Os senhores de Zaron

23 A floresta das trevas


Narração de Kyle

Estou voltando pensativo para casa, enquanto a minha guarda me acompanha.

– Meu rei. Por que... o senhor... cancelou o ataque contra os... humanos? – pergunta Jimmy, enquanto cavalga do meu lado.

– Jimmy quantos elfos já conseguiram ver uma fada na vida? – eu pergunto.

– Poucos... senhor. Normalmente são os... elfos mais... antigos.

– É a primeira vez que vejo uma fada na vida.

– É difícil acreditar... ti ti... É difícil acreditar como uma... É difícil acreditar como uma fada tem simpatia com... com... com... com... É difícil ti ti ti.... É difícil acreditar como uma ... É difícil acreditar como uma fada tem simpatia com o mago sangrento – eu me pergunto até hoje como Jimmy ainda é considerado o melhor bardo entre os elfos.

– Não só simpatia, mas também tem uma amizade tão firmada ao ponto que ele diz que é sua irmã.

– Isso é e-estranho. Deve ser uma... f-fada sem noção.

– Eu estudei no youtube um livro dos humanos que catalongam os tipos de fada. Segundo os livros fadas são mensageiras dos deuses ou dos seres caóticos.

– Aquela fada é mensageira de um demônio? – perguntou Jimmy desta vez sem gaguejar.

– Não. Julgando pelas marcas das asas da pra saber qual deus uma fada é mensageira. Se as informações estiverem certas ela é mensagem de um deus supremo.

– Deus supremo? Está falando... os deuses criadores? Os deuses sem nome.

– Sim. Mensageira do deus dos ventos.

– Não pode ser. Será que os... d-deuses antigo está... até no... l-lado do mago sangrento?

– Se tivessem do lado dele nossa raça já teria perecido – avanço na frente de minha escolta e paro na frente – escutem todos, nossa missão é proteger o legado eterno de nossa raça custe o que custar – parece que as palavras tem efeito e meus homens ficam mais motivados.

Só espero quando voltar para casa minha mãe tenha tido mais sucesso do que eu. Tenho dor do Stan que tem que se submeter aos humanos e tudo por defender a irmã. Como rei compreendo que suas atitudes quase trouxe a guerra novamente. O que seria irônico alguém de minha raça começar uma guerra que nem o Mago Sangrento está se dando trabalho de começar.

Narração de Cartman

Dirk, Roxy e Jane – disse Vriska dirigindo a palavra para Eric – seus nomes são Jane Crocker, Roxy Lalonde e Dirk Strider?

– Como você sabe os sobrenomes deles? – eu pergunto curioso.

– O senhor conhece as lendárias Roxy Lalonde e Janes Crocker? – pergunta Bebe e Jenny ao mesmo tempo.

– Sim, foram minhas amigas a partir quando entrei no conselho real. Me apoiaram muito quando assumi o reinado – eu digo – agora como sabe os sobrenomes deles Vriska?

– De onde eu vim tinham quatro humanos que lutavam para acabar com a vilania de alguém chamado Condessa que tinha dominado o planeta Terra da dimensão deles. Três deles tinha esses nomes mais um quarto chamado Jake English. Será que eles sãos os mesmos que conheci? – ela responde.

– Imagino que não. Eles nunca referiram outra dimensão e conheci seus respectivos familiares, então deve ser uma consciência mesmo. Assim como o nome Jake English.

– O que tem ele?

– Que o sobrenome English era um antigo sobrenome de minha família. Segundo a minha mãe minha família já foi nobre, mas perdeu a nobreza assumindo o sobrenome Cartman. Já o nome Jake era o primeiro nome que minha mãe tinha em mente para me dar, mas parece que ela recebeu um sonho divino dos deuses que fez ela mudar de ideia. Agora fiquei com a dúvida, por que Janes e Roxy foram consideradas lendárias? – pergunto para Bebe e Jenny.

– Elas foram as primeiras mulheres que tiveram classes. Nós, as amazonas, admirando muito ela – responde Bebe.

– Elas não foram as únicas da minha época – eu respondo – existiam mulheres que tinha conhecimento de classes se elas tivessem famílias tradicionais que a classe era herdada, mas foram as primeiras que conheci que tiveram posições forte na política.

