Our Family | NamJin

9 IX - Kim: Tempestades sempre passam


Notas iniciais
Tomem a minha demora como revolta de saber que OF já está acabando cries in korean* Esse é o último capítulo e então teremos o epílogo e então, é o fim :(

2017

—Quanto tempo você ainda vai demorar pra voltar, appa? – Jungkook perguntou manhoso e Namjoon sorriu, podendo imaginar o biquinho que seu garoto estava fazendo.

—Daegu foi a última cidade, Kookie, amanhã mesmo eu volto.

—Ainda bem. A gente sente sua falta, pai.

—Eu também, amor. Cuida do seu appa Jin por mim, okay?

—Cuido sim – Namjoon conseguiu ouvir conversa no outro lado da linha – Pai, o appa Jin quer falar com você.

—Passa pra ele, amor. Durma bem, coelhinho.

—Durma bem pai.

E o homem ouviu ainda alguns ruídos antes da voz do marido tomar a linha.

—Estamos com saudade, amor. Eu principalmente – Jin dizia sussurrando – Você vai voltar amanhã, não é?

—Sim, vou chegar amanhã de noite. – Namjoon suspirou – Eu te amo, Jin hyung.

—Também te amo, Namjoon-ssi. Boa viagem.

Jin desligou e largou o celular no balcão da cozinha, voltando para a sala. Eram oito e meia da noite, e estava sozinho para colocar todas as crianças para colocar todas as crianças na cama. Claro que Yoongi o ajudou, colocando os gêmeos na cama e ajudando Jungkook a escovar os dentes. Sem o marido, Jin ficava cabisbaixo, mas ainda tinha que cuidar dos filhos, com exceção de Yoongi, que já tinha completado seus dezesseis anos.

Ele saiu do quarto dos gêmeos depois de ter ligado a babá eletrônica e foi até o outro quarto, dando beijos em Hoseok e Jungkook, antes de dar um abraço apertado em Yoongi.

—Boa noite, meninos – disse sorrindo e fechou a porta depois de uma resposta de todos. Recolheu-se ao quarto e deitou na cama espaçosa, abraçando uma camiseta do mais novo. Dormiu sorridente.

~~*~~

Jin era pai desde 2013, e com toda experiência, já tinha acordado de diversos modos diferentes, nenhum deles muito convencional. Mas ele realmente não esperava ser acordado naquela manhã com Hoseok entrando em pânico no seu quarto.

—Appa! O Yoongi hyung!

O mais velho despertou imediatamente e levantou-se, indo correndo até a sala, onde encontrou a imagem do próprio caos: Jungkook chamando o nome do irmão mais velho, Hoseok tentando acalmar o irmão e Yoongi...

Yoongi estava paralisado, com o telefone no ouvido e lágrimas silenciosas descendo por seu rosto.

—Yoon? – Jin chamou o abraçando e pegando o telefone – Hobi leva o Jungkook pro quarto dos gêmeos, por favor?

O garotinho fez o que era pedido, e Jin finalmente atendeu ao telefone.

—Quem fala?

—Bom dia, nós gostaríamos de falar com o esposo do senhor Kim Namjoon.

—Esse sou eu – o coração de Jin se apertou no peito, uma vez que Yoongi começou a soluçar no seu peito.

—Senhor Kim, somos do Hospital da Universidade Nacional de Seul – a respiração de Jin falhou – O seu esposo sofreu um acidente e acabou de dar entrada na nossa sala de emergência...

—Ele... Ele ia viajar de tarde – o homem balbuciou.

—Senhor, precisamos de um acompanhante para o senhor Kim.

—Eu... Eu estou a caminho. – ele abraçou o filho, que continuava chorando em seus braços – Você sabe me dizer a situação dele?

—Me desculpe senhor, mas não.

—Oh, obrigado.

Ele desligou, sentindo seu mundo desabar lentamente, mas um soluço de Yoongi o trouxe de volta. Jin nesse exato momento era a única coisa que Yoongi tinha, e ele não poderia desabar também.

—Ele vai ficar bem, meu amor – sussurrou para Yoongi e para si mesmo. Beijou os cabelos escuros do filho antes de pegar o telefone novamente. Tinha que avisar seus sogros e descobrir alguém para cuidar dos garotos.

