Os Últimos Feiticeiros
2 Capítulo 1: A Execução
Notas iniciais
No ano 173 do quinto milênio, dez anos depois da execução de Lise Monókeros. Sunrise Lands, que agora é um reino fechado. Mais uma vez é palco de uma execução pública. A execução é comum neste reino, depois que a família primordial Von Ddraig foi massacrada e executada. Nos últimos dez anos, mais dois reinos caíram nas mãos de outras famílias de humanos comuns. As famílias primordiais, Sfinks e Sirène perderam seus títulos de soberanos, alguns membros dessas famílias foram assassinados, enquanto outros conseguiram escapar. Atualmente, existem apenas dois reinos livres que ainda são governados por famílias primordiais. Enquanto três dos cinco reinos compartilham algo em comum... Desprezo, ódio e perseguição pelas famílias primordiais que são especiais, abençoadas com magia. Na praça central, uma pira atraiu uma grande multidão, alguns nobres da alta sociedade, plebeus e mercadores da principal cidade onde está localizado o palácio real. Um palco foi montado com dois tronos de bronze com pedras preciosas. A praça se encheu de grande agitação até que o conselheiro do rei falou, aquela grande multidão ficou em silêncio.
— Todos se curvem a Vossa Majestade! Rei Alexander, o Jovem, Vossa Majestade! Rainha Annatele Ilahi — anunciou o conselheiro real. Todos na grande praça se curvaram diante deles. A praça central ficou cheia de guardas reais acompanhando o rei.
Alexander, tem apenas 16 anos. Seu cabelo é castanho escuro e muito curto, seus olhos são azuis, ele parece alguém com mais de 16 anos. Ele está vestido com um gibão de seda luxuoso em detalhes na cor vermelha, calças e sapatos vermelho-escuros, usa uma capa grande com um grande brasão, com duas flores-de-lis, no meio um cavalo dourado com uma coroa. Brasão da família Ross. Sua grande coroa dourada com rubis e safiras, tem uma pedra estranha com runas esculpidas de cor púrpura no meio. Alexander Von Ross, o atual rei da sucessão. Embora jovem, seu reinado é duro e inflexível, com alguns dias como rei, ele ordenou intensificar a perseguição aos feiticeiros das famílias primordiais. Sua mãe, Rainha Annatele, guia e aconselha o jovem. Enquanto procura pretendentes para um grande casamento político.
A aparência de Annatele é linda, de uma mulher madura entre os trinta a quarenta anos, cabelos castanhos compridos com tranças, olhos de cor escura. Ela está usando um vestido azul com vários ornamentos, jóias, anéis e pulseiras de ouro. Sua coroa de ouro, cheia de pedras preciosas, chamou a atenção para a grande riqueza que a realeza está usufruindo. Sunrise Lands está entrando em colapso com os dois últimos reinos livres do continente, uma guerra é inevitável. Com a grande perseguição aos feiticeiros, os últimos reinos livres são o último lugar onde eles estão seguros. Rainha e viúva do Rei Baldor, o Justo. Pouco se sabe sobre Annatele, mas ela é conhecida por sua grande inteligência, atualmente está procurando uma noiva para seu filho Alexander. A família Ilahi é uma das mais ricas de Sunrise Lands. Os Ilahi são comerciantes com uma ampla gama de negócios. Mesmo fundada no quarto milênio, conseguiu ser uma das famílias nobres mais ricas do continente.
— Hoje diante de Vossas Majestades! A execução pública de Erik conhecido como "Das Rote", mesmo depois de tantas torturas, não revelou a qual família primordial ele pertence. Já que ele é um feiticeiro sujo das famílias chamadas especiais. Erik Von Ddraig, filho de Saulo Von Ddraig, o rei corrompido, foi morto há dez anos atrás... Esse diante de nós é um impostor de outra família. Ele está sendo acusado de assassinar nosso grande Rei Baldor Von Ross, o Justo. Erik, que nasceu corrompido pela magia, a grande impureza do nosso continente. Com nossa justiça e lei contra qualquer manifestação de magia, como punição será purificado pelo fogo — anunciou o conselheiro do rei. Há dez anos, os filhos de Saulo e herdeiros de Sunrise Lands desapareceram, sendo dados como mortos. Um dos filhos se chamava Erik.
