Our Demise
9 Capítulo 7
Notas iniciais
Teddy e Silver ficaram encarregados de checar uma garagem de uma casa e um carro que estava estacionado por perto.
No carro não havia basicamente nada, mas ele estava a ser levantado por um jackscrew, também estava uma chave de porcas no chão, parecia que o carro esteve a ser arranjado recentemente, Silver rodou a rosca para que o carro descesse. Num dos bancos no interior estava um depósito de gasolina, porém, estava vazio.
–Talvez haja gasolina na garagem, não vamos perder as esperanças! — exclamou Teddy.
Tentaram entrar pela porta da casa, mas estava trancada, então os dois adolescentes deslocaram-se para ao pé da garagem.
–Como é que levantamos isto? — perguntou o rapaz.
–Não sei…
–Acho que eu não sou propriamente a pessoa com força o suficiente para levantar o portão de uma garagem… — Teddy desviou os olhos.
–E então como é que fazemos?
–Kevin! — gritou Teddy.
–Shiu! — Silver colocou a mão na boca de Teddy.
–Desculpa! Esqueci-me...
Kevin que estava a examinar um carro veio ter com eles:
–O que foi? — perguntou.
–Ajudas-nos a levantar a garagem?
–Claro!
Silver e Kevin colocaram as mãos por debaixo do portão que já estava uns centímetros aberto e preparavam-se para o levantar.
–Ok! Aos três — o rapaz disse.
–Um! Dois! — exclamaram os dois, nesse momento utilizaram todas as energias e conseguiram levantar a garagem pelo menos uns cinquenta centímetros.
–Agora Teddy! — Silver exclamou, quase lhe faltando o ar.
Teddy agarrou no jackscrew e rapidamente colocou-o por debaixo do portão da garagem, assim que o fez Silver e Kevin removeram de lá as mãos e este caiu em cima do objeto.
–Boa! Obrigado Kevin! — Teddy exclamou.
Kevin simplesmente sorriu e voltou para o carro que checava previamente.
Teddy rodou a rosca para que o jackscrew se elevasse ainda mais fazendo com que o portão ficasse o suficientemente levantado para que Teddy e Silver pudessem passar por baixo.
Quando já estava bom, Silver agachou-se e levando consigo o seu machado passou para o outro lado mas por acidente tocou com o pé no jackscrew e foi o suficiente para que o objeto se desviasse e portão caísse.
–Merda! — Silver gritou.
–E agora?!
–Não sei… Espera deixa-me pelo menos ver o que há aqui dentro.
–Encontraste alguma coisa? — a voz de Teddy não estava suficientemente alta para que passasse pelo portão — Silver?!
–Espera! Aqui há gasolina! Teddy, traz-me o depósito vazio.
–Ok, espera, vou ver se há outra porta...
Teddy agarrou no taco de baseball e no depósito de gasolina vazio e dirigiu-se para a parte de trás da casa. Tentou e conseguiu abrir a porta das traseiras, nesse momento sentiu-se estúpido por não terem ido lá antes de levantarem a garagem. Esta porta ia dar à cozinha, estava vazia, não tinha quase nada, as mãos de Teddy tremiam com receio de que aparecesse algo.
Estava a escurecer e o rapaz finalmente encontrou a porta da garagem, abriu e estava Silver a verificar uma gaveta.
–Cheguei! — exclamou o rapaz.
–Boa!
Silver agarrou no depósito e encheu-o com a gasolina que estava num carro lá estacionado, deu para ficar completamente cheio. Após fechar o depósito, Silver levou-o juntamente com o machado, parecia ser bastante pesado mas a rapariga aguentava, ambos saíram da garagem e procuraram a porta da frente.
–Ainda bem que nesta casa não há zombies! — Teddy exclamou.
–Como é que podes ter a certeza?
–Bem… Quando entrei não vi nem ouvi na- Teddy foi interrompido por um zombie sem pernas que lhe agarrou no pé de repente ao chegar ao corredor, o rapaz ficou completamente paralisado e olhou rapidamente para Silver.
Esta pousou o depósito no chão e matou o zombie com uma machadada na cabeça.
