Os senhores de Zaron
38 O monstro do tempo e o Necromante
Narração de Kyle
Finalmente chegou o dia de mais uma disputa com os humanos e desta vez estou preparado para os novos combatentes. Estou com Pip, Nichole líderes dos elfos da forja e centauros respectivamente. Stan está ao meu lado e Rebecca está no outro, Jimmy é o único que encontra em uma montaria, também encontro com outros elfos da minha guarda, centauros e elfos da forja. Também está o elfo druida, servo do meu irmão e o mago elfo estão próximos, o último tem um número considerável de seguidores. De longe vejo os humanos chegando com seu grupo. Estou confiante de minha vitória e vou pedir a mão em Rebecca em casamento assim quando levar as boas notícias para meu povo.
Narração de Tammy
Os frutos de Eric vão dá uma vantagem para os humanos nunca mais vista. Das amazonas está Wendy, Shelly e Bebe. Dos góticos está Henrietta, Vriska, Pete e George. Do nosso grupo principal está Butters, Jenny, Kenny, Eric, Tweek, Token e eu. Posso ver que os elfos também fizeram suas alianças trazendo centauros e elfos da forja.
Também vejo elfos vestidos como magos com um elfo estranho na frente. Presumo que seja o elfo mago, mas não sabia que ele tinha discípulo para somar para o grupo do rei do elfo.
Os dois grupos ficam cada um no seu canto. Logo Kenny pega no braço do Cartman começa ir para o centro do campo circular. Eu vou junto, mas não deixo de olhar para trás um sorriso entre Jenny, Shelly e Vriska dessa atitude ao mesmo tempo diplomática como mostrar para todo mundo sem pudor que o mago é exclusivamente dela. Posso perceber a surpresa dos soldados verem isso já podendo imaginar comentários tipo ‘a princesa tá com a Lenda’, ‘será que os dois já tão dormindo juntos?’, ‘que inveja do mago’ ou até tipo ‘eu já sabia’. Mal sabe que a verdade é muito mais… interessante.
“Eric Cartman, o Grande Mago, é nosso!” penso bastante feliz.
Vejo o rei elfo acompanhado com seu seu melhor guerreiro, o meio-elfo Stan. Kyle está segurando o braço de Stan, mas diferente da Kenny não está com aquele ar de sentimento de posse, mas sim de forma respeitoso como os elfos são. Para minha surpresa vejo alguém que não via há bastante tempo: minha irmã Rebecca. Irônico a pensar que somos meia-elfas bastante peculiares, apesar de sermos gêmeas. Ela puxou mais para o lado elfa, enquanto que puxei para humana. Isso até nos influenciaram a escolher nossos respectivos caminhos.
Kenny e Kyle conversam sobre os detalhes da disputa de hoje e até negociam a liberdade do pirata elfo Ike, mas não deixo de prestar atenção na minha irmã.
A classe assassino é uma variante da classe dos ladinos e usando uma habilidade de comunicação desta classe apenas com o movimento e piscar dos olhos, consigo ter uma conversa com ela.
“Há quanto tempo irmã. Como tem passado?” me comunico com ela.
“Estou muito bem. E você?. Ainda fazendo a proteção da princesa Kennedy?”
“Estou muito bem também. Você não sabe como é minha satisfação em fazer a guarda da Kenny”.
“Pelo jeito você faz muito mais que fazer a guarda” vejo que ela está com um rosto malicioso.
“E você? Ainda está fazendo a guarda da Elfa Lendária?” digo com base da lenda dos elfos.
A lenda de Eric para os humanos nem citam a mãe do rei elfo e diz que o mago se sacrificou para enfrentar os demônios elficos. Tanto que em muitos lugares essa lenda está se modificando que só perdeu a consciência e ficou adormecido por milênios para se recuperar. Dos elfos que estavam entre os humanos comentaram que o mago virou um demônio e criou um novo corpo.
“Estava, mas o rei me quis para ser sua aliada”.