— Hoje nessa mesma praça! meu pai, o grande Rei Baldor, o Justo e seus conselheiros, limpou nosso reino das impurezas da magia — disse o Rei Alexander com grande admiração — quando ordenou a execução da prostituta, Lise Monókeros. Nosso reino renasceu. Mas ainda há muitos deles se escondendo de nossa justiça, os dois últimos reinos livres são seus últimos refúgios. Logo após o meu casamento, pretendo marchar no reino, Ancestral Islands, com a ajuda de nossos nobres e reinos vizinhos, vamos purificar o continente.
A grande multidão ficou animada, a execução de um feiticeiro é um espetáculo. Todos na praça gritaram. Viva o Rei, viva a Rainha! O conselheiro continuou com o julgamento, a multidão ficou em silêncio em seus rostos, uma expressão de nojo, ódio e desprezo, com olhares sanguinários.
— Erik Das Rote! Acusado de regicídio, conspiração, impureza. Ele se declarou culpado de todos os seus crimes! A justiça será feita, como Vossa Majestade é misericordioso, pode dizer suas últimas palavras — disse o conselheiro olhando para Erik que está algemado e ferido.
Erik então levantou a cabeça na frente da multidão, não mostrou remorso ou medo da morte, seu corpo está todo machucado, um sinal da tortura que sofreu durante o interrogatório. Suas mãos estão acorrentadas, ele está muito fraco para usar magia. Então ele usou sua última força e começou a falar, todos prestaram atenção, inclusive o Rei Alexander. A Rainha Annatele olha seriamente nos olhos de Erik.
— Nesta praça, há dez anos, uma importante feiticeira foi queimada viva, ela não era apenas uma feiticeira, ela também era a rainha por direito! — disse Erik, seu tom é triste, mal conseguia falar — essa família, que hoje me condenou à morte, usurpou seu trono — disse Erik até ser interrompido.
— O suficiente! Filho da puta, já ouvimos o suficiente de suas falácias! — gritou um nobre da multidão.
— Rei Saulo, ele tornou o reino rico e poderoso, continuando o legado da família Von Ddraig! — continua Erik, respondendo ao nobre — você ficou rico, viveu uma época de paz, mas agradeceu ao Rei Saulo apoiando um assassino cruel como Baldor... Rainha Lise, ela foi queimada viva assim como vários outros membros inocentes da família Von Ddraig. Eles assassinaram até as crianças inocentes.
A multidão se tornou um grande alvoroço, muitos começaram a jogar tomates e frutas em Erik. A humilhação e a revolta do povo continuaram. Até Erik gritar.
— Todos! Todos aqui têm culpa e sangue nas mãos, pelo massacre da família Von Ddraig, de todos os feiticeiros que foram queimados vivos, inocentes e injustiçados. O Rei Baldor era um assassino cruel e frio, eu mesmo o teria matado, mas não sou culpado por esse assassinato! — Erik está exausto, quase desmaiando — o Rei diante de você caça feiticeiros, mas ele te disse, nobres e plebeus que em sua corte...
— Chega! — gritou o Rei Alexander, seu tom é furioso — chega de mentiras escória, você menospreza meu falecido pai, um grande Rei querido pelo seu povo. Naquela noite fatídica, você não teve piedade, os guardas e minha mãe viram toda a cena. Você estava com a adaga nas mãos, ensanguentada com o sangue de meu pai.
— Você está sendo manipulado! — respondeu Erik — Alexander, você é apenas um fantoche.
— Eu não sei do que você está falando! Como se atreve a me chamar de fantoche — o Rei Alexander ficou vermelho de ódio — chega dessa falácia, você é um homem condenado, ninguém o libertará da sua sentença, prossiga com a execução.