– É uma surpresa do senhor ter conhecido elas, mestre – diz a Jenny.

– Mais surpresa foi que essa coisa tão frágil que impediu a porra toda – Vriska se aproxima de Casey que está voando no lado – sério? O que os elfos veem de especial nesse inserto? – apontando para minha irmã. Isso não é bom sinal, ela está ficando zangada.

– Vriska. Não é boa ideia de provocar Casey – fico preocupada com... Vriska.

– E o que ela pode fazer... – tarde demais, Casey dá um soco no rosto da Vriska.

O impacto foi tão forte que manda para um encontro da parede fazendo a destruir. Vejo que todos ficaram chocados, afinal Casey usou seu ‘Casey Punch’.

– Ora sua... – Vriska saindo dos entulhos.

– As fadas são pequenas, mas são seres poderosos. Perdoe ela – olho para Vriska e depois para Casey que está em posição de Karater dando alguns socos no ar.

– Esse soco até foi forte. Vou deixar passar – Vriska caminha para frente em direção do Butters – ei paladino, me cure.

– Sim – que logo usa o toque da cura.

Espero que a volta para capital seja mais tranquilo.

Narração de Henrietta

Conformistas. Como eles conseguiam a simpatia da Deusa Vriska? De qualquer jeito essa simpatia já deu bons frutos como vencer os odiados elfos piratas. Também me pergunto se o mago vai cumprir a promessa que fez para mim quando conversou secretamente. Se ele cumprir a sociedade dos góticos vai evoluir bastante.

– Minha senhora. Acha prudente levar o George nessa viagem. Ele nunca saiu do recinto dos góticos – me dirijo a palavra para ela.

– Sim. Ele está está maduro suficiente e precisa encontrar um parceiro para se acasalar logo.

– Desculpe minha senhora. A senhora não quer dizer uma parceira, afinal George é um macho – acho um absurdo só de imaginar George está em um relacionamento homossexual.

– Macho ou fêmea, tanto faz. O importante que arrume alguém logo eu não sei se aquele cara pode vim atrás dele – vejo que minha deusa está falando mais para si mesma do que para mim.

– Aquele cara?

– Não é nada – se minha deusa não quer falar não vou infortuna-la com perguntas.

Michael vem trazendo o elfo que está sendo escoltado por dois góticos. Em direção oposta está vindo o Mago Lendário.

– Acho que podemos começar – disse o mago – jogou uma magia com as mãos e acertou os pulsos, os tornozelos e o pescoço do elfo.

– O que você fez seu maldito? – disse o elfo.

– Magia de contenção. Caso tenta fugir correntes magicas vão inibir todos seus movimentos. Uma maneira pratica de transportar um prisioneiro e uma maneira confortável para ti também – diz o mago.

– Droga.

– Mestra Vriska – disse Michael – eu prometo que vou cuidar do recinto dos góticos e também matar a aranha gigante.

– Que aranha gigante? – pergunta a deusa.

– Antes de conseguimos te invocar fazemos adoração aos deuses nas trevas na florestas, mas do nada chegou uma aranha gigante que mata tudo que entra na floresta – eu respondo.

– E por que nunca fui informada disso? – Vriska questiona.

– Porque a senhora foi nossa nova deusa, daí a floresta virou algo significante para nós. A pirataria era mais importante – eu respondo.

– Faz sentido – disse Vriska – então Eric o que você acha de chutar a bunda dessa aranha?

– Para mim tanto faz. Isso pode trazer muita reputação para gente.

– Tirou as palavras da minha boca.

– Só precisamos fazer um plano de combate.

Parece que o mago e a deusa estão se dando muito bem. É como se os dois pensasse iguais.

Narração de Bebe

Finalmente saímos do recinto dos góticos. Agora vou conhecer finalmente a capital. Estou viajando em cima da carruagem real junto com Butters, enquanto Token e Tweek dirigem a carroça.

– Então Butters. Como é a capital? – eu pergunto.

– É um lugar fantástico. O castelo da Disney sempre me impressiona quando o vejo de longe – disse ele com uma animação meiga. Parece uma criança empolgada.

