Notas iniciais
Hey! O segundo capítulo da história não é tão longo como o primeiro e a escrita pode ser um pouco diferente, porque somos duas pessoas a trabalhar numa história mas espero que não se importem. :3 -Happy

Após saírem do edifício, os jovens correram para o portão das traseiras, a professora colocou a mala para a frente e nervosamente tirou de lá a chave. Elsa estava a tentar encaixar a chave na fechadura do portão, mas os nervos estavam a impedi-la. John retirou-a bruscamente da mão da professora e abriu o portão.

Lá fora era um horror, carros partidos, árvores caídas… Não havia sinal de pessoas, nem de zombies.

–Para onde vamos agora? — questionou Pamela.

Elsa abaixou a cabeça e sem dar uma resposta andou em frente.

–Sigam-me — exigiu a professora.

Esta removeu o machado das mãos de Silver, e balançado o machado para trás, arremeçou-o contra o vidro da porta de um autocarro, ele tinha dois andares e não aparentava ter alguma pessoa lá dentro. A adulta devolveu o machado e afirmou:

–Tenho quase a certeza que o porta-luvas possui uma chave suplente lá dentro, se conseguirmos ajudar alguém pequeno e magro a subir para o interior do autocarro eu talvez possa conseguir conduzi-lo e levar-nos para um sítio mais seguro.

–Mas quem? — uma voz perguntou.

–A Taylor! — gritou Amber.

–E-e-eu? — a rapariga parecia um pouco assustada.

–Taylor, mantenha-se calma. Tenho a certeza que não há nada de mal lá dentro — Elsa tentou acalmá-la.

A rapariga pequena colocou os pés nas mãos da professora e com a ajuda de Kevin subiu e conseguiu entrar lá dentro. Taylor procurou o porta-luvas, a pouca luz não ajudava nada, ela teve a excelente ideia de tirar o telemóvel do bolso e ao clicar numa tecla, o ecrã do telemóvel soltou claridade. Ela apontou o seu dispositivo em diferentes direções até por fim, encontrar o porta-luvas.

–Consegui! — exclamou num tom alto.

Após abrir o porta luvas e procurar pela chave, finalmente encontrou, ela pegou a chave e insertou-a na ignição do autocarro, de repente as luzes ligaram-se e este começou a fazer barulho.

Através dos vidros, Teddy avistou alguém para além de Taylor no interior do autocarro, o rapaz assustadamente agarrou no braço de Silver e com o dedo indicador apontou para a pessoa.

–Taylor atrás de ti! — gritou Silver.

A rapariga de cabelos pretos não entendia o que Silver estava a tentar avisar, esta virou vagarosamente a cabeça para trás e avistou uma daquelas coisas, a rapariga, ansiosa começou a procurar pelo botão que abria a porta, assustada ela clicou num botão vermelho que chegou a abrir a porta mesmo antes que a outra criatura lhe tocasse, saltou pelas escadas e fugiu para perto da professora enquanto a rapariga de cabelo apanhado num rabo-de-cavalo investiu o machado contra a cabeça do zombie. Bastou um golpe para o morto-vivo cair no meio do chão.

–Estás bem?! — perguntou a professora estressada.

–Sim professora, não se preocupe… — afirmou Taylor.

Logo a seguir Sam e Teddy correram para abraçar a rapariga com cabelos negros.

Silver, através das lentes dos seus óculos azuis escuros avistou um grupo de zombies a uma grande distância.

–Pessoal! Entrem imediatamente, eles estão a vir! — a jovem demandou.

Estes mais tarde perceberam o porquê e seguindo a professora entraram rapidamente um a um na viatura. Sven tentou entrar mas foi tarde demais os zombies agarraram-no pelos cabelos de tamanho médio e começaram-lhe a morder vários sítios do corpo, a professora tentou saír do carro para o ajudar mas John impediu-a:

–Já não temos tempo professora! Arranque antes que eles entrem também!

A professora não teve outra escolha e arrancou, deixando o rapaz loiro para trás.

A maior parte dos alunos estavam chocados com a morte do colega, porém não podiam ter feito nada.

Elsa parecia um pouco confusa a conduzir o automóvel, talvez nunca tivesse conduzido algo tão grande como um autocarro.

Todos estavam bastante agitados e conversavam uns com os outros sobre o que estava a acontecer.

Mais à frente algumas ruas pareciam estar cheias de zombies e outros pedestres a serem devorados por tais.

