Os Últimos De Nós
7 Capítulo 7 - Velhos amigos, novos problemas
Notas iniciais
"Taylor sorriu e olhou para a pequena que estava ao lado de Megan. Tão inocente... Assim como Kevin. Então olhou de volta para Blair e viu que ela estava olhando a pequena admiradamente e finalizou:
– Às vezes precisamos passar por uma gota de aprovações para termos a tão esperada felicidade."
Taylor baixou o olhar e começou a pensar em tudo o que passou até ali. Tudo aconteceu tão rápido que ela não teve tempo de ter medo. Agora esse medo a dominou, fazendo com que algumas lágrimas cortantes rolassem sobre o rosto dela. Blair olhou para Taylor que rapidamente secou as lágrimas na intenção de não a entristecer mais ainda. Blair percebeu, mas escolheu não falar nada, Taylor tinha todo o direito de chorar, berrar e espernear. Assim como todos ali tinham o direito de pirar, afinal o mundo que eles um dia conheciam e iam conhecer estava completamente fodido. Joseph estava com os olhos fechados, mas não dormia. Ele estava triste. Triste por não poder ver as pessoas que conhecia. Triste por finalmente perceber que elas poderiam estar mortas ou vagando por aí, sem rumo. Ele se sentia responsável por todas aquelas pessoas que estavam sofrendo com ele. Responsabilidade não era o forte dele. Mas ele se esforçava, dava o seu máximo para se mostrar forte. Ele não podia fraquejar. Não agora. Mas mesmo assim, ele estava triste. Ninguém realmente dormia. Estavam apenas com os olhos fechados relembrando do passado ou pensando num futuro que não poderia chegar. Apenas Claire dormia. Não dormia para descansar, e sim para se livrar por algumas horas daquele inferno. Apesar da pouca idade, sabia que seu amigo morreu e não voltaria mais, mas sabia que ele estava melhor do que eles, que agora ele estava nas nuvens.
- Vou ficar de vigia. Alguém me acompanha? — perguntou Joseph levantando-se num rompante dando um ligeiro susto nos outros.
- Eu vou, Joseph. — respondeu Glenn espreguiçando-se.
- Certo. Não deixe que te cerquem. — respondeu Joseph entregando um dos facões para Glenn.
- Se acalmem, garotos. Nós estamos bem longe da cidade. Aproveitem para descansar! — sugeriu Santana sentando-se e enrolando-se num cobertor.
- SantSant tem razão JohJoh! Vamos descansar! — exclamou Megan sentando-se em direção à Taylor para se esquentarem.
- Megan, Megan, Megan... Sempre criando apelidos repetitivos para todo mundo! — disse Joseph rindo voltando para perto da fogueira.
Blair olhou para Joseph, tentando sorrir, mas não conseguia. Joseph então rapidamente fechou o sorriso e voltou a sua postura séria de sempre.
Todos ficaram em silêncio por um bom tempo, até o barulho de alguns galhos despertarem a atenção de todos. Joseph foi o primeiro a se levantar segurando o facão. Ele seguiu em direção à traseira do ônibus que foi de onde os barulhos vieram e notou a sombra de uma pessoa correndo até eles. Todos se levantaram. Glenn e Nathan se aproximaram para ajudar. Joseph gelou. Afinal, ele também sentia medo. Todos estavam aflitos. Aquela sombra se aproximou e quando a luz da pequena fogueira conseguiu iluminar seu rosto, um homem de cabelos e barbas louras apareceu ofegante, Joseph soltou um grito e entortou as sobrancelhas tentando retirar de algum lugar de sua mente que conhecia este homem.
- Kurt?! — perguntou Joseph ainda zonzo.
- Como você sabe meu nome? — perguntou o homem assustado.
- Kurt MacKenna?! Sou eu! Joseph! Joseph Knight! — exclamou Joseph abraçando Kurt.
- Joseph! Você está vivo! Graças a Deus meu amigo! — falou Kurt.
Glenn e Nathan, percebendo que o homem não traria perigo, abaixaram os facões e voltaram para perto da fogueira.
- Cara, você está congelando! Senta aqui perto da fogueira! O que você está fazendo aqui?! Eu achei que tinha voltado para o Texas... — falou Joseph rapidamente engolindo algumas sílabas.
