Os três heróis de Konoha
6 Ataque no clã Nobre! Corra se puder!
Notas iniciais
POV Menma
Após a partida de Henry, pôde me aproximar de Ren, que parecia bêbado. – Ele por sua vez percebeu a minha presença e suspirou.
—Uchiha... Quanto tempo! – Sussurrou.
—Mas do que eu gostaria, confesso. – Disse sarcasticamente, sentando-me ao lado dele. Ele por sua vez continuou bebendo.
—Porque voltou? – Perguntou depois do terceiro gole.
—Tenho projetos inacabados para resolver em Konohagakure, principalmente em nossos territórios. Mas imaginei que ficariam surpresos com a minha volta.
—A Hokage não deve ter ficado sabendo da sua volta. Creio que ela não dará as boas vindas ao filho pródigo. – Disse com um leve sorriso sínico.
—Creio que estar certo. Mas eu não vim pela Hokage, desta vez eu vim atrás de outra pessoa. – Dizia enquanto pegava um pouco de saque.
—Seu filho, imagino. – Deduziu Ren com outro gole de saque.
—Hyago deve esta forte, já que Henry se comprometeu em treina-lo. –Dei um longo gole no saque. — Imagino que para fazê-lo me derrotar. – Também deduzir com um pequeno sorriso de canto. Ren pareceu granir. – Não estou correto, Uchiyama? – Provoquei-o.
—Não consigo entender o que te faz pensar que seu filho seria igual a você. – Exclamou levemente alterado. Sorrir com a reação.
—Ren, meu amigo. Nunca ouviu falar ‘Tal pai, tal filho’? – Respondi sarcasticamente.
—Ninguém do clã nobre ou Shinobi estar disposto a deixar com que você leve Hyago, Uchiha Menma. – Resmungou batendo na bancada do bar.
—Não disse que precisava de permissão para conseguir o que quero. Além do mais, uma luta com os nobres seria muito interessante para treinar o meu novo poder. – Sorrir antes do meu clone se desfazer.
Era quase impossível para que eu não desse risada do que estava para acontecer. Agora era só esperar para que o caos pudesse renascer nos clãs nobres e shinobis. E como premio, todos teriam que passar pelo meu poder se quisesse outro futuro.
POV HYAGO
Henry havia me convencido a levar Sarah e Henrique ao festival shinobi que acontecia fora do território nobre. – Não havia gostado nada de ter que sai horas antes de ir para uma missão, mas não tive muita escolha.
—Porque será que meu pai anunciou emergência em todo o clã? – Resmungava Sarah pela quinta vez.
—Não sei Sarah. Talvez ele tenha tido alguma razão séria. – Dei a mesma resposta das outras vezes.
—Que pai irritante! – Continuava a resmungar.
—Mas Hyago, se estamos em emergência, porque o papai pediria para sairmos pro festival? Não seria mais perigoso?
—O festival shinobi tem como presença todos os kages, além de ANBUS para proteger a população que estará no evento. – Comentei a mesma resposta que Henry havia me dado. – Nada vai acontecer com a gente. Confie em mim. – E tentei sorrir. Mas creio que Sarah desconfiou.
—Irmão, estou com fome. Será que não da para comprarmos alguma coisa antes de vê as lutas chunin?
—Ah, sim. Boa idéia! Querem algo especifico?
—Eu quero bolinho de arroz e repolho! – Escolheu Henrique ao visualizar uma barraca de bolinhos de arroz.
—Também quero um bolinho de arroz, mas doce, por favor. – Pediu Sarah com uma cara despreocupada.
—Esta bem. Vou comprar e já volto. Não saiam daqui. – Pedi preocupado.
—Okay. – Responderam em uníssono.
POV SARAH
Foi realmente o melhor dia da minha vida. Pela primeira vez eu tinha saído do território nobre para conhecer o centro da vila. – E o que mais havia me interessado foi à diversidade de cultura que não tinha no nosso clã. – Apesar de você ser um nobre, se estiver localizado no território de Sunagakure, seu clã com certeza vai ter uma rivalidade com o seu clã. – Sendo que apenas três clãs nobres e familiares secundários (Que geralmente eram formados por filhos bastardos ou filhos caçulas que haviam nascido do mesmo sexo que o irmão mais velho e por isso rejeitado) constituíam o nosso território nobre. – O que eu considerava injusto, pois só permaneciam vivos para nos proteger e tinha a liberdade condenada a nos servir. Era mais que triste, era lamentável, era cruel. – Mas minha mãe através do diário tinha outra palavra agora pouco usada. – Eram escravos.