A Rainha ficou em silêncio o tempo todo, está convencida das escolhas e do poder do filho e orgulhosa. Então a grande multidão ficou agitada, gritando insultos. O carrasco acorrentou Erik à pira, o segundo carrasco chegou com duas tochas, enquanto um criado derrama óleo inflamável sobre a palha seca. Quando o carrasco se aproximou, uma grande explosão aconteceu, um raio atingiu parte de um prédio, vários destroços caíram em direção à multidão, eles correram desesperadamente, iniciando uma grande confusão. O Rei Alexander se levantou do trono desenbanhando sua espada, enquanto uma linha de guardas começou a cerca-lo fazendo sua proteção. Cinco guardas recuaram com a Rainha Annatele em segurança No topo de um prédio estão quatro pessoas que ninguém conseguiu reconhecer por causa da fumaça, quando o vento soprou a fumaça para longe. Erik sorriu aliviado ao reconhecer rostos amigáveis.
— Erik! Estamos aqui por você — disse uma das pessoas — espere mais um pouco, ok?
— Eu realmente tenho que esperar, Anninka — disse Erik, sendo sarcástico — estou feliz em vê-los.
— Você não está na melhor posição para piadas! — disse a pessoa em tom de zombaria, vendo que Erik está acorrentado e todo machucado. Seu nome é Anninka — eu poderia ter usado minha magia temporal para lançar esse raio em você.
— Não é hora de brincadeiras! — disse a outra pessoa misteriosa — precisamos tirá-lo de lá e fugir antes que mais guardas apareçam.
— Você está certa, Sigrid, desculpe — disse Anninka, mostrando respeito — você tem algum plano?
— Christer! Você e Anninka cuidarão da distração com magia temporal, Anninka fará chover, não queremos que a pira pegue fogo, Christer fará raios cair, tenha cuidado com Erik e os civis. Eles não têm nada a ver com isso... Solveig e eu vamos tirar proveito da distração e resgatar Erik — disse a pessoa chamada Sigrid, dando ordens ao grupo.
— Veja! Há mais guardas se aproximando — disse a outra pessoa do grupo chamado Solveig — vamos rápido.
— Você não vai a lugar nenhum escória — disse o Rei Alexander, seu tom é furioso — mate todos eles!
Nuvens escuras começaram a se formar por toda a cidade, Anninka levantou as mãos em direção ao céu, uma energia começou a subir em direção às nuvens. Chuvas fortes começaram a cair pela cidade.
— Pronto! Você pode começar Christer — disse Anninka — Sigrid cuidará de Erik.
— Vai ficar tudo bem. Ok? — disse outra pessoa, chamado Christer, seu tom é confiante.
Raios começaram a aparecer nas mãos de Christer, que então apontou para o céu, imediatamente raios caíram sobre os guardas, desfazendo a formação ao redor do rei. Os reforços chegaram logo depois, Christer não perdeu tempo e começou seu ataque.
— Sigrid, vá depressa! Vou usar muita energia para distrai-los — disse Christer, mesmo ele sendo confiante, sua preocupação é clara — não estamos em maior número.
— Solveig! Entrarei na linha de frente, você resgatará Erik — disse Sigrid rapidamente — se tiver tempo para Libertá-lo, faça-o.
— Ok, deixe comigo! — disse Solveig, respondendo a Sigrid, ele está preocupado com o número de guardas — Anninka, me faz um favor? Faça uma bagunça assim que eu chegar até Erik. Ok?
— Certo, tomem cuidado! — disse Anninka, em um tom de preocupação.
Com grande agilidade, Sigrid pulou entre os guardas, que reagiram em uma posição de ataque. Sigrid se posicionou colocando a mão no punho da espada. Em segundos, uma luz brilhante apareceu e então sete dos guardas ao seu redor caíram sem a cabeça. O resto dos guardas recuou, o medo está claro em seus rostos. Mas eles avançaram em grande número em torno de Sigrid, que começou a evitar ataques, mantendo-se em defesa para ganhar tempo. Enquanto isso, Solveig tentou se aproximar do palco, no qual Erik está preso, naquele momento mais reforços haviam chegado. Os sinos da cidade estão em alarme e o caos tomou conta das ruas, mesmo em menor número, os feiticeiros têm vantagens contra os seres humanos comuns.
— O condenado! Não deixe que ele se aproxime do maldito homem! — ordenou o Rei Alexander, furiosamente — avance homens!