- Eu voltei, cara... Mas encontrei minha família... Você sabe... Então, o prefeito anunciou que deveríamos ir para as cidades grandes que era seguro. Aí eu logo lembrei que você me disse que vinha para cá morar com sua irmã. Qual delas é sua irmã? — explicou Kurt.
- Ah... Eu perdi minha irmã... Mas essa aqui é minha sobrinha, Megan. — respondeu Joseph entregando um cobertor para Kurt e apontando para Megan que respondeu com um ligeiro sorriso.
- Desculpa, cara... Eu sei como é difícil... Mas eu acho que minha mãe ainda está viva. Ela deixou um bilhete dizendo que iria para o Brasil. Não acredito que ela não me esperou... Mas eu sei que ela não fez por mal. — contou Kurt.
- Tomara que ela esteja viva, cara. Eu não ouvi falar nada sobre o Brasil ou outros países sul-americanos e nem da Europa. Mas ela deve estar bem. — Depois de uma pausa Joseph prosseguiu — Você está com fome? Temos bastante enlatados no ônibus...
- Eu quero! Muito obrigado, mesmo! — agradeceu Kurt à todos.
- Não foi nada. — responderam em conjunto.
Joseph trouxe alguns enlatados e os entregou a Kurt.
Tudo voltou ao mesmo silêncio de antes até Nathan se desprender do abraço de Claire, que dormia profundamente e dizer:
- Ei! Tive uma ideia... E se nós nos apresentássemos para todos?
- Como assim? — perguntou Dianna envolvida.
- Assim: Meu nome é Nathan Adkins, eu vim de Delaware, morava com meu pai alcoólatra e minha irmãzinha, Claire. Minha mãe nos abandonou quando Claire tinha um ano. — Nathan engoliu em seco e continuou — Ela nos deixou lá... com... aquele monstro que gastava todo o dinheiro da pensão num boteco de esquina. Felizmente, eu tive a ajuda da minha vizinha, Margaret, ela foi um anjo na minha vida! Quando eu ia para escola, que eram poucas... ela cuidava de Claire para mim — para que meu pai não tentasse abusar dela como já havia tentado uma vez. Margaret ainda me dava parte de sua aposentadoria para eu poder vir para cá morar com meus tios, peguei um ônibus e quando cheguei aqui, tudo já estava uma merda, então eu e Claire estávamos fugindo até eu me machucar e desmaiar e Taylor nos encontrou.
Taylor por um segundo sentiu pena de Nathan por perceber que ele também não tivera o amor de uma mãe. O amor dela por Nathan aumentou mais ainda depois daquele momento, ela sorriu. Mas lembrou que ainda estava com raiva dele, então ordenou a si mesma para fechar o sorriso.
— É uma boa ideia! Aí o Kurt pode nos dizer como nos encontrou aqui, não é? — falou Joseph sorrindo para ele.
- Claro! Meu nome é Kurt MacKenna, eu vim do Texas, morava com minha esposa, Katherine e minha filha, Jessie. Depois que... meu pai... morreu... eu entrei no mundo das drogas e comecei a me alcoolizar com frequência também. Minha família achou que seria melhor para mim servir ao exército. Então, eu viajei até a Carolina do Norte onde conheci Joseph, que me ajudou a superar a morte de meu pai e se tornou meu único e melhor amigo. Depois de servir durante dois anos, eu voltei para o Texas... E encontrei minha esposa e minha filha... igual àqueles... feiosos... eu não consegui matá-las... Fui até a casa de meus pais que era na mesma rua e encontrei o bilhete, peguei a 9mm do meu pai e uns vizinhos disseram que estavam indo para as cidades grandes, como o prefeito tinha aconselhado. Então, peguei meu carro, fui até o aeroporto e peguei o primeiro voo para cá, encontrei uma mulher, chamada Maggie, mas acabei me separando dela quando uma horda nos atacou, depois disso decidi ficar longe do centro. Estava andando por aqui e achei as marcas de pneu do ônibus e então as segui e os encontrei. — contou Kurt lambendo os dedos.
- Meu nome é Joseph Knight, vim da Carolina do Norte onde morava com meus pais, eu pescava perto das montanhas com meu pai, antes dele morrer por conta das drogas que começou a usar depois que minha mãe morreu num acidente de carro. Quando ele morreu, fui morar com meus avós, tive problemas com eles, pois não sabia o que fazer da vida e não queria seguir a tradição de que todo o homem da família tinha que firmar carreira no exército. Decidi servir, fiquei por dois anos, mas não segui carreira, como eu sabia que meu avô me mataria se eu voltasse, vim para Nova York morar com a minha irmã Samanta, o noivo Steve e minha sobrinha Megan. — contou Joseph entristecendo um pouco Megan por fazê-la lembrar de sua mãe e seu pai.
