Os Últimos De Nós
3 Capítulo 3 - Impala 1967
Notas iniciais
Nova York, 2023, 15:38PM
Entraram em um ônibus que encontraram no meio da avenida. Ainda tinha gasolina, mas demoram cerca de sete minutos para fazer ligação direta. Nathan bloqueava a porta com seu corpo para não deixar os walkers entrarem, até que finalmente conseguiram. Joseph dirigia, Blair estava no banco do passageiro à frente, as mochilas com as roupas penduradas devido a pressa da fuga estavam espalhadas pelos bancos. Nathan estava de pé, segurando-se, Taylor estava sentada logo atrás de Joseph, as crianças sentaram todas juntas como se unissem suas forças para combater o medo que agora dominava-as por inteiro. Todos estavam ofegantes, afinal, uma horda gigante estava atrás deles, e parecia que os desgraçados ficavam mais rápidos em grupos. Joseph acelerava o mais rápido que podia, a cada beco, a cada viela, rua ou avenida, eles chamavam a atenção de vários walkers e alguns desistiram por perceber que nunca os alcançariam. Nenhum deles fazia ideia de para onde estariam indo, mas só queriam sair daquela parte da cidade que se tornou um inferno. O silêncio era o único barulho que poderia ouvir, além dos grunhidos daqueles monstros lá fora. Aquele cheiro de couro envelhecido do estofado dos bancos, o cheiro de sangue de pessoas que iam trabalhar, que iam visitar alguém, que tinham seus sonhos, suas metas, seus desafios, suas tristezas, suas felicidades, suas famílias, pessoas que um dia foram pessoas e agora não passam de seres inconscientes atrás de sobreviventes... Mas eles também sentiam dor! Os walkers sentiam dor, uma dor insuportável, não sabiam o que acontecia, mas de alguma forma sabiam que precisam se alimentar para conseguir, por um momento, matar aquela dor. Alguma coisa empurrou a mão de Blair e ela ligou o rádio. Agora podia-se ouvir chiados e interferências, aqueles sons entraram em Taylor de um forma desconhecida, que agora estava sentada pois havia percebido que estava longe de perigo, Joseph por impulso desligou-o, Blair então quebrou o silêncio que dominava a alma deles.
- Não se pode viver num mundo desses sem música! – exclamou Blair e Joseph libertou um sorriso de canto em sua face entristecida e amedrontada para que, logo depois, abaixasse a cabeça disfarçadamente e começasse a chorar em silêncio.
- O que foi, Joseph? — perguntou Blair estagnada por ver Joseph chorar como nunca havia visto antes.
- Me sinto culpado por sorrir diante de toda esta situação... Já perdi a conta de quantas pessoas matei.
- Aquilo não são pessoas! Sempre foram assim, mas com rostinhos bonitos, agora eles mostram sua verdadeira face. — disse Taylor encostando sua cabeça no vidro sujo e embaçado.
- E o que pretende fazer? Não esboçar nenhuma emoção até morrermos? — perguntou indignado Nathan.
- É... Talvez seja uma boa ideia. — respondeu Joseph com uma face esboçando frieza, mas com as marcas da tristeza.
- O quê?! Você tem que comemorar por estar vivo, meu querido. Sorria! Aproveite o tempo que ainda lhe resta. Talvez tudo isso seja uma provação de Deus. Talvez já estejamos mortos... — disse Blair.
- Eu já disse! Deus nos abandonou há muito tempo! — respondeu Joseph com raiva.
Cansada de ouvir todos discutirem, Megan levantou-se rapidamente e pôs-se a falar:
- Será que vocês podem parar por um minuto?! Você têm duas crianças com problemas emocionais dentro dessa droga de ônibus! Kevin acabou de se cortar e Claire está com depressão, será que é difícil perceber?! Até agora o que vocês fazem é reclamar da vida! Parem com o drama adúltero de vocês! Nós somos crianças e nem por isso ficamos reclamando de tudo! Vocês acham que é fácil só receber ordens e não poder opinar em nada?!