Outro zombie apareceu, Teddy não teve tempo para observar bem a sua face e agressivamente atacou-lhe com o taco de baseball, a cara do zombie ficou ainda mais desfigurada mas não foi o suficiente para acabar com ele, o rapaz golpeou-o novamente e desta vez ainda com mais força, mesmo assim não conseguiu matá-lo. Mas à terceira foi de vez, a criatura caiu no chão e saía imenso sangue da cabeça dela.
–Estás bem? -perguntou Silver agarrando novamente no depósito e no machado.
–Sim… — o rapaz respondeu limpando o sangue que lhe tinha salpicado para a cara com a manga do seu casaco.
Quando chegaram à porta da frente tentaram abri-la mas nem por dentro dava. Tiveram que voltar atrás e ir pela porta das traseiras. Ao passarem por um corredor com quartos uma das portas abriu-se e um zombie saltou para cima de Silver.
–Porra! — gritou a rapariga ao deixar o depósito cair no chão e derramar a gasolina.
O zombie estava em cima de Silver que o atacou com o machado, acertou-lhe nas costas, a adolescente estava tão nervosa que não conseguiu remover a arma do corpo do zombie. A cara da criatura estava praticamente a milímetros do ombro da rapariga.
Teddy não conseguiu pensar em mais nada, então atirou o taco de baseball contra o zombie o que fez com que a cara deste se afastasse mais da rapariga, o que permitiu tempo para que o adolescente tirasse a sua arma de fogo da cintura e com as duas mãos apontasse para o zombie, o rapaz termia bastante e não conseguia acalmar-se numa situação daquelas então disparou imediatamente contra o zombie, a pressão fez com que a arma saltasse por cima de Teddy e caísse no chão, a bala acertou apenas no pescoço do zombie mais foi o suficiente para que a criatura se afastasse de Silver para que ela conseguisse sair debaixo dele e conseguisse remover o machado das suas costas, sem pensar duas vezes Silver deu uma machadada na cabeça do zombie desfazendo-a em duas.
A rapariga sacudiu o machado e suspirou.
–Silver… Desculpa — Teddy olhava para o chão e estava a tremer.
–Desculpa porque?
–Por não o ter conseguido matar…
–Tem calma, nós estamos bem.
–Mas e a gasolina?
–Deixa estar… Não te preocupes, nós explicamos à professora. Pode ser que os outros encontrem — Silver tentou animar o rapaz, mas este ficou com a mesma expressão facial.
Teddy agarrou nas suas armas e abandonaram o domicílio.
Ao saírem, repararam que já era pôr-do-sol, então dirigiram-se para a casa onde os seus colegas e Elsa se situavam.
Os dois entraram na casa onde a professora e os colegas se situavam, ao chegarem repararam que apenas o grupo de Sam e Taylor havia chegado, a sala estava iluminada por velas, os alunos estavam todos sentados no sofá a conversar e a professora estava em pé de um lado para o outro, até que reparou em Teddy e Silver.
–E então? — perguntou Elsa olhando Teddy e Silver de cima abaixo.
–Pois… Sobre isso — Silver revirou os olhos — eu fui atacada e deixei derramar a única gasolina que encontrámos… Oops…
Elsa olhou para os restantes alunos e soltou um suspiro:
–Pode ser que o grupo do Matthew e do Kevin tenham tido mais sorte. Só nos resta aguardar.
A professora dirigiu-se para a cozinha, Teddy consegui cheirar algo, mas ficou com certezas de que Elsa preparava algo para o jantar ao observar Sam quase babando-se com o cheiro.
–O que é que a stora está a cozinhar? — perguntou Teddy.
–CARNE — deliciava-se Samantha — com batatas fritas!
A rapariga de cabelos escuros lambeu os lábios e olhava sinistramente para a cozinha, os outros alunos pareciam assustados com a atitude de Sam mas, por um lado era normal, já passava algum tempo sem comer, principalmente algo tão bom.
Silver questionava onde é que a adulta arranjou comida, para esclarecer as suas dúvidas dirigiu-se para a cozinha:
–Professora.
Elsa assustou-se e deixou a colher de pau cair no chão:
–Ai que susto Silver! Não voltes a fazer isso — a mulher respirou fundo e colocou a sua mão no peito.