O Rei Alexander é habilidoso com espadas, mas nunca havia lutado, muito menos contra feiticeiros, ficou nervoso, tentando manter a calma na frente de seus homens. Ele não queria ser conhecido como um rei fraco que fugia no momento em que seu povo mais precisava dele. Solveig correu em direção ao palco, em cima de um muro, vários arqueiros assumiram posições, Christer tentou derrubá-los com seus raios. Mas, mais e mais arqueiros continuam chegando, uma flecha atingiu Solveig, fazendo um pequeno corte no rosto. Mas Solveig continuou a avançar e desviar com grande agilidade. Enquanto os guardas correm em direção ao palco, Solveig aumenta sua velocidade e pula, puxando seu arco e atirando em três guardas que estão a poucos metros do palco.
— Juksemaker! — disse um dos guardas, que protege o Rei Alexander, seu tom é preocupante.
— Quem é ele ? — perguntou o Rei Alexander — um feiticeiro?
— Não! Vossa Majestade, ele é um humano comum — disse o guarda, seu tom é de medo — mas não podemos subestimá-lo, ele é um mercenário do submundo organizado, também um assassino de aluguel.
— Não me surpreendo com os feiticeiros que andam com pessoas assim — disse o Rei Alexander, enojado — mas não tenha medo, logo mais reforços chegarão.
— Eu morreria feliz por nosso reino e por Vossa Majestade — disse o guarda, com grande orgulho.
O Rei Alexander então sorriu, ele tem grande confiança no poder de seu exército. Além dos guardas bem treinados, um exército de elite, sob o comando do general, Brandon Von Ross, o tio de Alexander, protege o reino. Quase chegando ao palco, Solveig viu que dois guardas já estão lá. Um deles está se preparando para perfurar o peito de Erik. Solveig pegou duas facas e as atirou, uma atingiu um guarda no pescoço, já a outra atingiu o olho do segundo que caiu gritando de dor enquanto o sangue corria. Então ele alcançou Erik, cortando a corrente, apoiando Erik em um braço, Erik, que está gravemente ferido, quase perdendo a consciência. Um grande número de guardas começou a subir no palco, Christer manteve o foco na muralha e no grande número de guardas. No entanto, ele está quase no limite, manter uma magia temporal requer muita energia. Ele atingiu a grande maioria dos guardas com seus raios, à medida que mais e mais guardas subiam, Solveig sacou a espada, enquanto se defendia, assegurando que Erik não fosse atingido.
— Anninka! — gritou Solveig — agora é com você! Eu já estou com Erik, preciso que você me ajude!
— Proteja-se! — Anninka gritou em resposta — Descanse Christer, deixe o resto comigo e com Sigrid.
Ela então pulou, ao pousar, colocou a mão no chão, descarregando energia. Naquele momento o exército de elite está a poucos minutos da praça central, Anninka tem tempo suficiente para lançar um feitiço poderoso, raízes gigantescas começaram a surgir do chão, atingindo vários guardas e prendendo a grande maioria. Com a outra mão, ela lançou um segundo feitiço, desta vez criando uma barreira de terra, bloqueando o caminho do exército de elite. Solveig se aproximou dela, surpreso com o poder mágico de Anninka.
— Você é incrivelmente poderosa, mais do que eu imaginava! — disse Solveig, sendo sarcástico.
— Você me subestimou? É assim que você agradece àqueles que acabaram de salvar seu pescoço — disse Anninka, ironicamente — Erik, deixe-me ajudá-lo.
— Tudo estava sob controle, na verdade, eu só queria ver se você estava ciente do plano — disse Solveig sendo irônico também — vamos levá-lo, nós dois. Ok?
— Ok, Erik, espere um pouco mais! — Anninka está preocupada — Sigrid, já estamos com Erik, Eu os atrasei, agora é com você.
Sigrid assentiu em concordância. Ela está evitando os ataques o tempo todo. O resgate e a segurança de Erik são o foco no momento. Vendo que Solveig e Anninka o resgataram, partiu para ofensiva. Ela então pulou sobre os guardas, liberando muita magia, revestindo sua espada, antes de aterrissar, ela colocou as duas mãos no punho da espada e girou com grande velocidade, cortando todos os guardas ao meio em poucos segundos. Tudo aconteceu tão rápido que o resto dos guardas não conseguiu ver o que havia acontecido. A divisão de elite foi dividida a pedido do general Brandon, os soldados buscam outra entrada, na esperança de emboscar o grupo de Erik. Sigrid viu um grande número de soldados chegando na praça, usando outro caminho, parte do exército dividido como resultado da grande barreira que Anninka havia feito alguns minutos antes, impedindo a passagem da maior parte do exército. Ela decidiu que era hora de seu último ataque. Segurando sua espada, um grande poder mágico começou a fluir por todo seu corpo.
