Reencontro de trabalho.

Cedo, diria umas 6h da manhã, Kouta acorda e se prepara para seu novo dia de trabalho, deveria dizer “Papa”, mas vou manter relações impessoais. Quero deixa-lo bem à vontade, meu leitor, pois esses são os primeiros relatos de uma menina de 12 anos sobre como seu “papa” encontrou sua nova “Mama”.

Kouta correu para arrumar-se a tempo, era seu primeiro dia e ele não poderia atrasar. Agora ele era assistente de um Mangaká de nome ganhador de prêmio e tudo mais – Sugoii! Ele finalmente estava pronto, nos despedimos e cada um tomou seu caminho. Estava preocupada com Kouta, será que esse Mangaká era como o Sensei? Ele iria tratar bem meu Papa? E suas ambições de ser um Mangaká? Papa só me dava preocupações.

Lá estava ele, correndo para seu primeiro dia, enquanto eu começava a mudar minha rota para a escola, ele seguia em frente, nervoso pode-se dizer assim. Sinto que ele iria encontra algo incrível em seu novo emprego.

Kouta chegando no Trabalho.

Hihi! Esse Kouta, desde que eu me libertei daquela mulher dediquei-me a o jesuitismo, sim, agora sou um padre, mas dedico meu tempo livre a ser seu “Servo”. O Tio nos ensinou assim, tem aqueles que são mestres e aqueles que são seus servos, a princípio eu faria de Kouta meu servo, enquanto eu já era servo daquela mulher, entretanto, as coisas mudaram.... Não há muito o que dizer, apenas que Kouta me salvou. Sou o Padre Lolicon mais feliz do mundo, Talvez.

Ele entra na sala e eu observo a distância, uso as habilidades ninjas que o Tio me ensinou para vigiar sem ser percebido, prometi a senhorita que avistaria seus primeiros dias em seu novo trabalho, ela é uma filha muito apegada a seu pai.

O que eu vi a primeiro momento nada me surpreendeu, uma sala bagunçada que é o esperado de um bom Mangaká, vários rascunhos que provavelmente não resultaram em nada, contudo, era um ambiente muito bonito e charmoso, apesar da bagunça. Deveria trazer alguma “senhorita” aí. Hihi

Kouta espera sentando em uma cadeira e olha o branco das paredes e o amarelo dos detalhes atentamente, esse Kouta, ele está muito nervoso. Porta de madeira refinada, a maçaneta gira, vai entra alguém...

O que ele faz aqui?

Dia longo de trabalho e ainda vou ter que avaliar meu novo assistente, preciso voltar a escrever antes que chegue minha data limite, Souta está muito inquieto esses dias, será que é a idade? Seu primeiro aninho chegou recentemente. Esses corredores são muito longos, desse jeito será ruim chegar a cozinha e pegar minhas guloseimas, espero que esse assistente novo seja prestativo. Pensando melhor, não estou pronta para ser chamada de “Sensei”, será que ele poderia só me chamar de “Arisaka-san”.

Bom, chegou o momento devo abrir a porta e ver meu novo assistente...

O que ela faz aqui?

Haa! Estou muito nervoso, sei que sou competente e fui recomendado pelo Sensei, mas ainda assim, é um Mangaká renomado, tem um trabalho único e eficiente sem contar que fez sua fama nesses últimos dois anos. Tempo recorde! E se eu não impressionar? Será que vou virar o garoto que entrega guloseimas? Seria um desperdício de anos de aulas de arte e treinos com o Sensei.

Bom, a própria Rainha da Comicket falou bem dele para mim, sei que farei um ótimo trabalho e assim poderei tornar-me ainda mais conhecido como assistente, talvez poderei até tornar-me um Mangaká.

A maçaneta está para abrir vai entra alguém, cabelos claros, um é uma mulher de óculos, será ela outra assistente? Mas esse rosto é tão familiar... Espera!!!

O que você está fazendo aqui?

— Kouta? Disse Haruka, vermelha, nervosa e até mesmo assustada.

— Olá! Disse Kouta sem graça, sem entender nada aparentemente.