Sentados nos bancos de trás iam Silver, Sam, Teddy, Amber e Taylor.

–Não consigo parar de pensar no que aconteceu ao Sven… — suspirou Amber enquanto olhou pela janela.

–Pessoal, não vamos pensar nisso agora — sugeriu Silver, esta ligou o telemóvel, colocou um fone no ouvido, deixou o outro no seu colo para que pudesse ouvir e encostou a cabeça no ombro de Sam enquanto ouvia música.

–Sabem que mais? Eu vou ter com o meu bombom. — Informou a rapariga com californianas enquanto se levantava para ir ter com o namorado.

–Será que ele passa um dia sem falar nele? — questionou-se Teddy.

–Acho que nem uma hora… — julgou Silver, ajeitando os óculos.

Mais à frente podiam-se ouvir risadas inconfudíveis.

–A Tori está muito animada — Sam reagiu aos risos de Tori.

–Afinal de contas tem muitas razões! — exclamou a moça de cabelos pretos sarcasticamente.

Mais tarde ouvia-se a barriga de Sam a roncar. A professora parecia exausta, então Pamela sugeriu-lhe que parasse o carro, ela assim o fez, estavam numa estrada sem nenhum sinal de pessoas, carros, zombies etc… Ao lado da estrada estava uma enorme floresta, tinha uma imensa quantidade de pinheiros, arbustos e flores. De resto não se via muito bem.

–Acho que ficamos por aqui alunos, não aguento mais, é quase uma da manhã. É melhor repousarmos.

–Professora. Devíamos fazer turnos de vigia, acho que seria mais seguro — recomendou Silver ao tirar o fone do ouvido.

–Sim… Seria muito mais seguro. Posso ficar eu — afirmou Elsa.

–Não! Já olhou bem para você? Está cansada e quase que não tem forças, devia ficar aqui. Eu fico de vigia — ofereceu-se Silver.

–Eu também fico — disse Sam enquanto massajava a barriga.

–Visto que mais ninguém se oferece, eu também — disponibilizou-se Kevin após um longo momento de silêncio.

–Ficamos nós e depois por volta das cinco da manhã trocamos com alguém. Quem se oferece?

Teddy, Amber e Tyler colocaram a mão no ar cedendo.

Os três primeiros deslocaram-se para fora do autocarro e agarrando as suas armas ficaram a dar voltas em torno do transporte. Os outros deslocaram-se para o andar de cima deitando-se cada um em duas cadeiras e utilizando as malas como almofadas. Elsa ficou no andar de baixo com medo de que algo acontecesse aos alunos que estavam de vigia. Demorou pouco para conseguir adormecer, ela estava com medo do que pudesse estar a acontecer com a sua família, tal como todos os outros alunos, porém estavam todos sem rede no telemóvel.

Sam acabou por se aborrecer e sentou-se nas escadas do autocarro.

–Acho que estamos seguros — afirmou.

–Pode aparecer algo a qualquer momento Sam, não baixes a guarda. — disse Kevin.

–Mas eu estou a ficar com sono… E quando tenho fome fico com ainda mais sono.

–Não tens nada na mala? — perguntou Silver.

–Se tivesse, já tinha comido… Há muito tempo — sorriu a morena.

Silver e Kevin continuaram a dar voltas em torno do autocarro.

As cinco da manhã finalmente chegaram, parecia um inferno para os três jovens, estes foram acordar Teddy, Amber e Tyler e os três dirigiram-se para o exterior do veiculo.

Após toda a gente acordar, reuniram-se fora do automóvel. Mas antes, Elsa procurou por comida ou água no porta-luvas mas ao invés disso, acabara por encontrar uma pistola e algumas balas.

–Acho que nos devíamos dividir em grupos e ir explorar esta floresta para ver se encontramos algo — sugeriu a professora.

–Ai! Não podemos apenas ir procurar uma loja ou assim? — choramingou Tori.

–Achas? Nesta altura deve estar tudo cheio de mortos que andam — John resmungou.

–Eu acho que primeiro devíamos procurar algo para comer ou beber, para recuperar energia. E depois sim. Podemos ir procurar uma loja — propôs Teddy.

A professora mandou três grupos de pessoas irem procurar algo, acabaram por ficar no autocarro a vigiar, a Sabrina a Pamela, o Fred, o Andrew e a Molly. Estes quatro acabaram por receber uma frigideira da Tiana e uma vassoura do John, nada de mais pois tinham a certeza que nada ia acontecer.