Todos ficaram em silêncio. Até que Joseph decidiu falar:
- Ela está certa. Devemos nos preocupar com o mais importante: onde vamos ficar esta noite.
- Você tem alguma ideia? — perguntou Taylor.
- Ainda não... Preciso pensar. Nós precisamos nos afastar dessa cidade e acredito que nenhum de nós conheça bem algum bairro por aqui.
- Blair, você trouxe o seu radinho? — perguntou Nathan preocupado.
- Não... Devo ter esquecido ele lá. Gostava tanto dele... Mas posso encontrar um modelo mais novo em alguma loja de eletrônicos por aí. — lamentou Blair.
- Eu o peguei pra você, mãe! Eu sabia que você gostava daquele radinho. — disse Kevin tirando o pequeno radinho do bolso esquerdo de sua calça jeans suja e um pouco rasgada.
- Ah, obrigada meu amor! O que você queria com ele, Nathan? — falou Blair.
- Você já tentou sintonizar em alguma outra estação? Talvez nós possamos ouvir alguma notícia... Provavelmente, se houver algum lugar seguro, o governo anunciaria nas rádios.
- Boa ideia, Nathan! — disse Joseph sorrindo.
- Oh... O que foi isso? Desculpe-me, isso é um sorriso? — perguntou Blair em tom de brincadeira.
- É... — respondeu Joseph rindo.
- Tudo o que eu consigo ouvir é interferência. — falou Blair inconformada.
- Continua tentando... — pediu Nathan.
Ainda sem sucesso no rádio, Joseph decidiu parar numa loja de armas para que eles possam estar mais preparados, já que não sabem onde vão ficar.
- Vou parar o ônibus aqui em frente. Nathan vem comigo para me ajudar a pegar umas armas e mais munições. — disse Joseph.
- Eu trouxe umas mochilas vazias caso precisássemos de alguma coisa, estão lá trás. — falou Blair enquanto se aproximava das crianças.
Nathan e Joseph pegaram as mochilas e adentraram na loja. Como a mochila de Nathan era maior ele se encarregou de pegar as armas de grande porte e os facões. Joseph se encarregou das pistolas e munições e de repente viu dois walkers aparecerem e tentarem entrar no ônibus. Joseph sem fazer barulho para não chamar atenção de um bando, pegou um facão da mochila de Nathan e cravou-a nas cabeças dos walkers, então eles voltaram para o ônibus e seguiram viagem para "lugar nenhum". Minutos depois Taylor levantou sua cabeça do vidro e disse:
- Vocês estão ouvindo isso?
- O quê? — perguntaram todos.
- Esse barulho de motor... — disse Taylor.
Todos fizeram silêncio, Blair desligou seu rádio e eles puderam ouvir o barulho mencionado.
- Parece o motor de um carro antigo... — disse Joseph.
O som ficava cada vez mais próximo e não era possível distinguir de qual direção o veículo estava vindo, até que um Impala 1967 cruzou a rua que eles estavam, o motorista freou com rapidez e o carro derrapou e por fim parou em frente ao ônibus. Todos estavam assustados com aquela cena. Joseph sacou sua arma e desceu, logo atrás Nathan e Taylor desceram.
- Blair, fique com as crianças, por favor. — pediu Joseph.
- Pode deixar. – respondeu Blair e foi para perto deles no fundo do ônibus.
Não sabia ao certo se era um homem ou uma mulher que estava dirigindo.
- Você é louco?! Não sabia que pode atrair walkers com o barulho desse carro? — gritou Joseph.
O motorista abriu a porta e era possível ver a sombra da silhueta de uma mulher... Pele morena, cabelos negros, usava uma jaqueta de couro, calças jeans e uma bota velha.
- Eu preciso de ajuda, por favor! — gritou a mulher.
Todos correram para perto do carro.
- Você está infectada? Qual é o seu nome, moça? — perguntou Nathan.