“Não me diga.... aí sua safadinha”.
“Não nego, mas você pegou a princesa”.
“Não só a princesa, mas como o mago também”.
“Você sempre foi a mais pervertida com a família”.
“Falou aquela que já deitou com centauros”.
“Só fiz um boquete em um, mas só uma vez. Eu nunca fiquei com alguma mulher na cama. Acho muito estranho”.
“Não fica com mulheres, mas fica com elfos. Que estranha”.
“Foi bom de ter novamente Tam”
“Igualmente Re”
Quando rei dos elfos iria voltar para seu lugar, assim como Eric, Kenny e eu no nosso de repente acontece um ataque do nada entre o grupo dos humanos. Será que os elfos está nos traindo? Vejo que também eles estão sendo atacados. O mais impressionante o que está atacando são mortos vivos.
Ambos os grupos estão com dificuldades para se defender, porque misteriosamente alguns dos elfos e humanos parecem que estão congelados. A quantidade de morto-vivo é impressionante e incrível como eles apareceram do nada. Vejo Token mais afastado do grupo dos humanos parecendo que está usando algum tipo de magia. Vendo que os mortos vivos não estão indo na direção nele só significa uma coisa: ele nos traiu.
Narração de Token
Finalmente o plano do meu mestre está sendo executado. Usando o poder do tempo que recebi, estou dando vantagem total para a derrota dos elfos e humanos. Só falta pouco para…
De repente aquela demônio dos góticos aparece do meu lado e acerta um golpe de machado na minha perna. Eu só caio no chão com muita dor, mas antes não deixar de paralisar essa vadia chifruda.
— Eu sabia que você era um traidor. Uma mancha preta no grupo — disse ela presa, mas sua boca está livre pra falar fazendo esse jogo de palavras em falar que estava traindo os humanos, assim como fazendo um comentário sobre minha cor.
— Sua maldita. Vou te matar assim quando me curar — digo usando magia de cura para tampar a perna amputada.
— Token — fico gelado, porque vejo Mago Lendário perto de mim. Vejo que ele está com uma expressão séria e com um olhar preocupado — onde conseguiu esse colar? — parece que ele viu o presente do meu mestre.
— Não é da sua conta. Apenas isso me trás um grande poder.
— Necromancia é um dos conhecimentos que possuo e sei quem fez esses mortos vivos e te deu o colar tem o domínio forte nessa magia — como ele é preciso em saber o poder do meu mestre. Eu engulo seco — tenho dor de ti, porque você está condenado.
— Por favor, não me mate — já fico assustado. Eu não quero morrer.
— Receio que já fizeram isso para você. Esse colar que você está usando faz parte de um ritual para trazer de volta criaturas mortas, enquanto essa criatura estiver se recuperando você possui uma vida falsa.
Eu arregalo os olhos com essa informação, querendo não acreditar. Meu mestre não faria isso comigo, faria?
“Não tire o colar, enquanto não cumprir a missão” essa foram as palavras do meu mestre. Realmente tive esse poder de controlar o tempo, mas desde quando coloquei o colar que sinto meu corpo estranho. Vejo que estou perdendo o tato pouco a pouco e estou sentindo mais frio a cada dia, como se tivesse perdido a capacidade de criar calor próprio do meu corpo. Os animais me veem de um jeito estranho e tenho uma estranha simpatia com as serpentes.
Não! Meu mestre não é como usurpator. Ele será um rei justo para todo Zaron. Ele não me…
Narração de Vriska
Estou com mau pressentimento com tudo isso. Não pelo ataque dos mortos-vivos do nada, já que vejo as minhas vadias e os servos delas dando conta do recado. Não que o humano preto foi uma vítima de um necromante qualquer. Não, porque foi usado um poder do tempo. Tem alguma coisa errada nessa história toda.