- Minha vez! — pediu Santana com um longo sorriso — Meu nome é Santana Lopez, vim de Lima, Ohio. Morava com a minha avó e estudava no colégio William McKinley — Santana fechando o sorriso continuou — Onde conheci minha melhor amiga e namorada, Brittany Pierce, eu nunca demonstrei meu sentimentos à ninguém, a não ser à ela. Nós namorávamos em segredo... Guardei isso por um longo tempo. Num dia louco, decidi assumir minha homossexualidade, minha avó me expulsou de casa e eu fui morar com Brittany. Depois de terminarmos os estudos, viemos para cá com o sonho de fazer faculdade, conheci Dianna, mas ela se afastou logo depois que descobriu que eu e Brittany éramos namoradas...
- Me desculpa, amiga! — pediu Dianna aos prantos indo ao abraço de Santana, alguns segundos depois, recomposta, Dianna começou a falar — Meu nome é Dianna Fabrey, nasci em Jamestown e me mudei para cá com dois anos e preferi não sair mais. Tive muitos amigos na escola e na faculdade de economia que estava fazendo, era capitã das líderes de torcida, ou seja, a garota mais popular da escola e do campus. Mas mesmo assim, sendo a garota mais popular, cheia de amigas e amigos, várias festas nos fins de semanas... eu... sofria depressão. Conheci Santana e Brittany no segundo ano da faculdade de economia, mas meu namorado me obrigou a se afastar das meninas depois que ele descobriu a homossexualidade delas. Ele era jogador do time da faculdade, e logo depois que descobriu que eu estava grávida... me deixou... mas mesmo assim... eu o amava muito... vi ele sendo morto num ataque de walkers na escola... Encontrei meu professor, Michael e juntos conseguimos sair de lá. Depois encontramos Glenn numa loja de conveniências.
Glenn, meio boquiaberto começou a falar:
- Meu nome é Glenn Kravitz, eu era um... entregador de pizzas, em Macon, Geórgia. Eu estava afundando em dívidas e daria tudo para sair delas... Mas agora que tudo se foi... Eu ficaria muito feliz de ter tudo de volta se as coisas se normalizassem. Digo... Quem não iria querer? Mas tava mesmo todo ferrado, iria perder meu apê... meu carro... quase batendo às portas dos meus pais para pedir ajuda. Eu nunca mais queria ter de falar com eles de novo. Porém, agora que sei que não poderei mais, eu queria muito poder... — contou Glenn com o olhar distante.
- Trabalhava num restaurante... — resumiu Blair.
- Sua vez, Taylor. — disse Joseph com um grande sorriso.
- Certo... Meu nome é Taylor Vogelmann, vim de Louisiana, onde morava com minha mãe, Rachel, meu padrasto, Phillip e meu meio-irmão, Derek. Meu pai, James, foi embora depois de descobrir que minha mãe o traía com seu "melhor amigo", Phillip, ele só não sabia que minha mãe estava grávida de mim. Ela teve o Derek com meu padrasto e sempre mimava o garoto desde pequeno e me ignorava. Também sofri bullyng na escola — contou com um pequeno sorriso para Glenn que retribuiu -, me chamavam de "lunática", "doentia", só porque usava roupas de couro, coturnos, batons pretos e cabelos coloridos. — Taylor baixou a cabeça, respirou fundo e continuou — A única pessoa que se importava comigo era minha avó, que morava aqui, ela me mandava parte do salário que ganhava como cabeleireira, comecei a juntar dinheiro até ter o suficiente para comprar uma passagem de avião para cá, quando cheguei aqui, fui até a casa dela e a encontrei se transformando... naquelas coisas... Então, eu fugi e encontrei Claire e Nathan.
Todos ficaram em silêncio. Agora, a única coisa que podiam ouvir eram os barulhos dos grilos e passarinhos na floresta. Todos estavam abalados com as histórias de cada um. Todos passaram por um perrengue na vida. Todos tinham suas razões e circunstâncias para chorar. Eles eram iguais.