Silver, Sam, Teddy, Crystal, Taylor, Amber, Doug, Markus, Matthew, Kevin e Tyler eram um grupo.

–Aqui não há nada! Tenho a certeza! É só árvores e ervas, não vamos encontrar nada! — opinou Amber.

–Não sejas tão negativa dama! Agente vai encontrar algo bem rápido baby! — Doug tentou acalmá-la colocando um braço em torno de o seu pescoço.

Continuaram a andar ignorando o que estava a acontecer com aqueles dois. Até que passaram por uma pessoa morta no meio do chão, Teddy assustou-se e começou a golpear a cabeça da pessoa com o taco.

–Teddy tem calma! Não é um zombie — afirmou Taylor.

–Eu pensei que… Que fosse um-um zombie — gaguejou.

–Pelos vistos é uma pessoa que morreu aqui de qualquer maneira, acho que se as pessoas se tornassem zombies apenas por morrer sem estarem infetadas, esta pessoa já seria um zombie. Talvez não seja como nos filmes... — disse Silver após puxar os óculos para cima.

Eles continuaram a andar, até que o corpo agarrou no pé de Sam e aproximou-se dela. Sam assustou-se e começou a tentar resistir correndo para a frente, Silver correu para ajudá-la dando com o machado no crânio do corpo.

Os adolescentes estavam surpreendidos pois afinal a pessoa tinha-se tornado num zombie.

–Eu sabia! Eu tinha um mau persentimento sobre isto! Então afinal… É como nos filmes, estamos todos infetados! — exclamou Teddy.

Sem mais para dizer voltaram a seguir o seu caminho.

Mais tarde os alunos acabaram por encontrar um rio, parecia bem limpinho, eles agarraram numas pedras que estavam perto do rio e começaram a fazer o seu caminho de volta para o autocarro, deixando algumas pedras no chão, fazendo uma trilha entre o rio e o acampamento.

Entretanto perto do autocarro sentavam-se os cinco alunos no meio do chão. Pareciam bastante descontraídos, mas isso mudou quando Molly avistou um grupo de mortos-vivos.

–Pessoal! Pessoal! Olhem para ali! — exclamou a rapariga.

–Oh meu Deus! São pessoas, elas vêm nos salvar! PESSOAL! ESTAMOS AQUI! — gritou Pamela.

–Cala-te! Não vez que são zombies? — sussurrou Molly — Temos que nos esconder em algum lado! Só temos a frigideira da Tiana, uma vassoura e uma tesoura!

–E que tal subirmos para o andar de cima do autocarro? — sugeriu Sabrina.

Eles os cinco assim o fizeram mas acidentalmente Andrew tropeça e cai no chão, ele apoia-se na chave que estava insertada na ignição, fazendo com que o veiculo se ligasse. Os zombies, atraídos, começam a vir mais rápido contra o autocarro.

–Seu estúpido Andrew! — gritaram Pamela e Fred.

Eles não sabiam desligar o autocarro então subiram para o andar de cima e esconderam-se na parte da frente. Os zombies conseguiram chegar e entraram no autocarro, atraídos pelo cheiro dos adolescentes começaram a subir para cima, Andrew correu contra um zombie e tentou espetar a tesoura no coração do tal, mas não aconteceu nada e o rapaz acabou por ser mordido. Pamela e Molly começaram aos berros, Fred tentou partir a janela com a frigideira mas não conseguiu e acabou por ser devorado por dois zombies. Molly, Sabrina e Pamela estavam as três encostadas à última fila de cadeiras do autocarro, até que Molly com o cabo da vassoura investiu contra os zombies e conseguiu matar um perfurando o olho do morto, mas eram muitos, uns trinta ou mais, a vassoura acabou por se partir, como era te madeira ficou bicuda, Molly tentou espetar na cabeça de outro zombie, mas a sua arma acabou por se partir totalmente. Ela fugiu para perto de Pamela que estava imobilizada, logo após uns segundos foi mordida, Molly tentava pontapear os zombies, mas não era forte o suficiente para os afastar por muito tempo, esta também acabara por ser mordida. Sabrina permanecia escondida e calada, ela estava a tentar procurar alguma coisa de útil na mala, mas um morto-vivo acabou por aparecer por trás da rapariga de raça negra e ela acabou tal como os seus outros quatro colegas.