Vejo que o colar do criolo se que8ra em pedaços do nada e ele começa a flutuar com uma energia colorida. Uma área de energia derru8a Eric e a mim uns dois metros de distância, mas nada que seja preocupante. Mesmo assim sinto essa sensação de algo ruim vai acontecer.
Vejo a roupa daquele clérigo se rasgando como se criasse massa muscular, a capa vai para o chão, o colete roxo se parti. Seus 8raços começa crescer e mostra uma pele… verde. Até sua perna esquerda começa crescer e o cotoco da perna direita tam8ém fica maior. E ele começa criar massa muscular em uma velocidade so8renatural parecendo que está usando aquele remédio mágico que alguns humanos usa. Qual nome mesmo? Ah sim, ana8olizante.
A ca8eça começa se rachar como ovo e logo fico assustada, porque reconheci que tipo de criatura está se formando. Sei que a criatura em sua total transformação fica apenas com a calça marrom do humano, sem camisa com um corpo cheio de músculo verde (parecendo aquelas histórias infantis que os anões contavam de um tal de ‘Incrível Hulk’), grandes garras nas mãos e nos pés e uma ca8eça medonha parecendo uma mistura de crânio com ca8eça de co8ra. Presas enormes, mas uma presa dourada postiça no lado esquerdo que se materializou junto com uma perna dourada parecendo perna de pau ornamentada, um so8retudo verde. E o mais impressionante nessa figura: que seus olhos junto com a gola do so8retudo e mangas mais a 8ase da perna dourada estão 8rilhando em diversas cores organizadas em quadrados.
Fazia anos que não sentia um medo tão grande como estou sentindo nesse exato momento
Narração de Cartman
Que porra é essa? Token virou essa… coisa? Quem quer que seja o necromancer ele trouxe uma criatura bizarra.
Assim quando me levanto vejo que Vriska está bastante assustada.
— Vriska. O que houve?
— Ela está com medo de mim — disse a criatura com uma voz sinistra, mas com uma voz calma e bem formal. Parece que tem o sotaque da província da Inglaterra.
— E quem é você?
— Eu sou Lord English, o lorde do tempo. Conquistador e destruidor de mundos. Eu sou o pesadelo encarnado — ele diz querendo passar uma autoridade que não me intimida.
— Ele é um vilão de minha dimensão. Ele é invencível — disse Vriska com bastante medo. Eu nunca esperaria uma atitude desse.
— Você deve ser o mago que aquela criança quer te ver morta — disse o monstro me referindo a mim. Já tenho uma informação: o necromancer tem aparência jovem.
— Lord English? Sim, sou um mago que uma raça inteira me quer ver morto. Permite-me me apresentar. Eu sou Lord Germany — digo tirando onda na cara dele para surpresa de Vriska.
— Parece que não sabe a noção do perigo.
— Acho que você não sabe com quem está se metendo. Eu já saquei que você domina o poder do tempo, já ouviu falar das magias de um mago?
— Espaço, tempo, mente, raiva, respiração, sangue, vida, morte, luz e vazio. Conheço tudo sobre essa classe.
— Para sua dimensão deve ser, mas aqui é abjuração, adivinhação, conjuração, encantamento, evocação, ilusão, necromancia e transmutação. Eu domino todos esses elementos inclusive adivinhação e conjuração que me permite controlar o tempo também — eu estendo minha mão que faço levitar — na sua dimensão pode ser considerado foda, mas aqui nesse universo eu sou foda e você não é nada — começo torturar ele com minha magia e o vilão começa gritar de dor.
Meu treinamento como mago tive que enfrentar seres de outras dimensões e entre elas enfrentei criaturas que estão além do tempo e espaço. Um ser que só manipular o tempo é apenas mais uma criatura que enfrentei no meu treinamento.
Nem preciso ver, mas percebo o sorriso de Vriska que está em pé. Também ficaria se alguém conseguisse vencer meus piores inimigos com facilidade.
— Será que tenho que fazer tudo sozinho? — escuto uma voz atrás de mim.
