Narração de Cartman

Eu nunca pensei que na minha vida eu seria cobiçado de verdade por mulheres. Não que no passado nunca interagir com mulheres, afinal eu sou um manipulador, mas sempre era visto com repulsa antes de ser rei e com interesse depois de ser rei. Quando fui rei tive duas amizades femininas verdadeiras, mas elas nunca se interessaram por mim (já ficava satisfeito com amizades delas). Agora estou sendo desejado não por uma mulher, mas por cinco beldades, cada uma com sua característica única. Isso é um sonho?

Grande engano. Isso me deu uma dor de cabeça muito grande. Sei que cada uma das mulheres querem a mim pra si só. Não as culpo por isso, afinal eu queria alguém que posso chamar de minha. Se eu tivesse um pulso firme para ficar só com uma eu não teria problemas, mas não fui seduzido facilmente. Eu posso ter sido o homem em todas as relações, mas não deixo de me achar ‘uma vadia’ de ter deixado se envolver facilmente nessa confusão. Filho de peixe, peixinho é. No meu caso é: filho de puta, putinho é.

E agora eu fui pego quando estava fodendo a Vriska. Logicamente eu poderia ser morto ou até castrado, mas aí que vem a confusão: as mulheres estão brigando entre si. Meus deuses o que está acontecendo? Sei que nunca vou entender as mulheres, mas desta vez o sexo feminino me deixou caótico meus pensamentos e opiniões.

Está discutindo Tammy e Kenny com Jenny e Shelly. Misteriosamente Vriska está tranquila, encostada na parede, com os braços cruzados e com os olhos fechados. Com certeza está planejando algo, porque no lugar dela estaria fazendo a mesma coisa.

Incrível que tudo isso está acontecendo no quarto em que momentos atrás estava fazendo sexo com Vriska. Claro que a porta estava fechada para só ficar todos sozinhos. Estou sentado na cama, enquanto as meninas estão de pé.

— Eric — diz as quatros ao mesmo tempo me assustando.

— Sim — digo meio sem jeito.

— Qual de nós que você escolhe? — disse Kenny.

— Bem eu… — suo frio, porque não sei que escolho. Amo todas elas e gostaria de ficar com todas elas.

— Se você me escolher — Kenny disse isso depois de aproximar, abaixa a máscara e falar perto do meu rosto — vai ter todos os privilégios como rei que já é seu por direito e sem contar que vai ter o corpo nu meu e de Tammy — coro isso — me escolha, por favor? — ela me beija nos lábios, logo depois levanta a máscara.

Tammy se aproxima e fala:

— Eu assino em baixo — diz Tammy fazendo a mesma coisa.

As duas saem do quarto, enquanto Jenny e Shelly se aproxima:

— Mestre. Quero que escolha a gente? — disse Jenny.

— A gente? — pergunto.

— Entrei acordo com Jenny para a gente te dividi — disse Shelly — se a princesa mimada e a vadia assassina pode fazer isso, a gente também.

— A princesa te prometeu o reino, mas esse é seu. É só você reivindicar, mas prometo algo que ela não pode. Prometo a total compreensão das amazonas em favor do seu reinado e todo compreensão nos seus estudos mágicos.

— Também prometo aliança com parte dos orcs, deste que me escolha junto com Jenny.

— Pense nisso, mestre — Jenny e Shelly beijam ao mesmo tempo nos lábios. Nunca pensei na vida que teria um beijo triplo, ainda mais que Jenny e Shelly seriam tão íntimas assim. As duas saem juntas.

Olho para Vriska e ela está na mesma posição.

— Vocês humanos gostam de complicar tudo — disse Vriska abrindo os olhos.

— Bem tem meia-elfa e orc na parada — eu me levanto da cama.

— Dá no mesmo — ela sai encostada da parede — se as vadias estão disposta dividir entre duas, porque não entre cinco.

— Faz parte da natureza humana ter a posse só pra si — suspiro.

— Os trolls também são do mesmo jeito — ela se aproxima de mim — você já é meu, não se esqueça disso.

— Acho que as outras não vão aceitar isso de boa.

— Com as vadias eu me viro. Descanse. Amanhã vai ser um longo dia — ela se senta na cama.

— Como assim? — eu me sento ao lado dela.

— Tudo que posso te falar que se alimente muito amanhã.

— Ok — não entendo muito qual é propósito disso, mas não recuso comer uma boa comida — aliás para onde vai aquele monstro?

— Pra que quer saber?