A narração voltou para mim, deixe o Nicchi narrar para você, ojou-san. Os dois encontram se perplexos, não diria irritados, mas muito sem graça. Sinto pena do pobre Kouta que deixou uma má impressão a última vez que se encontraram, um caso de amor que nunca daria certo? Talvez eu tenha culpa disso também, mas Kouta foi firme na época, escolheu buscar sua filha e não ficar com a mulher que o amava, essa mesma mulher o encara com um ar de quem está por desmaiar, que será que fará Haruka? O homem que ela amou tanto está a sua frente e basta só um oi para essa história de amor Otaku se desenrolar...

— Haruka-san, será possível que você é assistente por aqui?

— Não, eu sou, provavelmente, sua nova “Sensei”. Disse Haruka, que no mesmo instante cria uma explicação em seus pensamentos para suas falas: Kouta idiota! Não posso trabalhar com ele, não agora, não se ele souber meu segredo, pelo menos vou ouvi-lo chamar-me de Sensei uma vez, depois tenho que tentar dispensá-lo.

— Hahaha! Incrível Haruka, você é uma Mangaká premiada, em tão pouco tempo. Kouta está obviamente sem graça, vamos ouvir seus pensamentos: O que eu faço? Não tenho nem para onde correr, não consigo encarar a Haruka sem lembrar do que eu fiz... de como eu a machuquei... será que se eu explicar ela me perdoará?

— Haruka, preciso que você saiba que o que aconteceu há dois anos atrás não foi uma decisão final, eu precisava da Kanou em minha vida, ela é minha filha não poderia escolher entre uma ou a outra..., mas, independentemente do que você pensar de mim, saiba que você me deu forças para conseguir recuperar minha filha e esses anos maravilhosos que eu tive com ela, Haruka, você é a principal responsável por isso. Tentei encontrá-la nesses últimos dois anos e estou vendo-a agora, só digo que... Eu sempre gostei de você.

Que besteira eu estou dizendo, ela só irá me odiar mais, estou agindo feito um patife. Não posso aparecer de repente e dizer que eu a amo e se ela já estiver com outro cara? E se já tiverem filhos? Eu tenho direito de fazer isso com a Haruka? Estragar esses últimos dois anos dela com minhas desculpas e palavras românticas. Pensou Kouta.

Hihi! Esse Kouta, sempre complicando tudo. Bem, vamos ver o que o Coração da Haruka tem a dizer, será que ela é mais madura? Ela esperou o Kouta até hoje? Vejamos, diga Haruka.

— Kouta, eu acho que te odiei, talvez nas primeiras semanas após fugir do Higansou e ver que havia sido rejeitada e que você preferia sua filha, mas depois de um tempo, eu entendi que você precisava fazer aquilo e que não era uma rejeição, mas sim um “Vou voltar com minha filha”. Kouta, ainda assim você teria voltado para nós, certo? Eu poderia tentar amá-lo um pouco mais. Pensei assim, lutei para ser assim, e Kouta, por mais que eu estivesse fugindo de você eu sabia que te amava, eu te amo muito...

Silêncio.

Admitir diretamente que eu o amo é muito difícil, acho que eu jamais teria feito isso quando mais jovem, minha timidez está me matando, preciso me esconder... E pensando melhor, por que eu disse aquilo? Mesmo que eu o ame, nunca poderemos ficar juntos, pois eu tenho ele agora, há alguém que não deixará eu e o Kouta ficarmos juntos... Pensou Haruka.

— Haruka, eu...

— Não podemos Kouta! Eu tenho outro alguém agora! Eu tenho o Souta, tenho que cuidar dele!

— Há outro? Entendo, eu não tenho direito de estar entre vocês... Ele deve amá-la muito mais do que eu... Desculpe-me Haruka, não vou mais incomodá-la.

Kouta pega suas coisas e vai até a porta, olha mais uma vez para os olhos da mulher que ama e diz com uma voz baixa e tremula “adeus”.

Com a cabeça baixa e olhos vermelhos de lagrimas Haruka vê seu amado sair pela porta, ela sabe que deveria ter contado, mas não aguentaria ver a reação dele, pois ela sabe que Kouta jamais a perdoaria por isso, não por fazer ele ter o mesmo sentimento novamente... A moça coloca as mãos no coração começa a chorar e diz em voz baixa e tremula – Desculpe-me Kouta. Eu te amo.

To Be Continued.

Notas finais
Essa estória continuará...
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.