–Desculpe! Desculpe, professora — Silver correu e apanhou a colher de pau do chão, enquanto se levantava reparou numa faca com sangue sobre a bancada — o que é... Aquilo?
Elsa olhou para o objecto com sangue e escondeu-o por trás das costas segurando-o com as mãos:
–Não é nada Silver!
A rapariga puxou os óculos para cima:
–A professora sabe que pode contar comigo… Eu não sou como a maior parte das raparigas desta turma, que desmaiam ao ver sangue.
–Bem, eu… Eu, não sabia que havia um sótão, tive que matar um deles.
–Um sótão? — Silver questionou a sua resposta.
–Sim, pelos vistos, havia um alçapão que ia dar ao sótão, eu e o Doug entrámos lá, e havia uma criança… Zombie. Utilizei esta faca para o matar, tentei várias vezes, mas aquilo não morria de uma vez por todas, até que espetei a faca no cérebro dele, Silver… Acho que é a única maneira de os eliminar.
–Eu já matei vários, com apenas um golpe. — Silver repostou.
–Talvez tenhas sempre acertado na cabeça — Elsa atirou a faca para o lava-louça e continuou a cozinhar — estava alguma carne no congelador, foi comprada recentemente e ainda está boa. Como a eletricidade acabou há pouco tempo ela não se estragou, estou a fazer com algumas batatas, era a única comida que havia, ainda há oito yougurts no frigorífico e ainda estão frios avisa os outros para comerem rápido se quiserem antes que se estraguem. Consegui acender o fogão com fósforos e utilizei umas garrafas de água e uma de óleo que estavam no armário para conseguir cozinhar.
Silver abandonou a cozinha que se situava mesmo ao lado da sala. Após falar com os colegas sentou-se no sofá e começou a conversar com Sam. As duas ouviam Naomi e Tori a falar:
–Não sei como vou aguentar mais sem chapinha! — gritava Naomi — Já não basta não ter base, mas a chapinha…
–Mesmo amiga! Não devias ter gastado a base toda, se quiseres eu empresto-te um pouco da minha se não vais parecer uma básica como aquelas ali — Tori sussurrou e olhou para Amber, e em seguida para Silver e Sam.
Apesar de ter sussurrado, Amber apercebeu-se e levantando-se do sofá gritou:
–Estás a falar de quem miúda?
–Tipo? Não te interessa! — exclamou Tiana.
–Não me interessa!? — rematou Amber.
–Ah! Ah! Olhem todos pessoal ela vai me bater, ahaha! — ria-se Naomi acompanhada por Tori e Tiana.
–Não duvides! — Amber correu até Naomi e agarrando-lhe pelo pescoço e avisou — voltas a falar de mim ou de alguma delas e considera-te um zombie!
–Ahahahah, é suposto ela estar assustada? — perguntou Tori sarcásticamente colocando a mão na boca.
–Ui! Que medo! Socor-
A voz de Naomi foi interrompida por o som de um estalo na sua cara.
Naomi colocou a mão no lado do rosto marcado pela mão de Amber e começou a gritar:
–AU! SUA ESTUPIDA!
–Desculpa… Ela voou — Amber riu-se.
A rapariga começou a puxar os cabelos de Amber, e a outra rapidamente fez o mesmo, Silver e Doug correram para lhes tentar separar:
–Mas que porra é esta, não se sabem comportar!? — Silver puxou Amber e atirou-a para o sofá.
–DOUG! Larga essa porca! — gritou Amber, ao reparar que Doug agarrava nos braços de Naomi.
Elsa apareceu:
–Mas o que é que se passa aqui?
–ESTA CABRA DEU ME UMA CHAPADA! — gritou Naomi.
–Mentira, a minha mão tem atração por cadelas. — Amber sorriu e sacudiu a mão.
–SUA -
–Cale-se Naomi! Vocês não podem agir assim numa altura destas! Temos que agir como uma equipa! — exclamava Elsa — a partir de agora, quem brigar nesta turma — a professora foi interrompida por Teddy.
–Professora, acha mesmo que isto é uma turma? Eu ach- alguém a bater à porta interrompera o rapaz.