— Bem é que ele indiretamente vai ser responsável do nascimento do nosso filho.

— Aí eu não sei — Vriska fica pensativa — Só sei que ele precisa levar para Mother Glub. Só não sei se vai conseguir levar nosso material genético para esse monstro, porque até onde eu sabia esse monstro está morto. Porém não sei se esse monstro foi ressuscitado aqui nessa terra.

— Então se tiver uma Mother Glub vai ter um filhote nosso?

— Sim, vai ter.

— Oh meus deuses.

— O que foi?

— Nunca iria pensar que seria pai tão jovem.

— Você tem mais de 1000 anos.

— Se não tivesse preso teria 25 anos.

— Tanto faz.

— Aposto que não tem como saber o paradeiro desse filhote.

— Não tem.

— Imaginei isso.

— De qualquer jeito vou te deixar agora. Tenho muito que planejar amanhã. Aliás — ela dá uma piscadinha marota — foi muito bom.

Eu coro.

Narração de Kyle

Já estou com todos meus aliados já preparado, só falta uma coisa para fazer. Por isso que estou no reino dos humanos e entro junto com minha montaria e Rebecca para direção do castelo. Sorte que já tinha mandado uma mensagem para o rei humano que eu faria uma visita. Que poupa tempo explicando para os humanos que não é um ataque de meu povo ou um ataque suicida do seu rei contra o castelo. Foi convidado para falar na sala real dos humanos, mas escolhi o jardim, porque é o ambiente mais natural.

Quando chego encontro o rei e o Mago Sangrento lado a lado. Antes de me aproximar o rei está perguntando onde está a princesa Kennety, mas o mago está alegando que está no seu quarto e não queria incomodada. Que estranho! A princesa nunca agiu assim, será que isso é um plano do Mago Sangrento de tomar o poder? Não faz sentido, afinal ele tem o direito do trono. Como os humanos o adoram aposto que dariam a própria Zaron nas mãos dele se fosse possível.

— Saudações senhor Broflovski — disse o rei dos humanos — bem vindo ao reino dos humanos.

— Agradeço sua hospitalidade senhor McCormick — digo olhando diretamente para o Mago Sangrento. Estou praticamente encarando ele nos olhos.

Está finalmente o humano responsável pelo sofrimento do meu povo no passado. Aquele que foi responsável de tirar a vida de muitos elfos e desonrar muitas elfas. O diabo para meu povo e finalmente livre e pronto para trazer o terror do passado novamente, apesar de nenhum movimento ele fez. Vejo que 1000 anos não foi suficiente para tirar a sanidade dele. Com todo esse tempo também não trouxe nenhuma humildade para esse humano.

— Milorde, permite falar com o rei elfo — disse o mago sem tirar os olhos de mim.

— A vontade — disse o rei.

— Me acompanhe em uma caminhada, rei elfo — ele oferece o braço.

— Com muito prazer, Magro Sangrento — pego o braço dele e começamos andar pelo belo jardim. Rebecca está nos seguindo.

— O que vejo fazer aqui na capital? — pergunta o mago.

— Pedir outra disputa.

— E não seria mais prático mandar um twitter?

— Tem certas coisas que é necessário fazer diretamente.

— Raro de um elfo tomar atitudes imediatas. Normalmente sua espécie demora para tomar uma atitude — paramos de frente uma fonte d’ água jorrando.

— Eu estou disposto a pagar qualquer preço para meu povo. Você devia fazer o mesmo — largo seu braço — não se preocupa com o bem estar com seu povo?

— Sinceramente estou pouco me fodendo com segurança alheia e principalmente com a segurança de um elfo abaitolado. Contudo sei muito bem jogar com as regras. No passado seu rei quis a guerra e eu aceitei, agora você quer disputas não letais e eu entrei no seu jogo — ele vai em direção de Rebecca — eu não sei o porquê mais você tem alguma coisa familiar.

— Eu sou irmã de Tammy.

— Irmã? Faz sentido. É um prazer conhecer um familiar de Tammy. Sua irmã uma ótima mulher e posso ver que a beleza é de família — ele pega na mão de Rebecca e a beija.

— Ei! O que está fazendo? — vou até ele e empurro para se afastar de Rebecca.

— Estou sendo cavalheiro com a melhor amiga da princesa. Nós, humanos, temos costume de ser tratar bem as mulheres — ele vira para minha direção.

— Sei como humanos tratam muito bem suas fêmeas — digo com sarcasmo — as amazonas pensa o contrário.