Os meninos o tempo todo ficaram excitados com o exame Chunin avaliando suas performances e como sempre Henrique puxando o ego do irmão com elogios do tipo “Irmão, você conseguiria derrota-lo com certeza” ou “Que fraco! Até eu conseguiria ser melhor com os treinamentos que meu irmão me dá”. –Puxa saco! – Resmunguei pela quinta vez. Hyago pareceu perceber e apenas me deu um sorriso tímido. – Odiava ter que admitir, mas nem Hyago conseguia vê o mundo que eu via. E era um mundo imundo.
Antes de ir, pude observar Raj que parecia muito infeliz esses dias andar pelas ruas movimentadas dos shinobis. Fazia até uma semana que não ia pra escola e não falava com ninguém. – Estava estranho e já fazia dias que ele não arrumava nenhuma confusão. Todos do bairro estavam até assustados, pensando que talvez fosse algum plano dele. Mas eu sentia que na verdade ele estava se sentindo mais só do que nunca.
—Hyago, será que aquela moça estranha que andava com o Raj foi embora? – Perguntei no caminho pra casa.
—Porque esta perguntando? Por acaso esta se preocupando com ele? – Perguntou Hyago com um olhar estranho, parecia sarcasmo.
—Não, claro que não! Apenas que... – Tentei pensar em algo. Droga. Não sabia o que dizer. — ... Talvez eu esteja apenas curiosa. E os moradores acham que talvez ele tenha até matando-a. – Tentei formula uma resposta, mas havia odiado o que havia saído.
—Que besteira! – Exclamou um pouco aborrecido. — Aquele garoto não conseguiria matar uma mosca ao menos se sentar nela... Ou se a comesse. – Riu da ultima parte. – Mas acho que sim. Faz um mês hoje que não a vejo na biblioteca.
—E ela ia com frequência? – Continuei a pergunta. Ele pareceu envergonhado.
—Acho que sim, pelo menos durante a semana eu a via todos os dias lá, enquanto vocês estavam na escola.
—Hum. – Resmunguei antes de ficarmos em silencio e deixar Henrique tagarela. Agora eu conseguia entender porque ele estava agindo tão estranhamente na sala de aula. Parecia extremamente esgotado, como se carregasse algo grande e pesado demais para levar em suas costas. Nem sua animação habitual de discutir com o professor estava presente e eu confessava que aquilo fazia falta. A última vez que o havia visto o professor havia passado um teste de transformação e substituição. Ele acertou pela primeira vez uma transformação e de quebra ainda fez três clones perfeitos dele. Todos na sala estavam impressionado, mas ele não ligou pela atenção, na verdade parecia nem estar lá. Aquele mistério todo de quem seria aquela garota e o porquê dela poder andar livremente entre os dois territórios me incomodavam. E mais do que isso, o que ela poderia ter feito ao Raj.
Eu sabia que Hyago estava me observando, pois não era a primeira vez que eu perguntava de Raj pra ele. No nosso ultimo treino, eu também havia perguntado sobre a garota e ele parecia tão intrigado por ela quanto eu. Até havia comentado que tinha encontrando-a num comercio de ramen e começaram a conversa. O que haviam falado ele não me disse, o que me deixava mais intrigada, pois Hyago sempre me respondia tudo e daquela vez, havia apenas mudado de assunto.
Nem havia percebido, mas estávamos perto do nosso território. Mas tinha algo de diferente, pois o guardião da entrada não estava presente. Mesmo assim entramos na nossa pequena vila de Konoha. Caminhamos primeiro até a minha casa, que parecia estar vazia como sempre. Mas Hyago havia percebido algum som estranho e pedido que Henrique fosse direto pra casa e ficasse ao lado da mãe. Decidir não me importa e deitei de qualquer jeito no sofá.
POV HYAGO
Havia ouvido um estrondo no centro da base nobre e corria o mais rápido que conseguia. Meu coração estava acelerado. Será que seria um ataque como daquela vez? – Será que é a mesma pessoa? – Perguntas rondavam a minha cabeça. Mas então alguém apareceu bem na minha frente no alto de um poste na frente do telhado que eu estava. – E de acelerado, meu coração vacilou. – Pude ouvi-lo por alguns segundos antes do sujeito a minha frente começar a falar.