- Não... Meu nome é Santana Lopez. Mas, minha namorada está arranhada e eu não sei o que fazer! Por favor, vocês podem me ajudar?
- Sua namorada?! — perguntou Taylor com uma face inexpressiva.
- É, minha namorada! Ou será que mesmo depois de um apocalipse zumbi as pessoas ainda têm preconceitos?! – Disse Santana mandando um olhar raivoso e acusador.
- Não... Me desculpe. Eu... Eu vou voltar para o ônibus com as crianças. — disse Taylor com aparente confusão e arrependimento.
- Vamos ao que interessa?! Onde sua namorada foi arranhada? — perguntou Nathan se aproximando de onde elas estavam.
- Na perna. Vocês podem ajudá-la? — respondeu Santana secando algumas lágrimas e abrindo a porta do banco passageiro.
- Nós vamos tentar nosso melhor. — disse Joseph indo em direção à outra garota.
- Qual é o seu nome, linda? — perguntou Joseph.
- Brittany Susan Pierce. — respondeu a garota com lágrimas e um sorriso no rosto.
- Nós vamos te ajudar, ok? Eu prometo. — disse Joseph acalmando Brittany, que aparentava dificuldades para respirar.
Joseph pegou-a no colo, Brittany gritava e chorava de dor.
- Pra onde vamos levá-la? — perguntou Nathan aflito.
- Vou colocá-la no ônibus e veremos com mais calma o que poderemos fazer por ela. — respondeu Joseph tentando acalmar os ânimos por lá.
Seguiram de volta ao ônibus. Joseph deitou Brittany nos bancos do fundo para que ela pudesse esticar sua perna e Brittany não parava se debater e chorar. Santana impossibilitada de ver tamanho sofrimento desceu do ônibus. Suas pernas sem forças dobraram-se e ela caiu no chão de joelhos, chorando desesperadamente. Nathan foi tentar se acalmar e acabou por tentar consolá-la.
- Taylor! Eu preciso que você me ajude, ok? — pediu Joseph.
- Ok. Nossa, está horrível! — disse Taylor olhando para a mordida, já que era possível ver o contorno dos dentes da criatura na perna da loira.
- Você tem sorte que foi mordida na perna, se tivesse sido mordida no pescoço ou em alguma artéria o vírus se espalharia muito mais rápido. — disse Joseph
Brittany tentava falar mas as lágrimas e os soluços de desespero não permitiam.
- Eu vi minha avó sendo transformada... Primeiro você vai ficar gelada, muito gelada, mas por dentro seu sangue vai estar fervendo. Logo depois, não vai conseguir mexer algumas partes do corpo, uma parte do seu cérebro se desliga, seu coração diminuirá os batimentos, quase não vai dar para ouvi-los, depois você "morre" e se transforma naquelas coisas. — contou Taylor com uma expressão maligna, por assim dizer.
- Taylor! Você não está ajudando! — gritou Joseph inconformado tentando focar no ferimento e pensar em algo para ajudar a pobre garota.
- Me desculpe! Eu não sei o que eu tenho! — disse Taylor com lágrimas nos olhos.
- Nós poderíamos estancar, mas eu não acho muito aconselhável. – Disse Joseph sem ver que Nathan e Santana entraram no ônibus.
- Por favor! Faça o que for possível para salvá-la! — gritava e chorava Santana surpresa com a situação.
- Nós vamos ter que amputar. — anunciou Joseph surpreso e abalado.
- Joseph, isso seria completamente insano! — disse Blair com lágrimas nos olhos. A situação de Brittany era realmente de dar pena a qualquer um.
- É a única saída, ok?! Ela não tem muitas chances! – gritou Joseph extremamente chateado.
- Por favor... — em meio aos soluços Brittany conseguiu sussurrar. Depois de uma pequena pausa continuou — Eu não quero isso pra mim! Por favor... Me matem! É a melhor saída!
