Os sentimentos de Katherine Pierce
17 Capítulo 17
Notas iniciais
Klaus me disse sobre seus planos, e as consequências de nós não obedecermos. Muitas mortes, eu não ligava, mas era por eles que eu estava fazendo isso.
Uma semana se passou de mortes e muito sangue, eu queria não gostar disso, mas eu gostava. Eu gostava de ver dor, medo e angústia nos olhos da pessoas. Eu gostava de faze-las sofrer, gemerem de dor, de se lamentarem. Será que isso era só meu extinto? ou era a dor do passado que fazia eu ficar violenta, e gostar de ver os outros sofrerem como ou sofri ou até mais? Eu não conseguia parar, não conseguia me conter. Era quase como uma pesadelo. Matar pessoas pra se alimentar eu não ligava, não sentia culpa. Matar pessoas por diversão... eu gostava, mas mesmo gostando eu sentia uma dor forte no meu peito, isso passava rápido mas sentir era ruim. Damon sempre estava ali comigo, sempre estava presente, Stefan se afastou, Elena anda ligando pra ele e por mais estranho que pareça eu não sinto nada, nem ciúmes nem raiva. Meus sentimentos por Damon ficavam cada vez mais fortes e sentia isso da parte dos sentimentos dele também.
- Damon, cada dia que passa fica mais tentador ter você aqui na minha casa... sabe, eu me toco pensando em você todos os dias... — disse Rebekah no corredor de cima pra Damon, eu estava escondida ouvindo tudo. Como ela é nojenta! estou com vontade de voar na garganta dela.
- Mesmo Rebekah? continue fazendo isso, e só pensando em mim já que não pode me ter. — retrucou Damon. Gostei do que ouvi.
- Não seja assim Damon, você gosta do meu corpo, eu gosto do seu... a gente podia combinar. — disse ela usando seu tom mais oferecido, beijou o canto da boca dele, mas ele a segurou.
- Eu amo a Katherine, Rebekah. Acho seu corpo bonito, mas o dela é perfeito, o interior dela é perfeito enquanto o seu é podre. — disse ele com desprezo. Vi fúria em seu rosto.
- Você gostava do meu "podre" quando me penetrava antes dela voltar. — disse ela dando um risinho amarelo.
- Não gostava, fazia isso por não ter mais o que fazer. Só tentando que eu poderia achar que iria substitui-la, mais não preciso mais procurar, ela está de volta, de volta pra mim. — Ele tem razão, toda razão. De volta pra ele, pros seus braços.
- Argh, o que aconteceu com você? gostava mais quando você era o Damon mal, o Damon que não se importava. Ela ama Stefan, sempre foi. Para de se iludir Damon, eu estou aqui, posso fazer o que você quiser... — disse ela passando a mão pela camisa dela, desabotoando um, dois, três botões até ser interrompida. Ele estava com uma camisa branca que destacava seus olhos azuis como uma safira, seu cabelo negro como a noite e começo de uma barbinha do mesmo tom.
- Ei Rebekah, pense o que quiser tudo bem? não vou fazer nada com você. E esse Damon, ainda existe pra pessoas como você. Boa noite. — disse ele fachando a porta do quarto na cara dela.
Não perdi a opurtunidade claro que não.
- O que foi Rebekah? acabou de levar um fora? que pena que Damon te trata tão friamente... aliás, todos tratam. — sorri largamente.
- Me escute Katherine, vou ter Damon por bem ou mal, a escolha é sua... e dele em partes. — peguei ela pela garganta e coloquei na parede.
- Vamos ver até seus jogos podem ir, vovó. — sorri debochadamente e a soltei. Sai andando normalmente em direção ao quarto de Damon, fazendo meus sapatos estilo botinha com salto fazerem estrondo por onde eu passava.
- Damon, posso entrar? quero falar com você.
- Oi, entra meu amor... o que?
- Eu quero te dizer uma coisa... bem sincera, acho que nunca fui tão sincera.
- Pode dizer — sorriu, o que me derretia.
- Eu... amo você.
- Eu sei, eu também. — me beijou, intensamente, queimando meus lábios de fora pra dentro, causando aceleração nos meus batimentos cardiacos, e formigamento ao seu toque.
Me separei um pouco da boca dele para que eu pudesse sussurar.
- Não, eu quis dizer, eu amo... só você. Só você, entende? sem Stefan, por você é amor, aquela coisa que meche com a gente, causa... você sabe, aquela coisa de adolescente.
Ele sorriu, beijou minha testa.
- Eu amo você... só você. São as mesmas coisas que você causa em mim, eu não posso acreditar que isso esteja acontecendo.
- Shhhh — coloquei o dedo em seu lábio. — Eu quero ficar com você pra sempre Damon, pra sempre.
- Eu... eu também. — me beijou e sorriu entre o beijo como se fosse um sonho se tornando realidade, eu sabia que era. Sabia o quanto Damon havia sofrido, e não poderia aguentar perde-lo. Não de novo. Eu realmente o amava.