—Quanto tempo... Meu filho. – Meus olhos se arregalaram, realmente era o meu pai, Menma Uchiha. – Cresceu e pelo que eu vi esta tão forte quanto sua irmã na sua idade.
—O que faz aqui? – Gritei. Mas ele apenas começou a rir. Meu nervosismo só aumentava com a presença daquele homem.
—Como disse ao Ren ontem à noite, estou em busca de duas coisas. Você é uma delas.
—Pode esquecer se acha que eu vou com você! – gritei novamente pegando minha kunai.
—Calma Hyago. Que tal ouvir o que tenho a oferecer antes que eu elimine de vez esses clãs nobres?
—Como se você conseguisse fazer isso. – Rir cinicamente para provoca-lo. Seria o jeito mais fácil de atrasa-lo enquanto Ren ou Henry percebe-se a sua presença.
—Vejo que esta mais confiante! Isso é bom. – Disse com uma cara convencida. – Vou te contar o que eu pretendo fazer essa noite. Mas antes... — Nem havia percebido, mas de repente ele estava ao meu lado sussurrando no meu ouvido. – Feliz aniversário, Hyago Uchiha. Achou mesmo que eu iria esquecer um dia tão importante como esse? O dia que eu quase começo a grande sexta guerra ninja? – E rir.
Aquilo me dava nojo. Ele me dava nojo. Amaldiçoava-me todos os dias por ter o mesmo sangue que ele. Não conseguir segurar a vontade de trincar os dentes.
—Quero os olhos dos nobres. Pretendo soltar a Karlin. Deve saber do que se trata, não?
—Nunca te ajudaria a fazer algo assim ou qualquer outra coisa, apenas quero a sua morte! – Juntei chakra na palma da minha mão e liberei o KaiKai que era feito de raio negro do Susanoo, isso era bem fácil quando se tinha o mangekyo sharingan. Levei minha mão até o sei corpo, mas ele havia se afastado em segundos. Ele continuava rindo, como se aquilo fosse só um espetáculo. Pulei até ele, que segurou o meu braço e descolou-o. Gritei de dor, mas continuei lutando. Peguei impulso nos pés antes de pular com um chute em sua direção, mas uma vez ele havia desaparecido e logo reaparecido atrás de mim. Pude sentir seu chakra. Ele me deu um golpe que parei longe. Logo em seguida, antes que meu corpo parasse de ser arremessado, ele me pegou pelo cabelo e deu outro soco me arremessando pra dentro da casa.
—Pelo que vejo não sabe usar muito bem o mangekyo que eu te dei no dia que matei seu amigo. Que pena, seria bem útil dois mangekyo sharingan. – Meu corpo todo doía. – Ia te oferecer para e ajudar no meu objetivo e em troca eu deixava aquele moleque Henrique Akichiwa e Sarah Uchiyama vivos.
—Não ouse toca-los! – Tentei gritar, me mexer, mas meu corpo estava paralisado. Ele então sorriu com a minha resposta e depois ativou seu olho mangekyo sharingan repassando o dia que matou o meu amigo.
“Yago Akichiwa. Quando foi mesmo que nos tornamos amigos? – ‘Jamais esquecerei você, meu querido amigo’ – foi minhas ultimas palavras a ele. – Nunca havia acreditado ou até percebido que só aqueles que estão do nosso lado em momentos significativos são capazes de marca nossas vidas enquanto descobrimos e compartilhamos coisas que apesar de terem sido sem importância são inesquecíveis e que passam a nos dá lembranças jamais esquecidas. – Foi assim que nos tornamos amigos.
A infância é essa fase que nunca esquecemos. Mas o engraçado é que em todas as minhas lembranças tinha o seu rosto de garoto-sabe-tudo que antes me irritava muito. –Sempre fomos amigos, mas só descobrimos isso quando era tarde demais. Agora que você já não esta entre nós, em tudo o que faça eu sinto saudade. – Saudade das suas irritantes manias, da sua habilidade genial, dos seus conselhos mirabolantes, do seu rosto sereno ao me da um sermão e até da sua implicância rotineira comigo. Nunca entendi como conseguimos, mas hoje no meu coração é você Yago, que eu vejo antes de dormir... – O meu melhor amigo. – E mesmo assim é impossível esquecer o seu sorriso antes de morrer”.
Não sabia quanto tempo havia permanecido com aquelas lembranças, mas eu precisava ir atrás de Henrique e Sarah e se possível de Raj Uzunara, quem ele mais queria.