~~*~~

As paredes brancas, o relógio distante e barulhento, o constante fluxo de médicos e enfermeiros era completamente enlouquecedor para os dois, Jin e Yoongi, que estavam lado a lado ali, sem se largar por um segundo. A falta de notícias também os fazia ficar perto de arrancar os cabelos. Uma vez que Jin ligara para os pais de Namjoon, sua sogra imediatamente disse que ficaria com as crianças menores, enquanto o pai de Namjoon os acompanharia ao hospital.

Bom, o pai de Namjoon e Hoseok, que não largou mais o pai, assustado de verdade. Seus irmãos eram apenas bebês e Jungkook acreditou muito bem quando disseram que seu pai estava apenas doentinho, aceitando de bom grado ficar na companhia da avó. Mas Hobi sabia que para Yoongi ficar daquele jeito, alguma coisa séria deveria ter acontecido e se recusou a ficar em casa. Agora, ele voltava da lanchonete do local, onde ele e o avô tinham ido para poderem ter um almoço improvisado, e levava no seu bolso as balas favoritas do irmão mais velho.

—Yoongi hyung – chamou baixinho quando se sentou ao lado do irmão – Eu trouxe as suas balinhas favoritas. Aquelas com formato de Kumamon.

—Obrigado, Hobi – o rapaz sorriu, aceitando o pacote da mão do menino – Você é o melhor.

Hoseok estufou o peito, orgulhoso de ter arrancado um sorriso de Yoongi. Era por isso que seu apelido era Hope, ele era a esperança da família. O avô sorriu orgulhoso também, e Jin não estava diferente. Era bonito de ver o quanto os seus filhos eram unidos.

—Jin-ssi, falaram alguma coisa? – o senhor perguntou e seu genro negou.

—Nada, janginureun.

—Já devem estar vindo então – o homem respondeu, mantendo se positivo. Kim Jihun era o tipo de pessoa que não deixava nada o abalar, e a mente positiva do senhor era tudo o que aquele grupo precisava.

—Que te ouçam, hyung – Jin disse, usando a permissão que tinha recebido há muito tempo atrás para chamá-lo assim.

Eles iriam embarcar em um silêncio profundo novamente, mas Yoongi soltou um ofego pesado e apontou discretamente para uma das portas, onde alguém que nenhum dos três mais velhos gostaria de ver estava parada.

A mãe de Seokjin, Kim Aera.

Ela não era uma mulher agradável, na verdade, não era nada agradável. Sozinha, tinha conseguido convencer seu pai e irmão que Jin deveria sair de casa pela sexualidade que o rapaz finalmente tinha orgulho de contar. O homem ainda tinha tido a vontade de contatá-los quando o casamento aconteceu, mas nenhum deles compareceu, e a última tentativa de aproximação foi feita quando Yoongi finalmente era deles por lei. Obviamente, não ocorreu bem.

O problema era que, entre a mulher e a porta de saída, estavam eles, e Jin não estava psicologicamente e emocionalmente pronto para mais um encontro grosseiro. Seu marido estava internado em um estado do qual ele não fazia ideia! E também, Hoseok não conhecia a mulher, e Jin nem queria que seu raio de sol fosse exposto a tanto ódio.

Mas, infelizmente, a mulher se aproximou com a boca torta em desgosto e claramente iria comentar em algo.

—Seokjin – cumprimentou, ignorando todos os outros. Yoongi, que não gostava nada daquela mulher, disse “naja” baixo o suficiente para a mulher não escutar.

—Aera – o homem respondeu da mesma forma.

—Vejo que não largou esse mendigo – ela se referia a Yoongi – E o outro? Ainda sustenta aquele pivete?

—Mais respeito com meu filho, por favor – Jihun pediu calmamente. – E, caso você ainda esteja fingindo não saber, Jin e Namjoon são casados por seis anos agora.

—Você tentando me dar lição de moral, mas aceita que seu filho macule o meu! Aceita essa... Essa doença! Sinceramente, Seokjin, eu achei que você iria tirar isso da cabeça.

—Tirar o que da cabeça? – Jin perguntou com raiva – Namjoon é o amor da minha vida, essa é a única certeza que eu tenho, além dos meus filhos.

—Eu sei – Aera olhou para Hoseok com nojo, e o garoto se encolheu contra Yoongi, assustado – Um bando de órfãos imundos, pelo amor de Deus. Você já teve mais classe! Nem uma família de verdade foi capaz de montar!

—Família de verdade é onde tem amor, Aera – Yoongi finalmente falou – É onde você se sente bem, é onde você é bem vindo, é onde te amam incondicionalmente – ele repetiu as palavras que Jin tinha lhe dito dois anos atrás.