–Será que hoje ninguém consegue completar uma frase? — Crystal disse batendo com a palma da mão na testa.
Silver aproximou-se lentamente da porta segurando o cabo do machado com força, seguida por Sam, apontando a glock. Vagarosamente, Silver olhou pelo "olho mágico", mas não se via nada graças à falta de luz no exterior, então esta afastou-se um pouco da porta e perguntou quem era. Aliviou-se ao ouvir a voz de Matthew e destrancou a porta abrindo-a de seguida.
–Nada! — Matthew gritou indignado.
–Como assim? — perguntou Teddy.
–Simplesmente nada! Procurámos em duas casas e as suas garagens e nada…
–Parece que o autocarro vai ter que aguentar mais um pouco… — afirmou Elsa — Bem… Vocês parecem cansados, o jantar já está feito. Venham comer, depois continuamos esta conversinha Naomi e Amber. Antes de irem jantar Kevin, Matthew e Tyler deslocaram uma estante pesada contra a porta para que nada entrasse.
Todos os alunos foram para a cozinha e a professora serviu-os. Encheu alguns copos com água de um garrafão que ela encontrara na dispensa.
–Hmmm… Batatas… Fritas — Sam babava-se enquanto comia.
Markus deu uma risada e voltou-se para Matthew para continuar a conversa.
Teddy, Amber e Sam conversavam sobre a briga com Naomi, enquanto Silver estava a um canto a comer, observando os outros.
–Aquela idiota vai pagá-las — sussurrou Tori.
–Tem calma, é melhor não arranjarmos mais confusões… Por agora — riu-se Naomi, sendo muito pouco discreta captou a atenção de Amber.
–Aposto que se estão a rir de mim — Amber desviou os olhos voltando-se para Teddy e Sam, que, parecia não prestar atenção nenhuma à rapariga mas sim à refeição que consumia.
Após todos os alunos terminarem de comer, Teddy, Sam, Tyler, Amber, Doug, Crystal, Patricia e Markus comeram os yougurts.
Em seguida todos subiram as escadas e deslocaram-se para o corredor onde se situavam os quartos, a professora pediu aos alunos que escolhessem, cada aluno levava uma vela na mão para iluminação.
O primeiro quarto tinha uma grande cama de casal tapada com cortinas, as paredes eram cor-de-rosa e tinham prateleiras com muitas bonecas de porcelana. As mesas de cabeceira eram brancas e tinham uma caixa de música. O quarto também tinha um cavalo de madeira que balançava. Tori, Annie, Tiana e Naomi ficaram apaixonadas por o quarto, e Peter acabou por ficar lá após Naomi convencê-lo.
O segundo quarto tinha paredes bege, o chão era de madeira e tinha mobilia bastante moderna, tinha um quadro com uma pintura abstrata por cima da cama. Amber e Doug ficaram nesse quarto juntamente com Teddy e Tyler.
O próximo quarto estava decorado de azul, tinha um beliche e um puff ao lado da cama, também tinha uma secretária com um computador e uma caixa de brinquedos, Patricia, Sam, Crystal, Taylor e Markus ficaram nesse quarto.
Por fim o último quarto tinha apenas uma cama, aparentava ser um quadro de hóspedes haviam teias de aranha por todo o lado e caixas de madeira e de cartão, o quarto estava cheio de pó e sujidade, a professora, Kevin, Tisha, Steve e John ficaram nesse quarto.
Silver e Matthew decidiram ficar nos sofás.
Depois de organizarem tudo, foram buscar mais velas, acenderam-nas e colocaram-nas nos seus respectivos quartos.
–Acho melhor alguém ficar de guarda, no sótão há uma janela enorme, dá visão para o bairro inteiro, acho que podiam ficar três pessoas a vigiar — disse a professora.
–Eu posso ficar! — exclamou Silver.
–Silver, tu precisas de descansar um bocado, ficas sempre de vigia! — disse Teddy preocupado.
–Tem calma, são só umas horinhas, eu não consigo dormir muito de qualquer maneira. — respondeu Silver.
–Eu posso ficar também — afirmou Matthew.
–Eu fico também — Sam exclamou colocando a mão no ar lentamente.
–Já que nunca fiquei de vigia posso ficar em vez da Sam — agora foi Markus quem falou.