Narração da Kenny
Eu não estou entendendo que está acontecendo, mas sei que esse ataque de mortos vivos não está sendo nada. De início não estava conseguindo me mexer até Vriska atacar Token com o machado. Só achei estranho que ele se transformou em uma criatura estranha, mas meu Eric conseguiu facilmente derrotar a criatura. Só lamento que alguns dos meus soldados foram mortos, mas Tammy e os outros deram conta desse ataque e estou tendo baixas perdas. No lado dos elfos vejo que eles estão se dando bem, porque aparentemente essa magia de nos parar focou mais a gente, mas que estranho.
De repente vejo Eric soltar a criatura. Eu não entendo de primeiro momento, mas vejo um homem atrás dele atravessando… uma faca nas costas dele.
Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não.
Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. NÃO. NÃO. NÃO. NÃO. NÃO. NÃO. NÃO. NÃO. NÃO.
. NÃO. NÃO. NÃO. NÃO. NÃO. NÃO. NÃO. NÃO. NÃO. . NÃO. NÃO. NÃO. NÃO. NÃO. NÃO. NÃO. NÃO. NÃO. . NÃO. NÃO. NÃO. NÃO. NÃO. NÃO. NÃO. NÃO. NÃO.
ERIC!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Grito com meus pulmões com toda força, não importando em manter a máscara do meu rosto. Com uma fúria cega parto para cima desse infeliz que apunhalou Eric pelas costas. Jenny, Tammy e Shelly estão junto comigo, mas de repente somos paralisadas pela criatura, mas estou consciente pra ver e ouvir tudo.
— Não se desespere princesa Kenneth — disse o misterioso homem deixando Eric cair no chão, enquanto se aproxima alguns passos na minha direção — apenas estou devolvendo o favor que ele me fez no passado.
Ele aparenta ter 20 anos tem cabelos castanhos como de Eric e olhos vermelhos. Ele parece um nobre meio metido que vejo muito na corte. Ele está usando uma armadura completa todo corpo totalmente ornamentada com uma aparência sombria tenho obreiras espinhosas e um tipo de elmo parecendo uma coroa com três chifres e um crânio de ferro no centro. Vou lembrar muito da aparência dele para tortura-lo por anos.
— Clyde Donovan — consigo escutar a voz de fraca de Eric — vejo que você cresceu.
Eu já escutei esse nome. É o filho do Roger Donovan, o antigo rei de Kupa Keep que perdeu o título pelos seus súditos. O príncipe perdido finalmente foi encontrado. O príncipe que vou fazer questão de pegar a faca dele e enfia-lo no cu dele.
Narração de Cartman
Está tranquilamente em pé focado em algo quando alguém aparece de forma sorrateira e te introduz sem um aviso prévio. Descrevendo isso parece que fui enrabado, mas a realidade fui esfaqueado nas minhas costas. E está difícil de respirar não estou nem me aguentando em pé e já caio no chão de barriga para baixo. Consigo erguer a visão para ver quem foi o infeliz. Ele pode ter envelhecido, mas reconheço o pivete.
— Clyde Donovan — eu digo — vejo que você cresceu — já preparo uma magia para utilizar, só vou precisar um pouco de tempo.
— Parece que você se lembra de mim — ele se aproxima e ajoelha para minha direção.
— Como eu iria me esquecer do príncipe mimado chorão.
Ele me puxa nos meus cabelos e me dá um tapa no rosto. Ótimo, perca tempo enquanto faço minha magia.
— Você roubou o trono do meu pai e eu, finalmente está pagando por sua traição.
— Parece que não estudou nada as leis do seu próprio pai nesses 1000 anos — eu sorrio de forma fraca.
— Como assim?
— Nos tempos de guerra o rei pode nomear um general para ser um rei de guerra desde quando a paz vier ele devolvesse a coroa para o rei original.
— Você nunca devolveu a coroa — disse corando, parece que ele tinha esquecido desse detalhe.
