Os senhores de Zaron
14 Bad Kinny Bad
Narração de Cartman
Pesquiso sobre dominação de mente na biblioteca de Youtube, mas acho muita pouca coisa. Descobrir que algumas classes tem certo controle na pessoa, mas nada que tire seu livre-abito. Parece que os únicos capazes de fazer tal façanha são as entidades. Também encontrei um livro que fala os universos alternativos ou outras dimensões que possuem seres que conseguem manipular mente. Faz muito sentido isso, afinal a misteriosa presença estava mais com a cara de um ser vivo do que um deus ou demônio. Outra coisa que achei que consigo imunidade a controle de mente, já que a magia é um elemento inibidor. O que leva a uma grande pergunta: por que Jenny foi manipulada? Parece o que tenha feito esse controle mental é alguém que poderes fora do comum.
– Mestre – vejo que Jenny está querendo comunicar comigo. Parece que ela não quer se arriscar com comunicação telepática e está usando um tipo de magia simples chamada Skype. Ver a pessoa através de um reflexo como se tivesse na frente de um espelho.
– Jenny. Você está bem? – eu pergunto.
– Agora estou. Mestre, perdoa-me. Por minha causa você perdeu seu olho.
– Não tem problema. A princesa Kenny me concedeu um novo olho. O que me deixou com um olho azul dela.
– Fico feliz por ti, mestre. É incrível da capacidade dela de regeneração.
– Engraçado que hoje esta falando bem da princesa, enquanto ontem estava brigando com a mesma – eu seguro uma risada.
– Eu não me lembro, mestre. Eu bebi demais – disse ela toda vermelha – será que desrespeitei a princesa?
Incrível como uma pessoa sóbria não dirigiria palavras ofensivas com uma autoridade, só bêbado mesmo.
– Kenny também bebeu e ficou igualmente bêbada como você. Ela e tu discutiram alguns assuntos furteis – nem fudendo eu iria falar que estavam brigando por minha causa.
– E qual era o assunto? – ela perguntou. Droga, eu não queria que fizesse essa pergunta.
– Eu não me lembro – eu minto.
– Ta bom, mestre. E agora aonde o senhor está?
– Estou no youtube pesquisando sobre controle de mente caso aquele misterioso ser venha atacar de novo.
– E conseguiu achar algum resultado?
– Vi que o controle mental não é algo feito por nenhuma classe tem controle daquele jeito que é quase imperceptível como você foi submetida. Existem magias na nossa classe que pode ter o controle de alguém, mas a vitima é facilmente detectada por alguém que consiga sentir magia. A única forma de identificar que aquele ser controla uma pessoa é marca do signo em escorpião que fica na testa da vitima.
– Será que tem alguma coisa haver com escorpião?
– Eu até pensei nisso, mas tudo que encontrei aqui é material de horóscopo sobre o signo do zodíaco. É uma merda – suspiro.
– E por que a princesa Kenny teve que te levar para youtube? – percebo um pouco de raiva da voz. Eita.
– Porque ela consegue domar um hibrido de pegasus e unicórnio que é rápido suficiente para me levar e alcançar a comitiva. Minha ideia inicial era conduzir a comitiva para youtube, mas para negociar logo com os góticos, a princesa Kenny ofereceu essa oportunidade. Quando chegarem na província dos góticos eu chegarei ao mesmo tempo.
– Entendido mestre, mas lembre-se. Você é o meu neko, tchau.
Fico sem jeito e até com vergonha. Eu to chamando que essa expressão ‘neko’ parece que é uma forma educada de chamar alguém de ‘vadia’.
Narração de Ike
O cheiro do mar é reconfortante. Nada melhor um mar calmo para relaxar antes de saquear. Eu sou Ike, o pirata mais temido dos elfos e irmão de criação do rei dos elfos. Eu não sou um elfo de Zaron, mas de um continente vizinho misterioso para todos os moradores de Zaron chamado Canadá. Fui adotado pela meu pai quando o mesmo explorou Canadá para ter aliança com os elfos canadenses.