–Muito bem... — a professora estava a refletir e em seguida disse — Markus, ficas tu primeiro, visto que são nove e meia, o teu turno será das dez horas até à uma da amanhã, Silver tu ficas da uma da manhã até às quatro da manhã e em seguida entra Matthew até às sete que é quando eu vou vos acordar a todos.
Os três pareceram concordar com a professora.
Fizeram todos uma fila para a casa de banho, havia lá três pastas de dentes e um frasco de listerine, "escovaram" os dentes com os dedos e bochecharam as bocas com o produto, por fim fizeram as necessidades e lavaram as mãos e a cara com sabonete e o garrafão de água.
Silver e Matthew desceram as escadas, apagaram as velas de todas as divisões de baixo, deixando apenas uma na mesa de centro, deitaram-se nos sofás a conversar, mas em pouco tempo acabaram por ficar sem tema e Matthew adormeceu, Silver virou-se de barriga para cima e ficou a sonhar acordada.
Markus deu um beijo na testa de Sam, despediu-se das outras raparigas no quarto e assim o abandonou dirigindo-se para o sótão.
O sótão era de madeira, tinha algumas teias de aranha e algumas caixas, estava uma mancha de sangue no chão. Markus assustou-se mas continuou em direcção há janela, era grande e era feita de vidro, dava para que se sentassem no parapeito e observassem tudo através do vidro. Markus sentou-se e a sua cabeça encontrou-se com a janela, observando pelo canto do olho tudo o que se passara lá fora, não havia nada nem ninguém o bairro parecia um deserto, até que algo em movimento captou a atenção de Markus, os seus olhos observavam um zombie através do vidro, mas o adolescente não se preocupou pois estava longe da casa e quase que não conseguia andar pois não possuía uma perna.
No quarto de rapariga, Naomi e Tori investigavam os brinquedos:
–Awwwwn que caixinha tão querida! — exclamou Naomi — pena é não conseguir abri-la…
–Está fechada com um cadeado sua burra — riu-se Tori — talvez a chave esteja algures por ai.
Devíamos-nos concentrar em fazer a cama para o Peter… — disse Annie abrindo o armário feito de madeira branca.
–Porque é que não durmo com vocês nessa cama? — perguntou o rapaz.
As raparigas olharam umas para as outras e riram-se.
–O que foi Peter? Estás com medo é? — riu-se Tiana.
–Façam pouco barulho! — ouviu-se um grito de Amber que se posicionava no quarto ao lado.
–Ai aquela miúda já me está a enervar! — exclamou Naomi atirando uma boneca contra a parede.
A cabeça da boneca caiu no chão e lá dentro estava a chave, que possivelmente abriria a caixa de música.
–Parece que encontrámos a chave! — gritou Naomi.
A rapariga abaixou-se apanhou a chave e insertou-a no cadeado da caixa de música.
Enquanto isso no quarto ao lado Tyler e Teddy faziam a sua cama, iam ter que dormir os dois juntos, pois não havia muito espaço no quarto, a mobília era um pouco grande e larga. Amber e Doug beijavam-se na cama.
–Vejam lá não se engolem — provocou Teddy dando uma risada, enquanto colocava os lençóis no colchão com a ajuda de Tyler.
O casalinho começou-se a esconder por dentro dos lençóis.
–Espero que aquilo não fique pior… — sussurrou Teddy.
Tyler riu-se e continuaram a arranjar a cama.
Após a terem feito deitaram-se e apagaram as velas, não estavam a conseguir descansar com o som dos beijos de Amber e Doug.
O momento foi interrompido por um grito estridente que parecia ser vindo de Naomi. Amber e Doug levantaram-se rapidamente e Teddy agarrou no taco de baseball que estava ao seu lado.
–O que é que foi aquilo? — perguntou Amber agarrando-se ao braço de Doug.
–N-n-não sei… Achas que entraram?! — Teddy gaguejou, segurando no taco com força.
–Achas melhor irmos ver? — perguntou Doug olhando para Tyler.
–Sim, vamos. Teddy e Amber fiquem aqui para caso algo aconteça.
–Ok! — exclamaram os dois.
