Os suspeitos - Interativa

3 Detetive Dorian Haid II


Notas iniciais
Tudo deu errado e o capítulo saiu mais tarde do que deveria. Perdão -.-"

Eram praticamente 4:00 da manhã em Nova York, a cidade que nunca dorme, e ainda havia movimento nas ruas. Dorian olhou pela janela e deu um sorriso de deboche. "O homem que nunca dorme na cidade que nunca dorme", pensou ele enquanto tomava um pequeno gole de whisky. De noite, quando não conseguia dormir, o homem tomava alguns poucos goles de sua bebida favorita e, quando menos esperava, estava acordando no dia seguinte, poucas horas depois de cochilar. Dorian não era um homem de dormir muito.

O apartamento do Detetive Haid estava escuro, todas as luzes desligadas e a única coisa que iluminava a pequena sala em que Dorian se encontrava era a janela que dava para a rua. E, mesmo assim, não era tanta luz. O homem de 31 anos colocou o copo, agora vazio, de whisky na cabeceira de sua cama, ao lado da foto de uma garota que não tinha mais de 10 anos. Dorian andou pelo apartamento e entrou em seu banheiro, onde escovou os dentes e lavou o rosto. Jogou os cabelos castanhos para trás e, pela primeira vez, reparou em como eles estavam grandes. Estavam entre o queixo e os ombros, grande o suficiente para prende-los. Foi o que fez.

Continuou se olhando no espelho. Sua barba também estava grande, mas não tão grande. Estava por fazer e coçava demais. Sem pensar muito, passou o creme de barbear no rosto e raspou todo aquele pelo do pescoço e do rosto. Os obres verdes analisaram mais um pouco o próprio rosto e decidiram que era o máximo que poderia ser feito para deixar Dorian com uma aparência menos cansada.

O homem passou as mãos no pescoço, para ver se tudo havia sido raspado e suspirou. Não havia muito a se fazer com relação a sua aparência severa, então nem tentou. Desligou as luzes e saiu do banheiro, sentindo um principio de sono. Não queria dormir sem falar com sua filha, mas sabia que precisava dormir logo, por causa de seu trabalho. Sabia também que a vaca da sua ex-esposa, provavelmente, havia feito a cabeça da menina e "esqueceu-se" de ligar para Dorian.

O Detetive Haid deitou na cama, frustrado. As coisas não estavam exatamente bem em sua vida pessoal.

Sentiu calor e jogou os cobertores para fora da cama, bem como sua camisa. O homem estava excepcionalmente bem para sua idade, com bíceps, tríceps e todos os tipos de "íceps" no melhor estado.

Ainda não tinha vontade de dormir quando seu telefone tocou.

– Alô.

– Detetive Haid? — disse a recepcionista da NYPD.

– Olá sra. Erickson — disse Dorian, tentando maneirar no sotaque frânces (que tinha por ter morado na França e por seus pais falarem francês com ele até hoje) — Em que posso ajuda-la?

– O departamento de homicídios pediu que eu contatasse sua equipe toda. Encontraram mais um suspeito no seu caso e pedem que o senhor compareça ao Departamento de Polícia.

Dorian não sabia se ficava feliz por ter algo para fazer ou triste por não ter dormido nada. De toda forma, agradeceu a ligação e nem se despediu direito quando desligou o telefone. Estava relativamente ansioso.

Levantou da cama, tomou um banho rápido, passou desodorante como pôde e vestiu-se adequadamente para o trabalho. Blusa social branca, gravata preta, calça social preta e sapato social preto. Subiu as mangas na blusa até os cotovelos. A roupa lhe caia bem.

Prendeu o cabelo novamente, preparou um café e tomou-o em dois goles. Pegou suas coisas e saiu de casa a pé, parando, apenas, para comprar um pedaço de pizza quente em uma loja 24 horas qualquer.

Ao chegar na NYPD avistou sra. Erickson, que deu um aceno tímido para o homem e viu a Detetive Hernandez, lutando para limpar o chão, que estava sujo com pão e gotas de manteiga.

– Onde estão os outros? — perguntou Dorian ao se aproximar de Sofia.

– Olá, Detetive Haid. Comigo? Ah, ta tudo ótimo, obrigada por perguntar, viu? — disse Sofia, sem nem mesmo olhar para Dorian, fazendo referência a sua falta de educação.

Detetive Haid revirou os olhos verdes e cruzou os braços.

– Onde caralhos estão os outros?

– Nossa, "miga", acordou de mal-humor foi? — disse Sofia, ainda sarcástica. Jamais usaria aquele tom de voz meloso que usou e jamais, jamais!, usaria a palavra "miga" em situações normais.

Haid suspirou, desistindo de uma briga a essa hora da madrugada com a única pessoa na NYPD que tinha comentários sarcásticos equivalentes aos seus.

– Encontraram outro suspeito, não foi? — perguntou ele.

Sofia levantou do chão, segurando os papéis toalha que usara para limpar o chão e sorriu. Dorian tinha que admitir, Sofia era bonita demais. Era quase injusto ela ser equivalentemente inteligente.

– Encontraram — ela disse — E adivinha quem vão ser os primeiros a vê-lo?