– Parece que gosta servir a família real – sorrio.

– Sim. Sinto-me livre oferecendo meu martelo para a família real. Tenho muito mais liberdade quando tinha privilegio de minha família.

– Se não me engano, você é descendente da família Stotch, uma das famílias nobres mais importantes. Não seria mais logico se você fosse um cavaleiro do que um paladino.

– Minha família me deserdou a anos atrás –vejo que ficou com uma expressão triste.

– E por que eles fizeram isso com você?

– Quando eu tinha cinco anos eu bebi o frasco que tinha a essência do Gigante do Chaos que o Mago Lendário tinha criado no passado.

– Você não fez por mal, achei muito injusto que fizeram isso.

– Eu fico feliz de agora não ser mais obrigado a obedecer meus pais. Tive uma infância muito rígido. Sempre era castigado. Como paladino sou privado da fortuna dos meus pais, mas sou abençoado pela liberdade. E servindo para a família real ainda tenho todo conforto digno para um nobre – diz animando.

– Fico muito feliz por você, Butters.

– E você? Como conseguiu ser a segunda amazona mais influente?

– Não foi muito difícil. Desde pequena era muito influente com as pessoas e junto com minha melhor amiga, Wendy, construímos um cargo político invejável.

– Legal.

Incrível como Butters é um homem tão bonito com uma personalidade que varia entre ingenuidade e maturidade. Alguém que está ganhando totalmente minha simpatia. De repente a carruagem para e desce o mago.

– Essa será a parte que vamos dividir – disse ele – Princesa Kenny, Jenny, Butters, Token, Henrietta e Pete vão escotar o elfo até a estalagem, enquanto o restante vai vim comigo.

– Eric, acha que é sensato entrar na floresta para matar uma aranha gigante? – pergunta a princesa.

– Existe um velho ditado: aranha gigante, perigo constante. É melhor eliminar o mal para raiz agora do que ter dor de cabeça do futuro.

– Aranha ou não. O importante é matar – disse o diabinho de chifres pequeno chamado George.

– Isso é muita pressa – diz o Tweek.

– Vai ser divertido – disse Shelly.

– Tenho experiência em matar aranha gigante – disse Vriska.

– Vamos – disse o mago e o grupo entra na floresta.

É impressão minha ou tenho impressão que estamos sendo vigiados?

Narração desconhecida

– Já é decima vez que aquela aranha pega.

– Ele impede do nosso salvador concluir seus objetivos.

Só escuto as reclamações de meus servos. Que decadência, a filha de Satâ ter apenas animalzinhos adoradores do diabo como servo. Um esquilo, um coelho, um castor, um urso pequeno, uma porca espinha, um gamba, uma raposa, um viado jovem, um pica-pau, um rato e um passarinho. Nunca vou conseguir realizar meus objetivos com um corpo de fada. Se tivesse servos humanos ou elfos, mas desde que aquela aranha gigante chegou não tenho conseguido adoradores descentes. Pior que não consigo achar aquela maldita aranha.

– Mestra. Mestra – disse o passarinho se aproximando.

– O que foi? – eu pergunto.

– Tem humanos, uma orc e uma fada entraram na floresta.

– Será que são adoradores do diabo?

– Devem ser. Dois dos humanos tem uma aparência totalmente demoníaca.

– Como demoníaca?

– Eles tem chifres e pele cinza.

– Tem certeza que eles são humanos?

– Eu não tenho certeza. Eles são altos para anões, não tem orelhas pontudas como os elfos, não tem aparência rustica como os orcs, eles se parecem muito com os humanos. É uma mulher adulta e um pré-adolescente.

– E a fada?

– Parece que é uma fada com partes de salamandra.

– Isso me traz péssimas recordações.

– O que vamos fazer, mestra? Eles disseram que vão matar a aranha gigante.

– Eles podem ser uteis, só precisam ser direcionado para o caminho certo.

– Viva o diabo – falaram todos os animalzinhos.

– Sim, adorem meu pai e não esqueçam de quem são sua salvadora. Damiana Rose Thor.

CONTINUA