e eu fui pegar seu telefone para ligar.

É, eu saía mexendo na casa dele como se fosse minha. Eu, o Luke e o Nick nos conhecemos desde a segunda série, sendo que agora estava no segundo ano, com dezesseis aninhos.

Liguei rapidamente e fui para a sala onde os dois estavam conversando no chão. Nick com a cabeça no colo do Luke e este fazendo cafuné em seus cabelos loirinhos.

– Ei, casal lindo, podem parar e dar bola pra mim? Eu estou de lado. — Murmurei fingindo estar triste.

– Awn, não fica assim. — Nick de repente se levantou e pulou em mim, quase me derrubando no chão.

– Devolve o meu irish. — Luke disse enciumado.

Aqueles dois realmente pareciam um casal, mas eu já havia me acostumado com todas as carícias, apelidos carinhosos, ciúmes, etc.

– Ok, podem ir se comer e me deixem sozinhos, nem que... — Antes de terminar a minha fala, a campainha tocou, fazendo o Nick sair correndo para a porta.

– PIZZAAAAA! — Gritou e logo o Luke foi atrás com o dinheiro, porque aquele esfomeado só se importa com a comida, é capaz de pegar a caixa e fechar a porta na cara do entregador. — SEU IDIOTA, COMO ME ASSUSTA ASSIM? — Ouvi-o gritando novamente e estapeando alguém, com pena do Luke, fui ver o que tinha feito de errado. Mal eu sabia que não era o Luke e sim o Zack.

– Mas como eu iria saber que estava esperando a pizza? — Perguntou injustiçado e eu comecei a rir.

– Oras, tem que imaginar, está no horário da janta, aliás, por falar nisso, o senhor se atrasou. — Apontou para um relógio que ficava na parede.

– Ok, ok, me desculpe, Sr. Horan. Depois eu te recompenso. — Disse sorrindo.

– É? Como? — O loiro perguntou curioso e inocente.

– Com um beijo. — Sorriu malicioso, enquanto o outro ficou corado.

– Parou a palhaçada, ele é meu. — Puxou o Nick pela cintura e o abraçou.

Eu e o Zack começamos a rir.

– Eu não faria isso, Luuuke. — Provocou. — Estou com uma garota.

– "Está" tipo namorando, pegando, fazendo sex...

– MODOS! — Luke me interrompeu.

– Desculpa. — Murmurei.

– Sei lá, cara. Ela é diferente.

– Viiish. — Nick sorriu. — Espera, uma história romântica só fica legal com uma música. — Falou rindo e nos chamou para irmos até a sala. Me sentei ao lado do Zack em um dos sofás e o loiro ficou com o Luke no outro. Pegou seu iPhone e escolheu uma música qualquer. — Deu, pode falar. — O moreno revirou os olhos.

– Ok, como vocês sabem, o Leonard lindo aqui me apresentou a ela. — Apontou para mim e eu sorri. — Pois é, de início eu só pensei em como ela era linda e tudo mais, mas quando a conheci de verdade... Parece que eu não vivo longe dela, fico pensando o que ela está fazendo, se está lembrando de mim, sorrindo, ou triste... E quando a vejo esqueço tudo que planejava falar, simplesmente encaro aqueles olhos azuis e tudo desaparece da minha mente. Além do mais, ela tem um jeito meigo e inocente, mas ao mesmo tempo consegue ficar brava rapidamente. Eu gosto de provocá-la pra depois fazê-la sorrir, é muito...

– Awwwwwwwwwwwwn, que romântico. — Nick interrompeu-o. — Mas acabou a música, ou seja, acabou a história.

– Como você consegue atrapalhar todo um "discurso" falando essa besteira? — Luke perguntou rindo.

– É um dom natural ser irritante. — Eu falei e o Nick fez bico.

– Ok, ok, eu vou lá na porta esperar chegarem com a pizza e fugir com o entregador. — Falou "magoado".

– Para de besteiras. — Zack riu. — Ok, o fato é que eu amo ela.


Notas finais
Se algum nome ficou trocado, me avisem :(
sério, estou ODIANDO inteiramente ter que mudar os nomes, mas ok, o que eu não faço por um ex-larry :(((((
tive que trocar o "egoleanor" por "egoliza"
quero reviews u.u
espero que tenham gostado ou pelo menos, não odiado
sei lá, digam-me o que acharam...
bjbj :*