POV HENRIQUE
Havia escutado vários estrondos no centro da cidade quando cheguei em casa. A mamãe estava apavorada, me abraçando como se sua vida dependesse disso e repetindo várias vezes “Que não aconteça de novo, que não aconteça de novo, que não aconteça de novo!”, que me fazia ficar mais confuso ainda. – O que não podia acontecer de novo?
Mas antes que eu pudesse fazer uma pergunta pra mãe, ela entrou em pânico de novo quando me perguntou onde Hyago estava e eu havia dito que tinha ido atrás do papai. – Pensei que talvez mamãe estivesse mais apavorada do que eu e quis que ela ficasse mais calma o mais rápido possível, porque eu também estava com medo e a reação dela não ajudava. – Então perguntei a única coisa que me veio a cabeça.
—Mamãe, porque o papai só olha para o Hyago? – Acho que mamãe não esperava por essa pergunta e apareceu se distrair com a pergunta. Mas ao invés dela responder, ela apenas riu.
—Pode parecer que seu pai só olha para o seu irmão porque ele esteja predestinado a fazer coisas que ninguém gostaria de fazer e ao mesmo tempo porque ele seja tão parecido com alguém quanto você é parecido. E por isso sempre vejo seu pai te observa por trás.
—Meu pai me observa? – Perguntei surpreso.
—Sim, mas é claro! – Exclamou. Não consegui evitar um pequeno sorriso de canto. Outra explosão tirou a concentração da minha mãe, então decidi continua.
—Ô mãe! Eu estava pensando sobre Hyago e eu... O que papai pensa sobre nós já que ele nunca parece falar o que realmente pensa pra nós.
—Mas porque continua perguntando sobre isso? – Mamãe perguntou.
—Não sei se o papai te falou... Mas ele me ensinou alguns jutsus. – Comentei. – Sei que ele ficou decepcionado por eu não ser igual ao meu irmão, mas fiquei realmente feliz quando ele o fez. No final ele falou “Esse é o meu garoto”, coisa que ele só falava pro Hyago. Eu fiquei mais feliz ainda, mas depois lembrei que Hyago e papai estavam agindo estranho e que talvez ele só quisesse que eu o substituísse. – A mamãe pareceu suspirar.
—Hyago é o seu irmão mais velho, você é você. Existe toda uma diferença. Seu pai sempre se preocupou com vocês dois.
—Mentira! – Gritei. – O papai só pensava no Hyago até agora!
—Bom, se às vezes pareceu assim é porque seu pai é o líder do clã Akichiwa por minha causa e ainda assim cuida da sua imagem como Uchiha. E ele tem o dever de proteger todos nós. Você sabe que o nosso clã contem um poder maior que os outros.
—Okay, mas o que isso tem a ver? – perguntei resmungando.
—Seu irmão é o primogênito. Ele é maior que você. E como mais velho terá que assumir responsabilidades primeiro que você. E seus deveres não são fáceis, como pra você também não vai ser. Mas Hyago tem outros objetivos que são ainda mais difíceis e seu pai se sente responsável em ajuda-lo. Então como é dever do seu pai cuidar do clã nobre é natural que ele queira ter certeza que Hyago possa enfrentar o seu papel. – Aquele discurso me fez refletir e me deixou extremamente culpado pelo ciúme que eu tinha do meu irmão. Do meu objetivo. Mas mamãe pareceu perceber e se aproximou, sussurrando em meu ouvido. – Mas vou te contar um segredo. Quando estamos sozinhos e não tem ninguém por perto – Falava mamãe apontando o dedo pra ela. – ele só fala de você. Por isso sei que ele está muito orgulhoso de você. – Aquilo me surpreendeu. Ela se sentou um pouco mais afastado, suspirando como se lembrasse de algo bom. – Seu pai é muito fechado. Ele nem sempre consegue falar o que pensa e é realmente difícil pra ele expressar algum sentimento. Seu pai sempre foi assim. – E sorriu. Mas na mesma hora a porta foi arrebentada e papai apareceu arremessado pra dentro. E logo em seguida uma figura negra apareceu. Não conseguir vê sua face, apenas seu sorriso sombrio. Ele havia entrado pelo mesmo buraco que era a porta.
Papai então se levantou com dificuldade, estava sangrando, mas mesmo assim ainda pode sussurrar.
—Eu sabia que era o meu destino te encontrar outra vez, Menma Uchiha.
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