Notas iniciais
Olá. Eu sei, me desculpem pela demora, mas aconteceram tantas coisas que minha vida ficou meio louca. Uma delas foi que eu consegui de uma forma muito estranha deslocar o ombro direito, e isso ocasionou em dores absurdas em apenas mexer o braço. Não, eu não esqueci de vocês. E estou muito feliz com os comentários, favoritos e acompanhamentos. Vi que alguns estão torcendo por briga Pezberry por causa do Finn, e só digo uma coisa: vai ter drama! Obrigada por continuarem aqui e não desistam de mim, por favorzinho! Eu prometo tentar atualizar mais depressa da próxima vez. Boa leitura.

— Ah, que saudades eu estava dessa família.

Noah se jogou ao lado de Santana no sofá, aproveitando para puxar o rabo de cavalo da irmã com implicância. Santana devolveu um soco no braço do garoto, que sorriu para ela.

— Por que você está aqui tão cedo? A gente tava te esperando só no dia do Memorial. — Sam perguntou, sentado na poltrona com Yoshi no colo enquanto acariciava o casco da tartaruga.

— A faculdade fechou para essa semana, apareceu alguns insetos indesejáveis e o campus tá fechado pra dedetização.

— Que nojo. — Rachel franziu o nariz e se levantou do sofá — Bem, eu vou para o meu quarto. Preciso ensaiar para o solo que vou apresentar amanhã.

— Ah, não. — Santana gemeu.

Rachel ignorou sua irmã e subiu as escadas.

— Então, querido. — Shelby sentou ao lado de seu filho quando Rachel desapareceu — Como está indo em New Hampshire? Alguma garota?

— Mãe! — Noah resmungou, jogando a cabeça para trás no encosto do sofá — Tá bacana. Festas, mulheres, bebidas. Super legal.

— Noah! Aquilo é uma universidade, não uma boate.

— E você acha que não teria isso? — Noah se encolheu em inocência — É a universidade, como você diz!

— Ouvi dizer que as festas da Dartmouth são umas das mais badaladas. — Will comentou saindo da cozinha e ocupando um lugar na sala.

— Will! — Shelby ralhou.

— São muito boas. — Noah continuou com um sorriso para irritar Shelby — No dia seguinte ninguém sabe o próprio nome.

— Eu só espero que você esteja se cuidando, Noah Berry! Eu sou muito nova para ser avó.

— Relaxa, mãe. Puckassauro não deixa o pior acontecer.

— E você conserta muitos carros, Puck? — Blaine perguntou animado.

— Ainda não, tampinha. Mas em breve. — Noah sorriu para seu irmão caçula — E eu vou te ensinar todos os truques.

— Legal!

A voz de Rachel podia ser ouvida além das paredes de seu quarto, repetindo a mesma música pela enésima vez, enquanto o resto da família conversava na sala.

— Faz ela parar com isso, pelo amor de Deus! — Sam suplicou com uma almofada na cara — Já chega, Rachel. O cara é um trouxa, ele foi pego e tá arrependido. Já sabemos que ela não o quer mais! — ele gritou.

— Eu realmente senti falta de todo o drama familiar. — Noah brincou, passando os braços por cima dos ombros da irmã e da mãe.

— Deixa eu ir pra New Hampshire no seu lugar então? — Santana pediu ao irmão — Você pode ficar aqui com o anão e todo esse drama o tempo que quiser.

Noah riu e bagunçou os cabelos de Santana, para irritação da garota. Um toque de celular a interrompeu de tentar acertar o irmão e ela deu um salto do sofá com a mensagem de texto.

— O que te deu, menina? — Shelby perguntou confusa.

— Eu preciso me trocar. Tenho um compromisso em meia hora. — ela falou apressada, correndo até as escadas — Britt, vamos!

— Ei, ei, calminha aí. — Will parou as duas meninas — Aonde vão a essa hora? E com quem? Com que permissão?

Santana revirou os olhos e recebeu um olhar de repreensão de sua mãe.

— Vamos sair com alguns amigos da escola, ok? Nada sério, apenas se divertir um pouco.

— Amanhã vocês têm aula!

— Sabemos, e não vamos demorar. Relaxem, estaremos de volta sãs e salvas... Antes de duas da manhã.

Will arregalou os olhos.

— Nem pensar! Quero as duas aqui às 10h!

— Tá bom, papaizinho. — Santana devolveu irônica e subiu com Brittany em seus calcanhares.

— Nos trouxe em uma... Lanchonete? — Santana ergueu uma sobrancelha.

O garoto alto coçou a nuca sem graça e encarou a menina morena em sua frente.

— Achei que você ia gostar. E seria legal te mostrar o melhor hambúrguer de Hartford, depois daqui você não vai querer ir em mais lugar nenhum.

— Eu gostei daqui. — Brittany sorriu de pé ao lado do amigo de Finn, David.

— Tanto faz. Vamos entrar porque eu estou faminta. — Santana deu de ombros e seguiu para dentro com os outros três adolescentes atrás dela.

A garçonete veio até a mesa do grupo e anotou os pedidos de bebidas. Finn sorriu para a mocinha em agradecimento e encarou David, fazendo um gesto com a cabeça que o garoto logo entendeu.