Amanheceu. A maioria dormia por conta do cansaço ou só, por alguns momentos, fugir daquele lugar. Blair finalmente conseguiu pegar no sono, ela estava exausta. Joseph e Kurt ficaram acordados fazendo vigília relembrando dos dois anos que passaram no exército, enquanto Taylor ficou cuidando de Mary. Uma hora se passou e então Blair acordou assustada, gritando por Kevin. Joseph assustado correu e foi acalmá-la.
- Eu quero meu filho! Por favor! Eu quero meu filho! — repetia Blair ao gritos contorcendo-se nos braços de Joseph.
Taylor rapidamente se juntou à Joseph para tentar acalmá-la que soluçava incessantemente. Todos acordaram assustados com os almejos desesperados de Blair. Após os soluços terminarem e restarem apenas as lágrimas ligeiras e sufocantes, Nathan foi até o ônibus e pegou uns enlatados para Blair comer.
- Eu não entendo... Porque aquela mulher está chorando tanto? — perguntou Kurt para Dianna já que estavam um pouco afastados da clareira.
- Ah, ela se chama Blair. Está vendo aquelas pedras ali? — perguntou Dianna apontando para as pedras que estavam sob o túmulo de Kevin, depois que Kurt acenou com a cabeça ela continuou -. Então, lá está o filho dela... Ele sofria de alguma doença grave... Acho que leucemia... E como ele não aguentava mais... Começou a se cortar e acabou... Você sabe. Ela ainda não se conformou... Nós nunca nos conformamos, não é?
Kurt ficou pasmo. Não sabia o que fazer, nem o que dizer. Decidiu voltar à vigília.
- Não! Eu não quero comer! Me deixa em paz! — gritava Blair.
Claire estava ali perto. Quanto mais ela se agarrava ao seu cachorro de pelúcia, que já estava surrado depois de tanta coisa que ela passou, mais ela chorava. Lágrimas inocentes. Lágrimas de uma criança que enfrenta uma dura realidade precocemente. Ela nunca havia chorado na frente de alguém. Opinava por chorar em silêncio. Enquanto tentava dormir. Alguma coisa empurrou Claire e ela foi até Blair, todos ficaram em silêncio diante da situação. Claire abraçou Blair delicadamente e disse:
- Não chora não, Blair! Kevin está com o "papai do céu" agora...
Inexplicavelmente Blair parou de chorar, já que deveria desabar. Mas não. Ela parou. Limpou as suas e as lágrimas de Claire e as duas sorriram uma para a outra.
Todos se afastaram até restarem Blair, Taylor, Megan e Claire na clareira. Joseph, Nathan e Glenn foram buscar lenha, Glenn pegou o suficiente para montarem a fogueira quando anoitecesse e Nathan e Joseph pegaram para fazerem varas de pesca, enquanto Santana foi verificar a quantidade de enlatados que ainda restava.
- Blair... Você precisa comer, querida. Kevin não gostaria de ver você assim... — sussurrou Taylor.
- Tá bom... Eu como. — respondeu Blair com um curto sorriso de lado.
Taylor foi até o ônibus onde encontrou Santana perto dos enlatados. A morena tentou puxar assunto com a loira mas Taylor rolou os olhos com desprezo.
- Olha aqui, garota! Não sei qual é o seu problema, mas é melhor você parar de me tratar dessa maneira, eu não fiz nada para você ficar com esses seus olhares assassinos, eu não estou tentando roubar seu namoradinho, valeu?! — gritou Santana já cansada das investidas de Taylor.
- Olha... Eu não quero ser grossa com você. Então, por filantropia, cala essa sua boca imunda? — respondeu Taylor numa calma perturbadora.
- Quem você pensa que é?! Eu sei que é do seu nível tratar as pessoas dessa maneira só porque você era a "revoltadinha" da família mas você não sabe da onde eu vim... Eu venho de Lima Heights! — gritou Santana bufando.
- Para o seu próprio bem... Não ouse falar da minha família. Grande coisa você vir desse buraco aí, isso não importa agora, lá como todo o lugar do mundo está cheio de zumbis. Ah, a propósito, eu sou Taylor Vogelmann, prazer. — respondeu Taylor completamente irônica.
- Ela pensa que me assusta... Suas ironias não me afetam. Eu só quero um! Só um motivo sólido de você me tratar dessa maneira! — falou Santana lançando um olhar horripilante para Taylor.
- Fofíssima, eu não te devo satisfações! — retrucou Taylor.