—Vocês nem sabem o que é amor! – a mulher praticamente gritou. – Nunca vão saber!

—Eu sei sim, senhora – Hoseok se pronunciou – Meu pai Jin ama meu pai Nam, eu vejo.

—Isso não é amor, é confusão! – ela desistiu – Olha só, quando você criar um pouco mais de juízo e perceber o quanto está errado, nós conversamos, Seokjin.

E com isso, a mulher se retirou, deixando um Hoseok confuso para trás e um Jin emocionalmente abalado para trás.

—Appa – o garotinho de oito anos chamou – Você e o appa não se amam de verdade?

—Nós nos amamos sim, bebê – Jin respondeu segurando as lágrimas.

—Então por que ela disse aquilo?

—Algumas pessoas são maldosas, Hobi – Jihun foi que respondeu – E tem inveja de um relacionamento como o do seus pais.

—Ah – o menino soltou em compreensão – Eu acho o amor de vocês lindo, appa. Eu quero ter um igual quando crescer.

—Obrigado, Hope – o adulto sorriu, abraçando seu filho mais novo com todo o amor que tinha no corpo.

~~*~~

Namjoon tinha passado pelo acidente com escoriações leves e o braço esquerdo quebrado, apenas isso. A demora em receberem respostas foi porque ele tinha passado por uma grande bateria de exames para terem certeza que mais nada estava de errado com ele e finalmente, dois dias depois, ele recebeu sua alta e foi levado para casa, onde seus pais estariam temporariamente, já que ambos se prontificaram a ajudar Jin com as crianças, e essas estavam animadas pela pequena “surpresa” dos avós.

Nesse momento, Namjoon e Jin estavam sentados no sofá enquanto os três filhos mais novos se ocupavam em enfeitar o gesso do pai. Jin ficava de olho para ver se seu marido estava desconfortável ou com alguma dor, mas também se deixou divertir e escreveu Propriedade de Kim Seokjin no gesso. E ele não se considerava ciumento.

—Appa, por quanto tempo você vai ficar com isso? – Jungkook perguntou, com seu rostinho riscado de azul.

—Por mais de um mês Kookie – o homem respondeu sorrindo, mas logo se tornou uma careta quando Jimin, em toda sua inocência, cutucou um de seus hematomas – Ai, Jiminie!

—Roxo, appa – o bebê disse curioso e despertou a curiosidade de Taehyung, que também tinha seu rostinho pintado em canetinha amarela.

—É, está roxo, mas dói. Não pode cutucar ali, tá bom bebê? – Namjoon explicou calmamente e Jin logo pegou Taehyung no colo, justo antes dele cutucar o mesmo hematoma.

—Okay, está na hora do banho – anunciou – os três, vamos!

—Pode deixar que eu cuido disso, Jin-ssi – o pai de Namjoon se ofereceu e Jin aceitou de bom grado, podendo relaxar por um segundo ao lado do marido.

—Sabe, tem essa frase – Namjoon falou, dando um selinho no marido – Se você quer ver o arco-íris, tem que aguentar a tempestade.

—Esse é o nosso arco-íris? – Jin perguntou, encarando o marido como quem via uma obra de arte.

—É um deles, eu acredito. Você ter enfrentado sua mãe foi outro. E nós termos nossos cinco filhos foi mais um.

—Realmente – o mais velho se pegou pensativo – Eu não o que seria de mim sem você Namjoon-ssi.

—Nem eu, Jin hyung. Eu sou quem sou porque você me amou.

—E pretendo continuar amando. Pra toda a eternidade – Jin disse sapeca, fazendo Namjoon rir.

—Eu, você nossa família. Não me parece ruim ter isso para sempre.

Os dois riram novamente, já ouvindo seus filhos descendo as escadas e fazendo uma bagunça enorme.

Justo do jeito que eles gostavam.

“Você foi minha força quando eu estava fraco, você foi a minha voz quando eu não conseguia falar, você foi meus olhos quando eu não podia ver, você viu o melhor de mim. Me ergueu quando eu não alcançava, me deu fé, pois acreditava em mim. Eu sou tudo o que sou, porque você me amou”

Because You Loved Me – Celine Dion

Notas finais
Eu me segurei a fanfic inteira para não deixar nada de mal acontecer, mas acho que meu lado dramático escapuliu haha. Com amor, Pauline ♥