Passei a noite ali, com ele, sonhando, conversando sobre diversas coisas. Até pegar no sono e dormir aninhada ao seu peito.
Quando acordei eu não estava na cama, estava em uma câmara. Me assustei, até ver Damon do outro lado mas nós dois estavamos amarrados.
- Damon! o que está acontecendo? — gritei.
- Eu não sei, Katherine, acho que é a Rebekah — ele foi interrompido por ele mesmo — Não, Rebekah, por favor não! — gritou ele chorando.
- Você não a quer Damon? você a quer muito não é? Vamos ver como é meu jogo? — eu não estava a vendo, mas as expressões de Damon me deixaram com vontade de abraça-lo pra sempre e dizer que estava tudo bem, que eu estava aqui, que eu o amava. De repente senti uma coisa me queimando, sendo despejada no meu corpo, comecei a gritar e me debater, era como se eu estivesse sendo queimada com fogo, como se estivesse sendo colocada em um forno. Eu gritava, mas eu não chorava pois Damon estava fazendo isso por mim, ele estava sentindo minha dor, o que me fazia sentir como se aquilo fosse pior que alguma coisa em mim mesma.
- REBEKAH AS COISAS NÃO PRECISAM SER ASSIM. POR FAVOR, PARE, FAÇA EM MIM, FAÇA EM MIM. — gritava ele desesperadamente, entre soluços.
- E machucar esse seu belo corpo? — Ela estava pegando a estaca, e começou a me cortar com a ponta dela. A mesma dor que a queimação da verbena, só que parecia que estavam jogando limão em cima dos ferimentos que logo se curavam devido ao vampirismo. Ela enfio uma estaca no meu estômago, e eu arfei de dor, me contorcia, talvez mais pela dor de Damon do que pela minha propria.
- O que você quer vadia dos infernos? — falei baixo ainda sem força.
- Quero te fazer sofrer Katherine, quero ter Damon pra mim. — ela sorriu.
- Damon te odeia vagabunda, ela não sente nada a não ser pena de você, nojo.
- Então vou ter que fazer ele ver sua amada sofrer, ser torturada até a morte. — a palavra morte era dolorosa, mas mesmo assim eu morreria feliz de ter dito a Damon tudo o que eu sentia, ter me desculpado. Eu iria morrer vendo que ele havia realizado seu sonho... em certas partes.
Rebekah tinha muitos instrumentos de tortura. Ela pegou uma corrente de ferro grossa e começou a me bater com ela. Eu não fazia nada a não ser gritar. Eu não conseguia ver Damon sofrer, sofrer por uma pessoa como eu.
Ela me torturou durante 2h eu estava sem forças pra falar e pra me mover. Eu estava quase morta, eu sabia disso. Sabia que iria deixar Damon da pior forma possivel, eu só gostaria de ver seu rosto uma vez... uma última vez. Rebekah me soltou e cai no chão sem me mover, sem até sentir dor. Os ferimentos alguns ainda abertos por conta da falta de sangue no meu corpo, eu mal conseguia piscar, mal conseguia mover meus olhos pra encontrar os de Damon. A porta se fechou, e senti uma mão grande me segurar, logo veio seu cheiro, seu cheiro inconfudivel que eu amava, que me fazia ficar leve. Apesar da dor física, sorri. Sorri porque ele estava bem, sorri porque podia senti-lo.
Ele falava, mas eu não ouvia. Eu movia minha boca, mas de lá nada saia. Era o fim, o fim pra mim, o fim pra nós dois. Tentava ouvir, mas a única coisa que escutava eram meus pensamentos. Todos nele. Eu não pensava até ai como seria minha morte, mas morrer amando-o já era o bastante pra mim. Já queria dizer que eu era uma pessoa melhor, uma nova pessoa. Capaz de amar. Capaz de ser perdoada.
- Eu... t... t... te amo pra... sem..sempre. — tentei falar, saiu cortado, fraco. Mas ele podia ouvir.
- Sempre, eu te amo pra sempre. — seus olhos estavam vermelhos de chorar, de chorar por minha causa outra vez. Suas lágrimas salgadas caiam em meu rosto me fazendo uma leve massagem, massagem de dor.
- Você não pode me deixar meu amor, fique comigo, não me deixe por favor, eu não posso suportar isso. — disse ele entre lágimas.
- Eu... sem...sempre... estarei aqui... com... voc.... você. — tentei tocar em seu coração, mas minha mão estava pesada demais. Por fim consegui.
- Tome, beba isso, beba meu sangue. — disse ele colocando o pulso em minha boca. Eu não podia, não o sangue de Damon.
- Katherine não seja teimosa, beba por mim, por favor. — seus choros ficaram mais altos, abri mais os olhos pra fitar seu olhar que eu tanto gostava, que tanto me seduzia. Ouvi um rasgo, ele havia rasgados o pulso colocando-o em minha boca. Senti o gosto de seu sangue, eu estava fraca demais pra rejeita-lo. Suguei o suficiente até eu conseguir ficar um pouco melhor, as palavras saiam mais fáceis, eu via seu belo rosto mais certo.
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