— Sim, porque a guerra não tinha acabado. Por isso que fazia você aprender táticas militares e ser um guerreiro para assumir o trono futuramente, mas pelo jeito não levou a sério seu treinamento os Mccormick foram considerados mais dignos para assumirem o trono.
— Veja como são as coisas, eu me exilei em terras remotas e aprendi as artes da necromancia e fiz alianças com seres que você nunca conseguiu alianças.
— Também só fiquei no poder por três anos, se me tivessem dado 1000 anos até os elfos seriam submissos a mim — digo fazendo ele ficar sem jeito. Parece que ainda mantém muito a personalidade de menino.
— De qualquer jeito. Eu governarei toda a Zaron tendo a princesa e o rei elfo sob minha custódia. Não tem plano melhor do que esse.
— Você poderia ressuscitar o antigo rei elfo como fantoche e usasse para ter domínios contra os elfos e depois se apresentasse para os humanos como novo herói.
— Maldito! — disse corado — de qualquer jeito não tem nada que possa fazer para estragar meus planos.
— Tem certeza? — uso a magia que estava preparando, uma magia de teletransporte que fiz em todos os humanos.
É bem provável que um ataque na capital na Disney era possível, mas me precavi com planos de fuga para o rei. Irônico pensar que planejei isso para um ataque traiçoeiro dos elfos. Só para meu azar para fazer essa magia de teletransportar multidões não me permite ir junto.
— O que você fez? — o pivete gritou.
— Apenas frustrei um pouco seus planos — digo me virando.
A dor das minhas costas permanece junto com a dificuldade de respiração, mas isso não importa agora. Pior que esse pensamento não me assusta nenhum pouco, afinal sei que a morte vai vir para meu ser e estou pronto para isso. Veja que conquistei na minha vida: fui rei, fui uma lenda vida e conseguir o amor de cinco mulheres.
Kenny. Tammy. Jenny. Shelly. Vriska. Eu sinto muito, mas não poderei mais está com vocês mais. Obrigado por me amarem e permitirem que eu ame vocês. Obrigado por tudo!
— Parece que os elfos se renderam — disse monstro do tempo.
— Sério? — disse Clyde surpreso.
Eu também fico surpreso, nunca imaginei que os elfos se renderiam. Eles podem ser frescos, viados, arrogantes e afeminados, mas não covarde. Parece que vou ter ainda uns poucos minutos de vida.
Narração de Kyle
A situação está péssimo. Esse ataque de mortos-vivos e vampiros foi muito inesperado, mas conseguimos nos defender sem problemas. Parece que o ataque está focado nos humanos. Enquanto luto não deixo de reparar o monstro com poder de parar o tempo e como o bundão do Mago Sangrento conseguiu vencer facilmente, só que aparece um humano nas sombras e o ataca pelas costas.
Eu não sei o que está acontecendo e porque esse humano está atacando justamente a lenda deles, mas parece que ele está sendo responsável por tudo. Só que outra coisa me surpreende é o sumiço do grupo dos humanos. O Mago Sangrento se sacrificou para salvar seu povo? Justamente ele que é considerado usar seu povo como gado para realizar seus objetivos. Parece que as lendas dele são muito exageradas.
Preciso assim rápido! Eu não me orgulharei que vou fazer, mas isso será necessário para salvar meu povo.
— Peço rendição — digo para um vampiro — escutem todos abaixem suas armas. Parem de lutar.
As palavras pegam o grupo de surpresa. Todos me olham de forma incrédula.
— Mas, meu senhor… — disse Stan.
— Vai por mim, é a melhor forma. Aquele monstro tem um poder que a gente não dá conta. Só precisamos aceitar isso.
— Mas…
— Me obedeça — digo com autoridade.
Meus aliados também obedecem e por sorte esses mortos-vivos tem o mínimo de consciência para entenderem que meu povo está se rendendo e pararem de atacar.