Tyler agarrou na sua caçadeira que se situava na mesa de cabeceira.
Silver e Matthew subiram as escadas a correr e dos outros quartos veio a professora, Kevin e Sam, todos se encostaram à porta
A professora parecia bastante assustada, talvez pelo que pudesse ter acontecido aos seus alunos.
–Ok, vou abrir a porta — disse Silver, segurando na maçaneta da porta..
Silver abriu a porta rapidamente e Tyler apontou a caçadeira, os outros entraram por trás deles.
–Mas o que é que vem a ser isto?! — Silver exclamou, observando a figura de Peter a gritar como uma menina em cima de uma cadeira aos saltinhos enquanto as raparigas estavam sentadas na cama abraçadas uma à outra.
–A ARANHA! AI! — gritou Peter saltando ainda mais na cadeira.
–Aranha?! Onde? — perguntou Kevin olhando para todos os cantos.
–À tua frente! — Naomi apontou o dedo.
–Isto? É só uma aranha pequena… — Silver esmagou-a com o pé.
–Era só isto?! — uma voz reclamou.
–Era o Peter a gritar? — outra voz perguntou.
–Foi tão assustador! — exclamava Naomi — eu abri a caixa de música e a bailarina estava sem cabeça, e começou a tocar sozinha!
–Saiu de lá uma aranha e de repente a janela abriu-se, assustamo-nos tanto — Completou Tori.
A maior parte riu-se mas Silver não exitou em dizer:
–A sério que armaram um escândalo enorme por causa da porcaria duma caixa de música, e de uma aranha minúscula? Poupem-me — Silver virou-lhes as costas e desceu, Matthew seguiu a rapariga.
–Ela esqueceu-se da janela… — sussurrou Tiana após Silver abandonar a divisão.
Peter saltou da cadeira e sentou-se no chão, o rapaz estava embaraçado.
–Porra, estas gajas… — Silver revirou a cara ao tapar-se com os lençóis do sofá.
–Era mais o Peter — Matthew riu-se.
Tyler e Doug voltaram para o quarto e fecharam a porta. Tyler colocou a caçadeira no chão perto dele e sentou-se ao pé de Teddy.
–Então? — questionou o rapaz que estava a segurar um taco de baseball.
–Não era nada! Era só um aranha — Doug exclamou atirando-se para a cama — e quem estava a gritar era o Peter.
–O que?! A sério?! — Amber olhou para Teddy e ambos riram-se.
–A julgar por aqueles gritos, pensei que tivessem vindo de Naomi.
Teddy deitou-se e tapou-se com os lençóis, os outros fizeram o mesmo.
–Onde é que íamos? — perguntou Amber agarrando com as mãos na cara de Doug até que os seus lábios se encontraram.
–Vai começar… — Sussurrou Teddy.
Por volta da uma da manhã, Markus abandonou o sótão desceu as escadas e abanou Silver para tentar acordá-la:
–Silver..?
–O que? — a rapariga olhou para Markus com os olhos meio fechados.
–Vai lá para cima, está na hora de trocar.
–Já vou. — Silver virou-se e acabou por cair do sofá -AUCH! — gritou baixinho, levantando-se.
Matthew acordou e olhou para a moça que acabara de cair:
–Estás bem? — perguntou.
–Não! Este sofá é mais duro que uma rocha… — A rapariga massajou as próprias costas, colocou os óculos que estavam na mesa de centro e levou um lençol.
Dirigiu-se para as escadas, chegando ao segundo piso, puxou a corda para que o alçapão do sótão descesse e em seguida subiu as escadas. Deitou-se no parapeito e encostou a cabeça à janela. Tapou-se com o lençol e tentou não adormecer.
Markus dirigiu-se para o seu quarto.
Na divisão onde a professora se encontrava, John e Elsa estavam deitados na mesma cama, Tisha, Steve e Kevin estavam deitados em colchões espalhados pelo chão que tinham ido buscar ao sótão. Até que Tisha sorriu, e os outros não demoraram para perceber o que se tinha passado.
–Ew, Tisha que nojo! — exclamou John.
–Que cheiro é este? — perguntou a professora.
–Hey! Não fui eu. — riu-se a rapariga.