— Alexander! Não tente impedir nossa fuga, eu não vou te matar, por mais que você mereça — Sigrid está com uma expressão de fúria — com o tempo, teremos nosso acerto de contas!
— Você! Eu sabia que a conhecia — disse o Rei Alexander, ele ficou surpreso — sabia que alguém da família daquela prostituta havia sobrevivido, eu tinha apenas seis anos na época, mas nunca esquecerei seu rosto... Sigrid Von Ddraig.
— Você se atreve a chamar minha mãe de prostituta... Eu deveria cortar sua cabeça, mas não é a hora certa — Sigrid manteve a calma — você pagará, no tempo certo.
— Agora entendo por que esse maldito homem pode usar magia, ele...
Antes que o Rei Alexander terminasse de falar, Sigrid lançou um ataque com toda a magia que fluía, quebrando a praça e abrindo um espaço entre ela e o Rei Alexander, os guardas e o exército que já está na praça. O tremor foi tão grande que derrubou alguns dos edifícios e a barreira que Anninka havia feito, enterrando alguns soldados, os destroços começaram a cair dos prédios e os guardas protegem o Rei com seus escudos. O Rei Alexander gritou, enviando seus homens atrás de Sigrid, que desapareceu na confusão. A cidade está em estado de emergência e sendo evacuada através de um túnel subterrâneo que termina em uma floresta. A preferência era pelos nobres, com os plebeus ficando por último. Minutos depois, Sigrid alcançou Anninka e o resto do grupo. Erik está sendo carregado por Christer e Solveig, enquanto Anninka libera o caminho usando magia elementar naqueles que aparecem no caminho.
— O exército foi deixado para trás — disse Sigrid, ela está exausta por causa da quantidade de magia que havia usado — precisamos sair daqui, como está Erik?
— Bem machucado, mas ele vai se recuperar — respondeu Christer — estou preocupado, os portões da cidade provavelmente estão fechados.
— Vamos encontrar uma maneira! — Sigrid está confiante.
— Eu já posso ver um dos portões, está realmente fechado. Mas vou tentar abri-lo com magia — disse Anninka, em tom de esperança.
Logo depois, algo a atingiu muito forte, e ela voou para longe, seu braço começou a sangrar, ela acabou perdendo a consciência. O grupo parou rapidamente sem saber o que tinha acontecido, uma pessoa começou a andar em sua direção. Erik reconheceu a pessoa misteriosa e todos ficaram surpresos.
— Elliott! — Sigrid disse furiosamente — Nós pensamos que você estava morto.
— Ele estava mesmo morto! Eu mesmo o matei... — disse Erik, sem entender o que está acontecendo.
— Você fez o que? Erik, sabemos apenas que você foi acusado de assassinar Baldor, na verdade, nem sabemos o que realmente aconteceu — disse Sigrid, seu tom é sério — eu sei que você não foi capaz de matar Baldor... Mas, Elliott você fez mesmo?
— Sigrid, Elliot é o culpado pelo fato de eu quase ter morrido hoje... Vou explicar tudo para você. Mas eu mesmo o matei — Erik começou a suar frio — mas eu não tenho ideia de como ele está vivo, na corte de Alexander há um ser misterioso que me derrotou, talvez seja por isso que Elliott esteja diante de nós.
Elliott então pegou Anninka pelo pescoço e antes que ele a estrangulasse. Sigrid correu em sua direção. Sigrid, numa onda de fúria, atacou Elliott, que derrubou Anninka, e evitou o ataque feroz de Sigrid. Uma energia negra começou a fluir através do corpo de Elliott, ele apontou a mão na direção de Sigrid e lançou um ataque mágico. Sigrid rapidamente revestiu sua espada com magia e bloqueou seu ataque. Todos estão em estado de choque. Elliott além de retornar dos mortos é capaz de usar uma magia desconhecida no continente.
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