— Hey, Brittany. Quer ir dar uma olhada nos jogos que eles têm aqui? — David sorriu para a menina loira sentada ao seu lado no banco acolchoado.

Santana ergueu uma sobrancelha, ela sabia qual era a dele, e viu quando Brittany sorriu largamente e assentiu fervorosamente. Jogos eram um ponto fraco da garota, ele a tinha na palma da mão.

Finn olhou para Santana e deu um sorriso de lado quando foram deixados a sós. Ele ergueu o braço para colocá-lo sobre os ombros dela, mas a menina apenas balançou os ombros e se afastou.

— Calminha aí, gigante. Eu conheço essa tática.

— Mas eu não fiz nada demais. Achei que... Que pudesse estar com frio.

Ela deu uma risada sarcástica e o encarou com cinismo.

— Conta outra. — rolou os olhos e viu como o garoto encolheu os ombros — Você acha mesmo que eu não saquei qual era a sua quando me convidou para sair? Está óbvio!

— Hmm?

— Finn... Você quer transar comigo. — Santana disse, direta — A desculpa de trazer a Brittany foi um disfarce. E, pra falar a verdade, foi péssimo.

Finn estava vermelho até nas orelhas. Ok, ele sabia que ela não era burra, mas não se dera conta que ficara tão na cara!

— Então, o que recomenda? — perguntou erguendo o cardápio.

Finn sorriu sem graça e se inclinou para ajudá-la a pedir. Depois de minutos apenas olhando o cardápio, a garçonete trouxe as bebidas e eles tomaram um gole. Finn limpou a garganta e encarou Santana.

— Então...? — ele começou.

— Então... — Santana repetiu.

— Err... O que você diz?

— Sobre a bebida? Podia ter mais gel-

— Não! Não sobre a bebida. Sobre... Sobre o que você... Concluiu. — ele estava nervoso. Inferno, Finn Hudson nunca ficava nervoso! — E se for mesmo isso?

Santana suspirou antes de encarar o menino de volta.

— Eu não vou transar com você, Hudson. Pode aparentar que eu estou dando mole pra você, o que de certa forma me ofende, mas só porque você é gatinho. Mas... Não vai rolar. Desculpe.

— P-por que? Ninguém nunca me rejeitou.

— Pois é, garotão, tudo tem sua primeira vez. — Santana piscou um olho e voltou a beber seu refrigerante calmamente.

Se ela pensava que aquilo bastava, Finn pensou, ela estava errada.

Blaine e Kurt estavam andando pelo corredor dos armários até o refeitório quando dois meninos atrapalharam o trajeto deles.

— Oh, veja só, Henry. Se não é o mais novo casalzinho da escola. — falou o mais alto de cabelos claros penteados para trás.

— Nhe nhe nhe, Blaine. Vamos nos beijar. — o outro garoto, Henry, afinou a voz e fechou os olhos azuis, franzindo os lábios como se fosse dar um beijo e soltando gargalhadas em seguida.

Blaine fechou as mãos em punho em cada lado de seu corpo e endureceu o maxilar. Kurt percebeu e se aproximou do amigo.

— Parem com isso ou eu vou até a diretoria dizer o que vocês estão fazendo.

— Oh, que medinho. — Henry pôs as duas mãos no rosto fingindo espanto — E se eu te impedir de fazer isso, maricas? Hein?

— Ei, não o chame assim. Você não tem direito! — Kurt deu um passo a frente.

— Awn, o namoradinho vai defendê-lo. — o outro menino, Amos, caçoou.

— Eu já disse para pararem de fazer isso. Ou então...

— Ou então o quê, maricas?

— Ou então, isso. — e o que aconteceu em seguida foi o punho de Blaine voar diretamente no olho de Henry.

Pelo menos, ele lembrou de deixar o polegar fora do punho. Como Puck havia ensinado.

— Merda! O que você fez? — Amos gritou. Henry levou as duas mãos ao olho atingido, urrando de dor.

— Eu vou te matar, seu maricas!

Logo os dois meninos estavam rolando no chão enquanto os alunos se amontoavam ao redor, assistindo. Kurt estava petrificado com o que Blaine fizera com Henry, enquanto Amos tentava ajudar seu amigo a atingir Blaine. Ouvindo a confusão no corredor, um professor foi averiguar e viu a confusão de alunos amontoados. Pedindo passagem entre as crianças, ele encontrou os dois meninos se atracando no chão. Ele rapidamente os reconheceu.

Com a ajuda de outros dois alunos mais velhos, o professor conseguiu apartar a briga. O olho de Henry já estava preto azulado e ele tinha alguns arranhões nos braços. Blaine tinha o canto de seu lábio inchado e sangrando e a blusa rasgada.

— Benson! Schuester! Me acompanhem imediatamente. — o professor ordenou e os dois meninos se encararam com raiva.

Notas finais
Então, me digam suas opiniões sobre o capítulo. Espero imensamente que não tenham me abandonado :( Vou tentar não demorar de novo. Me desculpem. Até o próximo.