Nos olhos da fera,

Um par esferas negras,

Profundas inundadas por

Labaredas lascivas.

Vejo este fogo,

O de seu desejo,

Tornar-se gelo

Para derreter-se em lágrimas.

A mentira que veste

Já não supre antigos

Anseios adormecidos,

A teia que tece

Já não pode

Suportar o

Peso de tanto pesar

Sua jaula tão gasta

Corroída pela ferrugem da amargura

Já não pode conter

O que cresce no íntimo,

É como Hera

Que enreda

Buscando a luz de um novo Sol

A Lua aflora

Um Sentimento

Desperta inquietude

O Sol concede Força

Para romper amarras

A Natureza inspira Instinto

E as Estrelas observam

A Coragem surge

Uma explosão estonteante no âmago

O cadeado foi quebrado

Excitação contida sendo libertada

A sensação da Relva

Coberta por doce Orvalho sob os pés

Tão nostálgica,

Mas o medo

É como Névoa

Que chega sem avisar

Penetra a carne

Para a alma dominar.

E o que era Esperança se torna Pó

O fundo de sua de sua masmorra

Deve habitar

Inerte em Escuridão

Pois o Coração fraco

Maravilhas não pode experimentar.

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