Steve levantou-se da cama e virou-se de costas para a rapariga:
–Só isso? Olha para isto! — o rapaz exclamou soltando um "gás", o barulho foi enorme e do cheiro nem se fala.
–Aish! Parem lá — Kevin virou-se na cama para o lado oposto ao dos colegas.
–Boa Steve! — exclamou Tisha dando-lhe um high five.
No quarto seguinte Markus resmungava para o computador.
–Que raio de computador é este?! Tão lento! Parece que veio do século quinze.
Patrícia aproximou-se de Markus e espreitou o que este estava a fazer:
–Se eu fosse a ti desligava-o, podemos precisar no futuro e a bateria já vai a meio.
–Ainda bem que trago sempre a banda larga na mala! — falou Markus abrindo a mala e tirando de lá uma pen e colocou-a no computador — Olhem só para isto! — Markus gabava-se.
–Uh! Boa ideia Markus! — exclamou Crystal.
Markus instalou o programa e em seguida tentou se conectar à Internet.
“Servidores não estáveis! Por favor tente novamente mais tarde.” Markus endoideceu ao ler este aviso!
–A sério?! Nunca mais vai haver Internet! — gritou Sam.
–Pelos vistos não… — Markus removeu a pen e atirou-a pela janela.
Sam correu até à janela e espreitou, inclinando-se de volta para dentro e exclamou:
–Estás doido Markus! Podia vir a ser preciso no futuro!
–Oops… — o rapaz encolheu-se.
–Agora já não vale a pena… — Patrícia disse sentando-se no cama de baixo.
Taylor olhou Markus de lado, eles nunca se tinham dado muito bem, pelo menos para Taylor, ela nunca “foi com a cara dele”.
–E agora o que fazemos? — questionou Sam, coçando o queixo.
–Não sei… Podíamos jogar ao verdade ou consequência. — Crystal sugeriu.
–Affz… — Sam suspirou — já estou farta desse jogo.
Patrícia ficou com uma cara séria e disse:
–E que tal irmos todos dormir?
Crystal sentou-se na secretária:
–Pattie, isso é tão secante. Que tal… Hummm… Ok, vamos dormir — após refletir concordou com Patrícia.
Os outros também concordaram e foram-se deitar. Sam ficou com Patrícia na cama de baixo, Taylor e Crystal ficaram juntas na cama de cima e Markus deitou-se num puff azul que se situava entre o beliche e a secretária.
As suas tentativas de dormir foram interrompidas, por um barulho desconhecido.
–O que é isto? — perguntou Sam.
–Parece que está alguém a saltar na cama — Crystal olhou para Taylor.
Passado um pouco os "saltos" estavam a ser acompanhados por gemidos.
–Mas o que é será isto?! — questionou Taylor encostando-se à parede, sentada na cama.
–Não faço a mínima! — exclamou Patrícia.
–Ohh… Eu sei muito bem o que é que se passa — Sam riu-se.
No quarto ao lado, de onde os barulhos vinham, Amber e Doug praticavam relações sexuais.
–Oh meu Deus! Tirem-me daqui — Teddy sussurrou para Tyler.
–Espero que parem rápido, isto está se a tornar um pouco estranho…
–UM POUCO?! — Teddy soltou um berro baixinho de modo a que Amber e Doug não o ouvissem — Isto é traumatizante!
–Oh… Ah… Doug! — gemeu Amber.
Tori, Peter, Tiana, Annie e Naomi no quatro ao lado, riam-se do que estava a acontecer. Não era muito difícil de adivinhar. Um grito ainda mais alto destacou-se:
–Merda Amber! Estou-me a vir!
As raparigas e Peter riram-se bastante, até que os barulhos pararam.
–Foste maravilhoso… — Amber sussurrou ao ouvido de Doug.
–Tu também…
–Lembra-me de nunca ficar com eles num quarto outra vez… — disse Teddy.
Silver esforçava-se para não adormecer, já eram por volta das três da manhã, quando estava prestes a adormecer ouviu passos que vinham na sua direção, esta levantou-se rapidamente e agarrou no machado, estava escuro, a adolescente não conseguia ver quase nada, apenas a luz do luar e de uma única vela iluminava o lugar, até que se apercebeu que era Matthew.