- Me deve sim! Ninguém trata uma pessoa com desprezo sem motivos! Você deve estar ficando louca, só pode... Pode ficar tranquila, tá? Eu não quero seu namoradinho frouxo, eu gosto de mulheres, se você quiser dar pra ele, pode ficar à vontade. — gritou Santana se segurando para não bater em Taylor.
- Você está me chamando de puta?! Escolha bem suas palavras, garota! Nunca te dei moral pra falar desse jeito de mim! — gritou Taylor em resposta.
- Já que você não precisa de motivos pra tratar alguém com desprezo, eu não preciso de moral pra te chamar de puta! — respondeu Santana sorrindo.
- Você está me tirando do sério! Se eu pegar pra te bater... — ameaçou Taylor à Santana.
- Olha, vejam só! A mimada de Louisiana colocando suas asinhas para fora... Muito engraçado. Sério, não me mate de rir... — respondeu Santana balançando a cabeça e cruzando os braços.
- Nate, Nate! — chamou Blair um pouco preocupada.
- Que foi, Blair? Está tudo bem com você? — perguntou Nathan assustado.
- Comigo está. Mas eu acho que o clima não está muito bom ali no ônibus. — contou Blair.
Nathan olhou para o ônibus e pôde ver por entre as janelas sujas Santana e Taylor discutindo. Ele correu até lá e as separou.
- Que merda tá acontecendo aqui?!
- Essa vaca loira está completamente fora do sério! — respondeu Santana.
- Olha bem como fala de mim, sua vadia!
- Parem! As duas! Parem! Pelo amor de Deus! — pediu Nathan segurando-as.
- Nathan, fala pra ela que eu não estou interessada em você, ela está com problemas, eu sou lésbica! É difícil entender?! — gritou Santana.
- Certo... Sant, por favor, leva uns enlatados para Blair? — pediu Nathan sorrindo, virou-se para Taylor, torceu as sobrancelhas e continuou — E você... Precisamos conversar.
Santana pegou alguns enlatados e os levou até Blair que estava sentada com Megan e Mary, perto do lago.
- Obrigado, querida! Estou morrendo de fome! — agradeceu Blair sorrindo.
- É tão bom te ver sorrindo, Blair! E te ver comendo é muito bom também! Eu vou ajudar o Glenn com a lenha, se precisar de alguma coisa é só me chamar, tá? — disse Santana com um longo sorriso no rosto.
- Ah, Santana, eu preciso que você peça pro Glenn ou para outra pessoa ir até a cidade para buscar fraldas e coisas de bebês para Mary. Eu agradeceria muito! — pediu Blair.
- Pode deixar! Eu vou junto com ele.
- E então, Blair, como você está se sentindo? — perguntou Megan preocupada.
- Ah, eu ainda estou muito abalada, querida, mas eu supero. — respondeu Blair olhando para as pedras onde Kevin fora enterrado.
- Fique forte, Blair! — disse Megan abraçando e colocando um beijo carinhoso na testa de Blair.
- Eu daria tudo para ouvir Demi Lovato... — suspirou Megan ainda abraçada à Blair.
- Eu daria tudo para ouvir Adele! — suspirou Blair em resposta encostando sua cabeça à Megan.
Enquanto isso, Dianna e Kurt continuavam de vigia.
- Eu vi você olhando para Blair ontem... — disse Dianna.
- É... Eu gostei dela... Mas ela acabou de perder o filho... — respondeu Kurt um pouco envergonhado.
- Você é a primeira pessoa que me atrai aqui... — anunciou Dianna.
- Você também é muito bonita, Dianna. — respondeu Kurt.
- Você quer transar?
- Onde? — perguntou Kurt envolvido.
- Podemos ir mais para dentro da floresta... — sugeriu Dianna.
- Tudo bem... Vamos lá!
- Eu não vou conversar com você! Quem você pensa que é?! Meu pai?! — gritou Taylor sendo puxada pelo braço.
Nathan e Taylor foram até o outro lado do lago, onde puderam ficar sozinhos e Nathan começou a falar:
- Olha, Taylor... Porque tudo aquilo? Porque? — perguntou Nathan com uma feição entristecida.
- Porque... Ah, dane-se! Porque eu te amo! — respondeu Taylor arrependida.
- Disso eu sei... — falou Nathan rindo.
Taylor sorrindo mas ao mesmo tempo indignada lhe deu um soco no ombro.
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