— Ótimo. Vá prestar fidelidade para nosso mestre — disse uma vampira.
Eu me aproximo do humano e do Mago Sangrento que ironicamente está sangrando no chão. O estranho monstro me olha desconfiado, mas não me intimido. O humano me olhar com um sorriso.
— Então você é o rei que acabou com a guerra entre os humanos e elfos? — pergunta o humano.
— Sim, eu sou Kyle Broflovski, rei dos elfos aqui para oferecer minha rendição. E você seria?
— Clyde Donovan. O verdadeiro rei de Zaron — disse com um tom de arrogância. Eu estudei história pra saber quem são os Donovan e não fico surpreso com o ataque inesperado, afinal os humanos adoram trair uns aos outros — jure fidelidade a mim e eu prometo que não exterminarei seu povo.
— Sim, mas com duas condições.
— E qual seria?
— Que eu mate esse bundão caído e leve seu corpo para o reino dos elfos.
— Esse infeliz estragou meus planos e gostaria de matá-lo, mas deixarei essa honra para você, rei dos elfos.
Ele se afasta do mago e eu me aproximo dele:
— Sempre achei que os elfos eram baixo, mas você superou toda sua raça — disse o mago tossindo.
— Eu faço de tudo para proteger meu povo de todo mal — pego duas agulhas de combate — últimas palavras?
— Chupe minhas bolas — diz com um sorriso satiro.
Sem nenhuma dor eu enfio as agulhas em cada lado do seu pescoço. Eu fui generoso demais! O Mago Sangrento merece todo sofrimento possível, mas uma dor rápida é melhor que ele pode ter. Logo sua respiração e batimentos cardíacos acabam. Ele está morto!
— Meus parabéns — disse Donovan — acabou de matar o maior mal do seu povo.
— Também matou o único que me derrotaria facilmente — disse o monstro com uma formalidade parecendo que é um elfo da forja — é difícil pensar como um simples humano tinha tanto poder.
Fico surpreso que esse monstro que emite muitas cores é capaz de ser bem civilizado. Eu pego o mago pelo colo e me aproximo do humano.
— Vai demorar um pouco para os elfos estarem de acordo com sua liderança. Imagino que uns 50 a 100 anos seja suficiente.
—Elfos nunca aprenderam serem ágeis em fazer as coisas — ele comenta — mas aceito isso. Não tenho pressa, apenas se certifique que nenhum do seu povo vai atacar meu exército.
— E o que consiste seu exército?
— Mortos Vivos, vampiros, humanos que juraram fidelidade a mim, elfos negros — esse último foram elfos que escolheram servir deuses do subterrâneo, eles são os Drow — os tritões e os Unganas Chacais — essa informação vai ser útil.
— Então até a próxima meu lord — eu digo.
— Vai em paz. Não se arrependerá, meu claro elfo, eu irei provar que serei um rei que Zaron vai agradecer.
— Ainda vai usar aquele plano de conseguir a benção dos deuses primordiais? — disse o monstro.
— Com certeza, assim nada ficará no nosso caminho — disse Donovan.
Eu guardarei essa informação também. Eu me aproximo para meu povo que já comemora eu carregando o corpo do Mago Sangrento esquecendo completamente o preço que paguei para conseguir isso. Parece que a satisfação da morte do mago é mais forte que o sentimento de traição que fiz para conseguir isso.
— Qual é o próximo passo, meu lord? — pergunta Stan.
— Vamos voltar para a capital. Temos muita coisa para fazer.
— Kyle, isso é… — Rebecca repara as agulhas.
— Sim, é. Vamos para casa.
— Sim, meu rei.
Logo pegamos nossas montarias e voltamos para capital. Eu logo entendo que minha mãe fez no passado, fingiu aliança para conseguir salvar meu povo. Espero que a escolha que fiz seja certa: porque posso tanto a destruição de toda Zaron como a salvação dos elfos e humanos, através do corpo que estou levando.
CONTINUA
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