–O que é que estás aqui a fazer? Ainda não são quatro — a rapariga pousou o machado e voltou-se a sentar.
O rapaz sentou-se à frente de Silver.
–Não consegui dormir…
–Porquê?
–Aqueles sofás eram… Duros. Doi-me as costas. — Matthew coçou o braço enquanto olhava pela janela.
–Compreendo-te, nós que temos que estar de vigia é que ficamos com os sofás! — a rapariga exclamou.
–Porque é que te ofereces sempre?
Silver puxou os óculos para cima e fez contacto visual com o rapaz:
–Porque… Não me quero sentir uma inútil, como a maior parte das pessoas deste grupo que não fazem praticamente nada, se eu não me oferecesse a maioria também não o faria.
–Devíamos matá-los — Matthew sorriu.
–Não me importava nada, pelo menos com a maior parte.
–Como é que vamos fazê-lo?
Já era habitual os dois congeminarem planos de homicidio, faziam-no sempre nos chats. Falavam disso e de outras coisas, umas piores, outras nem tanto.
–Posso fazer te uma pergunta? — o rapaz perguntou e olhou para baixo.
–Hmmm… Claro.
–Tens a certeza?
–Sim..? — Silver disse com um certo tom de incerteza.
Matthew olhou Silver nos olhos, encostou-se ao vidro da janela e preparou-se para falar:
–Bem… Nem sei como perguntar…
–Desembucha rapaz!
–Tu gostas de queijo?! — a pergunta do rapaz foi imediata.
Silver olhou para ele e franzindo as sobrancelhas abriu a boca e começou-se a rir.
–Só isso? Sim… Gosto.
–Ok… Também eu.
Depois de uns minutos de silêncio Silver questionou porque é que Matthew perguntou aquilo, o rapaz também parecia não saber pelo que encolheu os ombros. Não faltou muito para que os dois começassem a falar outra vez, mas agora sobre video-jogos.
Já eram quase cinco da manhã quando Matthew adormeceu depois de um pouco de silêncio, Silver olhou para o rapaz e tapou-lhe com o seu lençol, voltou a olhar através do vidro da janela e acabou por não dormir nada.
A meio da noite quando Sam estava prestes a adormecer, Patrícia começou a falar com a rapariga:
–Sabes, eu gosto muito da minha gata. Chama-se Neninha. Ela é tão engraçada, houve uma vez em que ela se atirou da mesa para o sofá, eu comecei a rir-me tanto, nem sabes, nunca vi uma coisa tão engraçada. Ah! Acho que nunca te falei da Caitlyn, ela é uma pomba, eu adoro-a tanto, quando não tenho nada para fazer eu falo com ela, ela é muito bonita...
Sam não quis ouvir mais e tapou a cabeça com a almofada.
Por volta das sete horas a professora apareceu e perguntou se tinham visto algo, também questionou o que é que Matthew estava a fazer a dormir no seu turno.
Silver explicou o que se tinha passado e disse que não tinha visto nada.
A professora desceu juntamente com os outros dois alunos e foram acordar os outros. Assim que Silver entrou no quarto em que Amber, Doug, Teddy e Tyler se situavam, reparou num cheiro estranho. E em seguida notou que Teddy e Tyler estavam acordados.
–Que cheiro é este? — a rapariga perguntou.
–Cheiro a sexo — Teddy disse levantando-se com a ajuda de Silver.
–Wow! — Silver exclamou.
A professora e os que estavam acordados levaram alguns objetos para higiene que estavam na casa de banho como as pastas de dente, o listerine, sabonete, shampoo etc...
Após todos estarem em pé, a professora exigiu que fossem para o autocarro. Sentaram-se e a professora arrancou.
Passado uns minutos o autocarro começou a fazer uns barulhos estranhos.
–O que é isto?! — perguntou Naomi colocando o cinto de segurança.
–Socorro! Vamos morrer! — gritou Tori.
Tiana olhou para elas e disse:
–Acalmem-se meninas!
–Professora o que é que se passa? — John que se situava à frente ao pé da professora perguntou.
Elsa olhou para John e após o carro parar exclamou:
–A gasolina... Acaba aqui!
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