- Sem chance! Não vamos te matar Brittany! Eu prometi que iria te ajudar e é isso que eu vou fazer. – Disse Joseph desesperado passando a mão pelos cabelos.
As crianças estavam paralisadas. Não sabiam o que fazer diante de tal sofrimento... Elas podiam ver Santana chorando agora sentada em um dos bancos e Brittany se debatendo no fundo do ônibus. Uma situação muito delicada, então decidiram ficar em silêncio até que tudo acabasse.
- Santana, você precisa estar atenta! Este é um momento difícil e Brittany precisa de você mais do que nunca! Você tem que ser forte por ela! — falava Nathan tentando, novamente, consolá-la.
- Tá bom. Qual seu nome? — perguntou Santana levantando-se e atravessando o ônibus para chegar mais perto de Brittany.
- Nathan. Nathan Adkins...
- Britany! Você precisa ser forte, tá? — falou Santana dando as mãos para Britany.
- Santana... Me desculpe! Vai machucá-la, mas amputar é a nossa melhor chance.- falou Joseph com dificuldade.
Santana abaixou a cabeça, pôs-se a chorar sem parar e disse:
- Tá bom... Eu conheço um hospital por aqui, é melhor eu ir com meu carro e vocês me seguem. – Disse Santana tentando limpar as lágrimas enquanto se levantava.
- Ótimo! Vamos lá. — respondeu Joseph.
Santana desceu do ônibus e entrou no seu Impala com lágrimas escorrendo dos seus olhos. Ligou o velho rádio e uma música dominou aquela pequena rua cheia de tristeza.
Joseph a seguiu durante alguns quilômetros. Nathan estava lá trás acalmando Brittany e ele só pedia para que a matassem, até que a tortura acabou... Chegaram ao um pequeno pronto socorro ali perto.
- Blair, preciso que você fique com as crianças e com Taylor aqui. Eu vou deixar umas armas com vocês. Usem o quanto precisar e se não tiver saída podem ir embora sem nós. — pediu Joseph.
- Eu nunca deixaria vocês. Mas pode deixar, eu fico aqui. — respondeu Blair um pouco aflita.
- Nathan, me ajude a carregar Brittany. — falou Joseph.
Nathan e Joseph puseram os braços de Brittany sob seus ombros, desceram do ônibus e seguiram para dentro do pronto socorro. Janelas quebradas, cadeiras destruídas, sangue por toda parte, luzes penduradas... O lugar mais assustador que já haviam visto. Santana cobria Nathan e Joseph verificando se não havia algum walker por perto. Logo à frente Santana encontrou um painel que informava onde havia os quartos dos pacientes e disse:
- Segundo andar.
- Como vamos chegar lá? — perguntou Nathan.
- Pelas escadas. — respondeu Joseph.
Aproximando-se da escada que fora trancada com grade, encontraram um walker tentando agarrá-los, uma mulher, enfermeira, gemia e gritava sedenta por um pedaço da perna de Brittany que continuava sangrando.
- Vamos! Temos que encontrar outra maneira de subir. — disse Santana.
- Elevadores. — sugeriu Nathan.
- Precisamos saber se ainda funcionam. — respondeu Joseph preocupado.
Viraram o corredor e encontraram mais destruição, cadeiras destruídas, canos estourados e o barulho de goteira assustava cada vez que estalava no surdo eco de morte. Parecia que um furacão havia passado por ali... A incerteza os dominava. Será que eles conseguirão encontrar o elevador? Será que ele estará apropriado para chegar ao segundo andar? Será que eles conseguirão encontrar os medicamentos que precisam para salvar Brittany? Será que ela sobreviverá até lá? Será que ela sobreviverá à amputação? Será? Uma pequenina palavra, apenas quatro letras que podem guardar muita coisa dentro. O cheiro de sangue e carne em decomposição possuía aquele lugar. Virando o corredor, eles finalmente encontram os elevadores, Santana logo aperta o botão e o elevador se abre. Para a surpresa de todos estava cheio de walkers, a luz do elevador não parava de piscar. Um walker tomou a dianteira e tentou dar seu abraço mortal em Santana que lhe cortou a cabeça. Os outros walkers percebendo a movimentação, também tentaram abocanhar o maior pedaço de Santana, rapidamente Joseph chuta o botão do elevador e ele se fecha, deixando algumas mãos para fora que logo foram cortadas devido à subida do elevador. O estômago de Santana se revirou completamente. Ela acabou de decapitar um walker, que um dia fora alguém, um ser humano... Como ela.