– Já estamos prontos capitão – chega meu trunfo, Brandley, um elfo druida que tem um estranho poder com frutas, hortelãs e cereais. Seu poder pode parecer ridículo, mas serve muito contra as criaturas e monstros marinhos. Sem contar que consegue inibir o poder do demônio dos góticos.
– Ótimo. Prepare as velas, vamos confrontar os góticos.
– Sim, senhor.
Eu sorrio. Estou prestes a me tornar o rei dos piratas novamente, posto que tinha por cinquenta anos, mas foi tirado de mim graças um demônio que manipula as mentes. Um demônio de forma de mulher invocada pelos góticos que se intitula a “Rainha dos Piratas”. O mar e o oceano é o meu governo e não pode existir dois governantes. Eu serei o “rei dos piratas”.
Conseguir um navio cheio canhões e a vitória é garantida. Poucos elfos renegados tem uma vida tão bem sucedida como eu. No meu caso tive que ser renegado, porque as elfas mais antigas queriam que eu fosse um newhalf, algo que não sei o que, mas minha mãe não esse destino para mim e me ajudou a escapar. Com minhas viagens conheci o mar e me tornei o capitão do meu próprio navio.
Nas terras de Zaron nunca terá um só rei, mas no ar serei eu.
Narração de Cartman
Saio de uma sala de pesquisa do youtube e vou ambiente de conforto exclusivo para algumas pessoas importantes como reis, rainhas, príncipes e principalmente princesas. Entro lá encontro Kenny lendo um pequeno livro rosa com um uma cabeça de coelho no lado e um titulo chamado “Playboy”. Esse livro não é do meu tempo, não faço a mínima idéia do que se trata.
– Kenny – eu a chamo.
Ela da um pulo de justo jogando o livro no ar, caindo perto dos meus pés. O que será que estava vendo? Quando eu iria pegar o livro, Kenny me segurou no braço.
– Eric, querido. Como foi sua pesquisa?
Eu coro. Ainda não estou acostumado sendo tratado bem de forma intima.
– Não foi com sucesso que eu esperava – suspiro fechando os olhos. É frustrante dominar toda arte de magia e não ter conseguido nenhum resultado. De repente sou surpreendido com algo nos meus lábios. Para ser mais preciso, um selo da princesa em meus lábios.
– Não se preocupe. Você fez mais que suficiente. Suas ações estão unidos novamente os humanos e também sua presença é agradável para todos e principalmente para mim – diz recolocando a mascara e alisando meu rosto.
Eu nunca encontrei alguém que sentisse afeto por mim há não ser a minha mãe. Quando me tornei rei não era difícil de detectar as falsidades. Agora nesse tempo existem pessoas que me tratam bem. Não só por eu ser uma lenda para eles, mas me tratam como igual.
– Obrigado Kinny.
Saímos do youtube, tendo ela segurando meus braços. Parecemos um casal. Eu ficaria feliz te-la como esposa, porem cometi um grande vacilo: tive relações sexuais com a melhor amiga dela. Kenny pode não falar nunca mais comigo se souber. No lado de fora vimos uma barraca de algodão doce.
– Algodão doce – como uma menina solta o meu braço e corre para a barraca para comprar um. Aproximo-me com uma caminha comum. Quando ela esta preste a pagar descobriu que não estava com dinheiro.
– Aqui – entreguei uma moeda de ouro para o vendedor.
– Obrigada Eric – disse depois de distanciar da barraca junto comigo.
– De nada – eu tendo segurar minha risada, mas não tenho sucesso.
– O que foi? – disse tirando a mascara para comer o doce.
– É a primeira vez que vejo uma princesa pobre – eu rio.
– Pobre?
– Não tem nem dinheiro para comprar um algodão doce.
Ela fica vermelha.
– Ei. Não é assim? Eu nunca precisei carregar dinheiro. Quando saio normalmente é Tammy que fica com minha bolsa de dinheiro – parece que está um pouco nervosa.
– Sei. Parece que é tão pobre que tem que comprar pão parcelado.
– Ei.
