Notas iniciais
O segundo capitulo que escrevi para vocês. Boa leitura. The Prince

Roose se lembrava de como tinha sido infeliz seus primeiros anos de casado com sua senhora, Bethany Ryswell não era a mulher mais agradável ao menos quando se tratava dele. Era fato de que não se amavam e nunca seriam capazes disso afinal era uma união em busca de formar uma aliança entre as casas. Nada além desse dever lhes mantinha juntos eram como completos estranhos um com o outro mesmo quando dividiam a cama.

Ele se lembra de como numa se viu satisfeito com ela mesmo no relacionamento mais físico deles era frio e parecia ser apenas uma obrigação por parte dela. Ter um herdeiro era essa a obrigação dela e certamente depois que gerasse um menino provavelmente esperava que nunca mais se deitassem um com o outro. Infelizmente para ela conceber uma criança parecia uma tarefa complicada.

Foram vários abortos e natimortos antes que um filho vingasse. Um garoto que saiu com os traços de um verdadeiro Bolton o que agradou ao seu pai. A criança é claro nascera frágil e muitos pensaram que não iria sobreviver para vir a se tornar um homem. Talvez tenha sido por isso que Bethany se apegara ao seu garoto.

E Bethany Ryswell cuidara daquela criança com todo o carinho e amor que Roose nunca imaginou que poderia existir no coração daquela mulher. Talvez tenha sido por conta do amor materno que fez com que a saúde do herdeiro se fortalece e ele sobrevive.

Durante muito tempo foi que Roose perdeu admirando a sua esposa cuidando do filho deles. Ele ainda não a amava só que a vê-la ali e o quanto se dedicava a Domeric fazia com que ele tivesse de admitir que houvesse alguma coisa se formando em relação a ela. Não sabia o que ainda era.

Ambos passaram a conversar mais. Dessa vez a maioria dos assuntos era em relação ao garoto deles e em geral se tratava dele questionando sobre sua saúde e ela respondendo os avanços e melhoras de Domeric conforme o tempo se passou.

Domeric sempre foi muito apegado com a mãe e isso irritara Roose inicialmente. Que espécie de Lorde ele seria caso crescesse preso a sua figura materna? Um homem Bolton deveria ser forte e frio como o inverno sendo que este não era o caso de Domeric. E por muito tempo foi que Roose odiara a esposa por ter feito do filho dele um fraco.

Conforme o tempo se passou e Roose foi conhecendo melhor e aceitando o jeito de seu herdeiro de ser foi que percebeu que Bethany não tinha cometido nenhum erro. Ela havia acertado com Domeric onde todas as outras mulheres daquela casa tinham errado. E Roose entendeu que não era amor que ele sentia por Bethany Ryswell e sim admiração pela figura materna que ela era.

Sua esposa morrera de febre devido a ter passado muito tempo ao relento velando o corpo do filho deles. Mas para Roose a verdade era que o que tinha se acometido de Bethany fora uma tristeza imensa pela perda que sofreu. E Roose entendeu que não era Domeric que era apegado à mãe e sim o oposto.

Ela não poderia permanecer em um mundo em que nunca mais fosse ver o sorriso do seu garoto. Domeric tinha sido a razão para que houvesse felicidade entre eles mesmo que Roose não fosse capaz de demonstrar isso com clareza.