— Nem tudo é perfeito para os humanos, assim como os elfos, meu claro rei — ele diz a última frase com sarcasmo — parece que se irritou porque fui gentil com sua serva.

— Sei muito bem da infelicidade que você trouxe para minhas elfas de família no passado.

— Apenas ofereci uma escolha que sua sociedade não permite ter contato com a própria vagina. Talvez você fizesse o mesmo, porque assim não teria areia entrando na sua vagina.

— Dane-se bundão. Sua existência ameaça a paz de Zaron.

— Muita gente quis minha morte ou até meu sofrimento, mesmo entre os humanos, mas aqui eu estou ao ponto de ser considerado lenda para meu povo e pesadelo para seu — ele dá um sorriso prepotente. Que minha família me perdoe como esse mago é irritante — se quer uma revanche terá ela. Para quando quer?

— Daqui três dias.

— Ótimo. Daqui três dias vai perder de novo. Nem vai precisar de mover um dedo, porque tenho aliados poderosos agora.

— Eu também fiz minhas alianças e quero ver se vai ficar seguro. Vai ser derrotado assim como minha mãe te derrotou.

O mago se aproxima em um roseiro, pega uma rosa, se aproxima de mim e dá uma rosa para mim. Eu a pego.

— Eu vou dizer como sua patética mãe conseguiu me derrotar. Ela foi mais uma elfa que se dispôs a tirar o lacre da castidade. Eu pensei comigo mesmo: como uma elfa tão feia vai querer ficar sem o lacre da castidade, mas enfim a tirei e virou minha serva pessoal me servindo como se fosse o rei dos elfos. Até um dia ela me falar de uma magia que me desse a imortalidade. Por fim, ela não mentiu e virei imortal mais fiquei fraco suficiente para a vadia da sua mãe chama outros elfos para me prenderem por 1000 anos só com pão elfo e água. Agora dá próxima vez dela contar vantagem que ela me venceu, lembre-se da verdade: que sua mãe quase foi uma puta em minhas mãos, uma puta que nem cheguei a comer, porque nem meus cavalos iriam comer aquela velha elfa gorda.

Eu avanço em direção do mago, mas Rebecca me segura.

— Seu desgraçado. Você vai pagar por todos seus crimes.

— Está convidado a tentar — se afasta de mim — assim como está convidado a tentar ganhar de mim na disputa daqui três dias.

Eu seguro minha raiva e fico de braços dado com Rebecca.

— Então te vejo daqui três dias — eu saio com Rebecca deixando o mago sozinho.

— Meu rei. Com todo respeito acho que foi imprudente tentar atacar o mago humano. Isso poderia causar uma guerra.

— Eu sinto muito Rebecca, mas esse mago parece que tem a capacidade de me irritar.

— Deixe para liberar sua raiva quando enfrenta-lo no campo de batalha.

Suspiro enquanto caminhamos para sair a montaria.

— Rebecca. Acha que Mago Sangrento está falando a verdade?

— Receio que sim, meu rei. Se tivesse no lugar de sua mãe teria feito o mesmo.

— Mas significa que minha mãe mentiu?

— Imagine no lugar dela. Tinha um rei humano que estava dominando tudo, alguma coisa tinha que ser feita. Para assegurar a vitória dos elfos contra os humanos era mais conveniente dizer que derrotou o mago no combate do que ter enganado. Pelo menos o mago não aprecia muito as elfas, senão sua mãe poderia ter ido mais além.

— Como assim?

Rebecca rir.

— É melhor não pensar sobre esses detalhes meu rei. Esses assuntos podem não trazer pensamentos puros, mas posso te mostrar hoje de noite — ela cora.

— Sim, eu adoraria.

Rebecca sorri de forma estranha. O que será que ela planeja?

Narração de Jenny

Aí! Minha cabeça, o que aconteceu? Tento lembrar e a última coisa que me vem na cabeça que encontrei Vriska tentou controlar minha mente, mas Eric me ensinou me defender desse controle. Só me lembro que Shelly aproximou de mim e de repente eu apaguei. A vadia deve ter controlado a mente de Shelly e me atacado.

Sinto que estou com as mãos amarradas atrás das costas, deitada em algo macio e estou sentindo um pouco de frio. Quando abro meus olhos vejo que estou nua, deitada na cama e com os braços amarrados. Pior que vejo não só eu que estou assim, mas a princesa Kenny, Shelly e Tammy estão na mesma situação.

— Vejo que acordou — escuto a voz, nem preciso ver pra saber quem fez isso. Maldita pirata.

CONTINUA