- Santana! Se concentre... Olha, eu sei que é difícil, mas temos coisas mais importantes a tratar. — falou Joseph tentando acalmá-la e alertá-la ao mesmo tempo.
- Tá bom. Eu só precisava de um tempo... — respondeu Santana secando as lágrimas que iriam cair.
Nathan apertou o botão para chamar o elevador ao lado, ele desceu e se abriu. Todos entraram e subiram. Ao chegar lá em cima, eles encontram todos os walkers que estavam no primeiro elevador. Joseph pega Brittany no colo e todos começam a correr.
- Vamos, entrem aqui! Rápido! — gritou Nathan desesperado.
Todos entraram rapidamente. Santana e Nathan colocaram o armário de medicamentos contra a porta para os proteger por um tempo e Joseph deitou Brittany na cama do quarto.
- Santana eu preciso de você aqui! Fique do lado da Brittany. — pediu Joseph.
- Pode deixar. — respondeu Santana tentando sem sucesso segurar o choro.
- Nathan! Eu preciso que você segure a perna dela para que eu possa cortar.
- Tá... Mas você não vai usar anestesia? — perguntou Nathan assustado.
- Não temos tempo! — gritou Joseph.
- Mas e se ela não resistir? — perguntou Nathan agora aterrorizado.
- Ela vai resistir! Eu sei disso! Agora faça o favor de segurar a perna dela?! — disse Joseph também aterrorizado.
Nathan segurou a perna de Brittany que já sentia os sintomas da transformação. Joseph pegou seu facão e pediu:
- Santana, por favor, tape a boca da Brittany...
- Tá... — sussurrou Santana chorando sem parar e tentando manter forças para salvar sua namorada.
Joseph começou a cortar um pouco acima de seu joelho. Santana chorava como nunca havia chorado antes nos seus dezoito anos de vida. Todos choravam. Lágrimas de dor, de angústia e sofrimento. Já era possível ver as veias da perna de Brittany seu cérebro não fora capaz de enviar quantidade suficiente de morfina para diminuir a dor. Era possível ouvir seus gritos através das brechas dos dedos de Santana. Brittany agora estava desmaiada não aguentou tanta dor. Minutos depois Joseph terminou. Nathan fez curativos com esparadrapos que encontrara ali. Um silêncio mortal dominou o lugar, ninguém sabia o que dizer, o que pensar e como agir. Santana tentava acordar Brittany de todas as maneiras enquanto Joseph aplicava uma injeção para ajudar a estancar o sangramento. Até que sons de tiros expulsaram o silêncio daquele lugar.
- Mas o que é isso?! — gritou Nathan desesperado.
- Eu não sei. — sussurrou Joseph.
Já não era mais possível ouvir os gemidos dos walkers lá fora. Brittany deu um longo suspiro e abriu os olhos num rompante.
- Graças a Deus! Você está viva, amor! — gritava Santana chorando de emoção.
- Sant, eu não vou aguentar isso... Por favor... Eu não quero ficar numa cadeira de rodas! Eu vou ser um atraso de vida para vocês... Eu quero morrer! Eu sinto muita dor... Sant, eu te amo, eu preciso que você me mate agora... Você tem que fazer isso por mim... Por nós! — sussurrava Brittany em meio aos soluços.
- Eu também te amo, muito! — respondeu Santana chorando e logo depois deu um tiro no peito de Brittany, que morreu sorrindo por ouvir que Santana a amava.
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