– É tão pobre que o peru de ação de graças é um pombo frito.
– Não é bem assim.
– É tão pobre que precisa muitas vezes hipoteca sua caixa de papelão.
– Eric – ela taca o algodão doce na minha cara.
– Mal Kinny, mal – limpo a minha cara.
Narração da Henrietta
Estou saboreando uma erva de fumo com meus amigos e meu filho adotivo perto da entrada da província dos góticos. Nada melhor está refletindo sobre a dor e como o mundo é deprimente.
Ethan é meu amigo humano, alto de cabelos crespos, face cheia de sarnas, um nariz um pouco torto e uma idade de 30 anos. Como todo gótico usa uma roupa preta que no seu caso é uma roupa formal sempre acompanhado com uma bengala.
Meu esposo se Pete Biggle e é um hobbit (um ser parecendo um humano de aparência frágil de pequena estatura e pés grande). Cabelos negros tendo uma mecha pintada de vermelho, mais baixo do que eu, pés grandes e uma idade aparente de 25 anos em relação a um humano (tem 150 anos, a mesma idade minha). Usa uma camisa preto fosco e uma calça preto intenso. Não usa nenhum calçado.
Eu sou Henrietta, a anã. Tenho uma altura menor que um humano, mas maior e mais parruda. Tenho cabelos negros curtos, olhos azuis, para os padrões humanos sou cheinha (minha raça faz todos as mulheres serem assim) e tenho uma aparência semelhante a um humano de 25 (mas tenho 150 anos). Uso um vestido preto e botas.
Meu filho adotivo é foi batizado pela deusa dos góticos de George Firkle. Não é humano, anão, orc, elfo ou qualquer outro ser conhecido, mas tem uma aparência divina. Pele cinza, olhos amarelos com íris negra, cabelos negros, lábios azuis escuros, magro, com chifres pequenos parecendo dois pequenos cones laranjadas, dentes afiados quase parecendo de tubarão e estatura média para um humano. Ele usa uma roupa preta igual a todos os góticos, mas tem um símbolo do signo de libra estampado em verde azulado.
– Estou entediado – falou meu filho adotivo.
– Por que não procure a deusa? Garanto que ela vai te achar algo para fazer – eu digo. A nossa deusa tem o costume de colocar a vida dele em risco. O mais impressionante que ela é a mãe biológica dele.
– Por que não vai se fuder, sua gorda maldita? – eu não ligo para os insultos. Ele me lembra eu mesma que não travava minha mãe bem, mas isso é uma atitude comum para os anões, meu povo é rústico – eu queria fazer algo divertido e... espere – ele fecha os olhos e cheira o ar – achei algo interessante para fazer – se levanta rápido e sai correndo.
Eu também sinto o cheiro e parece que temos visitantes. Lá vem eu para tirar meu filho do perigo, sorte que sempre tenho meu machado perto de mim.
Narração de Cartman
– Que tal a gente da uma pausa? – disse Kenny apontando para um córrego.
Kenny estava conduzindo seu unicórnio pegasus para alcançar a comitiva.
– Tem certeza? – eu digo.
– Rainbow Dash precisa descansar um pouco. Ela não está acostumada a carregar mais de duas pessoas.
– Eu entendo.
Nós aterrissamos.
– Eu só vou deixar Dash para pastar, já volto. Se quiser pode se refrescar no córrego – disse a princesa saindo.
Eu só lavo meu rosto para tirar o restante do açúcar do algodão doce da minha cara. Foi divertido minha briguinha com Kenny. Foi algo saudável. Sempre briguei com outras pessoas, mas nunca tive uma intimidade com as mesmas. Precisei aprender a revidar todas as provocações logo cedo. Tive que aprender a manipular se quisesse alguma coisa na vida. Sei que eu era gordo e até tentava emagrecer, mas nunca conseguia. Precisei ser trancado por mil anos para conseguir esse ato.
– Eric – escuto a princesa Kenny. Pela tonalidade da voz ela está sem mascara.
Quando me viro encontro uma surpresa.
CONTINUA
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