Os setes assassinos da Inferno

3 A terceira assassina: Fernanda


Notas iniciais
Quase acabando as apresentações de personagens

ANO: 03/02/2004

Eu amo esse mundo. Meu nome é Fernanda, tenho 13 anos e muitos amigos e levo uma vida confortável. Bem... Eu nunca me apaixonei por ninguém ou coisa do tipo. A única coisa que eu realmente gosto é de passar o tempo lendo livros, os de policias e romance são meus preferidos.

Eu estava na escola como outro dia qualquer.

– Hey. – Fala uma amiga minha, seu nome é Laura.

– O que? – Eu pergunto.

– Bem... – Fala Laura um pouco envergonhada. – O que você vai fazer depois da aula?

– Nada. – Eu respondo.

– Você quer ir ao cinema comigo? – Laura pergunta envergonhada.

– Claro. – Eu respondo sorrindo a fazendo sorrir.

ANO: 11/02/2004

– Lésbica?! – Laura fala rindo. – Você me ama? Você é lésbica? HÁ HA HÁ HÁ HÁ!

– O- O que foi? – Eu pergunto quase chorando. – Tem algum problema com isso?

– Você é mesmo ridícula. – Diz Laura fazendo uma cara irônica. – Você, você... Você realmente acredita que eu iria amar você? Eu não sou lésbica, sua inútil. E a coisa que eu mais odeio é homossexual. Lésbica... Só pode ser brincadeira!

– Ma- Mas... – Eu tentava falar chorando.

– Não fala mais nada. – Diz Laura com ódio nos olhos. – Se você não for embora da minha casa eu mesma vou te matar. Sua imundice

Depois daquela conversa me tranquei no quarto e chorei a noite inteira.

ANO: 12/02/2004

Eu ia para a escola normalmente, só que tristemente me deparo com meu armário totalmente sujo e pinchado com as palavras: MORRA SUA LÉSBICA ou VOCÊ ESTÁ CONDENADA AO INFERNO. E até mesmo cartas com ameaça de morte.

Nos corredores todos me evitavam até mesmo Laura. Meus pais reclamaram com a direção, mas nada fizeram... Eu acho que pela expressão do meu pai e da minha mãe eram de alivio pela diretoria nada ter feito.

ANO: 16/02/2004

Olha que legal... Fui espancada por cinco garotas.

Não adianta nem sequer reclamar para policia ou diretora... Até mesmo pros meus pais, desde que eu sofri o primeiro bullying por ser lésbica eu percebi que... Esse mundo é uma merda e essa cidade é imunda

ANO: 27/02/2004

Cansada de sofrer essas violências eu comprei uma arma ilegalmente. Vocês já devem saber o motivo, certo?

ANO: 28/02/2004

Eu me acordei como qualquer outro dia, só que nesse dia eu me acordei alegre. Meus pais perceberam que eu estava mais feliz, mas não deram bola. Eles nunca mais deram bola pra mim mesmo.
Tomei meu café, meu pai me deixou na frente da escola e logo na entrada eu já sofri agressões verbais e físicas. Esperei todo mundo entrar na sala de aula e quando a professora gritou: ENTRA LOGO LÉSBICA!

E os outros alunos começaram a rir, eu entrei com a arma na mãe e BANG!

Um na cabeça da professora!

BANG! Um na cabeça de uma das alunas que tinha me agredido na rua.

BANG! Um na cabeça da irmã gêmea dela.

BANG! Um na cabeça de um garoto desgraçado que também me humilhava.

BANG! Um na cabeça do diretor que correu até a porta da sala para ver o que estava acontecendo.

BANG! Um na cabeça de Laura, matar ela me deixou feliz.

BANG! Um na cabeça de qualquer aluno que corria pelo corredor.

BANG! Um na perna de um jogador de futebol e ele caído gritava por ajuda e eu só cheguei nele e... BANG! Em sua cabeça

BANG! Um nas costas de qualquer aluno.

BANG! Outro nas costas de algum aluno.

BANG! BANG! BANG!

Eu saí da escola caminhando e com toda a agitação me misturei nos alunos e fui caminhar pelo centro, deu pra ver a policia indo em direção a escola.

Eu me sentei na praça de alimentação e tinha um pouco de sangue na minha roupa, ninguém percebeu. Comi meu lanche. Peguei a arma e fui pra casa.

Meus pais estavam desesperados por noticias e sem saber que estava ali, eu só esperei a policia parar de falar com eles e ir embora, recarreguei a pistola e desci e BANG! BANG!

02/03/2004

Sou a pessoa mais procurada na cidade e estou parada, pensando no motivo de ter feito aquilo.

MATEI PESSOAS INOCENTES, MATEI PESSOAS QUE MERECIAM. FIZ CERTO?

NÃO

SIM

SIM

NÃO

NÃO

SIM

SIM

NÃO

NÃO

SIM

SIM... EU FIZ CERTO

Agora já posso me matar, apontei a arma pra minha cabeça e não teve o BANG!

Aquela mulher de cabelos brancos e olhos hipnotizantes, disse: VOCÊ QUER JULGAR O BEM E O MAL?

SIM

ENTÃO SE JUNTE A MIM

TUDO BEM

Eu falei sem recusar... Aquela linda mulher se chamava Ingrid.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.